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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

TENDÊNCIA A PSICOPATIA - INFÂNCIA E ADOLESCÊNCIA

É importante explicar que psicopata não é sinônimo para homicida, pois, a maioria dos psicopatas nunca matou e jamais matará alguém, ou causará qualquer dano físico a quem quer que seja. E que a psicopatia deve ser analisada e tratada o quanto antes. 

Características de Psicopatas: superficialidade e eloqüência, egocentrismo e megalomania, ausência de sentimento de culpa, ausência de empatia, mentiras, trapaças e manipulação, pobreza de emoções, impulsividade, autocontrole deficiente, necessidade de excitação, falta de responsabilidade, problemas comportamentais precoces, comportamento transgressor no adulto.

Crianças com "Desvio de Conduta" ou "transtorno de Conduta",sofreram um afastamento dos padrões comportamentais socialmente aceitos. Este “desvio” pode ser remediado com a intervenção de familiares da criança e de especialistas na área da psicologia e/ou psiquiatria.O tratamento passa por tentar mudar o seu comportamento para que esta tenha a noção do que está agindo errado. Quanto mais velha for a criança mais difícil será o tratamento. Na adolescência, as probabilidades descem drasticamente. O tratamento consiste em alguns casos, não só numa terapia corretiva à base do contato social, mas também à base de tranquilizantes para reduzir a agressividade da criança.De acordo com Silva B. A., é possível que crianças tenham "Transtorno de Conduta" e sejam candidatos à psicopatia quando tornarem-se adultos. Por isso, é importante perceber o comportamento do seu filho para poder ajudá-lo corretamente.

"Podemos observar características de psicopatia desde a infância até a vida adulta. Vale ressaltar que o diagnóstico exato só pode ser firmado por especialistas no assunto", afirma a médica psiquiatra Ana Beatriz B. Silva, autora do livro "Mentes Perigosas - O Psicopata Mora ao Lado" (Fontanar, 2008). "Além do mais, deve se atentar para a frequência e a intensidade com as quais estas características se manifestam", explica. 

A postura dos pais diante desta percepção muitas vezes é negar o fato, e acreditar que é passageiro, com a idade a criança não agirá mais desta forma. Infelizmente, segundo a psiquiatria, a psicopatia não tem cura, é um transtorno da personalidade e não uma fase de alterações comportamentais.
O transtorno apresenta formas e graus diversos de se manifestar e que somente os casos mais graves apresentam barreiras de convivência. Segundo o DSM-IV-TR a psicopatia tem um curso crônico, no entanto pode tornar-se menos evidente à medida que o indivíduo envelhece, particularmente a partir dos 40 anos de idade.É muito importante que os pais tenham conhecimento sobre o assunto e que passem a reconhecer a disfunção em seus filhos, dispensando o devido valor que o problema merece. Quando em grau leve e detectada precocemente, a psicopatia pode, em alguns casos, ser modulada através de uma educação mais rigorosa.
O ambiente familiar estruturado e com a vigilância constante de filhos certamente não evita a psicopatia, mas pode inibir uma manifestação grave. É importante ressaltar que as pessoas envolvidas na educação da criança devem ter muito empenho e amor para ser rígido quando a situação exigir, sem agressão física, que claro não resolve em nada, nenhuma situação.
Crianças e adolescentes com "Transtorno da Conduta" possuem padrão repetitivo de comportamento.

Algumas destas características de comportamento:

- Mentiras freqüentes (às vezes o tempo todo); 

- Crueldade com animais, coleguinhas, irmãos etc.;

- Condutas desafiadoras às figuras de autoridade (pais, professores etc.);

- Impulsividade e irresponsabilidade;

- Baixíssima tolerância à frustração com acessos de irritabilidade ou fúria quando são contrariados;

- Tendência a culpar os outros por seus erros cometidos;

- Preocupação excessiva com seus próprios interesses;

- Insensibilidade ou frieza emocional; 

- Ausência de culpa ou remorso;

- Falta de empatia ou preocupação pelos sentimentos alheios;

- Falta de constrangimento ou vergonha quando pegos mentindo ou em flagrante;

- Dificuldades em manter amizades;

- Permanência fora de casa até tarde da noite, mesmo com a proibição dos pais. Muitas vezes podem fugir e levar dias sem aparecer em casa;

- Faltas constantes na escola sem justificativas ou no trabalho (quando mais velhos);

- Violação às regras sociais que se constituem em atos de vandalismo como destruição de propriedades alheias ou danos ao patrimônio público;

- Participação em fraudes (falsificação de documentos), roubos ou assaltos;

- Sexualidade exacerbada;

- Introdução precoce no mundo das drogas ou do álcool;

- Nos casos mais graves, podem cometer homicídio.

As características acima mencionadas são apenas genéricas e o diagnóstico exato só pode ser dado por especialistas no assunto. Além disso, existe a intensidade, como já foi dito, o grau varia e isso somente um especialista para orientar de forma correta.
É comum que os pais se perguntem o que fizeram de errado na criação dos filhos, e aí a culpa bate por achar que falharam na educação que deram, e que não souberam impor limites. Não resta dúvida de que a educação, o ambiente familiar e social influenciam na formação da personalidade de um indivíduo e na maneira como ele se relaciona socialmente. Mas, esses fatores por si só não são capazes de transformar ninguém em um psicopata.

No entanto, algumas posturas que devem ser assumidas são:

Procure conhecer bem o seu filho. Estabeleça contato com todas as pessoas do convívio dele (professores, amigos, pais dos amigos etc.
É fundamental buscar ajuda profissional. Isto é válido tanto para se certificar do diagnóstico dessa criança quanto para que os pais recebam orientações de como devem agir.
Não permita que seu filho controle a situação. Regras e limites claros são necessários para evitar as condutas de manipulação, enganos e falta de respeito. Lembre-se que a criança apresenta um talento extraordinário em distorcer as regras estabelecidas e virar o jogo a seu favor. Nunca ceda, por mais que seja difícil e você se sinta mal por negar a criança ou ao jovem que sofre desse tipo de transtorno, se você fraquejar, certamente ele tomará conta da situação.

É importante se orientar, procurar ajuda para poder ajudar a criança/adolescente viver em harmonia com a sociedade. 

BIBLIOGRAFIA

SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Mentes Perigosas: O psicopata mora ao lado. Rio de Janeiro: Fontanar, 2008.
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