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sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Caso da Semana - O Assassino do BTK





A pacata cidade de Wichita, localizada no estado americano do Kansas, constantemente marcada por fenômenos naturais, viria a se tornar palco de um terrível tornado que assolaria a cidade e desafiaria todas as autoridades e a mídia por décadas: o Serial Killer “BTK”.
“BTK” corresponde às iniciais de “Bind, Torture, Kill” (amarrar, torturar, matar) e, descreve a assinatura e o padrão comportamental doentio de Dennis Rader durante suas ações.
Mapa mostrando Wichita e algumas das maiores cidades dos Estados adjacentes ao Kansas

Dennis Lynn Rader nasceu em 09 de março de 1945, em Pittsburg, Kansas. Filho mais velho de todos os irmãos, cresceu em Wichita e seus pais se chamavam William Elvin Rader e Dorothea Mae Cook. Ao contrário da maioria dos Serial Killers, teve uma infância tranquila em um lar estável. Possuía alguns amigos durante o colégio, mas não era alguém notável. Nas horas vagas se divertia caçando animais, entretanto, para a surpresa de seus colegas, Rader costumava torturá-los. Ninguém parecia associar esse comportamento a algo mais profundo.

Há muitas especulações sobre o que de fato levara Dennis a iniciar seus ataques, uma delas é que durante sua adolescência, ele era tomado por estranhos pensamentos eróticos que certamente os outros garotos de sua idade não tinham. Segundo relato, Dennis certa vez tivera uma discussão com uma professora, que o levou a ir até a casa dela. Ao chegar, viu que a mesma se vestia e, espiando pela janela e amarrado em cordas, ejaculou. Para os especialistas, a associação das cordas juntamente com o fetiche sexual incomum de sua mente doentia o levou a iniciar sua terrível carreira de assassinatos em série. Além do maltrato aos animais, Rader lia inúmeras revistas pornográficas; e esses são alguns dos sinais detectados pela psiquiatria na maioria dos casos de Serial Killers.

Dennis Rader se tornou um homem de família, se casou com Paula Dietz em 1971, e trabalhou por anos em uma empresa de segurança privada, onde aprendeu a desarmar alarmes ou outros sistemas das casas que invadia.

Rader  se graduou  como Bacharel em Administração, e também serviu a força aérea americana nos anos 60. Apesar de tudo isso ele manteve sua vida social por todo o período em que cometeu seus crimes, se tornando Presidente do grupo religioso e chefe de grupo de escoteiros.

Assassinatos

Em 1974 Rader cometeu seu primeiro crime, assassinando uma amiga de trabalho, seu marido e 2 filhos. O crime ficou conhecido como “Otero's Family Crime”.

Joseph Otero, 38 anos:


Joseph foi estrangulado por Rader no dia 15 de janeiro de 1974, juntamente com sua esposa Julie e dois de seus cinco filhos. Eles eram os únicos que estavam na casa no momento em que Rader a invadiu com uma arma, os outros estavam na escola. Rader mandou todos irem para um quarto onde ele os amarraram. A idéia era matar Joseph primeiro, amarrando um saco na sua cabeça. Joseph fez buracos no saco, mas Rader conseguiu estrangulá-lo, com uma meia-calça.

Nessa imagem podemos ver o corpo de Joseph, da cintura abaixo:



Julie Otero, 34 anos:


Julie foi a segunda vítima a morrer. Rader afirmou que ficou surpreso pelo esforço e tempo que teve para cumprir o estrangulamento. Sua primeira tentativa de estrangulamento não funcionou, pois Julie reviveu instantes depois. A segunda tentativa foi bem sucedida. Ela pediu para que ele não matasse os filhos e lhe disse: “Que Deus tenha piedade de sua alma.”

Aqui está Julie na cama:



Joseph Otero, Jr: Joseph Jr tinha apenas nove anos quando Rader o estrangulou e o sufocou em seu quarto.Tinha três sacos na cabeça.

Josephine Otero:

Josephine tinha onze anos de idade. Rader tentou estrangulá-la primeiro, em seguida, a levou para o porão da casa depois que ela reviveu. Lá, ele amarrou uma corda em volta de seu pescoço e a pendurou em um tubo no porão. Em seguida, ele ejaculou em suas pernas e em outras partes do corpo. O DNA que foi deixado, combinou com os de outras cenas de crime de Rader.

 Os outros três filhos do casal não sofreram lesões, pois se encontravam na escola na hora do crime. O filho de 15 anos dos Otero, Charlie, chegou em casa mais tarde naquele dia e descobriu os corpos. Ele havia roubado um relógio e um rádio da casa, e foi encontrado seu semêm no local,o que indicava que ele sentia prazer ao matar

Josephine e Joseph Otero Jr.

Kathryn Bright, 21 anos :


O assassino do BTK Killer atacou de novo alguns meses depois. Rader invadiu a casa e esperou, Kathryn foi amarrada e esfaqueada até a morte no dia 4 de abril de 1974; estava parcialmente vestida e com vestígios de sufocamento. Ela morreu no hospital horas depois. O irmão de Kathryn, Kevin, foi baleado 2 vezes na cabeça, porém sobreviveu. Ele descreveu Rider como "um cara deporte médio, bigode espesso e com olhos psicóticos", de acordo com um artigo para a Revista TIME.


Feridas no corpo de Kathryn:



Desejo Pela Fama

Começava ai a matança de BTK, e em Outubro de 1974 ele deixou uma carta em uma biblioteca pública, onde assumia o assassinato da família Otero, pois  não suportava a ideia de que outros levassem os créditos pelos seus crimes.. A carta foi publicada em um jornal no dia seguinte.
A caligrafia horrível e a escrita cheia de erros, fizeram com que a polícia tivesse ideia de que estavam lidando com alguém muito, muito perigoso e problemático. E ele escreveu uma frase que chamou muita atenção dos oficiais:

“Eu não consigo me controlar, vocês provavelmente me chamarão de psicopata, estuprador, mas isso é mais forte do que eu, há um monstro dentro de mim”.
A semelhança entre os crimes era grande, corpos amarrados, torturados, falta de objetos, fio de telefone e até energia cortada na casa, porta arrombada com facilidade, cartas escritas à mão com ameaças e que demonstravam uma sede de atenção enorme.
Ele queria ser conhecido por todos como "BTK", explicando que BTK significava "amarre eles, torture eles, mate eles"; ele queria mostrar o que tinha feito, queria deixar todos com medo.

“Olhe, este assassino comete o mesmo erro de português que você!” diria sua esposa. “Achei que tivesse que matá-la, mas ela nunca mais tocou no assunto” Dennis Rader confessaria mais tarde. 


Shirley Vian


Em 1977, Rader invadiu a casa de Shirley Vian de 24 anos, ela estava com o filho pequeno, o garoto escutou tudo. Ela foi encontrada amarrada e enforcada em sua cama, com um plástico sobre a cabeça. Ele amarrara uma corda em volta de seu pescoço, mãos e pés. Vivian tinha três filhos, mas os mesmos não sofreram nenhuma lesão, pois foram trancados no banheiro. 

Numa carta que BTK enviou a policia, ele contou que o filho mais novo (5 anos) de Vian foi quem tinha o deixado entrar, e enquanto matava a moça, foi interrompido por um telefonema.

Rader precisava ganhar a atenção da mídia novamente, ele mesmo ligou para a polícia dizendo que tinha matado Shirley, e que era o BTK falando.
Logo depois enviou uma carta ao jornal assumindo a autoria de outros crimes que até então estavam sem solução, também fez apologia a assassinos notórios como TED BUNDY e DAVID BERKOWITZ, o Filho de Sam.

Foto das pernas de Shirley amarradas:





Foto do banheiro que Rader manteve os filhos:




Policial e seu Coronel removendo o corpo de Shirley da sua casa

 Nancy Fox, 25 anos: 

No dia 08 de dezembro de 1977, Rader invadiu o apartamento de Nancy pela uma janela e esperou que ela voltasse do trabalho. Ele disse que só iria estuprá-la e a amarrou na cama. Em seguida, ele a estrangulou com meias de nylon. A fiação do telefone havia sido cortada e ela estava parcialmente vestida. Seu sêmen foi deixado em uma camisola, que foi encontrada ao lado de seu corpo. A voz de BTK fora gravada quando ele ligou a policia pra informar mais um homicídio de sua autoria.

Nancy na cama:




Apesar de seu jogo de gato e rato com as autoridades, Rader foi capaz de manter o seu segredo encoberto, a vida assassina. Ele continuou a trabalhar na ADT. Aparentemente, Rader teria era um bom profissional, e um marido e pai atencioso. Ele e sua esposa tiveram seu primeiro filho, um menino em 1975, e uma filha em 1978. No ano seguinte, Rader se formou na Universidade Estadual de Wichita com menção honrosa em Administração da justiça. Ainda assim, ele continuou a insultar autoridades e parecia estar pronto para atacar novamente.

10/02/1978: Ele manda uma carta/áudio para uma estação de televisão do Kansas, mais uma vez reclamando a autoria dos assassinatos de Nancy Fox e Shirley Vian. Nesta carta continha um poema com o titulo “OH! Death To Nancy” (Oh! Morte para Nancy)

Em 14/06/1979 ele entrou na casa de Anna WIlliam com a intenção de matá-la, mas desistiu quando ela não apareceu. Ele foi embora e deixou uma carta com um poema de nome “Oh Anna! Why didn’t you appear?” (Oh Anna! Porque você não apareceu?), dizendo que o BTK esteve em sua casa, a polícia em uma tentativa desesperada colocou na televisão a gravação onde BTK falava de seu próprio crime contra Shirley Vian, na esperança de que alguém reconhecesse sua voz. Não conseguiram nada além de várias denúncias falsas.


Rader ficou alguns anos sem agir, foi então que em 27 de Abril de 1985 matou sua própria vizinha, Marine Hedge de 53 anos. Foi sequestrada em sua casa, em Park City no Kansas. Seu corpo foi encontrado oito dias depois, Marine foi estrangulada e uma meia calça foi encontrada perto de seu corpo; e ela morava na mesma rua que Rader. Só em 2005 este caso foi relacionado aos crimes de BTK.

Marine Hedge outra vítima relacionada ao BTK, durante uma conferência de imprensa em 2/26/2005

No ano seguinte, ele matou Vicki Wergele em sua casa em Setembro. Sua última vítima conhecida, Dolores Davis foi levada de sua casa em 19 de Janeiro de 1991. Foi encontrada estrangulada 13 dias depois embaixo de uma ponte. Ela tinha seus braços, mãos e pés amarrados por uma meia calça. Esse crime só foi relacionado com o BTK em 2005.

Dolores Davis, identificada como uma vítima do BTK em uma conferência de imprensa.
Não se sabe o porque de Rader ter parado de matar a partir desta data; ele começou a trabalhar como “Homem da Carrocinha” e usava armas com tranqüilizantes para pegar os cachorros das ruas, inclusive se envolveu em alguns problemas com os donos de alguns cachorros que sumiram de certas residências.
Estaria ele saciando seu desejo de matar com os animais? Quando criança ele fazia isso e pode ser que isso o mantinha saciado por um bom tempo.

Em 2004, muitos anos após seu último crime, BTK ressurge com várias cartas enviadas para a polícia e para os jornais.
Fotos, carteiras de habilitação, objetos pessoais de vítimas, quebra-cabeças, desenhos, vários objetos foram enviados através de cartas, ele estava de volta. Mas Rader errou ao enviar um disquete contendo fotos de crimes.


19/02/2004: O jornal The Wichita Eagle recebeu uma carta reclamando a responsabilidade pelo assassinato de Wegerle, em Setembro de 1986. Dentro do envelope havia fotografias do local do crime e uma cópia da carteira de motorista da vítima. Foi a primeira comunicação do BTK desde 1979.


15/12/2004: Foi encontrado um pacote em um parque, por um transeunte, contendo a carteira de motorista de uma vítima ainda não conhecida. O pacote foi enviado ao FBI.




16/02/2005: A rede de tv KSAS recebeu um pacote contendo uma carta, uma jóia e outro objeto.Tudo foi enviado aos laboratórios do FBI.


· 25/01/2005: A rede de TV KAKE recebeu um cartão postal que os levou a uma caixa de cereais com as letras BTK escritas sobre ela. O endereço do remetente no cartão postal era de uma das vítimas do BTK. 

Uma nova geração foi assombrada com um fantasma do passado. Até que “BTK” subestimou a tecnologia da época e enviou um disquete contendo fotos dos crimes. O FBI sabia que era sua chance de alcançá-lo e assim o fez, rastreou o disquete
, descobrindo o nome de Denis Rader e o local onde foi gravado, uma Igreja.

A partir daí a polícia conseguiu o DNA da filha de Rader, e confirmou com o sêmen encontrado nos crimes, e em 26/02/2005 o chefe de policia de Wichita, Norman Williams, anuncia a prisão de Denis Rader. Ele é acusado de oito homicídios em 1º grau e outros dois homicídios relacionados ao BTK, finalmente tinham prendido o BTK.


                                      Chefe de Polícia que efetuou a prisão de BTK

Sentença
Durante o processo, “BTK” assumiu 10 mortes com detalhes impressionantes. Não havia arrependimento, nem remorso. Falava com uma naturalidade de quem está passando uma receita de bolo, mesmo com todos os parentes das vítimas presentes, inclusive o filho de Shirley Vian, que ouviu sua mãe ser morta quando ainda era uma criança. “BTK” fora julgado e condenado a 10 sentenças de prisão perpétua (175 anos) sem liberdade condicional. 
Eles lamentaram não ver a pena de morte.
Dennis Rader demonstrando todo o seu sentimentalismo perante o tribunal.
A esposa de Rader conseguiu se divorciar dele logo depois sua prisão. Seus vizinhos custaram a acreditar que ele era o BTK.
Existem controvérsias quanto ao número de vítimas de BTK, muitos casos antigos e sem solução tiveram ligações com a maneira que ele matava suas vítimas, mas nada disso foi confirmado.
Segundo o Dr. Stone, criador do índice de maldade, Dennis Rader tem todos os quesitos para ser qualificado como ranking 22. O ranking máximo. Como torturador e assassino que sente prazer em torturar.


Mais fotos sobre o Caso BTK


Vítimas do BTK
Um dos seus desenhos

Casa de Denis Rider

Foto da Prisão de Rider
O Carro de Otero que foi abandonado e descoberto mais tarde no estacionamento de Oliver Square

Casa da Família Otero

Denis sendo informado das acusações contra ele, através de um circuito interno de TV, com o seu advogado.
A polícia colheu algumas evidências durante a investigação ao Assassino do BTK. Um desses intens ajudou a polícia identificar que as cartas recebidas continham a mesma letra usada na assinatura "BTK". A figura acima recria a assinatura do assassino.
Dennis Rader na 8ºsérie (à esquerda, 1959) e no colegial (direita, 1963). Onde estavam os sinais que foram ignorados?
Sobre o que o levara a cometer os crimes.

“BTK” praticava auto-erotização, tirando fotos de si mesmo amarrado e com peças íntimas femininas. No mínimo perturbador. (Certa vez não conseguiu se soltar e pensou que seria pego).

























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