Essa comunidade é o reduto das pessoas interessadas nessas duas especialidades da ciência criminal, que até então não tinham como discutir, trocar informações e novidades sobre a criminologia e psicologia forense.

Postagem em destaque

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 6

#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

domingo, 29 de julho de 2018

Estudo aborda o brilhantismo intuitivo dos detetives de homicídios.

"Só mais uma coisa..." - Frase icônica usada com frequência pelo Detetive Columbo, personagem que de uma série de mesmo nome. Columbo foi uma série dos anos 70, que fez sucesso por revolucionar o estilo exaustivamente conhecido por nós sobre as séries de detetive. Cada episódio já iniciava apresentando a vítima, o assassino, o gatilho para o crime e o crime em si. Columbo era um detetive que não se preocupava com aparência ou status, e nem se apoiava em tecnologias e teorias para resolver seus casos, sua arma era a sua inteligência aliada à sua intuição.

Despenteado, comum e sempre imerso em pensamentos, o detetive Columbo da série de mesmo nome costumava ter um charuto na boca e levar a mão à testa. E nesses momentos, você quase podia ouvir as engrenagens da sua cabeça girando. 

Como tantos outros detetives fictícios, ele tinha um senso intuitivo brilhante, em grande parte misterioso, quase mágico. O mesmo pode ser dito das habilidades de resolução de enigmas de detetives de homicídios da vida real, cujos processos de pensamento sempre receberam pouca atenção por parte de pesquisas sobre a área criminal. Agora, a psicóloga Michelle Wright lançou uma luz sobre essa "intuição investigativa" através de um novo estudo usando fotografias de vinte cenas de assassinato resolvidos na vida real, com vítimas que foram espancadas, esfaqueadas, estranguladas ou baleadas.

Wright pediu a 40 detetives experientes do Reino Unido (de 36 a 59 anos; apenas uma mulher entre os participantes), para olhar as fotos e classificá-las em grupos, - todas as cenas de crime tinham detalhes semelhantes entre si, mas possuíam elementos peculiares que as tornavam diferentes umas das outras. 

Após classificarem as fotos, os detetives foram encorajados a dizer em voz alta quais pensamentos os levaram às suas conclusões. A tarefa levou cerca de uma hora e meia. A tendência era que os detetives classificassem os crimes em três grupos de acordo com suas inferências sobre a natureza do assassinato: homicídio doméstico, homicídio relacionado à um crime (no qual o assassinato ocorrera durante a prática de outro crime) ou consequência de uma briga. Wright descobriu que os detetives prontamente teceram uma narrativa a partir das fotos, com primeiras pistas (por exemplo uma cadeira tombada, e inclusive presença de decorações de Natal) levando à formulação de uma hipótese (a tensão entre os cônjuges é mais alta no Natal), levando a inferências (poderia ser de cunho doméstico), orientando assim os seus planos de investigação (“Eu olharia para aqueles que conhecemos”). 

No geral, os detetives fizeram 594 inferências, a maioria delas sobre o tipo de homicídio e sobre a possível relação entre a vítima e o assassino. Usando fatos registrados dos assassinatos, Wright descobriu que 67% das inferências dos detetives eram precisas, 23% eram imprecisas e 9,5% eram ambíguas ou contraditórias. Os detetives mais experientes fizeram mais inferências sem perder a precisão.

Três cenas de assassinato foram mal interpretadas pela maioria dos detetives, porque eles fizeram os mesmos tipos de inferências imprecisas. Por exemplo, em um dos assassinatos o vestido da vítima estava ao redor do seu pescoço; por esse detalhe a maioria dos detetives interpretou que esse crime teve motivação sexual. Na verdade, a mulher havia sido morta pelo sobrinho, cujo objetivo era obter ganhos financeiros. Outra cena foi em uma discoteca, e muitos detetives inferiram que o homicídio foi o resultado de uma briga entre bêbados. Na verdade, o assassino estava tendo um caso com a esposa da vítima e o assassinato foi premeditado.

As decisões tomadas durante a fase inicial da investigação, na qual os detetives chamam de “o momento de ouro” podem ter grandes implicações para seu sucesso. Por essa razão, é vital que aprendamos mais sobre os processos decisórios envolvidos. "As descobertas deste estudo são o primeiro passo para desmistificar a noção de intuição investigativa", disse Wright. Detetives visam manter uma mente aberta, mas este estudo revelou as maneiras pelas quais suas experiências e conhecimentos passados ​​os levaram a fazer tais suposições. Muitas vezes eles estão corretos, mas já houve casos de erros sistemáticos. Wright sugere que tarefas de triagem dos tipos que foram usadas neste estudo poderiam ser úteis durante o treinamento dos detetives, para “aumentar sua consciência dos fatores que influenciam seus comportamentos de tomada de decisão”; e para “aumentar [seus] conhecimentos sobre os diferentes tipos de homicídio por meio da exposição de uma ampla variedade de casos ”.

Para ter ler esse estudo na íntegra: Wright, M. (2013). Homicide Detectives’ Intuition. Journal of Investigative Psychology and Offender Profiling DOI: 10.1002/jip.1383

Um comentário:

  1. Wynn Las Vegas - MapyRO
    Wynn 의정부 출장마사지 Las Vegas is located in Las Vegas Strip and is within walking distance of Fashion Show Mall and Sands 김포 출장마사지 Expo 나주 출장샵 Convention Center. View detailed 안양 출장안마 user reviews and  Rating: 4.7 · ‎474 votes · ‎Price 포항 출장샵 range: $231

    ResponderExcluir