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#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Entrevista

PSICOPATIA

   Acorrei, espíritos que velais sobre os pensamentos mortais! Tirai-me o sexo e, dos pés à cabeça, enchei-me até transbordar da mais implacável crueldade! Fazei que meu sangue fique mais espesso; fechai em mim todo acesso, todo caminho à piedade, para que nenhum escrúpulo compatível com a natureza possa turvar meu propósito feroz, nem possa interpor-se entre ele e a execução! Vinde a meus seios e convertei meu leite em fel, vós gênios do crime, do lugar de onde presidis, sob substâncias invisíveis, a hora de fazer o mal! Vem noite tenebrosa, envolve-te com a sombria fumaça do inferno para que meu punhal agudo não veja a ferida que ele vai fazer e para que o céu, espiando-me através da cobertura das trevas não possa gritar-me: ´´ pára! pára! ``.
Lady Macbeth, nos momentos que antecedem ao assassinato do rei Duncan, que dorme em seu castelo como hóspede.

                                A tragédia de Macbeth.
                                 William Shakespeare.

       A citação que abre esta publicação, proveniente de uma peça teatral, mostra de uma forma vigorosa e dramática aspectos profundos do tema que trataremos agora.

       Compreender melhor o funcionamento dos psicopatas é uma tarefa de importância vital para a humanidade. O número de portadores deste transtorno cresce vertiginosamente e eles se infiltram em todos os âmbitos do tecido social, do direito à medicina, da polícia ao mundo dos negócios e principalmente na política.
O resultado é a condição de total insegurança que vivemos nas ruas, no transito e dentro de nossas casas. A ação de psicopatas dentro de grandes empresas quebram a confiança de acionistas e investidores que não acreditam nos dados fornecidos pelas empresas e em seus auditores.
O acionar dos psicopatas no mundo da política tornou o mundo mais empobrecido e sem perspectivas para bilhões de seres humanos.
É do contingente dos portadores deste transtorno que saem os autores dos piores crimes contra a humanidade embora um grande número deles não cheguem a cometer crimes violentos.
Os psicopatas são seres atormentados e que fazem sofrer outros seres humanos muito mais do que eles próprios sofrem, por razões que ficarão mais claras neste estudo.
São seres muito destrutivos em suas relações com o ambiente, com eles próprios e principalmente com as pessoas com quem se relacionam.
A sua conduta predatória os transforma no maior inimigo do ser humano.
É muito importante delimitar o conceito de psicopatia para que não se torne um rótulo aplicado indiscriminadamente, como já ocorreu com opositores de regimes totalitários e com seres humanos levados à delinqüência como última possibilidade de sobrevivência. 

- Conceito de psicopatia e seu desenvolvimento histórico
Nos estudos médicos sobre este transtorno são usados como sinônimo de psicopatia as denominações de sociopatia e transtorno de personalidade anti-social ( TPA ). Esta última denominação é a mais usada nos textos científicos.
O conceito atual de psicopatia refere-se a um transtorno caracterizado por atos anti-sociais contínuos ( sem ser sinônimo de criminalidade ) e principalmente por uma inabilidade de seguir normas sociais em muitos aspectos do desenvolvimento da adolescência e da vida adulta. Os portadores deste transtorno não apresentam quaisquer sinais de anormalidade mental (alucinações, delírios, ansiedade excessiva, etc.) o que torna o reconhecimento desta condição muito difícil.
Até chegarmos ao conceito atual foi necessário o trabalho de inúmeros pesquisadores.
Pinel, a partir da observação de que existiam indivíduos que se comportavam de modo irracional ou inapropriado, publicou um trabalho em 1806 sobre esta forma de ´´ loucura `` e usou a denominação manie sans delire ( insanidade sem delírio ).
Um médico inglês , Prichard (1835) introduziu o conceito de insanidade moral.
Depois estudiosos alemães introduziram a noção de ´´ inferioridade constitucional `` dos psicopatas.
Nas décadas de 30 e 40 os clínicos, com uma orientação psicodinâmica, estudaram o transtorno e ressaltaram a dimensão social do transtorno devido à perspectiva cultural que dominava à época. Nesta etapa nasceu a denominação sociopata.
A nossa época contribuiu com os exames de imagem e funcionais do sistema nervoso, altamente sofisticados e chegamos ao conceito atual, mais neutro, de transtorno de personalidade anti-social ( TPA )

- Quais os critérios que os médicos seguem para diagnosticar o TPA?
Grande parte da comunidade científica adota os critérios do Manual Estatístico e Diagnóstico da Associação Psiquiátrica Americana que afirma:

Critérios diagnósticos para o transtorno de personalidade antisocial.

A - Existe um padrão de desrespeito e violação dos direitos dos outros, ocorrendo desde a idade de 15 anos, como indicado por três ( ou mais ) dos seguintes:
1) falhas em adaptar-se às normas sociais que regem os comportamentos legais, indicadas pela repetição de atos que são motivos para prisão.
2) propensão para enganar, indicada por mentiras repetitivas, uso de
codinomes e manipulação dos outros para benefício ou prazer pessoal.
3) impulsividade ou falha em planejar o futuro.
4) irritabilidade e agressividade, indicado por brigas e agressões repetitivas.
5) desrespeito negligente pela própria segurança ou dos outros.
6) irresponsabilidade, indicada por falhas repetitivas em sustentar um trabalho consistente ou honrar obrigações ( financeiras ou morais ).
7) falta de remorso, indicado pela indiferença ou racionalização ao ter maltratado alguém ou roubado alguma coisa.
B - O indivíduo tem pelo menos 18 anos de idade.
C - Há evidências de transtornos de conduta com início antes dos 15 anos de
idade.
D - A ocorrência do comportamento anti-social não é exclusiva do curso da
esquizofrenia ou de um episódio maníaco. 

- Com critérios tão claros é fácil fazer o diagnóstico de TPA durante a consulta médica?
Não é nada fácil uma vez que o portador de TPA é um mentiroso contumaz. Não existe profissional de saúde mental que não tenha sido enganado por um psicopata. Em geral têm uma boa apresentação, falam bem e são muito convincentes.

- O que pode ajudar a diminuir a enganação?
O profissional que dispõe de informações provenientes de familiares, de amigos, de registros hospitalares ou fornecidos por autoridades pode confrontar o paciente com suas mentiras, às vezes abrindo as portas para o início de uma relação terapêutica com um mínimo de sinceridade e às vezes deixando o paciente furioso e nada propenso a voltar ao médico.

- Podemos então dizer que os psicopatas criam situações clínicas difíceis?
Não existe outro grupo de transtornos mentais que seja tão interessante e tão frustrante para os clínicos. O enigma de pessoas tão hábeis para algumas coisas e tão incapazes para outras levanta questões de uma complexidade fantástica, mas a falta de continuidade nos contatos ( como veremos na parte dedicada ao tratamento ) limita muito as possibilidades de compreensão e estudo desta condição.
Todos os portadores de TPA tentam ocultar do médico os seus problemas com os relacionamentos, com a dificuldade de trabalhar e com a lei?
Não. É impossível generalizar ao falar de TPA. Cada um tem a sua peculiaridade e recursos diferentes, traduzindo a noção de um grupo heterogêneo de transtornos.
Alguns falam abertamente de seus comportamentos delinquentes e de sua dificuldade de viver. Quando abrem o seu mundo interior à inspecção ( o que ocorre muito raramente ) podemos ver uma mente estéril, dominada pelo tédio e ausência de valores e objetivos de vida. Nestas circustâncias podemos compreender, diante deste vazio, a busca desesperada de estímulos e sensações, ainda que com o risco da própria vida e mais comumente da vida dos outros.

- Qual é a causa do TPA?
Não existe uma causa única que determine o TPA. É um transtorno multideterminado o que significa que é o resultado de uma somatória de fatores.

- Quais são estes fatores?
Fatores genéticos ( os parentes em 1º grau do portador tem 5 vezes mais possibilidades de desenvolver o transtorno que pessoas da população em geral).
Fatores próprios da mente de cada indivíduo; cada pessoa tem uma conformação própria que é resultado da interação de fatores inatos com as experiências e relações de cuidados ( físicos e afetivos ) no início da vida.
Há internalizações dos vínculos primários, o que ocorre de forma diferente em cada indivíduo, determinando que cada pessoa tenha uma arquitetura interior diferente.
Fatores de ordem neurológica, que mostram alterações já bem estudadas do sistema nervoso.
Fatores de ordem social também participam. Vivemos uma época que aspira
liberdade e distância de imposições autoritárias e isto influencia o
desenvolvimento dos psicopatas. Os psicopatas interpretam a falta de normas que temos no mundo atual como licença para violentar os direitos dos outros e não como espaço para a cidadania.

- A vida familiar também influencia na TPA?
Sim. Exerce uma grande influência na formação de uma mente perturbada. Grande parte dos portadores de TPA vem de famílias muito perturbadas em que os pais, com frequência também são portadores de TPA. Muitos dos portadores foram vítimas de violência física e abusos sexuais dentro de suas próprias casas.
Por outro lado, o surgimento de um filho com as perturbações de comportamento que mais tarde se cristalizarão com TPA, tem um efeito devastador sobre a família e pais que, em outras circunstâncias poderiam ser até razoáveis, perdem o controle do processo educativo e chegam a ficar descontrolados na tentativa de realizar a educação de um filho impossível de ser educado.

- Podemos concluir que há um verdadeiro círculo vicioso na formação de novos psicopatas?
Sim. Uma pessoa agredida e tratada com violência desde cedo na vida e mais tarde desenvolvendo o TPA será um agressor violento de seus filhos e reproduzirá o inferno no qual viveu a sua infância . Em geral eles têm muitos filhos porque constituem relações de casamentos muito precoces e muito perturbados, com muitas traições, mentiras, brigas violentas e rupturas das ligações que não são profundas. Ao quebrar-se o vínculo precario o portador de TPA em geral abandona os filhos e inicia outra vez com outra pessoa o mesmo ciclo. Como não tem sentimentos de compaixão com nenhum ser humano não há problemas de culpa pelo abandono dos filhos.
A falta de sentimento de responsabilidade por seus atos faz com que eles acreditem que os filhos que eles trouxeram ao mundo são de responsabilidade
da sociedade, da qual eles não se sentem partes.

- Seria então um meio de prevenir o aumento de portadores de TPA evitar que estas pessoas tivessem tantos filhos?
Sabemos que mesmo crianças que são criadas em lares estáveis, com boas relações afetivas podem vir a desenvolver o TPA. As que se originam de famílias enlouquecidas têm poucas chances de escaparem. Orientar os portadores de TPA para evitarem a gravidez, oferecer-lhe suporte nas épocas de maior crise, quando estão saindo de casa e tentando encontrar um lugar no mundo com uma mente inadequada, é um fator de prevenção.
Estas medidas de prevenção encontram oposição em setores hipócritas da sociedade e de algumas religiões que acham que todos devem se reproduzir, em qualquer circunstância, ainda que os filhos gerados não venham a conhecer nada além do inferno da loucura, miséria e doença.

- É grande o número de portadores de TPA na nossa sociedade?
É praticamente impossível determinar na população em geral o número de indivíduos portadores de TPA. É grande a diferença de um para outro e eles se disfarçam e mentem muito. Em populações específicas, que ficam confinados estes estudos se tornaram realizáveis e são da ordem de 20% dos internados em hospitais psiquiátricos e 70% da população carcerária.
Na população em geral o número estimado é de 2 a 3%, sendo a proporção homens mulheres 3: 1.
Em resumo, não temos dados satisfatórios neste setor e não sabemos nem mesmo qual a proporção de portadores de TPA que chegam ao serviços médicos.

- Quando os portadores de TPA são punidos por desobedecer leis e violentar os direitos dos outros eles passam por modificações?
Eles não se beneficiam de punições e castigos e hoje se considera verdadeira a antiga afirmação de que portadores de TPA não aprendem com a experiência. O comportamento anti-social é repetitivo com ou sem punições.

- Os modernos métodos de investigação neurológico ajudam a esclarecer porque os portadores de TPA não aprendem com a experiência, mesmo a maioria tendo uma inteligência próxima da normal?
Os exames que se utilizam da tecnologia mais avançada como ressonância nuclear magnética, tomografias computadorizadas, tomografias computadorizadas com emissão de positrons e mapeamento topográfico cerebral entre outros, mostram uma elevada ocorrência de alterações no lobo frontal do cérebro ( a parte do nosso cérebro que controla as condutas de relacionamentos com os nossos semelhantes ) e anormalidades em áreas de controle das emoções ( daí a irritabilidade e às vezes ataques de fúria ).
O cérebro dos portadores de TPA funciona de uma maneira lentificada com pobre estimulação interna ( daí a busca de situações que criem emoções fortes, mesmo perigosas ) e são cérebros considerados como pouco amadurecidos ( dificuldade de aprendizagem, mesmo com punições ).
Um provável amadurecimento cerebral explicaria porque muitos portadores de TPA estabilizam e até diminuem a sua perturbação em sua 3º ou 4º década de vida , ocorrência que é denominada de ´´ desgaste ``.

- Como é a vida profissional de um portador de TPA?
Os que chegam a constituir uma certa carreira profissional e tem muito entrecortado por demissões, problemas com superiores, problemas com condutas ilegais e de convivência com colegas. Não chegam a postos mais elevados e constantemente têm problemas financeiros, reforçando o lado parasitário e predador deste transtorno. Outros nem isto conseguem e sobrevivem de tráfico de drogas, prostituição, roubos e sequestros.
É o que conseguem com uma mente nada sofisticada e nenhum entendimento do mundo afetivo das pessoas que têm os sentimentos normais.
Aqueles que têm uma mente mais sofisticada chegam a ter sucesso momentâneo em profissões liberais, nas atividades empresariais e sobretudo
na política. Mas é só questão de tempo para a queda. Não é possível enganar a todos o tempo todo.

- Tendo noção do que é um psicopata como podemos nos proteger de sua ação predatória?
Como um todo social tivemos nas últimas eleições uma experiência de rejeitar nas urnas predadores e enganadores notórios, mostrando que o conhecimento das práticas destes indivíduos traz a rejeição e a consequente proteção.
No nível individual devemos ter mais observação e conhecimento das pessoas que nos cercam ( os psicopatas sempre fazem referência à ingenuidade das vítimas de seus golpes ). Só a prevenção funciona, uma vez caimos em um golpe não há como revertê-lo. Quando convivemos com pessoa que não tem nenhuma identificação com os sentimentos e valores humanos só a distância e limites pode representar a proteção.

- Com tantos psicopatas gerenciando negócios e empresas como não ser vítima?
O grande recurso é a informação .
Uma empresa que é dirigida por um psicopata vai cometer muitas falhas que irão para os órgãos de defesa do consumidor e de imprensa.
Se você lê jornais não comprará um apartamento de uma construtora que usou areia do mar em suas obras, matando, desabrigando e lesando inúmeras pessoas. A informação protege e a distância dos psicopatas e seus ´´negócios `` também.
O único temor dos psicopatas é serem denunciados. Uma vez conhecida a sua maneira de agir o jogo acaba.

- Porque os portadores do TPA não temem a justiça?
Não a temem porque não têm as emoções normais de um ser humano.
Quando envolvidos em questões legais assistem com indiferença os processos, como se não tivessem envolvidos.
Quando adquirem muito dinheiro com sua atividade predatória, usam estes recursos para escapar das consequências de seus atos, além de grandes promessas de mudança e arrependimento que às vezes sensibilizam os encarregados da justiça.
Quando não têm recursos financeiros e são condenados isto não tem importância. Vão para a prisão onde eles organizam facções criminosas, usam e vendem drogas, recebem entregas de alimentos e ´´ visitas íntimas ``. Eles não se sentem nada penalizados e a única coisa que eles temeriam fica muito afastada deles: o trabalho.

- Há tratamento para estes transtornos?
Os tratamentos para o TPA na maioria das vezes resultam em nada. O emprego do psicofármacos é limitado pelo risco de dependência e as psicoterapias dão pequeno resultado , em função de que os pacientes têm uma mente limitada que não aprende com a experiência. As mudanças que podem ocorrer são muito pequenas e ocorrem em prazos muito longos. Poucos pacientes e terapeutas conseguem esperar que isto ocorra, e há um grande desestímulo neste setor. Muitos terapeutas rejeitam os pacientes com esta condição.

- Então é muito pouco o que pode ser feito em termos de tratamento?
Com esta perspectiva tão limitada às vezes o tratamento consegue ajudar a um ou outro portador de TPA a deixar álcool e drogas, o que já é um beneficio.
É função do terapeuta orientar os familiares que terão que conviver sempre com o portador de TPA como minimizar o efeito destrutivo desta patologia. É muito importante que os pais não neguem os problemas de conduta que um filho comece a apresentar, coloquem limites e procurem ajuda para lidar com o problema.
A intervenção precoce tem mais possibilidade de ajudar a obter alguma melhora do que quando o problema já está consolidado ( após a idade de 18 anos ).

- Como poderíamos resumir o tema que foi estudado nesta publicação?
Os aspectos essenciais do estudo do TPA ( psicopatia ou sociopatia ) são:
um transtorno de natureza crônica que inicia-se como transtorno de conduta em torno de 15 anos e consolida-se como TPA aos 18 anos.
Atinge mais homens do que mulheres, tem componentes genéticos, familiares, neurológicos e sociais. O número de seus portadores aumenta muito na sociedade atual.
Os portadores de TPA tem uma inteligência média e alguns são muito inteligentes. Usam muito os recursos verbais e são muito convincentes nas suas argumentações.
Tem alterações no lobo frontal ( a parte do cérebro que controla o relacionamento com as pessoas ) e nos circuitos que controlam as emoções. Estas alterações fazem com que sejam agressivos, irritadiços e estabeleçam relações muito perturbadas.
Muitos cometem crimes violentos ( a maioria não ) e são conhecidos os casos de matadores em série, terroristas e líderes do crime organizado. Uma parte dedica-se a atividades predatórias do ser humano, tendo a enganação como elemento essencial.
As possibilidades de tratamento são limitadas pois os portadores de TPA não estabelecem vínculos firmes e duradouros e não aprendem com a experiência.
Quando punidos não aprendem com a experiência, voltando a cometer crimes e violar os direitos dos outros.
Não sentem culpa com os atos anti-sociais que cometem e sempre têm explicações e racionalizações. Às vezes chegam a dizer que ´´ matei por amor ``. São pessoas extremamente frias e calculistas. Colocam nos outros ( projetam ) aspectos detestáveis da sua mente e sentem uma espécie de triunfo e grandiosidade quando enganam ou agridem alguém.
As medidas de prevenção não são muitas e consistem em ajudar aos portadores a não se reproduzirem com o excesso que lhes é peculiar, com medidas de apoio.

A nível individual a proteção é o conhecimento e boa observação das pessoas com os quais convivemos e com quem fazemos transações comerciais.
A sociedade como conjunto pode escolher melhor os políticos que vão representá-la eliminando os predadores velhacos.

São Paulo, 18 de novembro de 2002
Dr. Osvaldo Lopes do Amaral
Diretor Clínico do INEF



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