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quinta-feira, 25 de março de 2010

Caso Nardoni: Notícias e Curiosidades sobre o Julgamento- Parte IV



Tentativa de furar fila causa tumulto

25/03/2010 

Houve um princípio de tumulto na fila para entrada no Fórum de Santana por volta das 8h30 desta quinta-feira (25). O tumulto teria começado porque alguém tentou furar a fila. Tudo foi resolvido rapidamente. Pelas regras do Tribunal de Justiça, as 20 primeiras pessoas a chegarem ao local têm o direito de assistir o julgamento do casal Nardoni.

Mãe de Alexandre comparece pela primeira vez ao fórum

25/03/2010

Pela primeira vez desde segunda-feira (22), quando começou o julgamento do casal acusado de matar a menina Isabella, a mãe de Alexandre Nardoni, Maria Aparecida Nardoni, compareceu ao Fórum Regional de Santana nesta quinta-feira (25). Maria Aparecida chorava muito e rezava em voz alta, sendo consolada pelo marido. Os trabalhos do Tribunal do Júri estavam previstos para serem retomados às 9h, com os depoimentos dos réus. (Por Débora Miranda)

Depoimento: À espera do júri, sensação foi a de estar num presídio


25/03/2010 - 11:45 -

O documento da Justiça determinava minha apresentação às 12h30 do dia 22, segunda-feira. Fui um dos arrolados como testemunha pela defesa do casal Nardoni por conta de uma entrevista com o pedreiro de uma obra ao lado do prédio onde o crime ocorreu.
O documento deixava claro que minha presença não era opcional. E ainda recebi a orientação para me preparar para um “eventual pernoite”.
Às 11h30, estava no Fórum de Santana. Fui levado para um plenário ao lado do qual aconteceria o julgamento mais importante daquele lugar.
Nos minutos seguintes chegaram mais 14 pessoas. Eram, em sua maioria, policiais civis ou servidores ligados à segurança pública. Apenas dona Geralda, vizinha do edifício London, destoava da turma. Em menos de 15 minutos, já tinha andado por toda a sala e feito uma série de reclamações.
O tempo passou e alguém disparou: “Estamos com fome”. A informação era que não havia previsão de comida, porque, como a apresentação era às 12h30, esperava-se que todas as testemunhas já tivessem almoçado. A saída foi uma vaquinha.
Quando a comida chegou, veio também a notícia de que cinco das testemunhas seriam dispensadas. Dona Geralda era uma delas. E comemorou.
A essa altura éramos em dez testemunhas. Por volta das 15h, fomos informados de que iríamos para o Fórum da Barra Funda. O primeiro carro, uma Kombi, demorou meia hora e não foi suficiente para todos. Mais um tempo até chegar um Fiat Doblô para ajudar.
Na espera, ainda tentei puxar papo com um oficial de Justiça. “É você que vai ficar de castigo conosco?”. “Não tem ninguém de castigo. Estamos à disposição da Justiça”, disse, ríspido.
Fomos, então, para a Barra Funda escoltados. Depois de idas e vindas, finalmente conseguiram encontrar o lugar onde ficaríamos. Sem janelas, sem ventilação externa, um corredor cheio de quartos com beliches –estilo bem franciscano.
Todos os celulares foram confiscados. Sem televisão, sem rádio, sem jornal. Nada.
“Vocês estão incomunicáveis”, disse o oficial. Ligações, só com o aval dele. Ele daria o recado, e só. Falar com alguém de fora? Proibido.
A divisão dos quartos ocorreu mais ou menos pelo grupo de trabalho. Ao pedir um quarto com banheiro, duas peritas ouviram: “Aqui não é hotel cinco estrelas”. Após a ajuda de uma funcionária, conseguiram.
Antes de jantar, a maioria foi tomar banho. Mas um dos banheiros começou a vazar e a equipe de manutenção foi acionada. Interditaram o banheiro.
A comida era horrível. Arroz, feijão, um pedaço de carne, salada e refrigerante quente. Não havia prato. Comíamos em um frágil marmitex de isopor, o que tornava hercúlea a simples tarefa de cortar um bife.
Na hora de dormir, percebeu-se o quanto era complicado. Os colchões tinham plásticos barulhentos e o cobertor era de campanha de agasalho. No meu quarto, havia apenas um beliche e espaço para um criado mudo, que não existia. Além disso, os quartos ficam numa espécie de porão do prédio e, com eles, os motores do ar-condicionado.
Terça-feira
Quando o dia amanheceu, o café atrasou porque esqueceram de buscar a responsável para servi-lo. “Que horas vamos para lá [Santana]? Alguém falou algo?”, perguntei. Não havia nenhuma previsão.
Naquele momento, a sensação era de estar em um presídio. Não tínhamos autorização nem para um “banho de sol”, e as luzes artificiais escondiam ser dia ou noite. Baratas aparecem mortas pelo chão.
Para passar o tempo, eu tinha apenas uma edição da Folha do dia anterior. Os colegas de “cárcere” tinham laudos, muitos laudos, para ler e se prepararem para o plenário. Eram um delegado, dois investigadores, três peritos, dois médicos legistas e o pedreiro de um prédio vizinho ao edifício London.
À noite, mais barulho e passos pelo corredor de um insone. Os sorrisos sumiram.
Das dez testemunhas confinadas, oito participaram da investigação ou produziram laudos para incriminar o casal Nardoni. A cada novo “carcereiro”, faziam questão de dizer que não defendiam o casal –estavam ali porque foram arrolados pela defesa. Se pudessem, não estariam ali, mas na acusação –grupo que estava confinado noutro lugar.
Nenhum amigo, nenhum parente, ninguém ali para falar bem dos dois –como é comum ocorrer– estava convocado.
Quarta-feira
Pela manhã, fomos para o Fórum de Santana. Sem a certeza, porém, de que seríamos ouvidos. Quando saíamos pelos corredores, alguém disse: “Olha o sol, olha o sol”. Àquela altura, estávamos há cerca de 40 horas sem ver a luz do dia.
“Nunca dei tanto valor à liberdade. Ficar assim dá um desespero. Dá uma agonia muito grande sentir-se preso, assim”, disse outro.
Quando chegamos, vimos o tumulto dos jornalistas. Eu, repórter, não sabia nada do que havia sido publicado. Estava tão perto e tão longe de tudo.
Fomos levados para a sala. Portas trancadas e dois oficiais vigiando a porta que estava destrancada. Não podíamos nem sair do corredor. Ficamos ali das 10h30 até as 16h, 17h, quando fui chamado para depor.
O medo dos que ficaram? Voltar de novo à Barra Funda.
Quando sentei na cadeira do plenário, todo o “cárcere” pesou nos ombros. Fiquei nervoso a ponto de não ver o casal Nardoni, os jurados. Pedi um copo d’água e ainda quebrei a chaminé da churrasqueira da maquete da Promotoria, quando indicava o lugar para o júri.
“Obrigado por ter vindo, apesar de ter quebrado a maquete”, ainda tive de ouvir do promotor Cembranelli.
*Texto escrito pelo jornalista Rogério Pagnan, para o jornal Folha de S. Paulo e reproduzido pela Folha Online

Jurados poderão fazer perguntas a réus

25/03/2010

Pelas regras do Tribunal do Júri, Alexandre Nardoni irá respondeu primeiramente às perguntas do juiz Maurício Fossen. Em seguida, será a vez do promotor Francisco Cembranelli questioná-lo. Depois, Alexandre estará à disposição de seus advogados de defesa. Caso algum jurado queira fazer pergunta ao réu, deverá anotá-la e entregá-la ao juiz, que decidirá se ela é ou não oportuna. A mesma ordem se repetirá no depoimento de Anna Carolina Jatobá.
Durante o depoimento de Alexandre, Anna foi retirada do plenário do tribunal. Quando ela for depor, o marido poderá ficar na sala, já que ele já prestou seus esclarecimentos.

Alexandre Nardoni chora três vezes durante júri

25/03/2010

Alexandre Nardoni, acusado de matar a própria filha em 2008, chorou três vezes durante interrogatório realizado na manhã desta quinta-feira (25) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

Choro de Alexandre sensibiliza jurados

25/03/2010

A emoção de Alexandre Nardoni durante interrogatório que acontece nesta quinta-feira (25) sensibilizou os sete jurados que decidirão o destino do casal acusado pela morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008.
Alexandre chorou pelo menos três vezes em frente aos jurados: quando falou que Isabella estava muito feliz na noite em que morreu; ao lembrar que a menina havia ensinado aos meio-irmãos como nadar; ao ver sentada no plenário sua mãe, Maria Aparecida Nardoni e quando relatou ter visto pela janela o corpo da filha caída no jardim do Edifício London.

Juiz adverte promotor e defesa após discussão

25/03/2010

O juiz Maurício Fossen teve de intervir para interromper uma discussão entre o o promotor Francisco Cembranelli e o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval. A discussão ocorreu porque a cada manifestação de Cembranelli, Podval insistia em ouvir do promotor o número da folha do processo a que ele se referia. Em dado momento, Cembranelli se irritou com a cobrança e iniciou-se uma discussão, interrompida com uma advertência do juiz à promotoria e à defesa. (com informações do TV Globo).

Promotor diz que choro de Nardoni não tem lágrimas

25/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli disse nesta quinta-feira (25), durante depoimento de Alexandre Nardoni, que o choro do pai de Isabella “não tem lágrimas”. A afirmação foi feita depois de Alexandre responder ao promotor que sempre usou óculos e provocar: “O senhor não sabe tudo da minha vida? Sem os óculos meus olhos ficam irritados”. O juiz Maurício Fossen mandou que os jurados não considerassem o comentário do promotor.

Para promotor, acareação entre mãe de Isabella e casal Nardoni é ‘desespero’

25/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli criticou a possibilidade levantada pela defesa do casal Nardoni de propor uma acareação entre a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina. Nesta quarta-feira (24), Cembranelli informou que Ana Oliveira está frágil física e emocionalmente.
“A defesa parece tentar no desespero um fato novo, uma questão que possa ser levada em consideração pelo júri”, atacou Cembranelli. Para ele, os depoimentos dos réus não deverão trazer nenhum fato novo. “A verdade é que eles vão muito provavelmente repetir o que contaram, agora melhor orientados pelos advogados”, afirmou.
O advogado Roberto Podval, que defendi os Nardoni, informou que só após o depoimento de Alexandre e Anna Carolina Jatobá é que poderá dizer se é necessária ou não uma acareação entre o casal e a mãe de Isabella.

Público já organiza lista para assistir fim do julgamento

25/03/2010

A disputa por um lugar no plenário do Tribunal do Júri (TJ) para assistir a sentença do casal Nardoni, acusado de matar a menina Isabella, já começou. As pessoas que estão na fila desde a madrugada desta quinta-feira (25) e que não conseguiram entrar já estão organizando uma lista para definir quem terá direito de entrar na sessão de sexta-feira (26), quando se espera o fim do julgamento de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá. Até as 14h40 desta quinta, 26 nomes figuravam na lista. Pelas regras do TJ, a cada turno dos depoimentos até 20 pessoas podem ter acesso ao plenário do Fórum de Santana, na Zona Norte. (Por Juliana Cardilli)

Advogado reintegrado à equipe de defesa está na sala do júri

25/03/2010 

O advogado Ricardo Martins, reintegrado à equipe de defesa no primeiro dia de julgamento do casal Nardoni, acompanha o interrogatório de Alexandre dentro da sala do júri nesta quinta-feira (25).
Ele está no lugar que vinha sendo ocupado pela advogada e perita Roselle Soglio.
A convite do advogado Roberto Podval, Martins, que chegou a defender Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá logo no início das investigações, em março de 2008, ajuda nessa fase decisiva.
Ele chegou a falar no início da semana que se não tivesse trabalhado no processo e tivesse somente assistido ao que foi televisionado, também tenderia a condenar o casal.

Ex-juiz tuíta julgamento do caso Isabella

25/03/2010

Em uma sequencia de tweets postadas durante cerca de 40 minutos nesta quinta-feira (25), o perfil de Luiz Flávio Gomes conta com detalhes o que o réu Alexandre Nardoni disse durante seu depoimento iniciado pouco antes das 11h — as informações têm, inclusive, o minuto em que as declarações foram feitas. A divulgação desses dados, que já renderam mais de 12 mil seguidores, vem sendo feita pelo ex-juiz, que acompanha desde segunda-feira (22) o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni.


Os tweets desta quinta foram publicados por sua secretária, que está do lado de fora do plenário do Fórum de Santana, com um computador conectado à internet (é proibido tuitar lá dentro). Acompanham o advogado ainda um secretário e sua assessora de imprensa, por conta da repercussão que suas twitadas vêm ganhando. Ele, que somava 5 mil followers no início da semana, tem agora mais de 17 mil pessoas que acompanham suas atualizações — ´p número mais do que triplicou.
Depois do depoimento de Nardoni, em um intervalo para a saída dos jornalistas, Gomes entregou à secretária um papel com as anotações feitas durante o depoimento. Ele voltou ao plenário, e ela passou para o Twitter os curtos textos como “11:04: vi a tela rompida. Olhei para baixo e vi Isabella”, “11:13: foi o dia mais triste da minha vida. (A. Nardoni voltou a chorar)”, “11:29: em seguida fui preso” e “11:44: a polícia chamou a imprensa. O delegado disse que iria comprar um terno novo”.
“Prometi a meus alunos informá-los sobre o julgamento e os tweets tomaram uma repercussão maior do que eu imaginava”, contou ao UOL Tecnologia Gomes, que esperava cerca de 1 mil novos seguidores com a iniciativa. “É um caso de comoção nacional e, até no exterior, as pessoas acompanham. Já recebi mensagens de Nova York, Madri e Portugal.”
Gomes conta que assiste ao julgamento pelo sistema de distribuição de senhas: “já entrei pela promotoria, pela defesa, pela OAB e, agora, pelo juízo”, afirmou. Segundo ele, diversos conhecidos seus da área de direito entraram no Twitter nesta semana, justamente por conta da repercussão do caso Isabella.
  • Página de Luiz Flávio Gomes no Twitter; no site, ele narra o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni

Mãe de Isabella passou mal neste 4º dia de júri

25/03/2010

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, passou mal nesta quinta-feira (25), quarto dia de julgamento do casal Nardoni.
Ainda isolada em uma sala do Fórum de Santana, na Zona Norte, no mesmo andar onde Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são julgados pela morte de sua filha, ela teve um mal estar e teve de ser atendida por um médico.
Ela está desde segunda-feira incomunicável após pedido da defesa. Assim que terminou um depoimento emocionado, Ana Carolina Oliveira foi levada à sala.
A mãe de Isabella ainda pode ser solicitada para uma acareação com os réus. (Por Débora Miranda)
Fonte: G1


quarta-feira, 24 de março de 2010

Caso Nardoni - Notícias e Curiosidades Sobre o Julgamento- Parte III

 Maquetes usadas podem ter custado R$ 30 mil

24/03/2010





As duas maquetes usadas pela promotoria durante o depoimento da delegada Renata Pontes mostrando o Edifício London e o apartamento do casal Nardoni, onde a menina Isabella morreu em março de 2008, podem ter custado entre R$ 20 mil e R$ 30 mil. A empresa responsável pela confecção das maquetes informou que não poderia divulgar o valor, mas informou quanto costuma cobrar por trabalhos semelhantes.
As maquetes, que serão pagas pelo Estado, também serão usadas pela defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que pretendem mostrar as falhas de segurança no prédio onde a menina foi morta.
As maquetes foram encomendadas pelo Instituto de Criminalística. Os peritos supervisionaram o trabalho e enviaram fotos para reprodução do prédio e do interior do apartamento.
Plantas do terreno e do imóvel também foram usadas como referência.tudo foi reproduzido fielmente: o corte da tela de proteção da janela no quarto e até a boneca usada durante a reconstituição do crime. As marcas de sangue e do sandália de Alexandre na cama também foram reproduzidas.

“Casal Nardoni não demonstra emoção”, diz jurista

24/03/2010

Como recontar a história de um crime sem testemunhas? Os principais suspeitos, pai e madrasta, se dizem inocentes. Para entender por que esse julgamento está sendo considerado um marco para a perícia criminal no Brasil, o Bom Dia Brasil conversa o jurista Luiz Flávio Gomes.
Ele está acompanhando o julgamento de dentro do tribunal e fala como se comportam os sete jurados: “É um tribunal jovem, de 25 a 35 anos. Só uma senhora tem um pouco mais de idade. Eles estão muito atentos. É impressionante como estão olhando fixamente todos os detalhes. Acho que está bem. O tribunal está formando seu convencimento. Os jurados decidirão com total tranquilidade”.
Luiz Flávio Gomes diz que o casal Nardoni está apático: “Nenhuma reação. Estão totalmente imobilizados. Não piscam, não olham, não riem, não falam, não se conversam. Não há uma expressão corporal, no rosto ou no olhos deles que denote qualquer coisa. É como se eles estivessem fora do mundo. É impressionante. Nem durante o depoimento de Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella. Não há reação”.
O jurista aponta que a discussão já está definida. A defesa vai trabalhar a dúvida que os laudos sugerem. Do outro lado, o Ministério Público trabalha com a força dos indícios. Esse é o debate, a discussão já está posta.
Fonte: G1

Júri está bastante atento, diz jurista

24/03/2010

Para o jurista Luiz Flávio Gomes, que acompanha o julgamento do casal Nardoni dentro da sala do Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, em São Paulo, os setes jurados estão bastante atentos a tudo que é dito nos depoimentos. Segundo ele, os jurados olham “fixamente todos os detalhes” e estão formando o convencimento a cada passo dos depoimentos, a cada laudo apresentado. “Eles decidirão com traquilidade”, disse em entrevista ao Bom Dia Brasil nesta quarta-feira (24). Gomes considera o júri do casal Nardoni jovem, com idade média entre 25 e 35 anos. Segundo ele, apenas uma senhora ultrapassa essa faixa etária. (Com informações da TV Globo)
Fonte: G1

Isabella foi ferida antes de ser jogada pela janela, diz perita

24/03/2010

A perita Rosângela Monteiro, que elaborou os laudos sobre as causas da morte da menina Isabella Nardoni, afirmou durante depoimento ao Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, que a menina foi ferida antes de entrar no apartamento do casal Nardoni. Rosângela disse ainda que o sangue encontrado no apartamento era da vítima.
Segundo a perita, ela foi carregada e sangrou. “O sangre encontrado é da menina”. Sobre o sangue encontrado no carro de Alexandre Nardoni, ela afirmou tem o mesmo “perfil genético” de Isabella. Ferida, Isabella teria gotejado sangue de uma altura de 1,27m ou 1,28m “em velocidade baixa demonstrando que ela foi carregada”.
Rosângela falou que é “inequívoco” que a tesoura encontrada no apartamento do Edifício London foi usada para cortar a tela de proteção da janela em que a criança foi jogada. O sangue encontrado na tela também seria de Isabella.
O depoimento da perita começou por volta das 10h25 desta quarta-feira (24) e ainda não terminou.

Irmã de Alexandre se emociona na retomada do julgamento

24/03/2010

A irmã de Alexandre Nardoni, Cristiane Nardoni, chorou antes de começar o julgamento nesta quarta-feira (24). A jovem teria se aproximado da divisória de madeira que separa o júri da platéia, teria batido no peito e dito “Força! Força!” olhando para o irmão e para a cunhada Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina Isabella. (Por Kleber Tomaz)
Fonte: G1

Avó deixa plenário ao ouvir descrição do crime

24/03/2010

A avó de Isabella Nardoni, Rosa Oliveira, não suportou a descrição da perita Rosângela Monteiro sobre onde foi encontrado o sangue da menina no apartamento de onde a criança foi jogada. Rosa deixou o plenário onde acontece o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá às 11h15 desta quarta-feira (24).
Fonte: G1

Promotor recorre à ironia em perguntas a perita

24/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli conduziu parte do depoimento da perita Rosângela Monteiro, que elaborou os laudos sobre a morte da menina Isabella Nardoni, de modo que a qualidade técnica dos relatórios que ela elaborou não fosse questionada pela defesa, que conta com uma advogada e perita, Roselle Soglio.
Cembranelli recorreu até mesmo à ironia. “Posso comprar o ‘blue star’ [reagente que detecta manchas imperceptíveis de sangue] para o meu filho no supermercado ou na Rua 25 de Março para ele borrifar na cozinha e ver se tem mancha de sangue?”, perguntou. A perita foi taxativa: “Não. Ele deve ser usado por pessoas qualificadas e treinadas. Ele é cancerígeno”.
Em um outro momento do depoimento de Rosângela, Cembranelli perguntou se haveria alguém presente no Tribunal do Júri tecnicamente capaz de repetir todos os testes feitos pelo Instituto de Criminalística (IC) que ela coordenou. “Sou a única capacitada para os testes com o reagente ‘blue star’ no estado de São Paulo”, respondeu.

Perita se diz a única capaz de fazer testes no sangue de Isabella

24/03/2010

A perita Rosângela Monteiro afirmou que no Tribunal do Júri que julga o casal Nardoni não havia ninguém tecnicamente capaz de repetir todos os testes feitos pelo Instituto de Criminalística (IC) durante as investigações da morte de Isabella Nardoni. Rosângela foi a perita que assinou os laudos. “Sou a única capacitada para os testes com o reagente ‘blue star’ no estado de São Paulo. Sou eu quem ministro cursos sobre como usá-lo”, disse Rosângela. Segundo ela, não se trata apenas de “jogar” o reagente que detecta manchas imperceptíveis de sangue, mas é preciso “interpretar” os dados.
A resposta foi dada após Rosângela ser qustionada pelo promotor Francisco Cembranelli se havia alguém presente no tribunal naquele momento capaz de repetir os testes. A pergunta de Cembranelli foi uma tentativa de descredenciar a presença da advogada e perita Roselle Soglio, contratada pela defesa do casal Nardoni para contestar as provas técnicas elaboradas pelo IC.
Rosângela afirmou ainda que havia manchas de sangue visíveis no lençol da cama e na tela de proteção da janela. Com o auxílio do reagente ‘blue star’ foram identificadas marcas no apartamento e no veículo do casal Nardoni.

Muros do prédio do casal Nardoni são ‘altos’, diz perita

24/03/2010

A perita Rosângela Monteiro, que elaborou os laudos sobre a morte da menina Isabella Nardoni, afirmou em seu depoimento ao Tribunal do Júri, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, que os muros que cercam o Edifício London eram “altos”. A resposta foi dada quando perguntaram a ela sobre a possibilidade de alguém ter pulado o muro e ter entrado no apartamento do casal Nardoni.
O depoimento de Rosângela começou às 10h25 desta quarta-feira (24). Rosângela foi arrolada como testemunha tanto pela defesa quanto pela acusação de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Outras dez testemunhas estão programadas para serem ouvidas. (Por Kléber Tomaz)

Pai chega de madrugada ao fórum para pegar senha para filha

24/03/2010

O motorista Matias Antonio de Souza, de 62 anos, chegou por volta de 3h20 desta quarta-feira (24) ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, para pegar uma senha para a filha, estudante de direito, entrar na sala do júri no terceiro dia do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte da menina Isabella. “Apesar de querer assistir, cedi meu lugar para ela.” (Por Juliana Cardilli)
Fonte: G1

Perita fala sobre marcas na camiseta usada por Nardoni

24/03/2010

A perita Rosângela Monteiro explicou aos jurados sobre os testes realizados na camiseta, entregue pela polícia, que teria sido usada por Alexandre Nardoni na noite da morte de Isabella. Segundo ela, a camiseta tinha marcas da tela da janela por onde a menina foi jogada.
Foram realizadas quatro simulações, posteriormente comparadas com as marcas encontradas na camiseta. Ainda de acordo com a perita, para marcar a camiseta daquela forma, a pessoa precisaria estar com os dois braços para fora da janela, segurando um peso de 25 kg. “Não basta encostar na tela. Ele precisa jogar o peso dele sobre ela. Não tem outra hipótese”, afirmou a perita.
Alexandre Nardoni alega que a camiseta ficou marcada quando ele se apoiou na tela para olhar para baixo.
Em relação à fralda, a perita disse que os exames comprovaram que havia manchas de sangue humano, mas como a amostra era muito pequena, não havia material suficiente para realizar exames de DNA e definir se o sangue era mesmo de Isabella.
As manchas encontradas na fralda indicam que ela teria sido utilizada dobrada e provavelmente para estancar o sangue de um ferimento.

Defesa insiste em dispensa de testemunhas

24/03/2010 
Na saída para o recesso de almoço, o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, reforçou sua intenção de pedir dispensa para testemunhas e, assim, encurtar a duração do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. A intenção do advogado é que das dez testemunhas previstas para ainda depor, sejam ouvidas apenas três ou quatro.
O pedido de Podval precisa ser aceito pelo juiz Maurício Fossen. Segundo Podval, caso isso ocorra, é possível que Alexandre e Anna Jatobá sejam ouvidos a partir do meio dia de quinta-feira (25). Com isso, o Tribunal do Júri teria condições de tomar sua decisão ainda na sexta-feira (26).

Perita: teste aponta que Nardoni jogou Isabella do prédio

24/03/2010

Testes realizados após a morte de Isabella Nardoni, 5, apontam que ela foi jogada do sexto andar do edifício London pelo pai, Alexandre Nardoni, segundo depoimento da perita Rosângela Monteiro. Ela começou a ser ouvida às 10h25 desta quarta-feira, terceiro dia de júri de Nardoni e Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella.
De acordo com a perita, foram realizados quatro testes e um deles mostra que o pai de Isabella colocou os braços para fora da janela e jogou algo de 25 kg, peso aproximado da menina.
Isabella morreu ao cair do sexto andar do prédio onde moravam o pai e a madrasta, que negam o crime.
A perita, testemunha comum à defesa e à acusação do casal, é a primeira a ser ouvida nesta quarta. O depoimento começou às 10h25 e foi interrompido para almoço às 13h15, por 50 minutos.
No início do depoimento, a perita afirmou que Isabella foi ferida fora do apartamento. Segundo ela, as marcas de sangue encontradas no imóvel apontam que a menina era carregada quando entrou no local e estava a uma altura de 1,25 m. A perita diz que Isabella tinha 1,20m e, se estivesse andando, as marcas de sangue não seriam as mesmas, pois teriam escorrido pelo corpo.
Fonte: Folha Online

Homem tenta agredir advogado do casal Nardoni

24/03/2010

Na volta do recessso de almoço, um homem tentou chutar o advogado do casal Nardoni, Roberto Podval, enquanto ele entrava no Fórum Regional de Santana, na Zona Norte. Assim como pela manhã, Podval foi bastante vaiado pelos populares que estavam no local. (Por Juliana Cardilli)
Fonte: G1

Avó diz que Jatobá e Nardoni já estão ‘condenadíssimos’

24/03/2010

Ao sair para o intervalo determinado pelo juiz Maurício Fossen na tarde desta quarta-feira (24), a avó materna de Isabella, Rosa Oliveira, foi questionada sobre o futuro veredicto do julgamento e afirmou: “Eles estão condenadíssimos”.  Ela falou com os jornalistas quando voltava do almoço para o fórum. (Por Juliana Cardilli, com informações da TV Globo / Foto: Daigo Oliva/G1)

PM é chamada para atender tumulto em frente ao fórum

24/03/2010

Um princípio de tumulto entre as pessoas que aguardam na fila em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, para assistir ao julgamento do casal Nardoni fez com que a Polícia Militar agisse por volta das 15h58 desta quarta-feira (24). Uma pessoa teria tentado furar a fila, o que causou discussão e empurrões entre quem estava na entrada do fórum. Policiais apartaram a briga e a situação foi rapidamente controlada. (Por: Kleber Tomaz)
Fonte: G1

Marca de sangue pode indicar presença de irmãos de Isabella

24/03/2010

Segundo o depoimento da perita Rosângela Monteiro, uma mancha de sangue encontrada na porta do quarto de Isabella pode indicar a presença dos irmãos da menina no apartamento, no momento em que ela foi morta.
A mancha de sangue foi feita com as pontas do dedo, a uma altura abaixo da maçaneta da porta do quarto. “Posso concluir, portanto, pela altura, que se trate de mãos de criança”, disse a perita.
Segundo ela, não foi possível a identificação de a quem pertencia o sangue, mas a teoria é de que um dos irmãos de Isabella tenha entrado em contato com algum respingo de sangue da menina no apartamento. (Por Débora Miranda)
Fonte: G1

Túmulo de Isabella recebe homenagens

24/03/2010

Flores e cartazes foram deixados nesta quarta-feira (24) no túmulo da menina Isabella Nardoni, em cemitério na Zona Norte de São Paulo.

5 testemunhas já prestaram depoimento em 3 dias

24/03/2010

Cinco testemunhas já prestaram depoimento no julgamento de Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, acusados de matar Isabella. O jornalista Rogério Pagnan é o sexto a falar no plenário.
Veja o resumo dos testemunhos:
O primeiro dia foi marcado pelo depoimento emocionado de Ana Carolina Oliveira. Ela chorou por diversas vezes. A primeira delas foi quando se recordou do momento em que encontrou a menina de 5 anos caída na grama do edifício London.
Ana Carolina disse que Alexandre jamais conversou com ela sobre o que ocorreu no apartamento, mesmo durante o velório da menina. Durante o depoimento, a mãe contou detalhes do relacionamento com Nardoni e disse que ele era violento em algumas ocasiões, chegando, inclusive, a jogar o filho no chão uma vez.
Na terça, a primeira a depor foi a delegada Renata Pontes, que indiciou o casal. Em seu depoimento, que durou cerca de 4 horas, ela afirmou ter “100% de certeza” de que Anna e Alexandre foram os responsáveis pela morte da menina e detalhou sua atuação na noite do dia 29 de março de 2008.
Ela contou que foi ao edifício e viu Isabella caída no jardim do prédio. “Ela parecia um anjinho”, afirmou a delegada.
O médico-legista Paulo Sergio Tieppo Alves foi a segunda testemunha a ser ouvida na sessão. Alves detalhou todo o processo de necropsia. Ele contestou a ideia de que houve falha na certidão de óbito, em que consta causa nao identificada de morte. De acordo com ele, a maioria dos registros expedidos pelo Instituto-Médico Legal (IML) sai com essa informação até que todos os exames estejam prontos.
O médico disse ainda que a violência ocorrida antes da queda da menina Isabella do sexto andar do edifício London foi mais determinante para a morte do que a própria queda.
O perito criminal baiano Luiz Eduardo de Carvalho Dória foi o último a ser ouvido no segundo dia de julgamento. Arrolado pela assistência de acusação, o perito analisou manchas de sangue encontradas na cena do crime, como em lençóis no quarto de onde Isabella caiu.
Segundo ele, “existem padrões de mancha que permitem estabelecer a altura” da qual ela caiu. De acordo com ele, pela análise é possível concluir que as gotas no local do crime caíram de uma altura superior a 1,25m.
Neste terceiro dia, o julgamento foi reiniciado com o depoimento da perita Rosângela Monteiro. Ela disse que a menina foi ferida antes de entrar no apartamento do casal Nardoni e que já entrou sangrando. A perita afirmou que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.
Ela disse ainda que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela. (Por Thiago Reis)
Fonte: G1

Caso Nardoni - Notícias e Curiosidades Sobre o Julgamento- Parte II



Grupo elogia peritos em frente ao fórum

23/03/2010
Um grupo de manifestantes elogiava os peritos paulistas em protesto em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Com faixas, eles rechaçavam as afirmações da defesa do casal de que a cena do crime sofreu alteração após a morte de Isabella.

Avós maternos se emocionam durante depoimento de delegada

23/03/2010

Os avós maternos de Isabella Nardoni se emocionaram duas vezes durante o depoimento da delegada que investigou a morte da menina, Renata Helena da Silva Pontes, na manhã desta terça-feira (23), no Fórum Regional de Santana, na Zona Norte da capital paulista.
A avó, Rosa Oliveira, segurava uma rosa branca e um terço católico durante o depoimento da delegada. A primeira vez que ela chorou foi quando Renata disse que ao chegar ao local do crime, no Edifício London, encontrou Isabella no chão. “Parecia um anjinho deitado”, disse a delegada. A segunda vez foi quando a delegada repetiu detalhes da cena e comentou que Isabella, já morta, parecia “uma criança dormindo”. 
Fonte: G1

Alexandre balança a cabeça quando delegada diz que réus foram tratados com dignidade

23/03/2010

Alexandre Nardoni, pai da menina Isabella, balançou a cabeça em negação quando a delegada Renata Pontes, que estava de plantão no 9º Distrito Policial (Carandiru) no dia da morte da menina, disse em seu depoimento no Fórum de Santana, Zona Norte de São Paulo, que os réus foram tratados com dignidade.
A delegada é a segunda testemunha a ser ouvida durante o julgamento de Alexandre e da madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá – a primeira nesta terça-feira (23). O promotor Francisco Cembranelli ressaltou o depoimento de Renata, que disse que o casal não foi agredido em nenhum momento. Antes de balançar a cabeça, Alexandre tirou os óculos de grau. (Com informações da TV Globo)
fonte: G1

Alexandre mantem-se passivo; Anna Jatobá, apreensiva

23/03/2010

Durante a primeira parte do depoimento da delegada Renata Helena da Silva Pontes, Alexandre Nardoni manteve uma expressão passiva diante das respostas da delegada. Algumas vezes, ele chegou a balançar a cabeça negativamente com algumas afirmações de Renata, responsável pelas investigações da morte de Isabella. Uma dessas vezes foi quando a delegada afirmou que Alexandre foi tratado com ‘dignidade’ durante os trabalhos da Polícia Civil.
Nesta terça-feira (23),  segundo dia do julgamento do casal, Alexandre veste uma camisa pólo listrada de branco e azul, calça jeans e tênis preto. Já Anna Carolina Jatobá, madrasta de Isabella, mantém uma expressão assustada, apreensiva. Ela usa camisa branca, calça jeans e uma sapatilha cinza.
fonte: G1

Jurado pergunta se existia vestígios de sangue em roupa de Anna Jatobá

23/03/2010

Um jurado fez uma pergunta a delegada Renata da Silva Pontes durante seu depoimento no julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que acontece no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Um dos homens que fazem parte do júri perguntou a delegada que presidiu o inquérito se ela encontrou vestígios de sangue na roupa de Anna Carolina. Renata respondeu que não.
Os questionamentos do advogado de defesa Roberto Podval foram em relação a detalhes da investigação, do depoimento do casal na delegacia e por qual motivo a perícia não realizou, por exemplo exames de digitais em objetos que estariam relacionados ao crime.
Em todas as respostas, Renata endossou os laudos da perícia. Ela explicou que não pediu que fosse feito o exame na chave que teria causado o ferimento na testa de Isabella pois o machucado era superficial. (
Fonte: G1

Glória Perez chega ao Fórum

23/03/2010

A novelista Glória Perez chegou na tarde desta terça-feira (23) ao Fórum de Santana, onde estão sendo julgados Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Glória, que teve a filha Daniela Perez assassinada em 1992, disse na semana passada que vai prestar solidariedade e dar seu apoio a Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella. Nesta terça, ela não falou com a imprensa. (Com informações da Globo News)
Fonte: G1

Avó tem tatuagem em homenagem a Isabella

23/03/2010
Avó materna de Isabella Nardoni, Rosa Oliveira mostra tatuagem que fez em homenagem à neta. Além de “Isa”, a tatuagem tem uma estrela _a garota era chamada também de “Estrelinha” pela família. Rosa assiste ao segundo dia de júri do casal Nardoni, nesta terça-feira (23), no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo (Por Kleber Tomaz)
Fonte: G1

Nardoni questionou perícia na noite do crime

23/03/2010

São Paulo – A delegada do 9º Distrito Policial, Renata Pontes, afirmou em depoimento hoje que Alexandre Nardoni, acusado de matar a filha Isabella, questionou o trabalho da perícia desde a noite do crime. Renata Pontes, que acompanha as investigações desde a noite de 29 de março de 2008, é a segunda testemunha a ser ouvida pelos jurados no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.
Renata disse que esteve presente no prédio onde o casal Nardoni morava, na noite do crime, e que não encontrou com Alexandre ao chegar no local. A delegada, então, conversou com seis moradores do condomínio que disseram que o pai de Isabella havia informado que o apartamento tinha sido arrombado.
Depois, Alexandre chegou ao prédio acompanhado do pai, Antônio Nardoni, e questionou o trabalho feito pela polícia. Ele teria perguntado: “Já prenderam o ladrão? Já pegaram as impressões digitais?”.
A delegada relatou ainda que embora Alexandre tenha afirmado que o apartamento tivesse sido invadido, ele não contou isso à polícia quando prestou depoimento. Na ocasião, ele disse que alguém teria usado uma cópia da chave para entrar no apartamento.
Pontes destacou que os legistas constataram que Isabella sofreu asfixia por esganadura e que ela tinha um ferimento na testa, sendo que nenhum desses ferimentos foi proveniente da queda que ela sofreu do 6º andar.
O juiz Maurício Fossen perguntou se podia dispensar Renata, mas o advogado de defesa do casal, Roberto Podval, disse que ela precisaria ficar à disposição da Justiça. A delegada não poderá deixar o Fórum pelo menos até os depoimentos dos peritos. Além da delegada, a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, também está à disposição da Justiça.
O depoimento de Renata durou quatro horas e terminou às 14h10, quando os trabalhos do julgamento foram suspensos para almoço. Por volta das 13h30, a novelista Gloria Pérez, da TV Globo, entrou no plenário.

Escritora que pretende escrever livro sobre Nardoni assiste ao júri

23/03/2010

A escritora Ilana Casoy, autora do livro “O Quinto Mandamento”, que trata do assassinato do casal Richthofen, assiste ao júri de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, na tarde desta terça-feira (23), no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Segundo a assessoria da escritora, ela pretende escrever um livro sobre o casal Nardoni. (Por Kleber Tomaz)
Fonte: G1

Anna Jatobá se emociona ao ver o pai na plateia

24/03/2010

São Paulo – A madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, de 26 anos, terminou o segundo dia de julgamento aos prantos. Encerrada a sessão, por volta das 19h30, ela se levantou e caminhava para a saída da sala quando Alexandre Nardoni a avisou que o pai dela, Alexandre José Peixoto Jatobá, estava na plateia.
A madrasta, que até ali permanecera séria, sem esboçar reação, voltou-se, acenou com a mão direita para ele e, a partir daí, passou a chorar. Imediatamente, ela encostou na parede e colocou as duas mãos no rosto. O pai, por sua vez, batia com a mão direita no peito, dizendo à filha que a amava. Em seguida, com os olhos marejados, ergueu com as duas mãos um terço na direção da filha.
Pouco depois, com o mesmo terço na mão esquerda, Alexandre Jatobá disse estar confiante na absolvição da filha e do genro. “Nenhuma mentira dura para sempre. E as mentiras desse processo começaram a ser desfeitas.” Ele tem ido diariamente ao Fórum Regional de Santana, na zona norte, acompanhar o julgamento do casal.
“É difícil porque estamos lutando contra o Estado. Mas o homem lá em cima está olhando tudo e temos certeza de que tudo vai dar certo.” Questionado sobre os dois netos, Pietro e Cauã, ele afirmou: “Estão bem. É isso que importa.” Os dois passaram a viver com os avós maternos após a prisão do casal, em 2008.
Estratégias
O segundo dia de julgamento do caso Isabella mostrou as estratégias que devem ser usadas até o fim por defesa e acusação. A promotoria explorou os três depoimentos de ontem – uma delegada e dois médicos-legistas – para mostrar que Isabella foi ferida, atirada ao chão e asfixiada antes de ser lançada, inconsciente, da janela do 6º andar do Edifício London. Enquanto isso, o criminalista Roberto Podval tentava desqualificar os depoimentos.
Não se tratava mais de provar a existência de um ladrão no prédio ou a possibilidade de uma prova acidental, mas de mostrar possíveis fragilidades na prova central desse júri – os laudos e exames periciais. Tudo para pôr os jurados em dúvida e buscar a absolvição do casal.
Já no primeiro depoimento de ontem, o da delegada Renata Pontes, isso ficou claro. Foi ela quem presidiu o inquérito que incriminou o casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá pela morte da menina. “Com o decorrer das investigações tive 100% de certeza da autoria dos dois (réus) nesse homicídio.”
Ao responder às perguntas da defesa, a delegada era sempre confrontada com pontos controversos da apuração. “A senhora afirma em seu relatório que havia sangue de Isabella na cadeirinha de bebê no carro do casal. Pode me indicar onde está escrito isso?”, questionou Podval. “Me foi explicado que havia uma mistura de material genético na cadeirinha, com perfis compatíveis com Isabella, de Jatobá e do Pietro (um dos filhos do casal)”, disse Renata.
Os depoimentos, hoje, no terceiro dia do julgamento, devem começar com a perita Rosângela Monteiro. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Fonte: Agência Estado

Defesa aponta contradições no depoimento de delegada

23/03/2010

A  defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá gostou do depoimento da delegada Renata Pontes nesta terça-feira (23). Renata investigou a morte de Isabella e pediu a prisão do casal. Segundo a defesa, ela agiu de má-fé desde o começo da investigação e fez afirmações que não batem com os laudos criminais da perícia.
 O advogado Marcelo Raffaini, auxiliar do advogado de defesa Roberto Podval, diz que o depoimento de Renata foi contraditório e que tem certeza que ela deixou dúvidas na cabeça dos jurados sobre o trabalho da polícia. Os advogados tentaram levantar essas contradições e expor aos jurados.
“Em determinado momento no relatório ela afirma que havia sangue de Isabella e o laudo não diz isso. O laudo de DNA não diz que havia sangue de Isabella. Isso ficou claro”, diz Raffaini. “Ela teria justificado que essa informação lhe foi passada informalmente pelos peritos.”
Os advogados de defesa alegam que a delegada prejudicou o casal Nardoni. Segundo os advogados, o relatório final preparado por ela não bate com os laudos da perícia.
A defesa também alega, por exemplo, que a delegada afirmou que a camisa de Alexandre tinha manchas de vômito de Isabella e o laudo da perícia não consegue atestar que se tratava de vômito da vítima. Portanto, segundo os advogados, a delegada não poderia afirmar que o pai carregou Isabella no colo depois de ser agredida.
 Fonte: G1

Isabella foi agredida no apartamento e depois jogada pela janela

23/03/2010

Durante seu depoimento no júri do casal Nardoni, o médico-legista Paulo Sérgio Tieppo disse que a violência que ocorreu antes da queda da menina Isabella do sexto andar do Edifício London foi mais determinante para a morte do que a própria queda. Na primeira parte do depoimento, Tieppo respondeu às perguntas da Promotoria. Ele afirmou que a menina foi agredida na sala do apartamento do casal e depois atirada pela janela. O médico mostrou as fotos com as lesões, o que fez a avó da garota,Rosa Oliveira, sair da sala.  Fonte: G1

Perito baiano faz análise de manchas de sangue em apartamento

23/03/2010

O perito criminal baiano Luís Eduardo de Carvalho Dória foi o último a ser ouvido na noite desta terça-feira (23), no segundo dia de depoimentos do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Arrolado pela assistência de acusação, o perito analisou manchas de sangue encontradas na cena do crime, como em lençóis no quarto de onde Isabella foi jogada na noite de 29 de março de 2008.
Segundo ele, “existem padrões de mancha que permitem estabelecer a altura” da qual ela caiu. De acordo com ele, pela análise é possível concluir que as gotas no local do crime caíram de uma altura superior a 1,25m. Ele também falou sobre o trabalho de uma perita baiana, contratada pela defesa, cujo parecer técnico consta no processo. Segundo ele, o trabalho é uma distorção do trabalho feito por ele.
Com relação a isso, uma das advogadas de defesa do casal, Roselle Andrade Soglio, afirmou “que o trabalho da doutora Delma (Gama) foi desconsiderado por completo” pelos novos defensores do casal, que entraram no caso depois de que este parecer já constava do processo.
A advogada perguntou sobre outras manchas que constam do processo e o perito analisou-as próximas aos jurados. Ele chegou à conclusão de que as manchas também caíram a uma altura superior a 1,25m. Uma jurada fez uma pergunta ao perito – se era possível dizer se as manchas nos lençóis foram produzidas em movimento ou parado – e ele respondeu que foram em movimento.
Fonte: G1

Caso Nardoni - Notícias e curiosidades Sobre o Julgamento PARTE I


Advogado: imprensa atrapalha julgamento justo

22/03/2010 - 14:50 -

O advogado de Alexandre Nardoni e Anna Jatobá, afirma que os clientes não serão submetidos a um julgamento justo por causa da imprensa.Roberto Podval critica o número de reportagens exibidas sobre o caso do assassinato da menina Isabella ao longo dos dois anos.
De acordo com a imprensa, o defensor continua com a postura de contestar todas as provas apontadas pelo Ministério Público sem apresentar novas versões para o fato.
Na próxima segunda-feira começa o júri popular que vai decidir o futuro de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, no Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo.
Isabella Nardoni morreu aos 5 anos, em 29 de março de 2008. O pai e a madrasta da menina, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, foram considerados culpados pelo crime, segundo a perícia.
Anna Jatobá foi acusada de asfixiar a menina e Nardoni teria jogado Isabella do sexto andar do prédio onde o casal vivia, na zona norte de São Paulo.

Autor de livro proibido pede a juiz para ser testemunha

22/03/2010

O autor do livro proibido pela Justiça sobre o o caso Isabella pediu para o juiz que presidirá o julgamento do casal Nardoni para ser testemunha a partir desta segunda-feira (22). Paulo Papandreu encaminhou por e-mail ao juiz Maurício Fossen a solicitação para integrar o rol de testemunhas – 23 foram arroladas oficialmente.
No livro intitulado “Isabella”, o médico e escritor gaúcho inocenta o casal Nardoni pelo assassinato de Isabella. Ele sugere que Isabella morreu aos 5 anos de idade no dia 29 de março de 2008 devido a um acidente doméstico: a menina teria caído sozinha da janela do sexto andar do Edifício London, na Zona Norte de São Paulo.
E é essa nova versão que Papandreu pretende levar ao júri. Mas por e-mail, o autor informou que “tudo indica que não vou ser aceito como testemunha em prol da Justiça, nem tampouco para testemunhar em sala fechada.”
Para o Ministério Público, no entanto, o que aconteceu no apartamento foi um crime e Alexandre Nardoni e Anna Carolin a Jatobá, respectivamente, pai e madrasta da menina morta, são acusados de matá-la. Segundo a perícia, Jatobá tentou esganar e asfixiar a enteada e Alexandre atirou a filha inconsciente pela janela que teve a tela de proteção rompida. Ela chegou a ser socorrida com vida, mas morreu a caminho do hospital.
Oficialmente, o casal Nardoni nega o crime: alega que um ladrão invadiu o apartamento e matou Isabella. Essa terceira pessoa nunca foi encontrada pela polícia. Apesar disso, o advogado Roberto Podval, que defende os réus, chegou a cogitar a hipótese de utilizar a tese de acidente doméstico para explicar a morte da menina no júri.
O livro de Papandreau foi proibido pela Justiça após uma ação impetrada por Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella. Segundo a advogada Cristina Christo, ela não gostou de saber que Papandreu já havia publicado e vendido cópias de uma obra sobre a morte de sua filha, com a foto dela na capa, sem ao menos ter pedido sua autorização. O G1 apurou que o que há na ação é o valor do processo, para cobrir honorários etc, que é de cerca de R$ 200 mil.
Mesmo assim, Papandreu escreveu outro livro, esse chamado “O Limite”, no qual retrata o caso Isabella, sem usar nomes dos envolvidos.

Amigos da mãe de Isabella fazem vigília

22/03/2010 
Amigos e conhecidos da bancária Ana Carolina Oliveira, mãe da menina Isabella, fazem vigília em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo, desde a manhã desta segunda-feira (22). Eles pretendem ficar no local enquanto durar o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta de Isabella, acusados de matar a menina.
Vestidas com camisetas com uma foto de Isabella, cerca de 20 pessoas carregavam cartazes e faixas pedindo justiça. Segundo a pedagoga Clara Castro, vizinha de Ana Carolina, as camisetas e cartazes foram organizados pelo pai da bancária. ”Eu acompanhei de perto o sofrimento da Ana e sei o quanto foram difíceis esses dois anos. Espero que a justiça seja feita.” (Por Paulo Toledo Piza/Foto: Daigo Oliva)
Fonte: G1

Pode ocorrer a terceira maior injustiça da história do país’, diz pai de Nardoni

22/03/2010

O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre Nardoni e sogro de Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella em 2008, diz que, se ambos forem condenados no julgamento que teve início nesta segunda (22), será o 3º caso de maior injustiça da história do país.
Os dois outros casos, segundo ele, foram o da mãe acusada erroneamente de colocar cocaína na mamadeira da filha, em 2006, e o dos donos da Escola Base, acusados de abusar sexualmente das crianças, em 1994.
Ele afirma que Alexandre está “otimista” e que Anna Carolina Jatobá está “nervosa”. Segundo o advogado, no entanto, os laudos são inconclusivos e não provam que havia sangue em nenhum local.
Ele diz que fez uma sugestão aos advogados de defesa para que fosse solicitada uma diligência no apartamento de onde a menina caiu, no edifício London. A ideia, afirma, era levar os jurados para ter uma real dimensão do local. Para ele, a maquete levada para a Promotoria não é fiel à realidade.
Segundo Nardoni, o filho disse “estou bem de coração e de consciência tranqüila”. E pediu tranquilidade e confiança. Mas o advogado conta que não consegue nem atravessar a rua devido à exposição do caso.
A mãe de Alexandre não quis ir ao julgamento pois está apreensiva. Nardoni diz, porém, que a defesa está preparada tanto para a condenação quanto para a absolvição.
Fonte: G1

Envolvidos dominam twitters brasileiros

22/03/2010 

Nomes ligados ao julgamento do caso Isabella Nardoni, iniciado nesta segunda-feira (22), dominaram o microblog Twitter no Brasil ao longo da tarde. De acordo com dados oficiais do site, os quatro nomes mais citados por brasileiros durante o início do julgamento eram o do promotor Francisco Sembranelli, o da madrasta, Anna Carolina Jatobá, o da mãe, Ana Carolina Oliveira, e o do pai, Alexandre Nardoni.
Até as 16h, diz o site do Twitter, eles dividiam espaço com as citações à novela transmitida à tarde pela TV Globo, o Dia Mundial Sem Carne, o Xaveco Day, um tema ligado ao programa Big Brother, a sigla TTBr (Trending Topics Brasil, ou os assuntos mais comentados no país) e Movimento Cyan, relativo ao Dia Mundial da Água.
Já no site BlaBlaBra, que faz avaliação extraoficial do Twitter brasileiro, apenas a palavra Nardoni aparecia entre as mais citadas no Brasil. A líder de menções era uma expressão que promovia um sistema para aumentar o número de seguidores no site, três tópicos sobre o BBB, quatro sobre tecnologia, um a respeito do início da semana e outro para promover produtos de Páscoa.
Nardoni e Anna Carolina – pai e madrasta de Isabella, 5, que morreu em março de 2008 após cair do 6º andar do Edifício London, zona norte de São Paulo em 2008 — entraram juntos na sala do tribunal que irá julgá-los pela morte da menina. Foi a primeira vez que eles se encontram desde que foram interrogados, em maio do ano retrasado. O julgamento mobiliza policiais, jornalistas e curiosos.
Advogados presentes no julgamento ajudam a popularizar o assunto no microblog fazendo comentários em tempo real, como o professor Luiz Flávio Gomes. “Caros seguidores: falei neste momento com os responsáveis pelo julgamento. Vou poder dar informações pelo Twitter!”, escreveu o professor.
Para o twitteiro do perfil Edson_fer, “os trending topics Brasil estão parecendo lista de chamada: Ana Carolina Jatobá, Ana Carolina Oliveira, Alexandre Nardoni, Francisco Cembranelli”. Centenas de outros pediam a condenação dos suspeitos. Nas mensagens emitidas por volta das 16h20, o UOL Notícias não encontrou nenhuma de apoio ao casal Nardoni.
Os dois negam as acusações e se dizem inocentes. A estimativa do tribunal é de que o julgamento dure até cinco dias. Nesta segunda, o julgamento deve acontecer até 21h, e nos outros dias será retomado às 9h.
O promotor do caso, Francisco Cembranelli, defende que Isabella foi jogada pela janela do 6º andar do Edifício London pelo pai. Antes, foi esganada pela madrasta e agredida por ambos. Já a defesa do casal insiste na tese de que havia uma terceira pessoa no prédio.
O advogado Ricardo Martins, que defende o casal junto com o advogado Roberto Podval, disse hoje não ter dúvidas da absolvição de seus clientes.
UOL com informações de Rosanne D’Agostino

Fila para assistir julgamento continua em frente ao fórum

A presença de curiosos e manifestações de apoio ainda não se repetiram nesta terça-feira (23) em frente ao Fórum Regional de Santana, na Zona Norte, como ocorreu no primeiro dia de julgamento do casal Nardoni. Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni são acusados de matar a menina Isabella, em março de 2008, e de fraude processual. O julgamento foi retomado às 10h05 desta terça. O juiz Maurício Fossen segue ouvindo as testemunhas de acusação. Na foto, pessoas aguardam na fila para assistirem ao julgamento. Pelas regras do Tribunal de Justiça de São Paulo, as 20 primeiras pessoas têm direito a ver a sessão. (Por: Juliana Cardilli. Foto: Daigo Oliva/G1)

Para advogada, mãe de Isabella foi punida

23/03/2010

A assistente de acusação Cristina Christo, contratada pela família Oliveira para auxiliar o trabalho da Promotoria durante o julgamento do casal Nardoni, disse nesta terça-feira (23) que a mãe de Isabella, a bancária Ana Carolina de Oliveira, “foi punida”. A pedido da defesa do casal, ela precisará permanecer à disposição da Justiça. Com isso, ela ficará incomunicável e isolada, como todas as testemunhas que prestam depoimento ao júri. A bancária precisa aguardar a realização da eventual acareação prevista pela defesa.
Fonte: G1

Casal conversa com advogado 5 vezes durante depoimento

23/03/2010

Durante o depoimento da delegada Renata Helena da Silva Pontes, responsável pelo indiciamento do casal Nardoni, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá conversaram com o advogado Marcelo Gaspar Raffaini pelo menos cinco vezes. Alexandre chamou o advogado pela primeira vez quando a delegada respondia a uma pergunta feita pelo promotor Francisco Cembranelli. Renata informou que no dia do crime tentou falar com Anna Jatobá e que Alexandre teria dito que ela estava com os filhos em Guarulhos, na Grande São Paulo. A outra vez que Nardoni solicitou o Raffaini foi quando a delegada contou sobre a conversa que teve com a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, na delegacia.
A madrasta da menina chamou o advogado uma vez, quando a delegada do caso afirmou que o casal havia dado o nome de suspeitos do crime, incluindo o nome de alguém que teria a cópia da chave do apartamento de onde Isabella foi jogada. (Por Kleber Tomaz)
fonte: G1

Caso Nardoni - 3° Dia de Julgamento

3° dia: Anna Carolina chega ao fórum


São Paulo – Anna Carolina Jatobá chegou por volta das 8h37 de hoje ao Fórum de Santana, no bairro do Limão, zona norte de São Paulo, para o terceiro dia de julgamento do caso Isabella. O veículo que fez o transporte da acusada de matar a menina no dia 29 de março de 2008 – junto com Alexandre Nardoni – entrou novamente pela lateral do prédio, assim como nos dois primeiros dias de sessão.
Ana carolina saiu por volta das 8h15 da Penitenciária Feminina do Carandiru, na zona norte da cidade, onde pernoitou. A escolta trazendo Alexandre Nardoni, que passou a segunda noite no Centro de Detenção provisória de Pinheiros, na zona oeste, ainda não havia chegado ao fórum por volta das 8h40.

Descontados os intervalos, o  julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo,  já dura mais de 22 horas.  De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça, o julgamento teve início às 14h17 de segunda-feira (22). O primeiro dia do júri terminou às 21h50. O segundo dia de julgamento começou às 10h15 e terminou às 19h30. O terceiro dia, nesta quarta-feira, começou novamente às 10h15 e ainda não tem horário para terminar, embora o TJ determine como limite o horário das 21h. 

Perita utiliza telão para mostrar resultados de exames de DNA


Duarante seu depoimento, nesta quarta-feira (24), a perita criminal Rosângela Monteiro, do Instituto de Criminalística (IC)  mostrou em um telão os exames de DNA feitos no material recolhido do carro do casal Nardoni.
Rosângela confirmou que foi encontrado material genético de Anna Jatobá, de Isabella e de uma pessoa do sexo masculino – que ela deduz ser de um dos filhos do casal.  Dos 15 alelos necessários para comprovar que se o sangue era de Isabella, 8 foram positivos, porém para afirmar com 100% de segurança são necessários os 15 pela lei brasileira. Nos EUA, por exemplo, já ocorreram casos onde foi considerado positivo sangue de uma pessoa com apenas 5 alelos compatíveis.
Sobre a camiseta com sangue encontrada no apartamento da frente ao do casal Nardoni, ela disse que o sangue não pertencia a ninguém envolvido no caso. Provavelmente pertence a um operário, pois esse apartamento estava em reforma. Também havia substância como restos de argamassa na camiseta.

Com base em camiseta, perita afirma: ‘Alexandre defenestrou a vítima’


Prestando depoimento desde a manhã desta quarta-feira (24), a perita Rosângela Monteiro respondeu a um longo e detalhado roteiro de perguntas estipulado pela defesa: mais de 50 em uma hora. E até as 16h40 o questionamento ainda não havia sido encerrado.
Ao descrever como a morte de Isabella teria ocorrido, de acordo com a análise da perícia, ela contou que Alexandre entrou no apartamento carregando a menina. Questionada sobre como chegou até o nome de Alexandre, a perita afirmou que não há informações no inquérito que leve a crer que outra pessoa tivesse levado a menina no colo.

“E também tem a camiseta, que é uma prova muito importante [pois mostra as marcas da rede de proteção da janela do apartamento]. Ele defenestrou a vítima”, afirma a perita. Defenestrou é o termo técnico usado para definir “atirar janela afora violentamente”.

A advogada Roselle Soglio, que já fez curso de perícia criminal juntamente com a testemunha, foi a encarregada de questionar o trabalho realizado pelo Instituto de Criminalística. Ela perguntou à perita sobre todo o trabalho realizado no apartamento do casal e no Edifício London, questionou os procedimentos técnicos, os detalhes e perguntou especificamente sobre as marcas de sangue encontradas em Isabella.
Mas não conseguiu expor contradições na análise apresentada pela perícia. Soglio, inclusive, foi repreendida algumas vezes pelo juiz, por repetir questões que já haviam sido feitas pela promotoria antes do horário de almoço.
A perita explicou detalhadamente e com calma todos os procedimentos de apuração e análise. A pedido da defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, explicou que Isabella tinha um ferimento na testa, que pingou em sua perna direita.
E acrescentou que provavelmente a criança estava inconsciente, quando foi posta perto do sofá, na sala na casa. “É muito difícil controlar uma criança sangrando. Como as gotas caíram uma sobre a outra, ela teria de estar imóvel. Então, provavelmente estava desacordada.”

Rosângela Monteiro pediu uma lousa para desenhar o formato em que as gotas de sangue foram encontradas na roupa da menina, esclarecendo como isso indicaria que ela estava parada e com as pernas flexionadas.
Alexandre Nardoni e Anna Jatobá permaneceram impassíveis durante todo o testemunho; ele, no entanto, demonstrou mais atenção às explicações da perita do que ela.
Segundo o depoimento da perita Rosângela Monteiro, uma mancha de sangue encontrada na porta do quarto de Isabella pode indicar a presença dos irmãos da menina no apartamento, no momento em que ela foi morta.
A mancha de sangue foi feita com as pontas do dedo, a uma altura abaixo da maçaneta da porta do quarto. “Posso concluir, portanto, pela altura, que se trate de mãos de criança”, disse a perita.
Segundo ela, não foi possível a identificação de a quem pertencia o sangue, mas a teoria é de que um dos irmãos de Isabella tenha entrado em contato com algum respingo de sangue da menina no apartamento.

Termina depoimento da perita Rosângela Monteiro


Terminou por volta das 16h50 o depoimento da perita Rosângela Monteiro, uma das testemunhas do julgamento do casal Nardoni.
Ela disse que a menina foi ferida antes de entrar no apartamento do casal Nardoni e que já entrou sangrando. A perita afirmou ainda que o sangue encontrado no apartamento era da menina morta.
Rosângela Monteiro afirmou também que as marcas da rede de proteção na camiseta de Nardoni evidenciam que foi ele quem atirou a menina pela janela. (Com informações da Globo News)

Defesa dispensa cinco testemunhas


Após mais de cinco horas, foi encerrado o testemunho da perita Rosângela Monteiro às 17h desta quarta-feira (24), no Fórum de Santana (Zona Norte).
Houve um breve intervalo, e os advogados de defesa soltaram a aguardada lista de dispensas das testemunhas que não seriam ouvidas. De dez, o advogado Roberto Podval dispensou cinco.
As que não serão ouvidas são: Marcia Iracema Boschi Casagrande (perita criminal), Monica Miranda Catarino (perita criminal), Carlos Penteado Cuoco (médico legista do IML), Laércio de Oliveira Cesar (médico legista do IML) e Theklis Caldo Katifedenios (investigador policial).
Ele também dispensou a delegada Renata Pontes, que já havia testemunhado nesta terça-feira, mas permanecia à disposição da Justiça a pedido da defesa.
Já teve início o testemunho do jornalista Rogerio Pagnan, da “Folha de S. Paulo”. Os próximos a serem ouvidos devem ser Gabriel Santos Neto (pedreiro), Calixto Calil Filho (delegado de polícia), Sergio Vieira Ferreira (perito criminal) e Jair Stirbulov (escrivão de polícia).

Começa depoimento de jornalista


Começou por volta das 17h o depoimento do jornalista Rogério Pagnan. Na época da queda de Isabella, ele fez uma entrevista com o pedreiro Gabriel Santos para o jornal Folha de S.Paulo, em que ele afirmava que uma pessoa havia arrombado uma obra vizinha ao edifício London na noite da morte da menina. (Por Roney Domingos)

Delegada Renata Pontes é dispensada por defensor do casal Nardoni


A delegada Renata Pontes foi dispensada pelo defensor do casal Nardoni Roberto Podval na tarde desta quarta-feira (24). A policial prestou depoimento na terça-feira e teve de ficar à disposição da Justiça por pedido de Podval, que não descartava a hipótese de ouvi-la novamente. Além de Renata Pontes, o defensor do casal também dispensou algumas testemunhas.
A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, no entanto, continua à disposição da Justiça, isolada e incomunicável.

 Pedreiro também é dispensado e não irá depor

Antes considerado como peça-chave para a defesa, o pedreiro Gabriel Santos também foi dispensado.
A dispensa se soma a outras já informadas.

Escrivão dá depoimento e todas as outras testemunhas são dispensadas


O escrivão de polícia Jair Stirbulov prestou depoimento no Fórum de Santana, na Zona Norte. Ele terminou de falar às 18h. Foi a última testemunha a ser convocada pela defesa.
Todas as outras testemunhas foram dispensadas a pedido do advogado Roberto Podval, do casal Nardoni.
A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, continua à disposição da Justiça. Ela deve seguir incomunicável no fórum até pelo menos o fim do interrogatório do casal Nardoni. Pode ser pedida uma acareação após o depoimento dos dois. (Por Débora Miranda)

Depois de testemunhas, casal Nardoni será interrogado


Depois de o advogado de defesa Roberto Podval dispensar oito das dez testemunhas nesta quarta-feira (24), o foco do julgamento vai finalmente se voltar a Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que serão interrogados na sequência. Às 18h, o Tribunal de Justiça informou que os acusados começarão a ser ouvidos nesta quarta, mas ainda não se sabe quem será o primeiro a depor.
Os acusados apresentarão sua versão sobre a morte da menina Isabella, em março de 2008.  Podval pode ainda chamar Ana Carolina Oliveira, a mãe de Isabella, para uma acareação no tribunal. A pedido da defesa, após dar seu testemunho no primeiro dia do julgamento, ela segue isolada, à disposição dos advogados.
Depois disso, pode haver o pedido de leitura das peças ou passar direto para a fase de debates, com a fala da acusação e da defesa. A princípio, cada uma das partes tem duas horas para a explanação, que pode ainda ter réplica e tréplica.
Só então o conselho de sentença se reúne para votar os quesitos e determinar o veredicto -absolvição ou condenação. Na sequência, o juiz lerá a decisão dos jurados em plenário e, em caso de condenação, estabelecerá a pena.

Juiz volta atrás, não descarta acareação e interrompe júri

O juiz Maurício Fossen decidiu voltar atrás na decisão de não permitir a acareação dos réus com a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira.
Para garantir “ampla defesa”, ele não descartou uma acareação nesta quinta-feira (25). Com isso, Ana Carolina segue como testemunha e vai continuar no fórum incomunicável.
Após a decisão, o juiz interrompeu a sessão do júri às 19h15. Com todas as testemunhas dispensadas, o casal Nardoni deve ser interrogado no quarto dia de julgamento. (Por Débora Miranda e Roney Domingos, com informações da TV Globo)

Caso Nardoni - 2° Dia do Julgamento

No 2º dia de júri do casal Nardoni, laudos, maquetes e fotos são apresentados.

 Três testemunhas prestaram depoimento nesta terça-feira (23).
Durante exibição de fotos de Isabella, avó materna deixou sala do júri.

Três testemunhas foram ouvidas no segundo dia de julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte de Isabella Nardoni, em março de 2008. Durante os depoimentos, maquetes do edifício London e do apartamento do casal acabaram utilizadas. Os jurados também viram fotografias da menina após a morte. Nesse momento, a avó materna de Isabella, que acompanhava o júri da plateia, deixou a sala onde ocorre o julgamento, no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

Ainda faltam ser ouvidas mais de dez testemunhas, entre elas a perita Rosângela Monteiro, do Núcleo de Crimes Contra a Pessoa, que fez o laudo sobre a cena do crime. Ela será a próxima convocada. O advogado de defesa do casal, Roberto Podval, comentou ao fim do segundo dia sobre a demora. "Não é bom para a defesa a demora. A defesa é a última que fala. Os jurados vão estar cansados. Amanhã [quarta-feira] vamos decidir como acelerar."

O promotor Francisco Cembranelli ficou irritado com o que entendeu como tentativa da defesa de desqualificar o trabalho da Polícia Civil e da Polícia Técnica. “Eu não vejo atraso nenhum. O que quero é esclarecer os jurados, mostrar toda a prova como todos assistiram há dois anos e meio. Essas pessoas vêm sendo criticadas por gente que não entende nada de nada. Isso ficou categoricamente demonstrado no dia de hoje [terça-feira]", afirmou. 

Nesta terça (23), o julgamento começou às 10h05 (com atraso, em razão da montagem das maquetes) e terminou por volta das 19h30. As três testemunhas que prestaram depoimento foram: a delegada Renata Pontes, o médico-legista Paulo Sergio Tieppo Alves e o perito baiano Luiz Eduardo de Carvalho. A previsão é que o júri seja reiniciado nesta quarta (24), às 9h.

No primeiro dia de julgamento ontem, Ana Oliveira disse que havia uma disputa de Jatobá pela atenção de Alexandre em relação à menina Isabella. Ana Oliveira evitou citar o nome da madrasta, se referindo a ela apenas como “Jatobá” na maior parte das vezes.
“A mãe dele contava para a minha mãe que ela tinha ciúme da Isabella, que ela disputava a atenção dele com ela.”
Oliveira também disse que chegou a manter contato com a madrasta pela internet e que ela sempre perguntava como havia sido o relacionamento deles. “Parecia que estava querendo investigar alguma coisa”, afirmou.
Ainda de acordo com Oliveira, na presença de Jatobá, Alexandre Nardoni tinha um comportamento diferente. “Quando ela não ia com ele [Alexandre] buscar a Isabella, o comportamento era completamente diferente”. Ana Carolina disse também que Alexandre ligava para Isabella apenas durante a semana. “Ela [Isabella] não funcionava em horário comercial.”
Durante o relato, Alexandre Nardoni se curvava em atenção ao que Ana Oliveira dizia, acenando com a cabeça quando concordava. Já Anna Jatobá se manteve recostada à cadeira, escondendo-se atrás de uma pilastra. Ela carregava lenços de papéis de colo e dava sinais de um choro contido.
Em seguida, a mãe de Isabella foi questionada sobre o dia do crime. Disse que Alexandre atribuiu a morte da filha a um ladrão que havia invadido o apartamento.
Pouco depois, questionada sobre qual seria o maior sonho de sua filha, afirmou: “Aprender a ler”. “Eu soletrava para ela escrever uma cartinha quando ela me pedia. Aí, ela dizia que, quando aprendesse a ler, ela iria escrever uma cartinha para mim”, disse Ana Oliveira, que interrompeu essa parte do depoimento para chorar. “A única coisa que ela sabia escrever era o nome dela”, completou, aos soluços.
Nesse momento, Alexandre Nardoni também começou a chorar, e Ana Oliveira continuou o depoimento dizendo que o ex-marido sempre aceitou sua gravidez e que nunca recebeu nenhuma reclamação dele por parte de Isabella. O mesmo disse em relação a Anna Jatobá.
Oliveira é considerada a testemunha-chave da acusação no julgamento. Ela chegou de carro e entrou por uma entrada lateral do fórum, acompanhada pelo pai, José Arcanjo de Oliveira, e pela advogada, Cristina Christo Leite, que também é assistente de acusação no caso.

Os jurados

Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são julgados pela morte da menina por quatro mulheres e três homens, que foram escolhidos nesta tarde para compor o Conselho de Sentença. Desses sete jurados, cinco nunca participaram de um júri. Por isso, por volta das 18h de ontem, os cinco novatos receberam esclarecimentos sobre como funciona um júri popular por parte do juiz Maurício Fossen.
Houve uma recusa de um jurado por parte da defesa e outra por parte da acusação, ambas de mulheres.
Antes do sorteio dos jurados, a defesa do casal fez requerimentos para adiar o júri e realizar diligências. Todos foram negados pelo juiz Maurício Fossen, que preside o julgamento.

Nardoni e Jatobá entraram juntos hoje na sala do tribunal que irá julgá-los. Esta foi a primeira vez que eles se encontram desde que foram interrogados, em maio de 2008.
No julgamento, Jatobá vestia uma blusa rosa e calçava um sapato baixo. Nardoni estva com uma camiseta branca, com uma faixa azul, e calçava um tênis. Ambos vestiam calça jeans. A Justiça não permite a presença de fotógrafos nem de cinegrafistas no local do julgamento.
Os dois negam as acusações e se dizem inocentes. A estimativa do tribunal é de que o julgamento dure até cinco dias.

Entenda o julgamento

O promotor do caso, Francisco Cembranelli, defende que Isabella foi jogada pela janela do 6º andar do Edifício London pelo pai. Antes, teria sido esganada pela madrasta e agredida por ambos. Já a defesa do casal insiste na tese de que havia uma terceira pessoa no prédio.
O advogado Ricardo Martins, que defende o casal junto com o advogado Roberto Podval, disse hoje não ter dúvidas da absolvição de seus clientes. “Eles serão absolvidos com certeza. Não há nenhuma prova que ligue o casal a este crime. Não há nenhuma perícia crucial, como o próprio promotor admitiu há poucos dias do júri. Além disso, há inúmeros falhas nesse processo”, afirmou.
Para Martins, a cobertura da imprensa sobre o caso pode influenciar na decisão do júri. “Eu estou certo de que se os jurados estiverem dispostos a ouvir as provas eles vão absolver. Agora, se vierem pensando só no que a imprensa tem dito ao longo desse tempo todo, aí até eu teria um monte de dúvidas”. Questionado se há hipótese de o casal confessar o crime, o advogado disse que é impossível. “O casal não irá confessar algo que não fez.”

A pedido da defesa, a bancária Ana Carolina de Oliveira, mãe de Isabella, segue à disposição da Justiça. Ela deve permanecer no fórum, incomunicável, até a realização de uma possível acareação com os réus. Segundo o promotor, ela passou mal durante sua primeira noite no fórum.  

Delegada: certeza de que casal Nardoni matou Isabella


Em depoimento nesta terça-feira (23), segundo dia do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a delegada Renata Helena da Silva Pontes, do 9ª DP (Carandiru) à época do crime, afirmou ao júri popular ter “100% de certeza” de que o casal cometeu o homicídio.

Durante questionamento do promotor do caso, Francisco Cembranelli, a delegada também negou ter havido abuso por parte de policiais durante as investigações, como chegaram a dizer o pai e a madrasta de Isabella.
Cembranelli usou uma maquete especialmente feita para júri, que reproduz o apartamento no edifício London, onde o crime aconteceu. A maquete reproduz marcas de sangue encontradas no apartamento, que a delegada confirmou ter encontrado: na entrada do apartamento e no quarto dos filhos do casal. Posteriormente, por meio do luminol, mais sangue foi encontrado, segundo ela.

Além de Pontes, serão ouvidos hoje os depoimentos de outras três testemunhas: Rosangela Monteiro, perita do Instituto de Criminalística, Paulo Sergio Tieppo Alves, médico do IML (Instituto Médico Legal), e Luiz Carvalho, primeiro policial militar a chegar na cena do crime. A estimativa do tribunal é de que o julgamento dure até cinco dias.

 A avó materna de Isabella Nardoni, Rosa Oliveira entrou no fórum carregando uma rosa branca, afirmou que espera a condenação máxima do casal e disse que, para ela, a neta não morreu. “Eles não vão conseguir matar a minha neta, pois ela está viva dentro de mim. Minha neta está dentro do coração da gente”, disse.

Fonte: UOL

Casal conversa com advogado 5 vezes durante depoimento


Durante o depoimento da delegada Renata Helena da Silva Pontes, responsável pelo indiciamento do casal Nardoni, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá conversaram com o advogado Marcelo Gaspar Raffaini pelo menos cinco vezes. Alexandre chamou o advogado pela primeira vez quando a delegada respondia a uma pergunta feita pelo promotor Francisco Cembranelli. Renata informou que no dia do crime tentou falar com Anna Jatobá e que Alexandre teria dito que ela estava com os filhos em Guarulhos, na Grande São Paulo. A outra vez que Nardoni solicitou o Raffaini foi quando a delegada contou sobre a conversa que teve com a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, na delegacia.
A madrasta da menina chamou o advogado uma vez, quando a delegada do caso afirmou que o casal havia dado o nome de suspeitos do crime, incluindo o nome de alguém que teria a cópia da chave do apartamento de onde Isabella foi jogada.
Fonte: G1

Jurado pergunta se existia vestígios de sangue em roupa de Anna Jatobá


Um jurado fez uma pergunta a delegada Renata da Silva Pontes durante seu depoimento no julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, que acontece no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Um dos homens que fazem parte do júri perguntou a delegada que presidiu o inquérito se ela encontrou vestígios de sangue na roupa de Anna Carolina. Renata respondeu que não.
Os questionamentos do advogado de defesa Roberto Podval foram em relação a detalhes da investigação, do depoimento do casal na delegacia e por qual motivo a perícia não realizou, por exemplo exames de digitais em objetos que estariam relacionados ao crime.
Em todas as respostas, Renata endossou os laudos da perícia. Ela explicou que não pediu que fosse feito o exame na chave que teria causado o ferimento na testa de Isabella pois o machucado era superficial. (Por: Luciana Bonadio)
Fonte: G1