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quinta-feira, 30 de julho de 2015

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 5




#5 - TODAS AS VÍTIMAS SÃO MULHERES

O mito de que todos as vítimas dos serial killers são mulheres parte da mesma premissa do mito que diz que todos os serial killers são homens. 

De acordo com a imagem estereotipada apresentada em filmes de Hollywood e romances best-sellers, serial killers do sexo masculino caçam exclusivamente vítimas do sexo feminino. Isso simplesmente não é verdade. Assim como nem todos os serial killers são do sexo masculino, nem todas as vítimas do assassino em série são do sexo feminino.

O FBI tem recolhido dados sobre as vítimas de assassinos em série, incluindo o gênero, por quase trinta anos. Os dados do FBI revelam que as mulheres são significativamente mais propensas que os homens a serem vítimas de assassinos em série, mas ao contrário do estereótipo da mídia elas certamente não representam todas as vítimas. Alguns assassinos em série, como Dennis Rader ("Bind, Torture, Kill") assassinou homens, mulheres e crianças.

De acordo com dados do FBI, as mulheres representavam 70% das 1.398 vítimas conhecidas de assassinos em série durante o período de 1985-2010 (1). A título de comparação, as mulheres representavam apenas 22% de todas as outras vítimas de homicídio nos EUA durante esse mesmo período de tempo. Com base nestas estatísticas, a vítima é 3,5 vezes mais provável de ser do sexo feminino em um incidente de assassinato em série que em um incidente de homicídio não-serial.

Psicopatas de sangue frio que têm como alvo as mulheres, como Ted Bundy e Joel Rifkin normalmente planejam seus crimes meticulosamente e com antecedência. Este é o contador para os 99% dos homicídios que não são cometidos por assassinos em série nos EUA. Pois a grande maioria dos assassinatos não são premeditados e envolvem um homem em vez de uma vítima do sexo feminino.

Mais precisamente, o assassinato típico nos EUA envolve um homem matar outro home, ou em um ataque de raiva momentânea, ou para ajudá-lo a cometer / ocultar outro crime (como roubo a mão armada). Os motivos por trás dos assassinatos em série são muito diferentes do que motiva os assassinatos comuns, e essas diferenças resultam em um perfil de vítima divergente, incluindo o sexo. Além disso, há importantes razões que explicam por que as vítimas de assassinos em série são freqüentemente do sexo feminino; essas razões são mais exclusivas para serial killers do sexo masculino e geralmente dependem de suas necessidades patológicas.

A presença de um motivo sexual muitas vezes leva um serial killer masculino a focar sua atenção sobre as mulheres. Como foi observado pelo agente especial Mark Hilts, chefe da Unidade de Análise Comportamental do FBI, ao analisar os perfis de assassinos em série é possível constatar que um "grande número" de serial killers do sexo masculino têm um motivo sexual por trás seus crimes. De fato, estima-se que o sexo é um grande motivo para aproximadamente 50% de todos os serial killers do sexo masculino (2).

No entanto, sexo raramente é o único motivo para assassinatos em série. Conforme explicado pelo agente especial Hilts, "O sexo pode ser uma motivação, mas é uma motivação em conjunto com outras coisas." Embora o elemento sexual seja frequentemente envolvido em homicídios em série, sobretudo quando cometidos por homens, o sexo geralmente está combinado com outro motivo, como o sadismo, a busca de emoção ou sede de poder e controle.

Especificamente, um desejo profundo pelo simples ato de matar combinado com um motivo sexual e talvez um terceiro motivo, como busca de emoção; normalmente direcionam um serial killer masculino para vítimas do sexo feminino.


(1) Hargrove, T. 2011. Women account for 70 percent of serial killer victims, FBI reports.KSHB-TV online, March 1.

(2) Morton, R.J. 2005. Serial Murder: Multi-Disciplinary Perspectives for Investigators. National Center for the Analysis of Violent Crime. Washington, D.C.: U.S. Department of Justice.

Dr. Scott Bonn(link is external) is professor of sociology and criminology at Drew University. He is available for consultation and media commentary. Follow him @DocBonn on Twitter and visit his website docbonn.com
Fonte: ARTIGO TRADUZIDO DO SITE psychologytoday.com
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