Essa comunidade é o reduto das pessoas interessadas nessas duas especialidades da ciência criminal, que até então não tinham como discutir, trocar informações e novidades sobre a criminologia e psicologia forense.

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#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dia 8 de Dezembro na História: John Lennon é assassinado!

 
Morte de ex-Beatle John Lennon completa 37 anos

Há exatos 37 anos o mundo parou para chorar pela morte de John Lennon. O astro do The Beatles foi atingido por quatro tiros na porta de seu apartamento, em Central Park West, em Nova York, ao voltar do Record Plant Studio, aonde havia ido trabalhar na faixa "Walking on Thin Ice", de sua mulher Yoko Ono. Era uma noite fria de segunda-feira, 8 de dezembro, e a TV transmitia um importante jogo de futebol.
 

A data ficou marcada para sempre na história da música e é lembrada como um dos dias mais tristes da cultura pop.
 
Dos cinco tiros disparados por Mark David Chapman, quatro acertaram as costas do ex-beatle. Era portanto, o fim do sonho. O último respingo de paz e amor. O ídolo havia virado lenda.

O ativista político engajado na luta pela paz estava retomando sua carreira. Há cinco anos sem um disco de inéditas, ele havia acabado de lançar o álbum Double Fantasy quando o incidente aconteceu. Entrevistas, sessões e mais sessões de fotos e eventos públicos faziam parte da dura rotina do britânico em Nova York.

Lennon costumava cumprimentar os fãs que sempre ficavam à sua espera na porta de casa. O músico adorava a cidade. Afinal, lá ele era capaz de andar pelas ruas sem se sentir intimidado. "Não sou perseguido. Distribuo alguns autógrafos e está tudo certo", disse certa vez ao falar sobre a mudança para os Estados Unidos.
 
Porém nem todos sabem que Lennon não era o primeiro alvo de Mark Chapman. Ou que o atirador se inspirou em um clássico da literatura para cometer o crime. Veja algumas curiosidades sobre o assassinato do Beatle:

1 - Clique Icônico

A foto de John Lennon nu abraçado na esposa Yoko Ono foi tirada por Annie Leibovitz no dia do assassinato do cantor. A fotógrafa saiu do apartamento do casal por volta de 3:30 da tarde, horas antes de Lennon ser morto na porta do local.

2 - Inspiração literária

Mark David Chapman tinha 25 anos quando assassinou o cantor. Na época, mencionou o livro"O Apanhador no Campo de Centeio" como inspiração, pois se identificava com o protagonista: um adolescente revoltado que odiava falsidade. Chapman carregava com ele uma cópia da obra quando praticou o crime.

3 - Motivação pessoal

O ator Michael Douglas estava andando em Central Park West com o fundador da revista "Rolling Stone", Jann Wenner, quando viram uma confusão: Lennon havia sido baleado. Wenner, amigo pessoal de Lennon, fundou uma ONG contra o livre-armamento nos Estados Unidos, uma luta pela qual Douglas se tornou engajado desde então.

4 - Plano B
Lennon não era o alvo principal de Chapman. Em declarações, o assassino confessou ter escolhido Lennon por ser "mais acessível", mas que Elizabeth Taylor e o apresentador de TV Johnny Carson eram suas prioridades.

5 - "Um autógrafo, por favor"

Naquele mesmo dia, depois de dar entrevista à RKO Radio Network, Lennon e Yoko foram para o estúdio para gravar uma versão da música Walking on a Thin Ice. Foi nesta ocasião que ex-beatle ficou frente a frente com seu assassino, Mark David Chapman. Ele se aproximou do carro e pediu um autógrafo.
 
O momento foi registrado por Paul Goresh, amigo de Lennon, que havia passado no apartamento para mostrar algumas fotos que havia tirado nos dias anteriores.
 
Chapman levou o disco "Double Fantasy" para que o cantor assinasse, depois o escondeu atrás da guarita de segurança do prédio, apontando para o guarda-costas de Lennon e o porteiro do condomínio como se estivesse avisando que aquela não era a última vez que estaria ali.

Lennon e Yoko só deixaram o estúdio por volta das 22h. Quando chegaram em casa, foram surpreendidos pela figura de Mark David Chapman, novamente. Foi então que Chapman disparou cinco vezes contra Lennon. A polícia chegou poucos minutos depois, mas nada poderia ser feito: Lennon tinha perdido muito sangue. Levado às pressas para o hospital, chegou ao local já inconsciente. Morria aos 40 anos um dos ícones da música popular do século 20.

6 - Futebol na TV

Naquela noite, o produtor de TV Alan J. Weiss havia se machucado em um acidente de moto e aguardava para ser atendido na sala de espera do Hospital Roosevelt, na esquina da 10ª Avenida com a Rua 59. Foi quando ele percebeu a movimentação estranha e testemunhou com os próprios olhos o corpo de Lennon chegando ao local. Ele ligou para os colegas da emissora ABC e passou o furo de reportagem.


No momento, o canal exibia uma partida de futebol americano, entre os times New England Patriots e Miami Dolphins. Foi o locutor do jogo quem anunciou a morte pela primeira vez: "Uma tragédia indizível foi confirmada a nós pela ABC News em Nova York: John Lennon, do lado de fora de seu apartamento no West Side de Nova York, talvez o mais famoso de todos os Beatles, foi baleado duas vezes pelas costas, foi levado para o hospital Roosevelt, morto."

7 - Memorial no Central Park
Para celebrar a vida de Lennon, o Central Park inaugurou em março de 1981 o jardim Strawberry Fields, localizado na mesma altura do prédio de John e Yoko, entre as Ruas 71 e 74 da Central Park West. É por lá que fica o memorial "Imagine", até hoje um dos pontos mais visitados do parque por turistas do mundo todo.
 
 8 - O Assassino
 
Durante seu depoimento à polícia, Chapman disse que quando apertou o gatilho não sentiu nenhuma emoção, apenas ouvia uma voz que repetia "do it, do it, do it" (faça isso). Estático na cena do crime, nem tentou fugir. Foi preso em flagrante. Diagnosticado como Autista, Chapman era um jovem desequilibrado que recorria às drogas com frequência.
 
Em 1981, foi condenado inicialmente à prisão perpétua; mas foi classificado como passível de ser libertado a partir de dezembro de 2000, e desde então, a cada dois anos pediu em vão pela sua liberdade.
 
Chapman nunca negou ter cometido o crime. Alegou tê-lo feito por "ouvir vozes" que lhe deram tal ordem. Sabe-se que "ouvir vozes" (o termo técnico é alucinação auditiva verbal) é um fenômeno concernente a diversos transtornos mentais, podendo ocorrer também com pessoas normais, sem distúrbios mentais. Chapman, no entanto, nunca foi diagnosticado como perturbado mentalmente, ficando provado que tinha plena consciência do que fazia, e por isso foi efetivamente condenado.
 
Numa audiência em 2010, Chapman confessou que o que pretendia com a morte de Lennon foi ganhar notoriedade. “Senti que matando John Lennon eu me tornaria alguém, e em vez disso tornei-me um assassino, e os assassinos não são alguém”, disse, reconhecendo que foi “uma decisão horrível acabar com a vida de alguém por motivos egoístas.
 
Em agosto de 2016, o Departamento Correcional e de Supervisão da Comunidade de Nova York analisou pela nona vez, a possibilidade de conceder a liberdade condicional a Mark Chapman. Considerou que a sua libertação seria incompatível com o bem estar da sociedade e que iria desvalorizar a gravidade do crime e minar o respeito pela lei. Chapman admitiu durante esta nova análise do seu caso que cometeu o crime de forma “premeditada, egoísta e maléfica”.

"Posso confirmar que seu pedido foi rejeitado", indicou um porta-voz à AFP.

O seu caso voltará a ser analisado em 2018.
 
9 - A Lenda

John Winston Lennon era impulsivo, briguento, carinhoso, engraçado e amigo. Não tinha o talento de George Harrison com os instrumentos de corda ou o carisma de Paul McCartney nos palcos, é verdade. Mas essa mescla de sentimentos antagônicos eram, de fato, o diferencial daquele 'garoto' que nasceu em Liverpool no dia 9 de outubro de 1940. Alguém que queria o fim da guerra e pregava o amor nas mais diversas instâncias.
E até hoje John Lennon é reverenciado e considerado o maior símbolo na Luta pela paz; seu legado continua sendo passado de geração para geração, e sua morte é lamentada de tal forma que não parece ter ocorrido há 37 anos atrás. Sua música "Imagine" não mantêm apenas a sua memória viva, mas reflete também a esperança quase utópica que todos nós temos por um mundo sem violência e baseado no amor incondicional ao próximo.
 
RIP John Lennon.
 
 

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Notícias: 04/12/2017 - 08/12/2017

 
- 07/12/2017

TJ-RJ lançará portal com dados sobre o sistema penitenciário do estado

Para mostrar como funcionam as prisões no Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça fluminense lançará, na próxima terça-feira (12/12), o Portal do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do Sistema Carcerário do estado. O site, cujo acesso será feito pela página da corte, vai reunir informações e dados sobre o sistema de Justiça criminal, Justiça juvenil, do sistema carcerário e do sistema de execuções penais.

“O objetivo é dar a maior transparência possível ao sistema penitenciário estadual; a sociedade tem que perceber que o preso vai voltar ao convívio social e é melhor que ele volte ressocializado”, assinala o juiz auxiliar da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio Marcelo Oliveira da Silva.

Segundo ele, o portal vai oferecer uma fotografia realística de como está o sistema penitenciário com o objetivo de que sejam produzidas políticas públicas criminais e carcerárias que resultem em ações mais efetivas no combate à criminalidade, respeitando a dignidade humana.

Além disso, Oliveira destaca que o portal vai permitir mais acesso da sociedade a informações públicas no âmbito da Justiça criminal, além de facilitar o trabalho da imprensa. “Vamos apresentar dados sobre cada preso, desde o momento em que entra no sistema, o cumprimento da pena, até sua saída, e buscar um tratamento isonômico a todos, resguardando os direitos à dignidade da pessoa humana”, afirmou o magistrado, que é supervisor do GMF.

Origem dos GMFs
Seguindo a determinação da Resolução 214/2015 do Conselho Nacional de Justiça, o TJ-RJ instalou o GMF em 27 de abril deste ano. Coordenado pelo desembargador Marcus Henrique Pinto Basílio, o grupo tem o objetivo de planejar, difundir e executar ações estratégicas e metas definidas pelo CNJ com relação ao sistema carcerário.

Para compor o grupo foram designados seis magistrados, considerando a importância da integração e maior intercâmbio entre as autoridades no âmbito criminal, de execução penal e socioeducativo. O GMF vai atuar diretamente na fiscalização dos presídios por meio da Vara de Execuções Penais.

Os grupos de monitoramento surgiram a partir da necessidade de implementar maior rigor no acompanhamento das prisões provisórias e na fiscalização das condições dos presídios, revelada pelos mutirões carcerários promovidos pelo CNJ em vários estados. Além disso, os GMFs são responsáveis pela coordenação dos mutirões carcerários feitos pelos próprios tribunais. Só neste ano o TJ-RJ já registrou 3.629 atendimentos a presos em sete visitas do projeto Justiça Itinerante no Sistema Penitenciário.

O portal vai apresentar dados de três censos: Justiça criminal, sistema prisional e sistema socioeducativo. As áreas de atuação do GMF serão a Vara de Execuções Penais, a audiência de custódia, a Justiça criminal, a Justiça juvenil e projetos de inserção social para os detentos. O portal tem uma linguagem simples e objetiva, que busca ajudar o público a entender questões da Lei de Execução Penal (Lei 7.210/1984).
Fonte: Consultor Jurídico./Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-RJ.
 
 
 
- 06/12/2017

Atuação de psicólogos nas escolas é alternativa contra o bullying, dizem participantes de audiência

A aprovação do PLC 76/2011, que trata da efetivação da atuação de psicólogos nas escolas, pode ser um caminho para que o sistema educacional adote estratégias efetivas de combate ao bullying. Este foi um dos pontos debatidos em audiência pública da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
 
O PLC 76/2011 aguarda inclusão na pauta do Plenário. A presidente da CAS, Marta Suplicy (PMDB-SP), lembra o caráter multidisciplinar da matéria, que permitirá nestes casos a um profissional preparado uma interlocução livre com estudantes, docentes e famílias na busca da superação de situações conflituosas no ambiente escolar. — É necessária hoje a estruturação de um ambiente que seja de confiança aos estudantes, onde ele possa expressar suas angústias. Uma abordagem multidisciplinar, com um psicólogo em parceria com os demais profissionais, um espaço democrático voltado para a superação das crises — explicou a senadora.
 
A aprovação do PLC 76/2011 teve o apoio de outros profissionais presentes à audiência, como a psicóloga Angela Branco, da Universidade de Brasília, e o educador Hugo Ferreira, da Universidade Federal Rural de Pernambuco. Sexualidade Marta e os demais participantes da audiência também criticaram a atual diretriz do Ministério da Educação, que inclui as temáticas de sexualidade e gênero no âmbito das aulas de religião, na nova Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
 
Para Marta, retirar as discussões sobre desigualdade de gênero de currículos da BNCC, deslocando-a para as aulas de religião, "é um acinte" e é prejudicial a milhões de estudantes em formação. Para a senadora, o ambiente escolar deve ser encarado como um lócus democrático, um lugar de reflexão onde os estudantes devem ter uma janela na busca da superação de problemas estruturais da sociedade. Devido à relevância da BNCC no modelo e nos rumos da educação, Marta disse que o Senado não pode ignorar o assunto, devendo aprofundar o nível destas discussões. Para a procuradora Isabella Bana, autora do livro "Bullying, homofobia e responsabilidade civil das escolas", se a diretriz governamental prevalecer, será reforçado o modelo de uma escola "binária, patriarcal, contra a ampliação dos direitos das mulheres e da comunidade LGBT", o que para ela é um quadro "altamente potencializador do bullying", pois muito da prática é vinculado a visões preconceituosas arraigadas, segundo suas pesquisas.

Fonte: Agência Senado
 
 
 
- 05/12/2017

Acesso a rede de denúncia de violência é desafio para mulher com deficiência

O caminho para a denúncia de uma violência é doloroso para as mulheres. Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Pessoa com a Deficiência, celebrado nesse domingo (3), o alerta é que a este tipo de situação é ainda mais delicada quando a violência envolve uma mulher com deficiência.

"Chega a ser quase uma catarse. Mostrar sua vulnerabilidade frente aos outros é tão doloroso quanto a agressão sofrida", afirma a servidora pública Márcia Gori, que preside a organização não governamental Essas Mulheres, sediada em São José do Rio Preto (SP) e que atende mulheres com deficiência.

A vulnerabilidade em relação ao abusador – seja física, psicológica ou econômica –, somada à falta de acessibilidade nas redes de proteção, dificulta a denúncia e fortalece a sensação de impunidade por parte do agressor.

"A situação de dependência de algumas mulheres com deficiência faz com que o risco de violência se agrave mais ainda, porque a mulher não pode se defender e tem dificuldade de chegar com sua denúncia às delegacias de polícia", explica a médica e ex-secretária nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Izabel Maior.

Márcia Gori denunciou o ex-marido após décadas de abuso constante. "Ao longo de quase 30 anos, eu, minhas filhas e meus animais sofremos nas mãos desse homem com violência moral, psicológica e física", lembra. Ela explica que, aos olhos da comunidade, ele “era um homem desprendido, casado com uma mulher com deficiência, duas filhas, que deixou de viver para cuidar de nós", conta.

O homem "generoso", no entanto, se tornava severo e quase não sorria dentro de casa. "Logo fui descobrindo o lado cruel de suas palavras, me ridicularizando frente ao mundo, dizendo que jamais encontraria um homem que me amasse de verdade, ao contrário dele que me aceitava mesmo com os meus defeitos, porque ele era 'bom e caridoso'".

A violência deixou marcas profundas que não são esquecidas. Ela diz que ainda sofre com as lembranças: "São etapas que venho vencendo aos poucos com ajuda de terapia e na luta pelo meu empoderamento e das mulheres com deficiência".


Dados preocupantes

As mulheres com deficiência denunciam mais agressões e violações (45%) do que homens (44%) com algum tipo de limitação. Os dados são do relatório elaborado a partir dos atendimentos recebidos pelo Disque 100, da Secretaria Nacional dos Direitos Humanos, em 2016.

Entre as vítimas, 25% são jovens de 18 a 30 anos. Os números mostram ainda que 56% delas se identificaram como pretas ou pardas, enquanto 43% como brancas.

O relatório do Disque 100 mostra que a maioria dos suspeitos dos crimes contra pessoas com deficiência é próximo da vítima: em 69% dos casos, a violação ocorre dentro de casa. Em 12% das denúncias, o local é a casa do suspeito.

Apenas em 2015, mais de 15 mil boletins de ocorrência foram registrados por pessoas com deficiência no estado de São Paulo.

Segundo a professora e pesquisadora Izabel Maior, é necessário maior controle desses dados de violência. "A nova lei brasileira da inclusão, que é de 2015, prevê que os casos de violência sejam de notificação compulsória. O sistema de saúde, ao atender uma mulher que sofreu violência, tem obrigatoriamente que preencher um documento chamado 'ficha de situações de agravos de notificação compulsória'", destaca.

Negligência e violência psicológica lideram a lista dos abusos denunciados no Brasil. Mesmo com um módulo dedicado ao atendimento a pessoas com deficiência, o Disque 100 ainda carece de dados com o recorte de gênero das denúncias. "Nos últimos cinco anos, houve um incremento da informação, o que possibilitou saber um pouco mais sobre os tipos de violência sofridos", constata Izabel Maior.


Problema é global

No âmbito internacional, os dados também são motivo de alerta. Segundo informações de 2013 do International Network of Women with Disabilities (INWWD), 40% das mulheres com deficiência em todo o mundo passam, em algum momento da vida, por violência doméstica. Os números mostram que 16% das mulheres com deficiência no mundo foram vítimas de estupro.

De acordo com Izabel Maior, o relatório mundial sobre deficiência da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que pessoas com deficiência têm de duas até 10 vezes mais chance de sofrer violência. “No caso das mulheres com deficiência, a questão é ainda mais agravada. Apresenta-se a questão da violência muito mais do que na população de mulheres em geral".


Investimento

A pesquisadora de Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, Taís Victa, afirma que apesar de existirem canais para denunciar agressões, ter acesso a eles ainda é um desafio.

Para ela, que é surda oralizada, é necessário pensar nas características de cada vítima ao planejar e construir redes de proteção. “As pessoas com deficiência estão lutando cada vez mais pela acessibilidade, mas não recortaram ainda a questão de gênero, a questão de ser mulher com deficiência na realidade da violência contra as mulheres”, diz.

A coordenadora da pós-graduação em Políticas Públicas de Enfrentamento à Violência contra a Mulher da PUC Rio, Luciene Medeiros, reforça a falta de suporte para que as mulheres com deficiência possam denunciar.

“Cada deficiência traz uma gama de especificidades que o Estado, no campo das políticas públicas, tem que enfrentar”, afirma.

Luciene Medeiros defende ser fundamental que os municípios enxerguem o enfrentamento à violência contra a mulher como objeto de investimento, com orçamento específico. “É fundamental que você tenha legislações para o enfrentamento dessa violência. A Lei Maria da Penha é um belo exemplo disso”, diz.

Para esta questão, tramita no Congresso Nacional, desde 2014, o Projeto de Lei 7371/14, que cria o Fundo Nacional de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher. O texto prevê que o fundo receberá dinheiro do Orçamento, de doações, de convênios e de seus rendimentos para investir em políticas de combate a esse tipo de prática, como assistência a vítimas; medidas pedagógicas e campanhas de prevenção.

A proposta foi criada na CPI Mista da Violência contra a Mulher e aprovada, ainda em 2014, no Senado Federal. Atualmente, está pronta para ser votada no Plenário da Câmara dos Deputados, mas foi retirada da pauta em fevereiro.

Fonte: Agência Brasil



- 04/12/2017

Nova lei para adoção reduz prazos e divide opinião na área da infância


Uma lei sancionada nesta semana pelo presidente Michel Temer deu novos prazos para o processo de adoção de crianças e adolescentes no país. Ao mesmo tempo em que ganhou apoio de grupos de interessados em adotar, a lei trouxe pontos que dividem especialistas na área de infância.

O projeto foi aprovado no fim de outubro no Senado. Uma das principais mudanças da nova lei, que altera o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente), é a redução dos prazos que envolvem todo o processo de adoção.

O estágio de convivência, etapa de contato entre a criança ou adolescente e a família que pretende adotá-la, passa a ser de no máximo 90 dias. Antes, não havia prazo. A avaliação cabia ao juiz.

Já o período para a conclusão do processo de adoção será de 120 dias, prorrogáveis por igual prazo. É a partir deste momento que o então pretendente à adoção e o adotado passam a reconhecidos como pai e filho. Não havia um tempo determinado para isso ocorrer, e famílias reclamavam da incerteza gerada nesse processo.

"Hoje, muitas famílias ficam mais de quatro anos com a guarda sem que seja definida a adoção. E isso é horrível para a criança", afirma Sara Vargas, presidente da Angaad (Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção).

"Imagina uma criança que chegou aos dois anos e tem que lidar até os oito com essa realidade", completa.

O cumprimento dos prazos, porém, gera dúvidas entre juízes. "Na esmagadora realidade das Varas de Infância do Brasil inteiro, isso é uma irrealidade total. Muitas vezes o andamento de um processo não é tão bom como gostaríamos por falta de estrutura", diz Sérgio Souza, do Fonajup (Fórum Nacional de Justiça Protetiva).

Para ele, prazos podem ser positivos ao servir como referência, mas é preciso melhora de estrutura do Judiciário.

Há outras mudanças que geram embate, como a entrega da criança para adoção pela mãe biológica antes ou logo após o nascimento.

Segundo a nova lei, mães que quiserem entregar os filhos terão direito a sigilo, mas a entrega só poderá ser feita se o pai não for contrário. A família extensa também pode ser acionada. Para o presidente da Fonajup, o trecho é contraditório. “Se a mãe pede sigilo e a lei diz que tem que ser respeitado esse sigilo, como manda fazer a busca por família extensa? É incongruente”, avalia Souza.

Já Fábio Paes, da ONG Aldeis Infantis SOS Brasil e ex-presidente do Conanda (Conselho Nacional de Direitos da Criança) diz ver o risco de que a medida abra espaço para situações ilegais. “Sabemos na prática diária que há muitos interesses que rondam esse processo de adoção. Ficamos com medo que esse grupo de mulheres passe a ser utilizado como barriga de aluguel ou que haja manipulação de interesses”, afirma.

Impasse

Ao chegar para o primeiro dia de aula, João, com três anos na época, não estava na lista de chamada. Embora sua mãe tenha pedido para que constasse o sobrenome da família adotiva, a escola manteve o da biológica.

“Como vai alfabetizar e ensinar meu filho a escrever o nome que não vai ser o nome dele?”, questionou a mãe, Karina Berardo, 40, a uma funcionária que tentava explicar a diferença na lista. Depois de 15 dias sem resposta, decidiu tirá-lo da escola.

Nesta fase, ela já tinha a guarda provisória de João, mas ainda aguardava a conclusão do processo. Quando isso ocorre, a família recebe uma nova certidão de nascimento da criança, com o sobrenome e nome atualizado.

Casos como esse ilustram algumas das dificuldades atuais em parte dos processos de adoção. Alterações na lei, aprovadas em outubro no Congresso e sancionadas pelo Planalto, no entanto, pretendem mudar esse cenário.

É o que esperam pais adotivos como os advogados Karina e Hugo Teles, 38. Além de João, hoje com sete anos, o casal também adotou Camila, hoje com seis.

A demora para a conclusão da adoção pode levar a impasses. Desde que João chegou à família até o aval definitivo, se passaram três anos. No caso de Camila, a espera foi de um ano. No intervalo, a família andava com uma pasta verde com cerca de 40 documentos.

Com o plano de saúde, outra dificuldade. “O plano de saúde negou em um primeiro momento [incluir como dependente] e entramos em contato com o jurídico”, diz.

Os pequenos impasses fizeram com que Hugo passasse a acompanhar a discussão da lei no Congresso. Para ele, o texto final que foi aprovado é positivo. “Mas pode ser inócuo se não houver reestruturação do serviço”, diz, referindo-se à falta de estrutura das varas da infância.

Um exemplo é o prazo para habilitação, quando famílias precisam passar por cursos preparatórios para adoção. A queixa dos pais é que faltam parcerias entre varas da infância e grupos de apoio para aumentar a oferta dessa formação.

Para Hugo, trechos vetados prejudicam a eficácia da lei. Ele critica a retirada da exigência de reavaliação da criança em processo de acolhimento a cada três meses. O governo suprimiu isso do texto argumentando falta de estrutura do Estado.

“O governo está dizendo que não vai investir para não sobrecarregar a estrutura que existe. Na minha visão o Estado está assumindo sua própria falência”. Ele diz que a nova legislação é fruto de consulta pública e que esse acompanhamento contínuo havia sido apontado como necessidade. “A sociedade quer que criança e adolescente seja o tempo todo avaliado”, argumenta.

Além de prazos, a lei também inclui a possibilidade de que tribunais desenvolvam projetos de apadrinhamento para crianças e adolescentes que vivem nos abrigos. Há, contudo, um impasse: embora o projeto aprovado no Congresso tenha estabelecido que interessados em adotar não podem ser padrinhos, o trecho foi vetado por Temer.

A justificativa do Executivo é de que manter essa previsão traria prejuízos a crianças e adolescentes com remotas chances de adoção.

Para Dayse Bernardi, do comitê gestor do Neca (associação de pesquisadores do núcleo de estudos e pesquisas da criança e adolescente), o veto traz problemas.

“A motivação do apadrinhamento é diferente da motivação da adoção. E no entanto isso foi vetado. Com certeza o padrinho pode vir a se tornar família substituta. Mas não pode entrar com essa motivação. Corremos o risco da experimentação. Apadrinho um, outro e depois vejo com quem quero ficar”, diz.

A opinião é compartilhada por Hugo. “A vontade de ser padrinho deve ser diferente da vontade de adotar, isso tem que ficar muito claro. A gente tem muito medo de que a pessoa se cadastre e, para saber se é bom ou não, ela vai apadrinhar e se gostar adota”.

Para Sara Vargas, presidente da Angaad (Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção), o principal ganho na nova legislação é a previsão de prazos. “Muitas vezes uma criança vai ficar por anos a fio no acolhimento. Ela vai crescendo, e quanto maior, menores as chances de adoção. O acolhimento, por melhor que seja, não é o lugar ideal para uma criança. O melhor é ficar no seio de uma família”, afirma.

A mudanças nos prazos também é bem vista mesmo por famílias que não encontraram tantas dificuldades.

É o caso de Leandro Silva, 37, e Virgínia Souza, 34, que esperam há quatro anos a conclusão da adoção de Samuel, 7, e Rafael, 8. A expectativa é que a sentença definitiva e os documentos atualizados cheguem neste mês.

Leandro diz que a família não teve dificuldades no período, mas que a adoção de um prazo “seria muito melhor”. Em meio a esse processo, a família pode crescer. “A gente pensa seriamente em uma irmãzinha para os meninos. É o que eles querem”, diz.
Fonte: Folha de SP

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Exploração Sexual na Terapia - Breves considerações



Eu estava recentemente lendo sobre Colin Bouwer, o infame psiquiatra da Nova Zelândia que foi condenado por envenenar lentamente sua esposa até a morte com insulina. Além do assassinato, o Dr. Bouwer teve alguns outros créditos dignos de um psicopata; ele era um mentiroso patológico, abusava de drogas prescritas, além de ser um manipulador habilidoso.
Ele foi acusado de manter relações sexuais com pelo menos duas de suas pacientes, que alegaram que durante o curso da terapia, Bouwer havia dito que já não mantinha relações conjugais com sua esposa há meses porque ela estava morrendo de câncer. Embora esse seja assunto evitado de ser comentado publicamente, o Dr. Bouwer  infelizmente não foi o único profissional da saúde que explorou sexualmente seus pacientes de terapia. Entre 7% e 12% dos profissionais de saúde mental (psiquiatras, assistentes sociais, psicólogos, etc.)  - 80% deles sendo do sexo masculino, reconhecem terem mantido algum tipo de contato erótico com um cliente.
Já que essas estatísticas são colhidas através dos relatos desses profissionais, podemos apostar com segurança de que o número real de casos existentes seja maior.
Apesar da terapia ocorrer em um ambiente privado e envolver compartilhamento de informações íntimas, a maioria dos profissionais de saúde mental nunca se aproveitará sexualmente de um paciente/cliente. No entanto, a condição psicológica vulnerável de um paciente pode ser um facilitador, pois fica inegável a existência de uma relação de poder desigual entre terapeuta-paciente. Por isso, que o sexo terapeuta-paciente é tratado como um ato criminoso semelhante ao estupro estatutário. Quer se trate de psicólogos, pacientes ou de alguém que se preocupe, é importante estar atento para reconhecer possíveis sinais emitidos pelos prováveis abusadores.
Que tipo de pessoa tem sexo com clientes?
Apesar de parecerem limitadas, as pesquisas feitas com vítimas e profissionais de saúde exploradores já nos dá uma ideia dos perfis da personalidade desses profissionais, sugerindo que eles se dividem em quatro grupos:
1- O grupo mais raro pertence ao profissional psicótico, cujas transgressões sexuais fazem parte do seu pensamento delirante ou desorganizado.
2- Também é raro encontrarmos um profissional que não está equipado psicologicamente para lidar com um cliente desafiador, e que gradualmente deixa seus limites de lado em uma tentativa equivocada de "salvá-lo" de um provável suicídio ou auto flagelação. Mesmo em casos clínicos desafiadores, o profissional pode recorrer às diversas alternativas amparadas pelo Código de Ética da sua profissão.3- O grupo mais comum pertence ao profissional que está isolado, no meio de uma crise pessoal, e se convence de que ele está apaixonado por seu cliente. Este profissional "apaixonado" tende a ser de meia-idade, estar separado ou estar passando por um divórcio. Sua "vítima" tende a ser feminina, entre 10 e 25 anos, mais nova e que muitas vezes possui uma histórico de abuso sexual. Cegado por suas próprias necessidades, o terapeuta abusivo racionaliza seu comportamento, introjetando que o sentimento/relacionamento é recíproco, minimizando os problemas que levaram o paciente ao consultório ou ignorando o dano causado por suas ações.4- O último grupo é o mais perigoso e provavelmente é o grupo no qual o Dr. Bouwer está inserido. Neste grupo, o profissional geralmente  tem um transtorno de personalidade narcisista / antissocial, e esconde as suas ambições predadoras por trás de uma atitude profissional. Eles são mais propensos a terem múltiplas vítimas, e a serem sádicos ou degradantes em sua exploração sexual. Curiosamente, a probabilidade dos colegas de trabalho reconhecerem esses "tipos" é maior. Um estudo canadense de 1997 que foi feito com um grupo graduado de psiquiatras, revelou que dois daqueles que foram eventualmente condenados por má conduta sexual, apresentaram alguma transtorno de personalidade identificado na época do treinamento.

A inclinação escorregadia para o sexoNa maioria das situações em que o paciente acaba sendo sexualmente explorado durante a terapia, existe uma certa "preparação" por parte do terapeuta; que começa a mudar o tom do relacionamento terapêutico que de certa forma é profissional, para um tom mais pessoal. O foco muda das necessidades do paciente para os desejos do terapeuta, e essa mudança geralmente se reflete em como o terapeuta interage com o cliente dentro e fora da clínica.Por exemplo, o terapeuta pode:

• Enviar mensagens de texto ou ligar para o paciente entre sessões• Reagendar as sessões em cima da hora, ou para o último horário• Estender as sessões de tratamento para um tempo bem maior do que foi combinado previamente
• Começar a falar sobre seus próprios problemas ou fantasias sexuais• Iniciar contatos mais próximos como abraçar o cliente, ou fazê-lo regularmente• Contar piadas ou histórias sexuais• Prestar atenção constante na aparência física do paciente• Incentivar a dependência do paciente, enfatizando o quão rico é o seu conhecimento clínico ou que possui um compromisso especial com esse paciente (nunca vou decepcioná-lo, sou o único que entende / pode ajudá-lo).• Discutir sua vida sexual (ou falta dela) com o paciente• Fornecer álcool durante as sessões• Dar presentes significativos• Fazer declarações românticas (você é tão especial, eu realmente amo você)
Muitos pacientes/vítimas de exploração sexual, dizem que se sentiam desconfortáveis ​​quando alguns desses comportamentos anteriores começaram, mas ficaram confusos e/ou inseguros se os seus "instintos" estavam certos ou não. Se existe algum tipo de alerta que esse artigo pode dar, é esse: Confie no seu instinto, pelo menos o suficiente para falar sobre isso com três pessoas - alguém que se preocupa com você, alguém cuja opinião você confia, e alguém que pode identificar o abuso do terapeuta.

Empatia deve ser a base da nossa profissão

Como alguém que está presente em ambos os lados do "divã", eu sei que uma terapia eficaz não só cura feridas, como também pode ajudar uma pessoa a crescer e tomar as rédeas da própria vida. No entanto, quando as necessidades do terapeuta prevalecem sobre as do paciente, especialmente quando se trata de sexo, os resultados podem ser devastadores. Nesses casos os problemas originais do paciente  não só deixam de serem abordados/tratados, como podem ser agravados por sentimentos de culpa, de desconfiança e de confusão emocional; além de contribuírem para futuras dificuldades de relacionamento.

Os Psicólogos/Psiquiatras são humanos. Nós teremos algum tipo de sentimento sobre os nossos pacientes, teremos as nossas próprias lutas diárias de vida; e sim, às vezes teremos nossos próprios conflitos relacionados à saúde mental para trabalhar. No entanto, os pacientes depositam  em nós uma grande confiança quando entram em nossos consultórios e abrem os seus corações. No mínimo, devemos trabalhar a nossa empatia, respeitar a ética e evitar causar alguma mal; mas se o fizermos precisamos ser devidamente responsabilizados por isso.
A Filosofia que norteia a Medicina, deve nortear a Psicologia e os seus profissionais também: Não causar mal - Do not harm.

Para mais informações sobre o caso apresentado pelo artigo, consulte:

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dia 26 de Novembro na História : Condenação de Lynette Fromme

 - Lynette Alice "Squeaky" Fromme  ex- integrante da Família Manson, foi condenada em 26 de Novembro de 1975 por tentar assassinar Gerard Ford, presidente dos EUA na época.
 
Squeaky Fromme nasceu como Lynette Alice Fromme em Santa Monica, Califórnia, em 22 de outubro de 1948. Fromme era uma artista infantil,  a aos 10 anos já viajava com um grupo de dança. Após o ensino médio, Fromme mudou-se para Venice Beach, onde conheceu Charles Manson. Ela foi instantaneamente cativada por Manson, assim como todos os membros de sua "Família", e quando Manson a convidou para se juntar a ele para viajar pelo país, ela aceitou imediatamente.

A Família Manson

Quando eles voltaram de viagem, Fromme mudou-se para o Spahn Ranch com Manson e seus seguidores. Lá, ela cuidava de George Spahn de 80 anos, que a apelidou de Squeaky por causa do som que ela fazia quando ele a tocava.

Quando Manson e seus seguidores foram presos por vários assassinatos cometidos em agosto de 1969, Fromme evitou o escrutínio da polícia porque ela não estava presente em nenhum dos dois assassinatos. Em vez de sentar-se no tribunal com Manson, ela acampou fora do tribunal do condado de Los Angeles, onde Manson e seus seguidores estavam sendo julgados.

Depois que Manson foi condenado, ele foi sendo transferido para prisões diferentes, e com isso Fromme mudou de cidade várias vezes para estar "perto" dele. Sem relação com as atividades da família Manson, em novembro de 1972, Fromme e quatro outros foram presos depois que um casal foi encontrado assassinado e enterrado em uma floresta local. Os outros quatro confessaram, e Fromme foi solta.
 
Três anos depois, a sorte de Fromme acabaria quando apontou uma arma carregada para o presidente dos EUA Gerald Ford em Sacramento, onde ela morava havia três anos (17 dias depois, seria feita outra tentativa na vida da Ford). Ela foi julgada pela tentativa de assassinato e no dia 26 de Novembro de 1975, foi condenada à prisão perpétua. O julgamento terminou com Fromme jogando uma maçã na cara do advogado da promotoria, e arrancando seus óculos.

Em dezembro de 1987, Fromme escapou de uma prisão da Virgínia Ocidental na tentativa de se encontrar com Charles Manson, que ela ouviu ter câncer. Ela foi capturada e presa até 2008, quando foi concedida a sua liberdade condicional. Fromme foi solta um ano depois.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Assassinos e suas Artes


Alguns assassinos, se envolviam em algumas atividades artísticas entre um assassinato e outro.

Com o passar dos anos, algumas dessas artes tornaram-se conhecidas do público e até hoje provocam a curiosidade de todos nós. Em alguns casos é  difícil acreditar que alguém com tal potencial artístico tenha se tornado um assassino cruel, e em outros casos é possível  notar que existe algo errado por conta dos desenhos bizarros.

Hoje, suas obras de arte são conhecidas no mundo da arte como 'Muderabilla'. Suas artes são muitas vezes muito procuradas por colecionadores fascinados pelas expressões artísticas de alguns dos membros mais degenerados da sociedade moderna.


Confira abaixo alguns deles:

- John Wayne Gacy

Foi um assassino em série acusado de assassinar 33 garotos e de enterrá-los no espaço entre o piso inferior da sua casa e o esgoto.
Gacy pintava como hobby e com o tempo começou a ganhar dinheiro com as suas pinturas, enquanto estava preso continuou pintando e atualmente suas "obras" tem um alto valor no mercado, sendo alvo de críticas pesadas por parte de especialistas.
As cores das suas pinturas em geral nos fazem lembrar dos comerciais dos anos 70 da Coca-Cola, e as pinturas angulares no rosto do palhaço, ao invés de darem um ar infantil e inocente, reforçam seu aspecto assustador.
 
 
 
- Richard Ramirez - The Night Stalker
 
Richard Ramirez foi um auto proclamado Satanista, conhecido por invadir casas e estuprar, roubar, e matar homens e mulheres. Algumas das suas vítimas tinha menos de 9 anos e outras tinham mais de 79 anos.
 
 Apesar dos desenhos pobres, eles continuam entre itens relacionados à criminosos mais vendidos na internet.
 
   
 
 
 
- Glen Edward Rogers
 
Glen Edward Rogers, o Assassino Casanova - estava no topo dos mais procurados pelo FBI, e relatou ter matado mais de 70 pessoas.
 
Seus desenhos são conhecidos por possuírem cores fortes e serem carregados de elementos obscuros. Na foto abaixo podemos ver uma espécie de Homenagem ao John Wayne Gacy, na pele de Pogo.
 
 
-  Henry Lee Lucas
 
Henry Lee Lucas começou sua carreira como um serial killer ao assassinar sua própria mãe em 1970. Pelos próximos 13 anos, ele conseguiu fugir das autoridades com seu estilo de vida nômade. Lucas acumulou uma contagem de corpos que ele alegou ser de centenas, embora ele tenha sido condenado por apenas 11 assassinatos. Lucas e seu cúmplice, Ottis Elwood Toole, foram presos separadamente em acusações não relacionadas em 1983, porém Lucas afirmou que eles haviam "trabalhado" juntos em diversas ocasiões. É interessante ver seus desenhos lado a lado. Ambos os artistas se concentram em cabeças desencarnadas, enquanto Lucas favorece representações de desfiguração humana, em oposição às criaturas fantásticas de Toole.
 
 
 
 
  - Arthur Shawcross - The Genesee River Killer
 
  A história de Arthur Shawcross e suas matanças mostra um fracasso espetacular do sistema de justiça do Estado de Nova York. Em 1972, Shawcross assassinou dois filhos em Watertown, Nova York. Ele foi pego e condenado por homicídio culposo por esses crimes atrozes. Embora tenha sido condenado a 25 anos de prisão, ele acabou cumprindo apenas 14 anos antes de ser liberado. Ele se mudou para Rochester para escapar da indignação da comunidade, onde ele começou a matar de novo. De 1988 a 1989, Shawcross assassinou 12 mulheres antes de ser preso. Ele trabalhou em desenhos coloridos, de estilo art nouveau, antes de morrer de um ataque cardíaco em 2008.

 
- Eugene McWatters
 
Eugene McWatters  foi condenado em 2004 por estuprar e assassinar Jackie Bradley, Christal Wiggins e Carrie Ann Caughey, em Port Salerno na Florida.
 
Esse seu desenho de esqueletos com capas pretas em um cemitério, foi dado à Eric Holler, que vende artes e lembranças de Serial Killers e outros assassinos no seu site Serial Killer Ink.
 
- Bobby Ray Gilbert
 
Bobby Ray Gilbert pode não ser um dos serial killers mais famosos do mundo, mais ele foi um dos assassinos mais violentos da história no fim dos anos 80. Abaixo podemos ver a reprodução impecável feita por Bobby da foto de uma atriz famosa. 
 
  
- Charles Ng
 
Depois de ser desonrosamente despedido do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Charles Ng fez amizade com um homem chamado Leonard Lake em 1983. Durante os dois anos seguintes, a dupla torturou e assassinou entre 11 e 25 mulheres em um bunker secreto na propriedade rural de Lake, na Califórnia. Após ser apreendido no Canadá, Ng foi extraditado e condenado à morte. Ainda lutando contra o seu destino, Ng passa seu tendo aulas de arte por correspondência. Suas pinturas tendem a descrever cenas marítimas e subaquáticas, com um tema recorrente de sereias em perigo.
 
 
 
- Keith Hunter Jesperson

  Conhecido como o "Assassino do Rosto Feliz" por sua assinatura de dobradores de rosto feliz em cartas provocadoras para os meios de comunicação e as agências de aplicação da lei, Keith Hunter Jesperson foi responsável pelas mortes de pelo menos 8 mulheres na década de 1990. Sua filha escreveu um livro de memórias detalhando suas incomodas memórias de infância de seu pai assassino em série. O desenho de Jesense de um bebê no berço faz escalofríos pela espinha, enquanto o espectador imagina olhando para uma criança indefesa através dos olhos de um assassino de sangue frio.

 
 
- Danny Rolling

  Em agosto de 1990, uma série de horríveis assassinatos aterrorizaram a comunidade de Gainsville, Flórida. Danny Rolling assassinou 5 jovens mulheres em suas casas, depois colocou os corpos de maneiras chocantes, bem como Alfred Gaynor. Prestar atenção ao detalhe de uma composição é algo que é importante para todos os artistas, embora geralmente não pertença a cadáveres mutilados. Após as autoridades o ligarem aos crimes, também descobriram que ele era responsável por um homicídio triplo no ano anterior na Louisiana. Antes de ser executado em 2006, Rolling conhecido como O Estripador de Gainesville passou seu tempo na prisão criando desenhos em preto e branco, resultantes de um mundo de fantasia sombrio.
 
 
 
- Charles Manson

 Embora tecnicamente Charles Manson nunca tenha realmente matado ninguém, ele foi condenado por múltiplos assassinatos através da regra da "responsabilidade conjunta" da Califórnia. Ele foi o líder de um culto satírico de hippies que foi responsável pelos assassinatos de 7 pessoas em 1969, incluindo a grávida atriz Sharon Tate. Como ele é bem conhecido por ser inclinado musicalmente, não é surpresa que Manson também recorra às artes visuais. Suas composições abstratas são lidas como paisagens coloridas das quais sua psique interior não pode escapar.
 
 
- Hebert Mullin

Hebert Mullin matou 13 pessoas no início dos anos 70, supostamente para evitar uma série de terremotos.
De acordo com Mullin, cujo aniversário coincidiria com o terremoto em São Francisco em 1906, ele precisou continuar a fazer sacrifícios de sangue com o objetivo de satisfazer  a mãe natureza; pois a Guerra do Vietnã estava acabando.
 
Embora exista algo intrigante a respeito do modo como ele monta seu panorama, fica óbvia a falta de perspectiva de Mullin para a pintura de uma paisagem tão comum.

  
- Howard Belcher
 
No início dos anos 2000, Howard Belcher um soropositivo pseudo prostituto, foi responsável por uma série de assassinatos e roubos à homossexuais afro americanos.

 
- Otis Toole
 
Otis Toole  era um incendiário e assassino em série que foi condenado por seis assassinatos. Ele foi cúmplice do assassino em série condenado Henry Lee Lucas. Ironicamente, o nome de Toole raramente foi mencionado nas controversas confissões de Henry Lee Lucas. Mas nenhum esforço foi feito para contestar a participação de Toole
 
 

- Phillip Jablonski
 
Phillip Jablonski teve uma infância dura, seu pai alcóolatra batia e sodomizava sua mãe e suas irmãs. E ainda jovem, Jablonski ameaçou estuprar uma de suas irmãs depois de ter uma ereção enquanto a estrangulava. Ele iria matar 5 mulheres ao longo de 13 anos, e conforme seus crimes iam acontecendo seu modus operandis ia evoluindo. Começou apenas atirando na primeira vítima e desfigurou completamente a última.
 
É possível ver claramente no desenho de Jablonski, os elementos que o inspirava no dia a dia. 
 
- Steven Kasler

Steven Kasler estava na prisão por roubo quando ele admitiu ter assassinado uma mulher que até então era considerada uma vítima de Oscar Ray Bolin, que estava cumprindo prisão perpétua pelo assassinato. Mas Kasler se matou antes de ir à julgamento por sua suposta autoria nesse assassinato, deixando a "bomba" para Bolin.
Nós nunca saberemos se Kasler realmente matou a mulher, ou se ele simplesmente quis ajudar o seu amigo.
 
- Tommy Lynn Sells
 
Tommy Lynn Sells também conhecido como "The Cross Country Killer", fez o seu nome cruzando os Estados Unidos e matando mais de 22 homens e mulheres em um período de 19 anos.
 
- Alfred Gaynor
 
 Entre 1995 e 1998, Alfred Gaynor assassinou pelo menos 8 mulheres na área de Springfield, Massachusetts. Ele era conhecido por posicionar suas vítimas de maneira horrível para tornar a descoberta de seus corpos tão traumatizante quanto possível. Este desenho dele, intitulado "Murder Beach", é exatamente o que se esperaria ver vindo da mente de um assassino em série que recebeu uma caixa de lápis e uma abundância de tempo livre.
 
- Gary Hednik
 
Gary Hednik sequestrou 6 mulheres e matou 2 delas durante o inverno de 86 - 87. Durante seu rompante criminoso, Hednik aprisionou uma das suas primeiras vítimas e a alimentou com os restos mortais das outras mulheres que ele mantinha em seu porão.
 
 
- Jeremy Jones
 
Em 2004, Jeremy Jones estuprou e atirou em Lisa Marie Nichols antes de incendiar a sua casa.
Essa figura demoníaca que está atrás dessa garotinha que está rezando, é no mínimo perturbadora não acha?
 
- Denis Rader
 
Denis Rader, mais conhecido como BTK, escapou da polícia por 17 anos enquanto assassinava mulheres e crianças de maneiras cada vez mais sádicas.
 
 
- David Berkowitz
 
Durante um verão em Nova York, o Filho de Sam - David Berkowitz, mudou a maneira como as pessoas viviam suas vidas na cidade que nunca dorme. O frenesi assassino de Berkowitz tirou a vida de 6 mulheres, em um reino de terror propagado por alguém com um grau grave de Ezquizofrenia.
 
Apesar dos sintomas que uma pessoa com esquizofrenia apresenta, podemos ver na escrita de Berkowitz quanto sofrimento a sua condição trazia, e o quanto ele tinha consciência de que precisava de ajuda...ajuda que nunca teve, e que de outra forma poderia ter poupado algumas vidas.
 
 
- Ed Gein

Ed Gein é um dos serial killers mais influentes que já caminharam na terra. Ele amou a sua mãe, mas não tanto quanto ele amou matar mulheres e manter na sua casa partes dos seus corpos em caixas.

Esse desenho sereno de uma instituição mental, representa uma mudança bem vinda na vida de um artista que claramente vivia no caos.


- Robert Bardo
 
Aos 21 anos de idade, a atriz Rebecca Schaeffer foi morta na porta do seu apartamento em Los Angeles pelo fã obcecado Robert Bardo em 19 de julho de 1989. O assassino americano, que havia escrito inúmeras cartas para Schaeffer e tentou vê-la sem autorização em um estúdio onde ela trabalhava; rastreou a atriz de "My Sister Sam" depois de pagar um investigador particular para obter o endereço da casa dela. Na prisão, ele desenhou uma foto do vilão do filme de terror 'Chucky' segurando uma faca em cada mão. Mais tarde, o desenho foi vendido pelo site Serial Killer Ink. Bardo permanece na prisão, cumprindo pena de morte sem possibilidade de liberdade condicional.
 

- Joseph Druce
 
Joseph Druce está cumprindo duas sentenças de prisão perpétua pelos assassinatos  de um motorista de ônibus gay e um padre pedófilo. Druce recebeu uma sentença de prisão perpétua sem condicional por matar o padre pedófilo John Geoghan em 2003, enquanto os dois estavam em um centro de correção. Ele já estava cumprindo uma sentença  de prisão perpétua por  matar um motorista de ônibus gay em 1988. Uma das imagens que ele desenhou mostra um homem decapitado deitado no chão de uma cela, enquanto um homem está de pé segurando a sua cabeça. Na imagem podemos ver  o slogan: "Pare o mal! Deixe as crianças sozinhas agora '. O desenho  'Stop the Evil' é um clássico", disse Holler. "Não é nenhum segredo que muitos vêem e mantêm Druce como um herói moderno e ele parece se divertir com isso.
 
 
 - Roderick Ferrell
 
Quatro adolescentes que a polícia afirmou terem cortado os  próprios pulsos, e bebido o sangue um do outro foram acusados ​​de matar na Flórida em 1996. Roderick Ferrell - o ex-namorado da filha das vítimas, Heather na época com 16 anos - foi acusado de assassinato enquanto os outros três foram encarregados de assistir o assassinato.
Um porta-voz da polícia disse que "parecia que eles estavam fantasiados de vampirões jogando algum RPG inofensivo".
Em 2013, Ferrell desenhou o personagem Michael Meyers, do filme de terror Jason de "Halloween".
Talentoso, não acham?
 
 
- Chané Van Heerden 
Chané Van Heerden foi condenada pelo assassinato de Van Eck, na cidade sul-africana de Welkom em 2011.
 
Van Heerden e seu cúmplice Maartens van der Merwe mataram e desmembraram  a vítima. Após o assassinato, Van Heerden usou técnicas de esfolamento que ela aprendeu enquanto caçava com seu padrasto quando era mais jovem. O casal então enterrou as partes do corpo em um cemitério local, bem como no jardim do próprio quintal. De acordo com o Independent Online, a vítima Van Eck foi decapitada, seu braço direito cortando, e ambas as pernas amputadas nos joelhos. Os olhos e os ouvidos do Sr. Eck foram encontrados na geladeira do casal.
 
Seus desenhos na prisão revelam que a assassina ainda tem interesses perturbadores:
 
"Chané van Heerden nos enviou um belo desenho de um zumbi feminino que está curtindo o ato de rasgar suas entranhas", disse Holler, criador de um site que vende itens relacionados à assassinos.