Essa comunidade é o reduto das pessoas interessadas nessas duas especialidades da ciência criminal, que até então não tinham como discutir, trocar informações e novidades sobre a criminologia e psicologia forense.

Postagem em destaque

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 6

#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Serial Killers Parte II- Definição: O que é um Serial Killer?


Durante muito tempo, o assassino em série foi chamado erroneamente de “ASSASSINO EM MASSA”. Somente a partir do final da década de 1950, os criminalistas fizeram um esforço para distinguir entre os diferentes tipos de assassinatos múltiplos. A maneira que um assassino escolhe, caça e mata sua vítimas pode, de fato, auxiliar-nos a determinar por que ele mata. 

O criminalista James Reinhardt deu o primeiro grande passo em direção ao esclarecimento da diferença entre os assassinatos em série e outros tipos de homicídios múltiplos em 1957, quando cunhou a frase “assassinos em cadeia” em seu livro Sex Perversions and Sex Crimes. Simplesmente definidos, os assassinos em cadeia de Reinhardt foram aqueles que deixaram uma “cadeia” de vítimas atrás de si, matando durante um período, e ele continuou a fornecer mais exemplos cinco anos depois em The Psychology of Strange Killers (1962).

O autor britânico John Brophy foi aparentemente o primeiro a usar o termo assassinato em série quatro anos depois em seu livro The Meaning of Murder (1966). Outra década se passou antes de o psiquiatra forense Donald Lunde mencionar assassino em série, em Murder and Madness (1976). Entre essas publicações, o agente do FBI ROBERT RESSLER supostamente pensou no termo assassino em série – coincidentemente enquanto visitava a Inglaterra em 1974, oito anos após a publicação do trabalho de Brophy, mas esperou quase duas décadas para reclamar o crédito pelo “ideia” em Whoever Fights Monsters (1992).

Os “especialistas” em assassino em série gastam muito do seu tempo debatendo as definições adequadas e não progridem mais em direção ao entendimento desse fenômeno terrível. O Manual de Classificação de Crimes do FBI (1992) define o assassinato serial como “três ou mais eventos separados em três ou mais locais separados com um período de resfriamento emocional entre os homicídios”. À primeira vista, a definição do FBI parece clara e concisa. Um segundo olhar, entretanto, revela três falhas embutidas que a destroem desde o início.

Primeiro, temos o requisito de “três ou mais” assassinatos para compor uma série bona fide. Infelizmente, as outras categorias “oficiais” do FBI de assassinato – único, duplo, triplo, massa, e ATIVIDADE DE ASSASSINATO – não fazem nenhuma referência aos casos em que o indivíduo é preso durante o período de “resfriamento” entre o assassinato de duas vítimas; antes de matar pela terceira vez. O assassinato duplo, no linguajar do FBI, descreve duas vítimas assassinadas no mesmo tempo e lugar; atividade de assassinato, enquanto isso pode ter apenas duas vítimas, mas é definido como “um evento único com nenhum período de resfriamento emocional entre os assassinatos”. Assim, o assassino que aguarda meses ou mesmo anos entre seu primeiro e segundo assassinato e encontra-se na prisão, não se encaixa no esquema do FBI.

O segundo problema é o requisito do FBI de que os assassinatos em série ocorram em “três ou mais locais distintos”. Por esse padrão, alguns dos mais prolíficos assassinos dos tempos modernos – incluindo DEAN CORLL, JOHN GACY, DONALD HARVEY e o britânico DENNIS NILSEN – não se classificam como assassinos em séries, pois assassinaram muitas ou mesmo todas as suas vítimas em um único local.

E para finalizar, com relação ao indefinido período de “resfriamento” ntre os crimes; nenhum porta-voz do FBI foi capaz de apontar o período de tempo exato. Na verdade, o Manual de Classificação de Crimes diz que “o período de resfriamento pode durar dias, semanas ou meses” – e, presume-se, mesmo anos. Diversos autores tentaram resolver o problema sugerindo arbitrariamente os limites de tempo: um sugere duas semanas, outro “mais de 30 dias”, mas nenhuma dessas tentativas de enquadrar assassinos desconhecidos em determinado padrão se mantêm com um exame mais rigoroso.

Em termos tanto de utilidade como de versatilidade, a melhor definição de assassinato em série registrado, é o que foi publicado pelo Instituto Nacional de Justiça (NIJ) em 1988. O NIJ define o assassinato série como: “uma série de dois ou mais assassinatos, cometidos como eventos separados, normalmente, mas nem sempre, por um infrator atuando isolado. Os crimes podem ocorrer durante um período de tempo que varia desde horas até anos. Quase sempre o motivo é psicológico, e tanto o comportamento do infrator, como a evidência física observadas nas cenas dos crimes refletirão mudanças sádicas e sexuais”.

Em novembro de 1997, falando aos repórteres em Milwaukee sobre um caso em andamento, o agente Especial do FBI Richard Eggleston definiu assassinato serial como “dois ou mais assassinatos cometidos como eventos separados normalmente por um infrator isolado”. Polêmicas à parte, só pesquisando a fundo sobre o assunto é que encontraremos características muito peculiares acerca do crime e do criminoso, que nos ajudam a definir o que é um serial killer e como ele age efetivamente.
Reações:

0 comentários:

Postar um comentário