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#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

terça-feira, 28 de novembro de 2017

Exploração Sexual na Terapia - Breves considerações



Eu estava recentemente lendo sobre Colin Bouwer, o infame psiquiatra da Nova Zelândia que foi condenado por envenenar lentamente sua esposa até a morte com insulina. Além do assassinato, o Dr. Bouwer teve alguns outros créditos dignos de um psicopata; ele era um mentiroso patológico, abusava de drogas prescritas, além de ser um manipulador habilidoso.
Ele foi acusado de manter relações sexuais com pelo menos duas de suas pacientes, que alegaram que durante o curso da terapia, Bouwer havia dito que já não mantinha relações conjugais com sua esposa há meses porque ela estava morrendo de câncer. Embora esse seja assunto evitado de ser comentado publicamente, o Dr. Bouwer  infelizmente não foi o único profissional da saúde que explorou sexualmente seus pacientes de terapia. Entre 7% e 12% dos profissionais de saúde mental (psiquiatras, assistentes sociais, psicólogos, etc.)  - 80% deles sendo do sexo masculino, reconhecem terem mantido algum tipo de contato erótico com um cliente.
Já que essas estatísticas são colhidas através dos relatos desses profissionais, podemos apostar com segurança de que o número real de casos existentes seja maior.
Apesar da terapia ocorrer em um ambiente privado e envolver compartilhamento de informações íntimas, a maioria dos profissionais de saúde mental nunca se aproveitará sexualmente de um paciente/cliente. No entanto, a condição psicológica vulnerável de um paciente pode ser um facilitador, pois fica inegável a existência de uma relação de poder desigual entre terapeuta-paciente. Por isso, que o sexo terapeuta-paciente é tratado como um ato criminoso semelhante ao estupro estatutário. Quer se trate de psicólogos, pacientes ou de alguém que se preocupe, é importante estar atento para reconhecer possíveis sinais emitidos pelos prováveis abusadores.
Que tipo de pessoa tem sexo com clientes?
Apesar de parecerem limitadas, as pesquisas feitas com vítimas e profissionais de saúde exploradores já nos dá uma ideia dos perfis da personalidade desses profissionais, sugerindo que eles se dividem em quatro grupos:
1- O grupo mais raro pertence ao profissional psicótico, cujas transgressões sexuais fazem parte do seu pensamento delirante ou desorganizado.
2- Também é raro encontrarmos um profissional que não está equipado psicologicamente para lidar com um cliente desafiador, e que gradualmente deixa seus limites de lado em uma tentativa equivocada de "salvá-lo" de um provável suicídio ou auto flagelação. Mesmo em casos clínicos desafiadores, o profissional pode recorrer às diversas alternativas amparadas pelo Código de Ética da sua profissão.3- O grupo mais comum pertence ao profissional que está isolado, no meio de uma crise pessoal, e se convence de que ele está apaixonado por seu cliente. Este profissional "apaixonado" tende a ser de meia-idade, estar separado ou estar passando por um divórcio. Sua "vítima" tende a ser feminina, entre 10 e 25 anos, mais nova e que muitas vezes possui uma histórico de abuso sexual. Cegado por suas próprias necessidades, o terapeuta abusivo racionaliza seu comportamento, introjetando que o sentimento/relacionamento é recíproco, minimizando os problemas que levaram o paciente ao consultório ou ignorando o dano causado por suas ações.4- O último grupo é o mais perigoso e provavelmente é o grupo no qual o Dr. Bouwer está inserido. Neste grupo, o profissional geralmente  tem um transtorno de personalidade narcisista / antissocial, e esconde as suas ambições predadoras por trás de uma atitude profissional. Eles são mais propensos a terem múltiplas vítimas, e a serem sádicos ou degradantes em sua exploração sexual. Curiosamente, a probabilidade dos colegas de trabalho reconhecerem esses "tipos" é maior. Um estudo canadense de 1997 que foi feito com um grupo graduado de psiquiatras, revelou que dois daqueles que foram eventualmente condenados por má conduta sexual, apresentaram alguma transtorno de personalidade identificado na época do treinamento.

A inclinação escorregadia para o sexoNa maioria das situações em que o paciente acaba sendo sexualmente explorado durante a terapia, existe uma certa "preparação" por parte do terapeuta; que começa a mudar o tom do relacionamento terapêutico que de certa forma é profissional, para um tom mais pessoal. O foco muda das necessidades do paciente para os desejos do terapeuta, e essa mudança geralmente se reflete em como o terapeuta interage com o cliente dentro e fora da clínica.Por exemplo, o terapeuta pode:

• Enviar mensagens de texto ou ligar para o paciente entre sessões• Reagendar as sessões em cima da hora, ou para o último horário• Estender as sessões de tratamento para um tempo bem maior do que foi combinado previamente
• Começar a falar sobre seus próprios problemas ou fantasias sexuais• Iniciar contatos mais próximos como abraçar o cliente, ou fazê-lo regularmente• Contar piadas ou histórias sexuais• Prestar atenção constante na aparência física do paciente• Incentivar a dependência do paciente, enfatizando o quão rico é o seu conhecimento clínico ou que possui um compromisso especial com esse paciente (nunca vou decepcioná-lo, sou o único que entende / pode ajudá-lo).• Discutir sua vida sexual (ou falta dela) com o paciente• Fornecer álcool durante as sessões• Dar presentes significativos• Fazer declarações românticas (você é tão especial, eu realmente amo você)
Muitos pacientes/vítimas de exploração sexual, dizem que se sentiam desconfortáveis ​​quando alguns desses comportamentos anteriores começaram, mas ficaram confusos e/ou inseguros se os seus "instintos" estavam certos ou não. Se existe algum tipo de alerta que esse artigo pode dar, é esse: Confie no seu instinto, pelo menos o suficiente para falar sobre isso com três pessoas - alguém que se preocupa com você, alguém cuja opinião você confia, e alguém que pode identificar o abuso do terapeuta.

Empatia deve ser a base da nossa profissão

Como alguém que está presente em ambos os lados do "divã", eu sei que uma terapia eficaz não só cura feridas, como também pode ajudar uma pessoa a crescer e tomar as rédeas da própria vida. No entanto, quando as necessidades do terapeuta prevalecem sobre as do paciente, especialmente quando se trata de sexo, os resultados podem ser devastadores. Nesses casos os problemas originais do paciente  não só deixam de serem abordados/tratados, como podem ser agravados por sentimentos de culpa, de desconfiança e de confusão emocional; além de contribuírem para futuras dificuldades de relacionamento.

Os Psicólogos/Psiquiatras são humanos. Nós teremos algum tipo de sentimento sobre os nossos pacientes, teremos as nossas próprias lutas diárias de vida; e sim, às vezes teremos nossos próprios conflitos relacionados à saúde mental para trabalhar. No entanto, os pacientes depositam  em nós uma grande confiança quando entram em nossos consultórios e abrem os seus corações. No mínimo, devemos trabalhar a nossa empatia, respeitar a ética e evitar causar alguma mal; mas se o fizermos precisamos ser devidamente responsabilizados por isso.
A Filosofia que norteia a Medicina, deve nortear a Psicologia e os seus profissionais também: Não causar mal - Do not harm.

Para mais informações sobre o caso apresentado pelo artigo, consulte:

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Dia 26 de Novembro na História : Condenação de Lynette Fromme

 - Lynette Alice "Squeaky" Fromme  ex- integrante da Família Manson, foi condenada em 26 de Novembro de 1975 por tentar assassinar Gerard Ford, presidente dos EUA na época.
 
Squeaky Fromme nasceu como Lynette Alice Fromme em Santa Monica, Califórnia, em 22 de outubro de 1948. Fromme era uma artista infantil,  a aos 10 anos já viajava com um grupo de dança. Após o ensino médio, Fromme mudou-se para Venice Beach, onde conheceu Charles Manson. Ela foi instantaneamente cativada por Manson, assim como todos os membros de sua "Família", e quando Manson a convidou para se juntar a ele para viajar pelo país, ela aceitou imediatamente.

A Família Manson

Quando eles voltaram de viagem, Fromme mudou-se para o Spahn Ranch com Manson e seus seguidores. Lá, ela cuidava de George Spahn de 80 anos, que a apelidou de Squeaky por causa do som que ela fazia quando ele a tocava.

Quando Manson e seus seguidores foram presos por vários assassinatos cometidos em agosto de 1969, Fromme evitou o escrutínio da polícia porque ela não estava presente em nenhum dos dois assassinatos. Em vez de sentar-se no tribunal com Manson, ela acampou fora do tribunal do condado de Los Angeles, onde Manson e seus seguidores estavam sendo julgados.

Depois que Manson foi condenado, ele foi sendo transferido para prisões diferentes, e com isso Fromme mudou de cidade várias vezes para estar "perto" dele. Sem relação com as atividades da família Manson, em novembro de 1972, Fromme e quatro outros foram presos depois que um casal foi encontrado assassinado e enterrado em uma floresta local. Os outros quatro confessaram, e Fromme foi solta.
 
Três anos depois, a sorte de Fromme acabaria quando apontou uma arma carregada para o presidente dos EUA Gerald Ford em Sacramento, onde ela morava havia três anos (17 dias depois, seria feita outra tentativa na vida da Ford). Ela foi julgada pela tentativa de assassinato e no dia 26 de Novembro de 1975, foi condenada à prisão perpétua. O julgamento terminou com Fromme jogando uma maçã na cara do advogado da promotoria, e arrancando seus óculos.

Em dezembro de 1987, Fromme escapou de uma prisão da Virgínia Ocidental na tentativa de se encontrar com Charles Manson, que ela ouviu ter câncer. Ela foi capturada e presa até 2008, quando foi concedida a sua liberdade condicional. Fromme foi solta um ano depois.

quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Assassinos e suas Artes


Alguns assassinos, se envolviam em algumas atividades artísticas entre um assassinato e outro.

Com o passar dos anos, algumas dessas artes tornaram-se conhecidas do público e até hoje provocam a curiosidade de todos nós. Em alguns casos é  difícil acreditar que alguém com tal potencial artístico tenha se tornado um assassino cruel, e em outros casos é possível  notar que existe algo errado por conta dos desenhos bizarros.

Hoje, suas obras de arte são conhecidas no mundo da arte como 'Muderabilla'. Suas artes são muitas vezes muito procuradas por colecionadores fascinados pelas expressões artísticas de alguns dos membros mais degenerados da sociedade moderna.


Confira abaixo alguns deles:

- John Wayne Gacy

Foi um assassino em série acusado de assassinar 33 garotos e de enterrá-los no espaço entre o piso inferior da sua casa e o esgoto.
Gacy pintava como hobby e com o tempo começou a ganhar dinheiro com as suas pinturas, enquanto estava preso continuou pintando e atualmente suas "obras" tem um alto valor no mercado, sendo alvo de críticas pesadas por parte de especialistas.
As cores das suas pinturas em geral nos fazem lembrar dos comerciais dos anos 70 da Coca-Cola, e as pinturas angulares no rosto do palhaço, ao invés de darem um ar infantil e inocente, reforçam seu aspecto assustador.
 
 
 
- Richard Ramirez - The Night Stalker
 
Richard Ramirez foi um auto proclamado Satanista, conhecido por invadir casas e estuprar, roubar, e matar homens e mulheres. Algumas das suas vítimas tinha menos de 9 anos e outras tinham mais de 79 anos.
 
 Apesar dos desenhos pobres, eles continuam entre itens relacionados à criminosos mais vendidos na internet.
 
   
 
 
 
- Glen Edward Rogers
 
Glen Edward Rogers, o Assassino Casanova - estava no topo dos mais procurados pelo FBI, e relatou ter matado mais de 70 pessoas.
 
Seus desenhos são conhecidos por possuírem cores fortes e serem carregados de elementos obscuros. Na foto abaixo podemos ver uma espécie de Homenagem ao John Wayne Gacy, na pele de Pogo.
 
 
-  Henry Lee Lucas
 
Henry Lee Lucas começou sua carreira como um serial killer ao assassinar sua própria mãe em 1970. Pelos próximos 13 anos, ele conseguiu fugir das autoridades com seu estilo de vida nômade. Lucas acumulou uma contagem de corpos que ele alegou ser de centenas, embora ele tenha sido condenado por apenas 11 assassinatos. Lucas e seu cúmplice, Ottis Elwood Toole, foram presos separadamente em acusações não relacionadas em 1983, porém Lucas afirmou que eles haviam "trabalhado" juntos em diversas ocasiões. É interessante ver seus desenhos lado a lado. Ambos os artistas se concentram em cabeças desencarnadas, enquanto Lucas favorece representações de desfiguração humana, em oposição às criaturas fantásticas de Toole.
 
 
 
 
  - Arthur Shawcross - The Genesee River Killer
 
  A história de Arthur Shawcross e suas matanças mostra um fracasso espetacular do sistema de justiça do Estado de Nova York. Em 1972, Shawcross assassinou dois filhos em Watertown, Nova York. Ele foi pego e condenado por homicídio culposo por esses crimes atrozes. Embora tenha sido condenado a 25 anos de prisão, ele acabou cumprindo apenas 14 anos antes de ser liberado. Ele se mudou para Rochester para escapar da indignação da comunidade, onde ele começou a matar de novo. De 1988 a 1989, Shawcross assassinou 12 mulheres antes de ser preso. Ele trabalhou em desenhos coloridos, de estilo art nouveau, antes de morrer de um ataque cardíaco em 2008.

 
- Eugene McWatters
 
Eugene McWatters  foi condenado em 2004 por estuprar e assassinar Jackie Bradley, Christal Wiggins e Carrie Ann Caughey, em Port Salerno na Florida.
 
Esse seu desenho de esqueletos com capas pretas em um cemitério, foi dado à Eric Holler, que vende artes e lembranças de Serial Killers e outros assassinos no seu site Serial Killer Ink.
 
- Bobby Ray Gilbert
 
Bobby Ray Gilbert pode não ser um dos serial killers mais famosos do mundo, mais ele foi um dos assassinos mais violentos da história no fim dos anos 80. Abaixo podemos ver a reprodução impecável feita por Bobby da foto de uma atriz famosa. 
 
  
- Charles Ng
 
Depois de ser desonrosamente despedido do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA, Charles Ng fez amizade com um homem chamado Leonard Lake em 1983. Durante os dois anos seguintes, a dupla torturou e assassinou entre 11 e 25 mulheres em um bunker secreto na propriedade rural de Lake, na Califórnia. Após ser apreendido no Canadá, Ng foi extraditado e condenado à morte. Ainda lutando contra o seu destino, Ng passa seu tendo aulas de arte por correspondência. Suas pinturas tendem a descrever cenas marítimas e subaquáticas, com um tema recorrente de sereias em perigo.
 
 
 
- Keith Hunter Jesperson

  Conhecido como o "Assassino do Rosto Feliz" por sua assinatura de dobradores de rosto feliz em cartas provocadoras para os meios de comunicação e as agências de aplicação da lei, Keith Hunter Jesperson foi responsável pelas mortes de pelo menos 8 mulheres na década de 1990. Sua filha escreveu um livro de memórias detalhando suas incomodas memórias de infância de seu pai assassino em série. O desenho de Jesense de um bebê no berço faz escalofríos pela espinha, enquanto o espectador imagina olhando para uma criança indefesa através dos olhos de um assassino de sangue frio.

 
 
- Danny Rolling

  Em agosto de 1990, uma série de horríveis assassinatos aterrorizaram a comunidade de Gainsville, Flórida. Danny Rolling assassinou 5 jovens mulheres em suas casas, depois colocou os corpos de maneiras chocantes, bem como Alfred Gaynor. Prestar atenção ao detalhe de uma composição é algo que é importante para todos os artistas, embora geralmente não pertença a cadáveres mutilados. Após as autoridades o ligarem aos crimes, também descobriram que ele era responsável por um homicídio triplo no ano anterior na Louisiana. Antes de ser executado em 2006, Rolling conhecido como O Estripador de Gainesville passou seu tempo na prisão criando desenhos em preto e branco, resultantes de um mundo de fantasia sombrio.
 
 
 
- Charles Manson

 Embora tecnicamente Charles Manson nunca tenha realmente matado ninguém, ele foi condenado por múltiplos assassinatos através da regra da "responsabilidade conjunta" da Califórnia. Ele foi o líder de um culto satírico de hippies que foi responsável pelos assassinatos de 7 pessoas em 1969, incluindo a grávida atriz Sharon Tate. Como ele é bem conhecido por ser inclinado musicalmente, não é surpresa que Manson também recorra às artes visuais. Suas composições abstratas são lidas como paisagens coloridas das quais sua psique interior não pode escapar.
 
 
- Hebert Mullin

Hebert Mullin matou 13 pessoas no início dos anos 70, supostamente para evitar uma série de terremotos.
De acordo com Mullin, cujo aniversário coincidiria com o terremoto em São Francisco em 1906, ele precisou continuar a fazer sacrifícios de sangue com o objetivo de satisfazer  a mãe natureza; pois a Guerra do Vietnã estava acabando.
 
Embora exista algo intrigante a respeito do modo como ele monta seu panorama, fica óbvia a falta de perspectiva de Mullin para a pintura de uma paisagem tão comum.

  
- Howard Belcher
 
No início dos anos 2000, Howard Belcher um soropositivo pseudo prostituto, foi responsável por uma série de assassinatos e roubos à homossexuais afro americanos.

 
- Otis Toole
 
Otis Toole  era um incendiário e assassino em série que foi condenado por seis assassinatos. Ele foi cúmplice do assassino em série condenado Henry Lee Lucas. Ironicamente, o nome de Toole raramente foi mencionado nas controversas confissões de Henry Lee Lucas. Mas nenhum esforço foi feito para contestar a participação de Toole
 
 

- Phillip Jablonski
 
Phillip Jablonski teve uma infância dura, seu pai alcóolatra batia e sodomizava sua mãe e suas irmãs. E ainda jovem, Jablonski ameaçou estuprar uma de suas irmãs depois de ter uma ereção enquanto a estrangulava. Ele iria matar 5 mulheres ao longo de 13 anos, e conforme seus crimes iam acontecendo seu modus operandis ia evoluindo. Começou apenas atirando na primeira vítima e desfigurou completamente a última.
 
É possível ver claramente no desenho de Jablonski, os elementos que o inspirava no dia a dia. 
 
- Steven Kasler

Steven Kasler estava na prisão por roubo quando ele admitiu ter assassinado uma mulher que até então era considerada uma vítima de Oscar Ray Bolin, que estava cumprindo prisão perpétua pelo assassinato. Mas Kasler se matou antes de ir à julgamento por sua suposta autoria nesse assassinato, deixando a "bomba" para Bolin.
Nós nunca saberemos se Kasler realmente matou a mulher, ou se ele simplesmente quis ajudar o seu amigo.
 
- Tommy Lynn Sells
 
Tommy Lynn Sells também conhecido como "The Cross Country Killer", fez o seu nome cruzando os Estados Unidos e matando mais de 22 homens e mulheres em um período de 19 anos.
 
- Alfred Gaynor
 
 Entre 1995 e 1998, Alfred Gaynor assassinou pelo menos 8 mulheres na área de Springfield, Massachusetts. Ele era conhecido por posicionar suas vítimas de maneira horrível para tornar a descoberta de seus corpos tão traumatizante quanto possível. Este desenho dele, intitulado "Murder Beach", é exatamente o que se esperaria ver vindo da mente de um assassino em série que recebeu uma caixa de lápis e uma abundância de tempo livre.
 
- Gary Hednik
 
Gary Hednik sequestrou 6 mulheres e matou 2 delas durante o inverno de 86 - 87. Durante seu rompante criminoso, Hednik aprisionou uma das suas primeiras vítimas e a alimentou com os restos mortais das outras mulheres que ele mantinha em seu porão.
 
 
- Jeremy Jones
 
Em 2004, Jeremy Jones estuprou e atirou em Lisa Marie Nichols antes de incendiar a sua casa.
Essa figura demoníaca que está atrás dessa garotinha que está rezando, é no mínimo perturbadora não acha?
 
- Denis Rader
 
Denis Rader, mais conhecido como BTK, escapou da polícia por 17 anos enquanto assassinava mulheres e crianças de maneiras cada vez mais sádicas.
 
 
- David Berkowitz
 
Durante um verão em Nova York, o Filho de Sam - David Berkowitz, mudou a maneira como as pessoas viviam suas vidas na cidade que nunca dorme. O frenesi assassino de Berkowitz tirou a vida de 6 mulheres, em um reino de terror propagado por alguém com um grau grave de Ezquizofrenia.
 
Apesar dos sintomas que uma pessoa com esquizofrenia apresenta, podemos ver na escrita de Berkowitz quanto sofrimento a sua condição trazia, e o quanto ele tinha consciência de que precisava de ajuda...ajuda que nunca teve, e que de outra forma poderia ter poupado algumas vidas.
 
 
- Ed Gein

Ed Gein é um dos serial killers mais influentes que já caminharam na terra. Ele amou a sua mãe, mas não tanto quanto ele amou matar mulheres e manter na sua casa partes dos seus corpos em caixas.

Esse desenho sereno de uma instituição mental, representa uma mudança bem vinda na vida de um artista que claramente vivia no caos.


- Robert Bardo
 
Aos 21 anos de idade, a atriz Rebecca Schaeffer foi morta na porta do seu apartamento em Los Angeles pelo fã obcecado Robert Bardo em 19 de julho de 1989. O assassino americano, que havia escrito inúmeras cartas para Schaeffer e tentou vê-la sem autorização em um estúdio onde ela trabalhava; rastreou a atriz de "My Sister Sam" depois de pagar um investigador particular para obter o endereço da casa dela. Na prisão, ele desenhou uma foto do vilão do filme de terror 'Chucky' segurando uma faca em cada mão. Mais tarde, o desenho foi vendido pelo site Serial Killer Ink. Bardo permanece na prisão, cumprindo pena de morte sem possibilidade de liberdade condicional.
 

- Joseph Druce
 
Joseph Druce está cumprindo duas sentenças de prisão perpétua pelos assassinatos  de um motorista de ônibus gay e um padre pedófilo. Druce recebeu uma sentença de prisão perpétua sem condicional por matar o padre pedófilo John Geoghan em 2003, enquanto os dois estavam em um centro de correção. Ele já estava cumprindo uma sentença  de prisão perpétua por  matar um motorista de ônibus gay em 1988. Uma das imagens que ele desenhou mostra um homem decapitado deitado no chão de uma cela, enquanto um homem está de pé segurando a sua cabeça. Na imagem podemos ver  o slogan: "Pare o mal! Deixe as crianças sozinhas agora '. O desenho  'Stop the Evil' é um clássico", disse Holler. "Não é nenhum segredo que muitos vêem e mantêm Druce como um herói moderno e ele parece se divertir com isso.
 
 
 - Roderick Ferrell
 
Quatro adolescentes que a polícia afirmou terem cortado os  próprios pulsos, e bebido o sangue um do outro foram acusados ​​de matar na Flórida em 1996. Roderick Ferrell - o ex-namorado da filha das vítimas, Heather na época com 16 anos - foi acusado de assassinato enquanto os outros três foram encarregados de assistir o assassinato.
Um porta-voz da polícia disse que "parecia que eles estavam fantasiados de vampirões jogando algum RPG inofensivo".
Em 2013, Ferrell desenhou o personagem Michael Meyers, do filme de terror Jason de "Halloween".
Talentoso, não acham?
 
 
- Chané Van Heerden 
Chané Van Heerden foi condenada pelo assassinato de Van Eck, na cidade sul-africana de Welkom em 2011.
 
Van Heerden e seu cúmplice Maartens van der Merwe mataram e desmembraram  a vítima. Após o assassinato, Van Heerden usou técnicas de esfolamento que ela aprendeu enquanto caçava com seu padrasto quando era mais jovem. O casal então enterrou as partes do corpo em um cemitério local, bem como no jardim do próprio quintal. De acordo com o Independent Online, a vítima Van Eck foi decapitada, seu braço direito cortando, e ambas as pernas amputadas nos joelhos. Os olhos e os ouvidos do Sr. Eck foram encontrados na geladeira do casal.
 
Seus desenhos na prisão revelam que a assassina ainda tem interesses perturbadores:
 
"Chané van Heerden nos enviou um belo desenho de um zumbi feminino que está curtindo o ato de rasgar suas entranhas", disse Holler, criador de um site que vende itens relacionados à assassinos.
 
 
 
 
 
 
 
 
 


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

A Vantagem do Predador


Predadores bem sucedidos são mentalmente flexíveis e resilientes, mesmo quando são pegos.

Sim, eles são. E aposto que você está confuso porque muitas vezes encontra casos onde alguns desses predadores demonstram uma total desorganização em seus atos, ou um grande descontrole emocional. Mas é agora que devemos enfatizar a palavra ALGUNS, e é agora que devemos ter bem claro que na Saúde mental como um todo qualquer generalização induz ao erro, à um diagnóstico equivocado e nesse caso, ao perigo! 

Predadores bem sucedidos preparam-se antecipadamente. Eles consideram todos os ângulos para o caso deles serem pegos e precisarem se explicar, então é difícil pegá-los em flagrante. Eles estão em alerta o tempo todo, isso é cansativo e por isso que exige uma grande capacidade de estar atento aos detalhes e de raciocinar com rapidez e lógica (frequentemente chamamos isso de ser calculista e de agir com frieza).

Um exemplo real foi envolvendo o famoso Serial Killer Jeffrey Dahmer:

"Em maio de 91 Dahmer quase foi pego. Um jovem de 14 anos chamado Konerak escapou do apartamento de Jeffrey – nu, sangrando, mas um pouco sedado. Duas mulheres o viram na rua, e chamaram assistência. Dahmer apareceu antes da polícia, e as mulheres viram o jovem tentando resistir ao assédio de Jeffrey, embora sem condições de falar muita coisa. 

Elas tentaram dizer isto aos policiais, quando estes chegaram; mas Jeffrey Dahmer disse à polícia que o garoto era maior de idade e que eles eram amantes, e a história ficou por isto mesmo. O jovem não falava inglês e a polícia acompanhou Dahmer enquanto este levava o jovem de volta para o apartamento. Na cama de Dahmer estava o corpo de um outro homem, morto há três dias. Mas a polícia, no apartamento, só viu fotos de Konerak vestindo um biquíni preto.

Quando os policiais foram embora, Dahmer não se preocupou: voltou às suas “brincadeiras” com Konerak, e o matou."

Como eles fazem isso?

1. Eles estabelecem um objetivo: Eles sabem o que querem e o que será necessário para conseguirem isso. Eles não são inibidos pela possibilidade de causar dano ou mal, eles permanecem focados.

2. Eles criam um plano: E esse plano não abrange apenas como eles irão conseguir o que desejam; o plano também inclui rotas de fuga: Como irão sair de alguma situação inesperada ou aparentemente sem saída (por exemplo, que história vou contar se eu for confrontado? O que eu preciso levar comigo? Como eu devo agir? O que devo fazer para corroborar a minha versão? Com quem eu preciso entrar em contato(aqui traduzimos: quem eu posso usar?) pra confirmar a minha história? E etc.

3. Eles compartimentam muito bem: Eles perdem anexos emocionais que são responsáves por provocar sinais de incômodo, ou sentimento de constragimento em situações onde as pessoas "normais"são pegas cometendo algum ato ilegal ou moralmente questionável. Predadores treinam-se para não apresentarem esses sinais, e com facilidade tornam-se outra pessoa ou assumem perante a sociedade diferentes papeis que os deixam livres de quaisquer suspeitas. Alguns não sentem remorso naturalmente, outros adquirem essa habilidade.

Ao aprenderem a se passar por indivíduos normais - honestos, confiáves - eles sabem como agir enquanto o plano está em ação e durante a fuga. Eles se recuperam com rapidez de situações arriscadas, e em uma fração de segundos assumem a sua "história de capa" com facilidade.

O Serial killer Dennis Rader (BTK) sempre levava com ele uma sacola de compras, inclusive quando deixava os locais dos seus crimes para o caso de ser parado e questionado por algum policial. Ele queria que acreditassem que ele estava na área para fazer compras inocentemente, e com frequência deixava o carro estacionado próximo de alguma loja.
Denis Rider era um pai de família exemplar, chefe da congregação da igreja, e aterrorizou por mais de 20 anos a cidade de Wichita.

O sucesso dos predadores depende em parte de quão bem eles estudam suas presas, eles funcionam em um contexto diferente no que se refere a aprender as coisas. Se eles te perguntarem sobre seus filhos ou animais de estimação, eles não o fazem porque estão interessados verdadeiramente em você; e sim porque estão avaliando potenciais obstáculos - ou metas. Eles estão procurando "deixas" e avaliando possibilidades.

Por nos estudarem, eles sabem que a maioria de nós tem uma facilidade peculiar para bloquear coisas que não acreditamos que realmente ocorram - somos vulneráveis à falsidades que melhor combinam com nossos quadros perceptivos (mecanismos de defesa, desejos e carências).

Um exemplo de predador podemos encontrar no livro “Meu vizinho é um psicopata”, da Martha Stout, Ph.D., em seu capítulo 4, onde conta a história de uma psicóloga de 34 anos, bonita, bem vestida, que dirigia uma BMW, e que era extremamente querida no hospital em que trabalhava, mas que escondia uma outra faceta: menosprezava seus colegas de trabalho e manipulava todos ao seu favor.


Após inúmeras “sabotagens” (incluindo colegas do próprio hospital e pacientes que tiveram uma piora no seu quadro), descobriram que a psicóloga não tinha registro e muito menos diploma de doutorado como alegava, apenas o fato de que aos 22 anos formou-se em psicologia em sua cidade natal. 

Os predadores usam deflexão, padrões sociais e a falta de informação para ter cobertura. Muitas vezes eles usam charme e personalidade artificiais, e um sucesso que não existe para ganhar a confiança das pessoas. Eles permanecem relaxados porque eles tem um plano de saída no lugar; e como estão confiantes de que funcionará eles não ficam nervosos.

Algumas semanas atrás, um homem extorquiu uma mulher do Brooklyn (EUA) no valor de 9.500 dólares. Ele fingiu ser alguém que ela conhecia, disse que precisava do dinheiro para pagar a fiança do irmão, e que ele enviaria alguém para pegar o dinheiro com ela. Ela entregou o dinheiro a um estranho e não soube de mais nenhuma notícia do suposto amigo, já que ele não atendia mais as suas ligações. Depois disso resolveu contar o acontecido para uma amiga que foi atrás, e então ela descobriu que havia sido enganada. Como ela pode ter dado tanto dinheiro a alguém que ela não conhecia? Acreditar na história foi mais fácil do que aceitar que ela poderia ser um alvo, e que poderia ser tão facilmente enganada.

Predadores sabem como desviar a nossa atenção, eles sabem o que é preciso para enganar o cérebro. Nós queremos acreditar que não somos vulneráveis, por isso é mais fácil aceitarmos uma explicação enganosa que alinha com o que esperamos que seja verdade. Os predadores criam um quadro no qual administrar a nossa atenção. Eles sabem o que é preciso para enganar o cérebro. Queremos acreditar que não somos vulneráveis, por isso é mais fácil aceitar uma explicação enganosa que alinha com o que esperamos seja verdade. E nos deixamos seduzir com mais facilidade ainda se o indivíduo for charmoso e engraçado, apresentar um sorriso vencedor, se vestir bem,  e conversar sobre suas conquistas e mentindo com uma suavidade praticada.

Nas interações sociais, nós assumimos significados ao que os outros dizem; então investimos pessoalmente em nossas ações e mostramos possuir certos tipos de costumes - pois acreditamos na boa imagem que esses costumes transmitem. Nós tendemos a dar muita importância às aparências. Em parte, é um mecanismo de defesa, mas em parte queremos que os outros pensem bem da gente e querermos pensar bem dos outros. Predadores reconhecem essa necessidade, e é aí que eles nos pegam.


Até hoje muitos acreditam na versão armada por Charles.
Considere a história do Tenente Charles "GI Joe" Gliniewicz. Pai de um menino de 4 anos, ele havia sido um oficial de polícia dedicado por 30 anos, doando grande parte do seu tempo livre para o programa Kids Explorer. No entanto, ele estava se aproximando da aposentadoria e por isso pareceu extremamente injusto quando em 1 de setembro de 2015, ele foi morto a tiros enquanto procurava três homens, em uma tentativa de roubo que ele havia reportando, solicitando reforço. Muito dinheiro foi gasto perseguindo seus assassinos e honrando-o.

Mas em uma investigação apareceu um lado sombrio. Durante sete anos, Gliniewicz apresentou a imagem de um herói limpo que se importou com crianças, ao mesmo tempo em que desviava milhares de dólares dos fundos dos Exploradores. Ele sabia que um novo administrador contratado para auditar os livros de finanças descobriria seu roubo. Textos apagados sugeriram que ele considerou se matar; na verdade ele não havia sido assassinado por bandidos. Ele era um cara ruim que se matou e encenou para que se parecesse com um homicídio, para proteger sua reputação. Com charme e uma fachada de generosidade, ele mexia nos bolsos das pessoas. Mesmo na morte, ele tentou desviar atenção do povo.

Predadores bem sucedidos estão preparados, e eles têm diferentes perfis de atuação e podem apresentar vários níveis desse desvio de personalidade, chamado de Psicopatia. Ao contrário do que pensamos, a maioria não comete atos violentos:

"- Muitos estão entre nós, agindo como predadores sociais que conquistam, manipulam e abrem caminho na vida cruelmente, deixando um longo rastro de corações partidos, expectativas frustradas e carteiras vazias”, descreve Robert Hare.
Eles sabem como nos enganar, e eles não têm receio de fazê-lo, se isso ajudá-los a obter o que querem.

Referências: 

- Sem consciência” (editora Artmed, 2012)- Robert Hare

- Meu vizinho é um psicopata - Martha Stout
- http://murderpedia.org/male.R/r/rader-dennis.htm


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Notas sobre a Psicologia do caso Fera da Penha

A história se repete... A “Fera de Caxias”... (ou, a “Fera da Baixada”)

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A assassina confessa de Lavínia Azeredo de Oliveira de 6 anos, Luciene Reis de 24, foi indiciada por homicídio triplamente qualificado (crime premeditado, cometido por meio cruel e sem direito de defesa à vítima), com pena máxima de 30 anos de prisão. Segundo o delegado adjunto da 60ª DP (Campos Elíseos), Luciano Zahar, Luciene saiu de casa com intenção de matar a menina.

O corpo da menina Lavínia Azeredo de Oliviera de 6 anos, que estava desaparecida desde 28/02/2011, foi achado na manhã do dia 03/03/2011 em um hotel simples em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Luciene presta depoimento na delegacia de Campos Elíseos (62ª DP). Ela foi presa e confessou o crime, segundo o delegado Róbson Costa.

De acordo com a perícia inicial, Lavínia foi morta por asfixia com um cadarço de tênis no mesmo dia. O corpo foi achado por uma camareira, e segundo a polícia já estava em decomposição.

A Justiça determinou a prisão temporária por 30 dias de Luciene Reis Santana de 24 anos, acusada de assassinar a menina Lavínia Azeredo de Oliveira. Amante do pai da criança, Luciene foi presa na manhã do dia 02/03/2011 em Jardim Gramacho, local onde ela receberia R$ 2 mil para entregar a menina. O encontro foi uma emboscada planejada pela polícia com o auxílio do pai de Lavínia, Rony dos Santos Oliveira, e pelo ex-marido dela, Euzimar de Oliveira Silva.

Luciane Reis foi condenada pelo júri popular a 43 anos de prisão em 2012, a sentença inclui ainda uma multa de 300 salários mínimos que Luciene terá que pagar para a família de Lavínia. De acordo com os advogados de defesa e acusação, no entanto, a multa passa a ser simbólica porque ambas as partes entendem que Luciene não tem condições de arcar com essa despesa.

Após a sentença, o pai da menina abraçou o promotor de Justiça e emocionado, chorou muito.


Como pudemos ver acima, os anos passam e homicídios passionais bem semelhantes ao da Fera da Penha continuam acontecendo. Vale enfatizar que o assassino passional raramente se arrepende. Geralmente estes matadores eventuais são em sua maioria homens, mas também existem mulheres que cometem este tipo de delito. 

Segundo o entendimento de Luiz Ângelo Dourado, especializado em psicologia criminal, o homicida passional é acima de tudo um narcisista, ou seja, uma pessoa vaidosa, com autoconfiança exagerada. Essas pessoas passam a vida enamoradas de si, elegem a si próprias ao invés de fazê-lo aos outros, como objeto de amor, reagindo assim contra quem tiver a audácia de julgá-los como pessoas comuns que podem ser traídas, desprezadas e não amadas.

Para algumas pessoas a traição ou fim do relacionamento os levam a tentar destruir o objeto de desejo, isto está diretamente ligado com a personalidade de cada um e da sua carga cultural. Raramente podemos prever que alguém matará, principalmente diante de tais circunstâncias. 

No entanto, as mulheres costumam ser mais resistentes e quando traídas a maioria perdoa ou tenta o suicídio, pois historicamente, a educação lhes dá mais tolerância. No entanto, quando cometem este tipo de crime às vezes são mais cruéis que os homens. Quem nunca ouviu falar numa mulher traída que jogou água quente no ouvido do marido quando o mesmo estava dormindo ou cortou o seu órgão genital?

Leon Rabinowcz explica bem o aludido acima: a mulher traída nem sempre se vinga sobre o marido ou sobre sua cúmplice. Com freqüência perdoa, por vezes suicida-se de desespero, quando se vê abandonada para sempre, mas quando toma o partido de se vingar, a sua vingança é atroz. É um traço característico da psicologia da mulher. Exasperada, passa a ser um monstro de ferocidade, que só respira vingança e só pensa em submeter a sua vítima aos mais atrozes sofrimentos. São verdadeiras especialistas da dor.

Um exemplo real é o caso de Neide Maria Lopes, que ficou conhecida como a “Fera da Penha”. Mas, vale ressaltar que os homens são tão ciumentos quanto as mulheres, e que em alguns casos também utilizam-se da perversidade.

Um outro exemplo real de crime passional cometido com requintes de crueldade, só que desta vez por um homem, foi o caso daquele marido que, na Guanabara, em 1998, num acesso de ciúme, amarrou as mãos e os pés da esposa, colocou esparadrapo na boca e, em seguida, sem que ela pudesse fazer qualquer movimento de defesa, após arrancar-lhe a roupa, deslizou um ferro de passar em brasa, sobre toda a pele do seu corpo, até que ela, inteiramente queimada, veio a morrer.

 O conceito de amor para Freud, portanto, é uma ampliação do conceito de sexualidade, definido como um conjunto de processos mentais internos que dirigem a libido do indivíduo para um objeto (parceiro) com objetivo de obter satisfação. Autores mais recentes propõem que a atitude de fixar atenção e cuidados em relação ao companheiro é esperada em qualquer relacionamento amoroso saudável. Todavia, quando ocorre falta de controle e de liberdade de escolha sobre essa conduta, de modo que ela passa a ser prioritária para o indivíduo, em detrimento de outros interesses antes valorizados, está caracterizado um problema denominado amor patológico (AP).

Devido a características culturais facilitadoras, parece que o AP é particularmente prevalente na população feminina. A tendência em se tornar, nos termos utilizados pelas pessoas que sofrem com o problema, “obcecada” ou “viciada” pelo parceiro, em “viver pelo outro”, esperando que ele dê significado à sua vida, costuma ser mais referida pelas mulheres, uma vez que em geral, elas consideram a relação a dois como prioridade em sua vida.

O potencial para atitudes violentas e egoístas também é destacado nesse quadro, que desperta importante interesse da psiquiatria forense.Os portadores de AP costumam vivenciar relações conflituosas desde cedo e a presença do parceiro oferece uma ilusória defesa contra o sofrimento mental. No Caso da Fera da Penha, a defesa ilusória na qual emergia era de que o Pai de Taninha a amava, porém o que o impedia de se separar da mulher era a própria Taninha. Taninha era vista como um obstáculo e uma ameaça ao relacionamento dos dois, Taninha era a rival pois era a mulher que o seu objeto de desejo mais amava. Nesse caso a essência da frase "se não for meu não será de mais ninguém", pode ser vista de outra maneira: se eu não sou a pessoa mais importante na sua vida, eu vou tirar de você quem tomou o meu lugar na sua vida.

Referências: