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Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 6

#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

terça-feira, 15 de maio de 2018

Dia 15 de Maio na História: (1976) - Patrícia Columbo é presa por matar a sua família com a ajuda de seu amante casado

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Patricia Columbo e Frank DeLuca são presos pelo assassinato brutal dos pais e do irmão de Columbo em Elk Grove, Illinois. Columbo de vinte anos, deixou a casa de sua família dois anos antes para viver com DeLuca, um homem casado de 36 anos. 

Os dois mataram Frank, Mary e Michael Columbo para receber a herança da família, sem saber que os Columbos tinham deserdado Patricia quando ela resolveu sair de casa para viver com DeLuca. Aos 16 anos, Columbo trabalhava em uma cafeteria suburbana onde conheceu o farmacêutico Frank DeLuca, que administrava a farmácia ao lado. Ele logo a contratou para trabalhar em sua loja e os dois iniciaram um relacionamento sexual incomum; Columbo mostrou fotos aos seus colegas  de classe, onde ela fazia sexo com o cachorro de DeLuca.

Em abril de 1974, DeLuca trouxe Columbo para ficar em sua própria casa, apesar de ainda morar com a esposa e com seus cinco filhos. Seus pais ficaram aliviados quando ela mais tarde disse que ia se mudar para seu próprio apartamento, e até lhe deram dinheiro. No entanto, eles logo descobriram que DeLuca havia deixado a esposa e parai morar com a filha, o que levou o pai de Columbo a bater em DeLuca severamente.

Em 4 de maio de 1976, Patricia Columbo, então com 19 anos, e Frank DeLuca com 39, decidiram realizar um plano sinistro. Eles entraram na casa da família Columbo e atiraram nos pais de Columbo. Depois disso, eles espancaram o irmão de Patricia (Mike) com um troféu de boliche, e o esfaquearam quase 100 vezes com uma tesoura. A polícia interrogou Patricia, mas não teve motivos para suspeitar dela até a semana seguinte.

Inspirado pela promessa de recompensa em dinheiro, um amigo levou a polícia aos homens que discutiram a morte da família Columbo com Patricia. Depois que o casal foi preso, alguns funcionários de DeLuca revelaram que o viram lavar e queimar roupas manchadas de sangue no dia seguinte aos assassinatos. Aparentemente, DeLuca os manteve em silêncio, ameaçando suas famílias. Enquanto estava preso, DeLuca tentou matar essas testemunhas através da influência de um companheiro de cela, mas outro detento frustrou o plano dizendo tudo à polícia. 

O júri condenou Patricia Columbo e Frank DeLuca, e cada um deles foi sentenciado de 200 à 300 anos de prisão. Columbo conseguiu manter-se no centro das atenções: em 1979, foi relatado que ela havia ajudado na organização de orgias sexuais envolvendo guardas e detentas no presídio em que se encontrava, em Dwight, Illinois. Funcionários de alto escalão da prisão, incluindo o diretor, foram forçados a renunciar após o escândalo.


Fonte: History.com

segunda-feira, 14 de maio de 2018

No fundo os criminosos desejam ser pegos?


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De tempos em tempos, ouvimos falar sobre criminosos que cometem seus crimes de maneira tão despreocupada que até parece que eles querem ser pegos. Diversos casos aparecem na mídia sobre criminosos “idiotas”; como o caso de um homem que ligou para uma loja de conveniência para saber quanto dinheiro estava no caixa antes de roubar a loja. A ligação serviu como alerta, e quando o homem chegou na loja a polícia já estava no local para prendê-lo.

Quem nunca se deparou com ladrões postando fotos nas redes sociais se gabando de suas façanhas apenas para serem apreendidos pela polícia?

Estudantes de comportamento humano têm especulado que geralmente as pessoas são extremamente descuidadas enquanto cometem crimes porque em algum nível elas realmente querem ser pegas. Tal pensamento parece derivar de escritos de Sigmund Freud, que escreveu sobre um desejo inconsciente de ser pego e punido. Em um artigo de 1915 intitulado “Alguns tipos de caráter encontrados no trabalho psicanalítico”, Freud abordou “a criminalidade a partir de um sentimento de culpa”. Sua tese era de que todos nós carregamos o peso da culpa edipiana inconsciente. Freud afirmou em "O Ego e o Id" que "um aumento nesse sentimento inconsciente de culpa pode transformar pessoas em criminosos". Freud afirmou que o sentimento de culpa "existia antes do crime" e constituía o "motivo" para o crime.

Por décadas, os defensores da psicanálise se apegaram à teoria de Freud. Em seu livro de 1960, The Roots of Crime, Edward Glover referenciou esse conceito como “a chave para todos os problemas de delinquência”. Em suma, os adeptos da psicanálise argumentaram que a necessidade de ser punido por culpa edípica não resolvida é um fator causal criticamente importante na explicação do comportamento criminoso. A prática clínica de Freud não era com criminosos. No entanto, muitos de seus seguidores fizeram observações sobre pacientes neuróticos e as aplicaram a criminosos, uma população muito diferente.

Psiquiatras e psicólogos que conduzem avaliações psicológicas em criminosos, geralmente alegam não encontrar indícios de que esses criminosos desejam ser pegos. Na verdade, uma compreensão detalhada dos padrões de pensamento subjacentes ao comportamento criminoso leva a uma conclusão completamente diferente. Em sua maioria, os criminosos planejam cada movimento enquanto premeditam os crimes. Eles calculam o que vai acontecer desde cometimento do crime até o momento da fuga; eles conhecem os riscos ocupacionais do crime - serem pegos, condenados, confinados, feridos ou mortos (no caso de um crime de alto risco).

No momento em que um criminoso está preparado para cometer o crime, ele está certo de que terá sucesso e eliminou esses impedimentos. Existe um “superotimismo” em que ele considera o crime como um fato consumado. Sua experiência suporta essa certeza, e ele sabe que a probabilidade de ser preso é baixa. Anteriormente, ele escapou de crimes sem que ninguém suspeitasse dele como perpetrador. Consciente da possibilidade de que possa escorregar, ele está certo de que isso não acontecerá "desta vez".

Um criminoso observou em uma conversa comigo que o super otimismo "mata criminosos mais do que qualquer outra coisa". Como o criminoso acumula cada vez mais e mais crimes, ele se torna encorajado e desenvolve um senso de invulnerabilidade. Então ele pode ter mais chances. Em alguns casos, o uso de substâncias que alteram a mente contribui para a imprudência. "Drogas acabam com a minha cautela", um desses criminosos me disse. Alguns criminosos que se safam de crimes complicados abaixam a guarda enquanto cometem um outro crime relativamente pequeno.

Do ponto de vista de um criminoso "responsável", um criminoso descuidado pode parecer “louco” ou “estúpido”. Mas o superotimismo do criminoso é garantido por sua habilidade extraordinária de cortar impedimentos, pelo número de seus sucessos passados ​​e pelo cuidado com o qual ele inventa esquemas atuais. Depois do fato, os criminosos podem reconhecer que fizeram algo estúpido ou louco, mas se ofendem com a menor sugestão de que são loucos ou estúpidos.

Em suma, os criminosos não querem ser pegos. Nem se sentem culpados pelo que fizeram. Seus arrependimentos são sobre serem pegos, não sobre o dano que infligem aos outros. Eles também não cometem crimes com um desejo (inconsciente ou não) de obter ajuda. Na maioria das circunstâncias, a única “ajuda” que eles procuram é sair de um buraco que eles criaram para si mesmos.

Por Tamara Arianne.


sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Recomendações da Semana: Especial Documentários e Séries Netflix

Com o crescente sucesso de Séries policiais e de documentários no estilo "True Crime", Canais de Televisão e Serviços de Streaming de vídeos do mundo todo tem investido cada vez mais nesses gêneros. A Netflix começou devagar, mas depois do imenso sucesso de Making a Murderer decidiu investir pesado comprando alguns programas do gênero e produzindo filmes, séries e documentários que levam o nome da marca.

Vamos conhecer alguns desses seriados e documentários que conquistaram o público:

- Making a Murderer


A série documental com 10 episódios conta a história de Steven Avery, um norte-americano condenado por um crime que não cometeu em 1985 no estado de Wisconsin. Em 2003, um novo exame de DNA foi concedido e Steven provou a sua inocência, processando o condado e pedindo indenização pelos danos causados.

Pouco tempo depois Avery foi preso novamente, desta vez foi acusado de assassinar uma fotógrafa. Os depoimentos e a investigação da equipe mostram que a polícia local pareceu fazer de tudo para condená-lo em ambas as acusações. Será que ele é inocente?






- Amanda Knox (2016)


Amanda Knox é uma garota norte-americana que, após frequentar a Universidade de Washington, decidiu continuar os estudos na Itália, na cidade de Perúgia. Amanda morava em uma casa com mais três garotas: duas italianas e a britânica Meredith Kercher. 

Em novembro de 2007, Meredith foi encontrada morta em seu quarto. A polícia acreditou na época que foi um suposto crime sexual, mas o comportamento de Amanda começou a levantar suspeita








- The Keepers (2017)


A morte misteriosa de uma freira na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos, é o ponto de partida da série-documentário “The Keepers”, produzida pela Netflix. A Irmã Cathy Cesnik dava aulas em uma escola católica e em 1969 ela desapareceu. O corpo da freira foi encontrado meses depois às margens de um rio da cidade.

O crime não foi solucionado e a polícia arquivou. Vinte anos depois, através dos depoimentos de pessoas que faziam parte da comunidade, outros crimes tão complexos e terríveis começam a aparecer e a história fica muito mais sombria.






- Real Detective


Misturando documentário com relatos e reconstituições, esta série retrata casos verídicos que marcaram a vida de detetives profissionais. 

Não tem muito o que explicar, é preciso assistir.


- Mindhunter (2017)


Mindhunter  é uma série de televisão norte-americana de drama policial criada por Joe Penhall, e baseada no livro Mind Hunter: Inside the FBI’s Elite Serial Crime Unit escrito por John E. Douglas e Mark Olshaker. A série é produzida por David Fincher e Charlize Theron entre outros, e estreou na Netflix em 13 de outubro de 2017.
Mindhunter foi renovada para uma segunda temporada em abril de 2017, seis meses antes da estréia da primeira.[3]

A série se passa em 1977 e gira em torno de dois agentes do FBI, interpretados por Jonathan Groff e Holt McCallany, que entrevistam assassinos em série presos para tentar resolver casos em andamento.





- Manhunt: Unabomber

Criada por Andrew Sodroski, a história apresenta o difícil cotidiano de Jim Fitzgerald (Sam Worthington), um “profiler”, ou seja, aquele agente da polícia que traça o perfil de criminosos, em busca de entender melhor a personalidade e as ações deles.

A semelhança com Mindhunter é quase extrema. As duas séries têm aquele ar de mistério, além de retratar a busca pelo criminoso e o quanto o trabalho da polícia pode ser desgastante aos agentes da lei. No fim das contas quem assistiu Mindhunter, terá uma estranha sensação de ver um reboot mais acelerado da produção com Manhunt.

Focada na década de 1990, o enredo de Manhunt apresenta a saga da polícia em busca do assassino Unabomber (Paul Bettany). O psicopata está há anos enviando cartas-bomba pelo correio e agora o FBI decidiu investir em uma equipe especializada para prender o criminoso. Jim não está à frente da investigação, mas é o que mais se destaca, pois consegue estabelecer uma “conexão” com o Unabomber.



- The Investigator: A British Crime Story (2016)


Carole Packman desapareceu em 1985 e seu marido foi apontado como culpado, apesar de o seu corpo nunca ter sido encontrado. 

Mark Williams-Thomas reabre o caso e dá um novo olhar para as provas e novas circunstâncias começam a aparecer.












- Your Worst Nigthmare (2014)


Cada episódio conta a história de um crime real. Além da dramatização para encenar o crime, a série ainda tem com comentários de especialistas em justiça criminal, agentes que trabalharam nos casos, amigos e familiares das vítimas.


- Fatal Attraction (2014)


Por meio de entrevistas e imagens de arquivo, esta série revela histórias reais sobre o lado mais sombrio da paixão.















- Mulheres Assassinas com Piers Morgan (2017)


O jornalista Piers Morgan vai por trás das grades para falar com mulheres condenadas por crimes horrendos, mostrando o que as levou a cometer homicídios.















- Stalkers Who Kill (2015)


Esta série policial mostra passagens reais e dramatizadas de assassinatos cometidos por ex-amantes, colegas de trabalho e até familiares.

- Fear thy Neighbor (2015)


Fear Thy Neighbor é uma série-documentário que se concentra em vários casos envolvendo conflitos entre vizinhos, conflitos que na maioria das vezes acabam em tragédias.















- Murderous Affairs


Casos de amor que acabam em morte, e parceiros que se transformam em assassinos são o tema desta série que mistura entrevistas e reconstituições.



- The Confession Tapes


Todos foram condenados por assassinato, mas agora alegam que suas confissões foram forçadas, involuntárias ou forjadas. Esta série documental vai em busca da verdade.

- A Louva-A-Deus


Em Paris a polícia procura um psicopata cujos assassinatos são inspirados em Jeanne Deber, conhecida como "A louva-a-deus", uma famosa serial killer que aterrorizou o país há 25 anos. Jeanne Deber oferece sua expertise para ajudar a polícia a caçar o imitador. Colocada em confinamento solitário desde a sua prisão, "A louva-a-deus" tem uma condição: a de lidar apenas com o Detetive Damien Carrot, seu distante filho.

Damien não tem escolha, precisa parar um serial killer que está à solta e pode atacar a qualquer momento, em qualquer lugar em Paris.


- Nurses Who Kill (2016)


Peritos médicos, criminais e psicológicos analisam as motivações e métodos usados por enfermeiras que matam seus pacientes em vez de cuidar deles.

- Os Segredos de Scotland Yard (2013)


Conheça a história da Scotland Yard, uma das instituições de investigação mais antigas do mundo e um grande nome em matéria de resolução de crimes.















- Bloodlands



Nessa série documental, a descoberta de uma cena de crime horripilante numa área remota coloca os detetives na trilha de um perigoso assassino.















- Out of Thin Air (2017)


Seis pessoas são condenadas por dois estranhos assassinatos na Islândia. Quarenta anos depois, este documentário prova que nem sempre se pode confiar em confissões.








- AILEEN WUORNOS:THE SELLING OF SERIAL KILLER


O cineasta Nick Broomfield explora a vida problemática de Aileen Wuornos, considerada a primeira mulher assassina em série dos Estados Unidos, suas interações com a líder religiosa Arlene Pralle e a imensa repercussão do caso pela imprensa norte-americana.













- THE WITNESS


Um crime ocorrido em Kew Gardens, no Queens, em maio de 1964, deslocou para sempre os limites da aceitação do desinteresse diante do sofrimento do próximo. Kitty Genovese, de 28 anos, foi esfaqueada na rua, gritou por ajuda e ninguém a socorreu. O alheamento geral foi tão brutal que o agressor, que tinha deixado a cena do crime, se sentiu à vontade para voltar e agredi-la novamente. Um artigo de capa do “The New York Times” publicado pouco depois dizia que houve 38 testemunhas oculares. Essas pessoas não teriam movido uma palha para ajudar Kitty. O ocorrido chocou a opinião pública e virou um emblema da indiferença nos centros urbanos. Depois dele, foi criada a linha 911, número de emergência que vigora até hoje nos Estados Unidos.

Eis o tema de “The witness”, documentário lançado este ano nos EUA e que acaba de chegar à Netflix. O diretor James Solomon acompanha a cruzada do irmão da vítima, Bill Genovese, na busca por esclarecer o que realmente aconteceu. Na época das filmagens (na década passada), Bill já era avô e sessentão. Mas nunca superou a desgraça que se abateu sobre sua família. Pensando na irmã, se alistou para lutar na Guerra do Vietnã: era uma forma de mostrar que “não estava indiferente à Humanidade”, ao contrário daqueles que teriam virado a cara para Kitty. Lá, perdeu as duas pernas numa explosão. Tem o olhar triste. Sua obstinação e senso de Justiça colaboram muito para fazer deste documentário uma pequena obra-prima.

O que ele descobre é fascinante. Não houve 38 testemunhas indiferentes. Tampouco morreu Kitty sozinha. Estava nos braços de uma amiga e vizinha. Nada disso, claro, diminui a tragédia, mas o filme faz a revisão da revisão. Não perca.


- Aileen: Life and Death of a Serial Killer

A mulher que inspirou o filme “Monster – Desejo Assassino” também é o foco desse documentário. Aileen Wuornos foi uma prostituta considerada a primeira mulher assassina em série dos Estados Unidos – responsável por seis mortes. Entrevistas com seus amigos próximos, advogados e sua mãe biológica — da qual esteve afastada. Broomfield também entrevista a própria Wuornos na prisão em vários momentos, inclusive antes de sua execução.







- Tower

Primeiro tiroteio em massa em uma escola nos EUA, o massacre da Universidade do Texas, de 1966, é reconstituído com base em animações, entrevistas e imagens da época.














- The Sinner


A investigação acerca de um crime precisa acabar quando se sabe qual foi o crime e quem foi o criminoso? Quando uma jovem mãe de família comete um crime nefasto em público e se vê incapaz de explicar o motivo que a levou aquele estado de fúria súbito, um investigador se torna cada vez mais obcecado em entender as profundezas da psique da mulher, desenterrando os momentos de violência que ela tenta manter no passado, longe dos olhos do mundo.









- O MEDO DO 13

Nick Yarris é um condenado estadunidense que passou 21 anos* no corredor da morte por um crime que não cometeu. O documentário consiste basicamente em uma entrevista com Nick, que conta sua história de uma maneira muito envolvente, e tenta explicar o porque quer morrer logo.












- A Murder in the Park (2014)


Este documentário analisa a fundo a vida de um ativista contrário à pena de morte e sua equipe, cujos métodos questionáveis libertaram um assassino condenado em 1999.









quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

EM FOCO: Daniel Cravinhos, ex de Suzane von Richthofen, deixa a cadeia

Condenado a 39 anos de prisão pela morte do casal Manfred e Marisa von Richthofen, em 2002, ele progrediu para o regime aberto

AGLIBERTO LIMA/ESTADÃO CONTEÚDO/2002

Condenado a 39 anos de prisão pela morte do casal Manfred e Marisa von Richthofen, em 2002, Daniel Cravinhos deixou a Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, na terça-feira (16/1) para cumprir o restante da pena em liberdade. É o segundo dos irmãos Cravinhos a progredir para o regime aberto — Christian, condenado pelo mesmo crime, está em liberdade desde agosto de 2017.

À época do crime, Daniel era namorado da filha do casal, Suzane von Richthofen, também acusada pela morte dos pais. Ela cumpre pena em regime semiaberto, mas já teve laudo favorável para deixar a prisão.

A saída de Daniel Cravinhos para o regime aberto foi autorizada pela Vara de Execuções Criminais de Taubaté, atendendo a um pedido da defesa. A alegação é de cumprimento do tempo legal de prisão nos regimes fechado e semiaberto, sem incorrer em falta grave e com registro de bom comportamento. Ele cumpriu 16 anos de prisão e ganhou direito a outros dois anos de desconto na pena por ter trabalhado na penitenciária.

Além disso, um laudo atestou que o condenado está em condições de viver em sociedade. A saída de Daniel Cravinhos foi confirmada pela administração da penitenciária.

Suzane

A Justiça ainda deve julgar o pedido da Defensoria Pública de Taubaté, que atende Suzane, para que ela seja colocada em liberdade. Conforme a Defensoria, a condenada já cumpriu o tempo previsto para permanecer na prisão e tem direito a um período de remissão por ter trabalhado na penitenciária. No início deste ano, um laudo criminológico encomendado pelo Ministério Público atestou que a condenada tem condições de voltar a viver em sociedade.

Fonte: G1/ Uol Notícias/Metropoles

terça-feira, 30 de janeiro de 2018

EM FOCO: Defesa pede novo interrogatório para padrasto acusado de matar menino Joaquim


Defesa pede novo interrogatório para padrasto acusado de matar menino Joaquim
Advogado enviou pedido de habeas corpus ao TJ-SP para que Guilherme Longo possa esclarecer circunstâncias de entrevista em que confessa ter cometido o crime em Ribeirão Preto. Réu foi extraditado após fugir para a Espanha.

Guilherme Longo foi localizado pelo Fantástico em Barcelona, na Espanha (Foto: Fantástico/Reprodução)
Guilherme Longo foi localizado pelo Fantástico em Barcelona, na Espanha (Foto: Fantástico/Reprodução)

O advogado Antônio Carlos de Oliveira confirmou nesta sexta-feira (26) ter ajuizado um pedido de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) para que Guilherme Longo, acusado de matar o enteado Joaquim Ponte Marques, de 3 anos, e recentemente extraditado para o Brasil após fugir para a Espanha, seja interrogado novamente pela Justiça de Ribeirão Preto (SP).

Ele quer que o réu tenha chances de esclarecer as circunstâncias de uma entrevista veiculada por uma emissora de TV em que Longo confessa o crime. De acordo com o Ministério Público, em novembro de 2013 o padrasto aplicou uma alta dose de insulina no menino, que tinha diabetes, e jogou o corpo em um córrego perto da casa da família.

Segundo o defensor, embora não tenha sido juntada aos autos, a reportagem foi mencionada no decorrer do processo.

"O que eu quero é que ele fale sobre isso dentro do processo, por isso que a defesa entende que ele deve ser reinterrogado", diz.

Além disso, defende que, em um eventual tribunal do júri, a reportagem pode influenciar a decisão dos participantes. Um primeiro pedido já havia sido feito em primeira instância antes da prisão de Longo na Espanha, mas acabou rejeitado em primeira instância.

"Se for confirmado eventual julgamento dele pelo tribunal do júri, a divulgação dessa matéria, dessa gravação, isso reflete, influencia no julgamento pelos jurados."

Oliveira disse que na próxima terça-feira (30) pretende falar com Longo na penitenciária de Tremembé (SP), onde ele está preso desde o dia 20, mas que não deve entrar com nenhum recurso pela liberdade do acusado. Para o Ministério Público, a fuga para a Europa prejudica qualquer solicitação nesse sentido.

"Não, nesse momento, tecnicamente, juridicamente falando, não é possível se pleitear qualquer medida no que se refere à liberdade dele", afirma o advogado.

O menino Joaquim Ponte Marques foi encontrado morto cinco dias após desaparecer da casa onde morava em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução)
O menino Joaquim Ponte Marques foi encontrado morto cinco dias após desaparecer da casa onde morava em Ribeirão Preto (Foto: Reprodução)

Fuga e extradição

O técnico em informática deixou a Penitenciária de Tremembé em fevereiro de 2016, onde estava preso preventivamente, após obter um habeas corpus. Ele passou a morar na casa dos pais em Ribeirão, mas foi dado como foragido em setembro do mesmo ano.

Após receber informações de que Longo estaria na Espanha, a Polícia Federal incluiu a ordem de prisão expedida pela 4ª Vara Criminal de Ribeirão Preto na Difusão Vermelha da Interpol, que contém os nomes de foragidos internacionais.

Longo foi preso pela Interpol em abril de 2017, em uma praça em Barcelona, na Espanha. Ele usava documentos falsos no nome de um primo que mora em Santa Catarina. A prisão foi acompanhada pela reportagem do Fantástico.

A suspeita é que ele tenha deixado o Brasil pelo Uruguai, mas não há detalhes sobre a forma com que Longo conseguiu driblar a imigração espanhola. Em janeiro desse ano, a Justiça da Espanha decidiu pela extradição dele do país.

Como o crime de falsidade ideológica não é considerado grave na Espanha, o padrasto de Joaquim poderia ser solto ainda neste mês. Por isso, o governo brasileiro agilizou o processo de extradição dele - Longo voltou ao Brasil em um voo comercial na noite de 19 de janeiro.


O caso

O corpo de Joaquim foi encontrado no Rio Pardo, em Barretos (SP), em novembro de 2013, cinco dias após o menino desaparecer da casa onde morava com a mãe, o padrasto e o irmão, no Jardim Independência, em Ribeirão.

A Polícia Civil concluiu que o padrasto matou o menino, que sofria de diabetes, com uma alta dose de insulina, e jogou o corpo em um córrego próximo à residência da família. Longo foi indiciado por homicídio triplamente qualificado.
Um laudo do Instituto Médico Legal (IML) emitido na época da morte do garoto apontou ausência de água no organismo, o que descartou a suspeita de afogamento, mas não identificou outras substâncias.

Fonte: G1 Riberião e Franca

Notícias: 27/01/2017 - 02/01/2017


- 01/02/2018

Ter filho menor de 12 anos não impede que mãe vá para regime fechado


O artigo 318 do Código de Processo Penal diz que o juiz pode substituir a prisão preventiva pela domiciliar quando a ré for gestante ou mulher com filho menor de 12 anos de idade. O artigo 117 da Lei de Execução Penal prevê o mesmo, para o caso de condenadas a regime semiaberto. No entanto, não há lei que permita isso no caso da condenação à prisão em regime fechado.

Com isso, a 7ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou Habeas Corpus a uma mulher condenada a 10 anos de prisão por se envolver no assalto a uma lotérica, que resultou na morte de um policial federal. A defesa dela buscava derrubar a ordem de execução provisória da pena, emitida pela 14ª Vara Federal de Curitiba, mesmo com recurso ainda pendente de apreciação no Superior Tribunal de Justiça. A mulher estava há sete anos em liberdade, com base em outro HC.

A defesa sustentou que a possibilidade de prisão deve ser analisada no caso concreto, considerando que a paciente é mãe de um filho menor de 12 anos, que necessita de cuidados. Sob tal circunstância, a lei penal deve arrefecer em favor dos direitos do menor. Citou também o posicionamento do ministro Néfi Cordeiro, do STJ, no julgamento do HC 362.922/PR, que se manifestou favorável aos interesses do filho menor de 12 anos num caso onde estavam presentes os requisitos para a prisão preventiva da mãe.

Ressaltou que o pedido não questiona a execução da pena propriamente, mas a determinação de "prisão processual antecipada da condenação definitiva, na qualidade de provisória". Em síntese, alertou, um erro na aplicação da pena não atinge apenas a mãe, mas aos interesses e direitos da criança, que recebem proteção superior à luz da Constituição.

Relator vencido
O relator do HC na turma, desembargador Márcio Antônio Rocha, concordou com os argumentos da defesa e ainda reduziu a pena da paciente, de ofício, por não ter sido beneficiada com atenuantes no julgamento de primeiro grau. Na época dos fatos denunciados pelo Ministério Público Federal, ela contava com apenas 20 anos de idade.

Rocha concedeu a ordem para suspender o período de cumprimento de pena em regime fechado, jogando-o para após a data em que o filho da paciente completar 12 anos de idade. Aí, seria dado início ao cumprimento da pena em regime semiaberto humanizado, mediante uso de tornozeleira eletrônica.

Vitória da divergência
As outras duas integrantes do colegiado – desembargadoras Cláudia Cristina Cristofani e Salise Monteiro Sanchotene --, no entanto, denegaram a ordem, mantendo a prisão. Para ambas, as razões humanitárias e de política criminal suscitadas no voto do colega já foram proporcionalmente contempladas pelo legislador. Logo, não servem para autorizar "excepcional e indevido descumprimento de sentença condenatória".

Salise, que abriu a divergência, disse que a mulher não faz parte da população vulnerável que necessitaria de apoio. A ré "integra parcela economicamente privilegiada da população, vem de boa família de classe média, foi aprovada em concurso público e ingressou na universidade, logrando aprovação no concorrido curso de Medicina Veterinária", esclareceu. A desembargadora afirmou ainda que a mulher sabia que estava participando de um crime.

A desembargadora quis ainda concluir, dando uma lição de moral: "Se é certo que o encarceramento da mãe causa sério abalo no filho menor, que se vê privado do cuidado materno, também é certo afirmar que o convívio com a impunidade diante de crime tão grave causa igual comprometimento e abalo, não só na criança, que vê com olhos de normalidade essa situação, mas também na sociedade que, impotente, se vê à mercê do efetivo aumento da criminalidade feminina, inclusive nos delitos contra a vida".
Fonte: Conjur


- 31/01/2018


Fortaleza instala torres de vigilância para prevenir crimes
Estruturas integram projeto da prefeitura com a PM para combater insegurança na capital, que teve 140 homicídios entre 1º e 28 de janeiro

Fortaleza testa torres de vigilância para combater criminalidade na cidade
Torre de Observação da Guarda Municipal no bairro Jangurussu, em Fortaleza (CE). Com 140 assassinatos confirmados apenas entre os dias 1 e 28 deste mês, a prefeitura de Fortaleza instala torres de vigilância nos bairros mais violentos da capital cearense - 30/01/2018 (Jarbas Oliveira/Estadão Conteúdo)

Com 140 assassinatos confirmados apenas entre os dias 1º e 28 de janeiro (sendo catorze mortes em uma única chacina), a prefeitura de Fortaleza se prepara para instalar torres de vigilância nos bairros mais violentos da capital cearense. Operadas em parceria entre a gestão municipal e a Polícia Militar(PM), são estruturas de concreto e vidro que se erguem na altura do telhado das casas e concentrarão imagens de segurança da cidade, para tentar melhorar o policiamento e frear a onda de homicídios.

Duas das torres estão em fase final de obras. Uma delas fica na Avenida Castelo de Castro, no bairro Jangurussu, a menos de 1 quilômetro do Castelão, o estádio de Fortaleza usado na Copa do Mundo. Ali, a estrutura é vista com um misto de desconfiança e brincadeiras por boa parte da população.

“Eles colocaram essa base (da polícia) na avenida, deveriam ter colocado no meio do bairro, onde às vezes sai tiro. Aqui, não precisa”, diz uma comerciante de 37 anos, que trabalha na avenida, perto do conjunto. “Olha, alguma coisa eles têm de fazer, porque a coisa aqui está feia. Mas não sei se isso ajuda, não”, comenta outro comerciante, de 56 anos, um ambulante que também mora e trabalha no entorno.

A estudante Evelliny Branco, de 18 anos, diz que roubaram sua primeira moto no bairro, mas ela só registrou a ocorrência no dia seguinte. “Os meninos estavam armados. Na hora, dei um grito e falei ‘Moço, ainda estou pagando’. Se tivesse chegado a polícia na hora, acho até que ia ser pior. Ia ter tiroteio”, diz a jovem. “Mas se a bandidagem sabe que está cheio de polícia, eles não roubam, não é?” Ela diz não ter opinião formada sobre a nova torre do bairro. “Tem tido muita polícia ali, e isso é bom”, afirma.

O nome oficial de cada torre é Célula de Proteção Cidadã. Ela é uma das ações de um Plano Municipal de Proteção Urbana tocado pela prefeitura. O vice-prefeito da cidade, Moroni Torgan, é um delegado da Policia Federal filiado ao DEM e ex-deputado federal. Em março, ele apresentou o plano a vereadores, prometendo quinze torres. É um projeto já atrasado. A promessa era inaugurar a primeira torre em janeiro. Agora, a primeira inauguração está marcada para a segunda quinzena de fevereiro e, até abril, serão cinco estruturas como essa.

O acesso à unidade de Jangurussu foi autorizado por PMs que já usam o lugar como base. Não é possível ver mais do que uma quadra de distância do local. “Eles vão instalar as câmeras e a gente vai monitorar daqui. Vão instalar as TVs na semana que vem”, diz um dos PMs. “Não é para vigiar pela janela”, brinca o PM.

O receio dos policiais, entretanto, é que criminosos comecem a danificar as câmeras, que ficarão em pontos mais violentos. Segundo informações da prefeitura, Torgan prometeu que cada torre terá sessenta agentes, sendo quarenta guardas-civis municipais e vinte policiais militares. A segunda estrutura mais acelerada fica na Rua dos Holandeses, na Barra do Ceará.
Silêncio

Dúvidas básicas da proposta, entretanto, ainda ficaram sem resposta. A reportagem pediu entrevista com um porta-voz da Secretaria Municipal de Segurança Cidadã, mas ninguém explicou o projeto. No material de divulgação da prefeitura, disponível na internet, não há informações sobre os custos do projeto, sobre os estudos que indicaram a eventual eficácia das torres no patrulhamento nem o número de câmeras de vigilância que seriam integrados às estruturas.

Também não foram fornecidas explicações sobre a escolha dos bairros que receberão o programa. Cajazeiras, cenário da chacina do último fim de semana e área tida pela população como reduto da facção Comando Vermelho (CV) na cidade, por exemplo, não aparece no material de divulgação. O crime teria sido cometido por integrantes da rival Guardiões do Estado. A polícia investiga o caso. Cinco suspeitos foram presos.
Fonte: Veja.com


- 30/01/2018

PM realiza Operação 'Saturação 269' para combater crimes de homicídio em Patrocínio
Ação está em andamento e deve seguir até a madrugada desta quarta (31). Já foram cumpridos 12 mandados e vários materiais criminosos foram apreendidos.

Polícia Militar (PM) de Patrocínio realiza Operação Saturação 269 na cidade (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

Polícia Militar (PM) de Patrocínio, no Alto Paranaíba, realiza nesta terça-feira (30), a “Operação Saturação 269”. a Ação ainda está em andamento e até o momento já foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão e vários materiais foram apreendidos.

O objetivo da ação é combater o aumento dos crimes de homicídio ocorridos nos últimos dias na cidade. A operação teve início às 5h30 e foi dividida em três partes de execução. Ao todo, 71 militares distribuídos em 20 viaturas estão realizando o patrulhamento nas ruas da cidade.

A primeira parte da operação consistiu no cumprimento de mandados de busca e apreensão em locais suspeitos, através de levantamentos do Setor de Inteligência, Disque Denúncia Unificado (181) e informações repassadas. Nesta etapa, três armas de fogo, sete munições e quantias de maconha foram apreendidas.

Na segunda etapa, os policiais realizaram ações preventivas e repressivas, abordando veículos suspeitos. Cerca de 420 pessoas foram abordadas e fiscalizados 365 veículos, sendo apreendidos 13 carros e cinco Certificados de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).
Celulares, chaves michas e outros materiais são apreendidos durante a Operação Saturação 269 da PM de Patrocínio  (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Celulares, chaves michas e outros materiais são apreendidos durante a Operação Saturação 269 da PM de
 Patrocínio (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Também foram apreendidas 40 chaves michas usadas para arrombamento de casas e veículos, dois aparelhos celulares, um notebook e várias anotações referentes a entradas e saídas de valores relativos ao trafico de drogas.

A terceira fase da operação segue em andamento e equipes do Tático Móvel ficarão nas até a madrugada de quarta-feira (31).
Fonte: G1- MG




Aplicativo vai monitorar escolas fechadas pela violência no Rio

Em 2017, 165 mil alunos ficaram sem aulas por conta da violência. Segundo secretaria de Educação, 400 escolas estão em áreas consideradas perigosas.


Na próxima segunda (5), voltam as aulas na rede pública de ensino do Rio. Preocupada com o número de tiroteios próximas a escolas em 2017, a secretaria municipal de Educação iniciou testes com um aplicativo que será usado por diretores das unidades escolares que repassarão os dados à secretaria se a escola está em perigo ou se a aula precisará ser suspensa. De posse da informação, os dados serão repassados aos órgãos de segurança pública.

A medida é explicada em situações que ocorreram em 2017:

165.804 alunos ficaram sem aula por causa da violência
467 escolas foram fechadas
400 unidades estão em locais considerados perigosos

A plataforma foi desenvolvida pelo setor de informática da secretaria municipal de Educação do Rio e pela equipe do aplicativo Onde Tem Tiroteio (OTT), que monitora troca de tiros no município. No ano passado, 165.804 estudantes, de um total de 650 mil, ficaram sem aulas.

"Isso (a situação) tem várias reflexões. Além das crianças impacta também os profissionais de educação envolvidos neste trabalho", afirmou Ana Luísa Azevedo, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Em março do ano passado, a estudante Maria Eduarda, de 13 anos, foi atingida por uma bala perdida dentro da Escola Municipal Jornalista Daniel Piza, em Fazenda Botafogo, Zona Norte do Rio. De acordo com o Corpo de Bombeiros, quando a ambulância chegou ao local a menina já estava morta.
Fonte: Globonews



IML faz mutirão após polêmica por demora para liberação de corpos em Maceió

Escala de profissionais foi reforçada a pedido do MP. Familiares de vítimas dizem que chegavam a esperar mais de 24 horas por liberação.



Instituto de Medicina Legal (IML) iniciou um mutirão para acelerar os exames de necropsia nos corpos em Maceió. A informação foi confirmada nesta terça-feira (30).

A escala foi reforçada depois de uma reunião com o Ministério Público de Alagoas (MP-AL), que cobrou solução para a reclamação de familiares de vítimas de que a espera pela liberação de corpos chegava a mais de 24 horas.

A assessoria de imprensa do instituto disse que o mutirão começou na segunda (29) e que 17 corpos já foram necropsiados e 24 ainda aguardam o exame. Destes, três já foram devidamente identificados por familiares serão examinados e liberados nesta terça.

Os outros 21 corpos aguardam a presença da família e da documentação de identificação para a realização do exame cadavérico.

"Conseguimos disponibilizar na escala dois peritos médicos legistas e quatro técnicos forenses para realizar os exames de necropsia. No consultório para atendimentos em vivos foi mantido apenas um médico para realizar os exames de lesão corporal", explicou o chefe do IML de Maceió, perito médico legista Fernando Marcelo

O chefe do IML explicou que foram priorizados os corpos já identificados por meio de documentação oficial, e cuja família se encontrava presente a sede do IML, seguindo a ordem de chegada.

O mutirão seguirá por toda semana, até que as equipes consigam diminuir está demanda reprimida.

Por causa da falta de um número adequado de profissionais no IML, médicos legistas que buscam melhores condições de trabalho adotaram uma 'operação padrão' para denunciar a situação.
Fonte: G1- Alagoas



- 27/01/2018


PEC cria órgão de segurança voltado para adolescentes infratores


Uma proposta de emenda à Constituição (PEC 365/17) que tramita na Câmara dos Deputados cria, no capítulo sobre segurança pública da Carta Magna, os chamados corpos de segurança socioeducativa. O objetivo seria supervisionar e coordenar as atividades ligadas à segurança dos estabelecimentos de adolescentes infratores.

O texto é de autoria do deputado Laudivio Carvalho (SD-MG) e acrescenta o novo órgão de segurança pública para também "promover, elaborar e executar atividades de caráter preventivo, investigativo e ostensivo que visem a garantir a segurança e a integridade física dos socioeducandos", conforme explica o texto.

Caso aprovada, a PEC cria o sexto órgão de segurança, além das polícias federal, rodoviária federal, ferroviária federal, civis e militares e corpos de bombeiros militares.

Pela proposta, caberá ao novo órgão diligenciar e executar, junto com as demais instituições da segurança pública, atividades de recaptura de internos foragidos das unidades socioeducativas, bem como trabalhar em atividades que coíbam o tráfico direcionado a unidades socioeducativas.

A PEC também prevê a transformação dos cargos dos servidores efetivos do quadro de segurança dos sistemas socioeducativos dos estados e do Distrito Federal para agentes de segurança socioeducativa, sem prejuízo da remuneração.

Para Laudivio Carvalho, é necessário haver um quadro de servidores especializados no trato com menores infratores, para um acompanhamento que auxilie nas atividades de ressocialização e para agir nos momentos de crise.

“Para isso, há de se ter a figura dos agentes de segurança socioeducativa, organizados em um corpo próprio, integrado no sistema de segurança pública do País”, defende o deputado.
Fonte: Revista Consultor Jurídico/ Com informações da Agência Câmara.


Ação em curso não conta como mau antecedente no cálculo da pena, diz STJ

Inquéritos ou processos em andamento, que ainda não tenham transitado em julgado, não devem ser levados em consideração como maus antecedentes na dosimetria da pena. Também é vedada a utilização de inquéritos policiais e ações penais em curso para agravar a pena-base. Esses entendimentos, do Supremo Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, respectivamente, foram aplicados pela Presidência do STJ para reduzir uma pena aplicada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

A corte paulista, ao julgar um caso de fraude à licitação, reconheceu que a ré concorreu para a prática do crime e fixou a pena em 2 anos e 8 meses de detenção, computados, nesse total, o aumento de um sexto acima do mínimo legal, com fundamento em seus maus antecedentes, e a circunstância agravante prevista no artigo 61 do Código Penal, em razão de o delito ter sido cometido com violação do dever inerente ao cargo público que ela ocupava.

Para a Presidência do STJ, no entanto, o julgado contraria a jurisprudência das cortes superiores porque o aumento de um sexto da pena, com fundamento em maus antecedentes, foi decorrente da existência de ação penal ainda em curso.

“Cabe a concessão da medida urgente para decotar o aumento indevido de um sexto na pena-base, que volta ao patamar mínimo”, determinou a Presidência da corte durante o recesso forense, ao analisar o Habeas Corpus impetrado pela defesa da fé.

Como a agravante prevista no artigo 61 foi mantida, a pena definitiva foi fixada em 2 anos e 4 meses de detenção. “Embora não tenha sido objeto do pedido, fixada a pena-base no mínimo legal, porque reconhecidas as circunstâncias judiciais favoráveis à ré primária e de bons antecedentes, o regime prisional deve ser o inicial aberto”, diz a decisão.

A Presidência também aplicou ao caso o artigo 44 do Código Penal, que permite a substituição da pena privativa de liberdade por penas restritivas de direitos ao condenado a pena inferior a 4 anos, caso a medida se mostre socialmente recomendável e suficiente. Com o deferimento da liminar, foi determinada a suspensão da execução da pena até o juízo das execuções penais analisar a possibilidade da substituição. 

Fonte: Com informações da Assessoria de Imprensa do STJ.
HC 431.283 - Revista Consultor Jurídico