Essa comunidade é o reduto das pessoas interessadas nessas duas especialidades da ciência criminal, que até então não tinham como discutir, trocar informações e novidades sobre a criminologia e psicologia forense.

Postagem em destaque

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 6

#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 3



#3- São Todos Homens
A noção de que todos os Serial Killers são homens simplesmente não é verdadeira, mas é compreensível porque o público se baseia nessa crença errônea. Já em 1998, um conceituado ex agente do FBI disse, "Não existem mulheres Serial Killers."
As notícias e a mídia do entretenimento também perpetuam o estereótipo de que todos os criminosos seriais são homens, e que a mulher não se engaja em terríveis atos de violência. Quando a letalidade de uma mulher fatal está presente em um livro ou filme, ela é mais comumente retratada como uma vítima manipulada por um homem dominante. Essa popular porém estereotipada imagem da mídia media image é consistente com os tradicionais mitos de gênero da sociedade, no qual reivindica que os homens são agressivos pro natureza enquanto que as mulheres são passivas.Na verdade, tanto a agressividade como a passividade podem ser aprendidas durante a socialização, e não são específicas de um gênero.
A realidade concernente sobre o gênero dos Serial Killers é um pouco diferente da sua mitologia. Apesar de termos visto muito mais Serial Killers homens do que mulheres durante a história, a presença de Serial Killers mulheres está bem documentada de acordo com os acontecimentos. Na verdade, aproximadamente 20% de todos os assassinatos em série nos EUA são cometidos por mulheres.

 Portanto, em relação aos homens, as mulheres representam uma porcentagem maior de assassinatos em série do que todos os outros casos de homicídios em os EUA Esse é um dado importante e revelador que desafia o entendimento popular sobre o Serial Killer. Serial Killers mulheres compartilham certas características comuns com os Serial Killers masculinos, mas elas também diferem deles de maneiras significativas. Por exemplo, mulheres Serial Killers estão bem longe de torturar suas vítimas antes de mata-las ou de praticar necrofilia  ou canibalismo com seus corpos do que os homens Serial Killers. Isso acontece por causa dos motivos psicológicos das mulheres Serial Killers que geralmente são muito diferentes dos seus semelhantes masculinos.
As noticias e a mídia do entretenimento, focam e sensacionalizam os atos de violência e tortura perpetrados pelas mulheres Serial Killers. Os contos sangrentos de atrocidades cometidas pelos homens fornecem um conteúdo de entretenimento atraente para o público. As representações chocantes e estereotipadas dos homens Serial Killers servem a um grande mercado consumidor, por isso suas histórias sensacionalistas são boas para os lucros das empresas.
Ao mesmo tempo, entretanto, as distorções da mídia fazem um desserviço ao publico. Embora as imagens gráficas dos Serial Killers do sexo masculino vendam inúmeros livros e ingressos de cinema, também perpetuam o mito de que todos os Serial Killers são homens dementes.
No entanto, existem algumas semelhanças entre os Serial kKllers do sexo masculino e do sexo feminino. A maioria dos Serial Killers do sexo feminino agem sozinhas, similar aos homens, e elas são tão eficazes no negócio de matar como os seus homólogos masculinos.
Talvez a mais infame Serial Killer na hitória dos EUA seja Aileen Wuornos, uma prostitua de beira de estrada que matou 7 homens na Flórida durante os anos 1989 e 1990.  Ela é a única exceção ao perfil típico de Serial Killer do sexo feminino que matam as pessoas que conhecem para ganho financeiro. A assassina "viúva negra" é o estereótipo da mídia de mulheres Serial Killers. Wuornos, ao contrário do estereótipo, foi impulsionada a matar homens estranhos por raiva e desejo de vingança.
Wuornos procurou retaliação por uma vida inteira de estupro e espancamento por homens, de modo que ela matou clientes da prostituição que pegou ao longo das estradas da Flórida. Ela usou uma arma, considerado algo atípico de Serial Killers do sexo feminino que mais frequentemente usam ou de envenenamento ou asfixia para matar suas vítimas. Após sua condenação, Wuornos foi condenada à morte e foi executada por injeção letal em 2002. Ela chegou à infâmia após o lançamento do blockbuster de Hollywood "Monster" em 2003,  filme no qual ela foi interpretada por Charlize Theron.
Antes de Aileen Wuornos, o termo "Serial Killer feminino" foi geralmente considerado como um oxímoro, mesmo entre as autoridades em aplicação da lei, apesar de numerosos incidentes bem documentados de mulheres Serial Killers ao longo da história. A falta de sensibilização do público feminino aos assassinatos em série de Aileen Wuornos, deve-se às representações estereotipadas anteriores de assassinos em série enlouquecidos do sexo masculino presentes na mídia de notícias e entretenimento.

Antes de Wuornos, os meios de comunicação quase sempre descrevem o assassino em série como um homem, em grande parte devido à noção errônea e paternalista de que as mulheres não podiam cometer tais crimes. Acredito que Wuornos tornou-se infame, porque ela era uma atípica de mulher Serial Killer. Ironicamente, ela tornou-se um monstro celebridade e ícone da cultura popular porque ela matou como um homem.
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário