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quinta-feira, 25 de março de 2010

Caso Nardoni: Notícias e Curiosidades sobre o Julgamento- Parte IV



Tentativa de furar fila causa tumulto

25/03/2010 

Houve um princípio de tumulto na fila para entrada no Fórum de Santana por volta das 8h30 desta quinta-feira (25). O tumulto teria começado porque alguém tentou furar a fila. Tudo foi resolvido rapidamente. Pelas regras do Tribunal de Justiça, as 20 primeiras pessoas a chegarem ao local têm o direito de assistir o julgamento do casal Nardoni.

Mãe de Alexandre comparece pela primeira vez ao fórum

25/03/2010

Pela primeira vez desde segunda-feira (22), quando começou o julgamento do casal acusado de matar a menina Isabella, a mãe de Alexandre Nardoni, Maria Aparecida Nardoni, compareceu ao Fórum Regional de Santana nesta quinta-feira (25). Maria Aparecida chorava muito e rezava em voz alta, sendo consolada pelo marido. Os trabalhos do Tribunal do Júri estavam previstos para serem retomados às 9h, com os depoimentos dos réus. (Por Débora Miranda)

Depoimento: À espera do júri, sensação foi a de estar num presídio


25/03/2010 - 11:45 -

O documento da Justiça determinava minha apresentação às 12h30 do dia 22, segunda-feira. Fui um dos arrolados como testemunha pela defesa do casal Nardoni por conta de uma entrevista com o pedreiro de uma obra ao lado do prédio onde o crime ocorreu.
O documento deixava claro que minha presença não era opcional. E ainda recebi a orientação para me preparar para um “eventual pernoite”.
Às 11h30, estava no Fórum de Santana. Fui levado para um plenário ao lado do qual aconteceria o julgamento mais importante daquele lugar.
Nos minutos seguintes chegaram mais 14 pessoas. Eram, em sua maioria, policiais civis ou servidores ligados à segurança pública. Apenas dona Geralda, vizinha do edifício London, destoava da turma. Em menos de 15 minutos, já tinha andado por toda a sala e feito uma série de reclamações.
O tempo passou e alguém disparou: “Estamos com fome”. A informação era que não havia previsão de comida, porque, como a apresentação era às 12h30, esperava-se que todas as testemunhas já tivessem almoçado. A saída foi uma vaquinha.
Quando a comida chegou, veio também a notícia de que cinco das testemunhas seriam dispensadas. Dona Geralda era uma delas. E comemorou.
A essa altura éramos em dez testemunhas. Por volta das 15h, fomos informados de que iríamos para o Fórum da Barra Funda. O primeiro carro, uma Kombi, demorou meia hora e não foi suficiente para todos. Mais um tempo até chegar um Fiat Doblô para ajudar.
Na espera, ainda tentei puxar papo com um oficial de Justiça. “É você que vai ficar de castigo conosco?”. “Não tem ninguém de castigo. Estamos à disposição da Justiça”, disse, ríspido.
Fomos, então, para a Barra Funda escoltados. Depois de idas e vindas, finalmente conseguiram encontrar o lugar onde ficaríamos. Sem janelas, sem ventilação externa, um corredor cheio de quartos com beliches –estilo bem franciscano.
Todos os celulares foram confiscados. Sem televisão, sem rádio, sem jornal. Nada.
“Vocês estão incomunicáveis”, disse o oficial. Ligações, só com o aval dele. Ele daria o recado, e só. Falar com alguém de fora? Proibido.
A divisão dos quartos ocorreu mais ou menos pelo grupo de trabalho. Ao pedir um quarto com banheiro, duas peritas ouviram: “Aqui não é hotel cinco estrelas”. Após a ajuda de uma funcionária, conseguiram.
Antes de jantar, a maioria foi tomar banho. Mas um dos banheiros começou a vazar e a equipe de manutenção foi acionada. Interditaram o banheiro.
A comida era horrível. Arroz, feijão, um pedaço de carne, salada e refrigerante quente. Não havia prato. Comíamos em um frágil marmitex de isopor, o que tornava hercúlea a simples tarefa de cortar um bife.
Na hora de dormir, percebeu-se o quanto era complicado. Os colchões tinham plásticos barulhentos e o cobertor era de campanha de agasalho. No meu quarto, havia apenas um beliche e espaço para um criado mudo, que não existia. Além disso, os quartos ficam numa espécie de porão do prédio e, com eles, os motores do ar-condicionado.
Terça-feira
Quando o dia amanheceu, o café atrasou porque esqueceram de buscar a responsável para servi-lo. “Que horas vamos para lá [Santana]? Alguém falou algo?”, perguntei. Não havia nenhuma previsão.
Naquele momento, a sensação era de estar em um presídio. Não tínhamos autorização nem para um “banho de sol”, e as luzes artificiais escondiam ser dia ou noite. Baratas aparecem mortas pelo chão.
Para passar o tempo, eu tinha apenas uma edição da Folha do dia anterior. Os colegas de “cárcere” tinham laudos, muitos laudos, para ler e se prepararem para o plenário. Eram um delegado, dois investigadores, três peritos, dois médicos legistas e o pedreiro de um prédio vizinho ao edifício London.
À noite, mais barulho e passos pelo corredor de um insone. Os sorrisos sumiram.
Das dez testemunhas confinadas, oito participaram da investigação ou produziram laudos para incriminar o casal Nardoni. A cada novo “carcereiro”, faziam questão de dizer que não defendiam o casal –estavam ali porque foram arrolados pela defesa. Se pudessem, não estariam ali, mas na acusação –grupo que estava confinado noutro lugar.
Nenhum amigo, nenhum parente, ninguém ali para falar bem dos dois –como é comum ocorrer– estava convocado.
Quarta-feira
Pela manhã, fomos para o Fórum de Santana. Sem a certeza, porém, de que seríamos ouvidos. Quando saíamos pelos corredores, alguém disse: “Olha o sol, olha o sol”. Àquela altura, estávamos há cerca de 40 horas sem ver a luz do dia.
“Nunca dei tanto valor à liberdade. Ficar assim dá um desespero. Dá uma agonia muito grande sentir-se preso, assim”, disse outro.
Quando chegamos, vimos o tumulto dos jornalistas. Eu, repórter, não sabia nada do que havia sido publicado. Estava tão perto e tão longe de tudo.
Fomos levados para a sala. Portas trancadas e dois oficiais vigiando a porta que estava destrancada. Não podíamos nem sair do corredor. Ficamos ali das 10h30 até as 16h, 17h, quando fui chamado para depor.
O medo dos que ficaram? Voltar de novo à Barra Funda.
Quando sentei na cadeira do plenário, todo o “cárcere” pesou nos ombros. Fiquei nervoso a ponto de não ver o casal Nardoni, os jurados. Pedi um copo d’água e ainda quebrei a chaminé da churrasqueira da maquete da Promotoria, quando indicava o lugar para o júri.
“Obrigado por ter vindo, apesar de ter quebrado a maquete”, ainda tive de ouvir do promotor Cembranelli.
*Texto escrito pelo jornalista Rogério Pagnan, para o jornal Folha de S. Paulo e reproduzido pela Folha Online

Jurados poderão fazer perguntas a réus

25/03/2010

Pelas regras do Tribunal do Júri, Alexandre Nardoni irá respondeu primeiramente às perguntas do juiz Maurício Fossen. Em seguida, será a vez do promotor Francisco Cembranelli questioná-lo. Depois, Alexandre estará à disposição de seus advogados de defesa. Caso algum jurado queira fazer pergunta ao réu, deverá anotá-la e entregá-la ao juiz, que decidirá se ela é ou não oportuna. A mesma ordem se repetirá no depoimento de Anna Carolina Jatobá.
Durante o depoimento de Alexandre, Anna foi retirada do plenário do tribunal. Quando ela for depor, o marido poderá ficar na sala, já que ele já prestou seus esclarecimentos.

Alexandre Nardoni chora três vezes durante júri

25/03/2010

Alexandre Nardoni, acusado de matar a própria filha em 2008, chorou três vezes durante interrogatório realizado na manhã desta quinta-feira (25) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

Choro de Alexandre sensibiliza jurados

25/03/2010

A emoção de Alexandre Nardoni durante interrogatório que acontece nesta quinta-feira (25) sensibilizou os sete jurados que decidirão o destino do casal acusado pela morte de Isabella Nardoni, ocorrida em março de 2008.
Alexandre chorou pelo menos três vezes em frente aos jurados: quando falou que Isabella estava muito feliz na noite em que morreu; ao lembrar que a menina havia ensinado aos meio-irmãos como nadar; ao ver sentada no plenário sua mãe, Maria Aparecida Nardoni e quando relatou ter visto pela janela o corpo da filha caída no jardim do Edifício London.

Juiz adverte promotor e defesa após discussão

25/03/2010

O juiz Maurício Fossen teve de intervir para interromper uma discussão entre o o promotor Francisco Cembranelli e o advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval. A discussão ocorreu porque a cada manifestação de Cembranelli, Podval insistia em ouvir do promotor o número da folha do processo a que ele se referia. Em dado momento, Cembranelli se irritou com a cobrança e iniciou-se uma discussão, interrompida com uma advertência do juiz à promotoria e à defesa. (com informações do TV Globo).

Promotor diz que choro de Nardoni não tem lágrimas

25/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli disse nesta quinta-feira (25), durante depoimento de Alexandre Nardoni, que o choro do pai de Isabella “não tem lágrimas”. A afirmação foi feita depois de Alexandre responder ao promotor que sempre usou óculos e provocar: “O senhor não sabe tudo da minha vida? Sem os óculos meus olhos ficam irritados”. O juiz Maurício Fossen mandou que os jurados não considerassem o comentário do promotor.

Para promotor, acareação entre mãe de Isabella e casal Nardoni é ‘desespero’

25/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli criticou a possibilidade levantada pela defesa do casal Nardoni de propor uma acareação entre a mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, e Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina. Nesta quarta-feira (24), Cembranelli informou que Ana Oliveira está frágil física e emocionalmente.
“A defesa parece tentar no desespero um fato novo, uma questão que possa ser levada em consideração pelo júri”, atacou Cembranelli. Para ele, os depoimentos dos réus não deverão trazer nenhum fato novo. “A verdade é que eles vão muito provavelmente repetir o que contaram, agora melhor orientados pelos advogados”, afirmou.
O advogado Roberto Podval, que defendi os Nardoni, informou que só após o depoimento de Alexandre e Anna Carolina Jatobá é que poderá dizer se é necessária ou não uma acareação entre o casal e a mãe de Isabella.

Público já organiza lista para assistir fim do julgamento

25/03/2010

A disputa por um lugar no plenário do Tribunal do Júri (TJ) para assistir a sentença do casal Nardoni, acusado de matar a menina Isabella, já começou. As pessoas que estão na fila desde a madrugada desta quinta-feira (25) e que não conseguiram entrar já estão organizando uma lista para definir quem terá direito de entrar na sessão de sexta-feira (26), quando se espera o fim do julgamento de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá. Até as 14h40 desta quinta, 26 nomes figuravam na lista. Pelas regras do TJ, a cada turno dos depoimentos até 20 pessoas podem ter acesso ao plenário do Fórum de Santana, na Zona Norte. (Por Juliana Cardilli)

Advogado reintegrado à equipe de defesa está na sala do júri

25/03/2010 

O advogado Ricardo Martins, reintegrado à equipe de defesa no primeiro dia de julgamento do casal Nardoni, acompanha o interrogatório de Alexandre dentro da sala do júri nesta quinta-feira (25).
Ele está no lugar que vinha sendo ocupado pela advogada e perita Roselle Soglio.
A convite do advogado Roberto Podval, Martins, que chegou a defender Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá logo no início das investigações, em março de 2008, ajuda nessa fase decisiva.
Ele chegou a falar no início da semana que se não tivesse trabalhado no processo e tivesse somente assistido ao que foi televisionado, também tenderia a condenar o casal.

Ex-juiz tuíta julgamento do caso Isabella

25/03/2010

Em uma sequencia de tweets postadas durante cerca de 40 minutos nesta quinta-feira (25), o perfil de Luiz Flávio Gomes conta com detalhes o que o réu Alexandre Nardoni disse durante seu depoimento iniciado pouco antes das 11h — as informações têm, inclusive, o minuto em que as declarações foram feitas. A divulgação desses dados, que já renderam mais de 12 mil seguidores, vem sendo feita pelo ex-juiz, que acompanha desde segunda-feira (22) o julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni.


Os tweets desta quinta foram publicados por sua secretária, que está do lado de fora do plenário do Fórum de Santana, com um computador conectado à internet (é proibido tuitar lá dentro). Acompanham o advogado ainda um secretário e sua assessora de imprensa, por conta da repercussão que suas twitadas vêm ganhando. Ele, que somava 5 mil followers no início da semana, tem agora mais de 17 mil pessoas que acompanham suas atualizações — ´p número mais do que triplicou.
Depois do depoimento de Nardoni, em um intervalo para a saída dos jornalistas, Gomes entregou à secretária um papel com as anotações feitas durante o depoimento. Ele voltou ao plenário, e ela passou para o Twitter os curtos textos como “11:04: vi a tela rompida. Olhei para baixo e vi Isabella”, “11:13: foi o dia mais triste da minha vida. (A. Nardoni voltou a chorar)”, “11:29: em seguida fui preso” e “11:44: a polícia chamou a imprensa. O delegado disse que iria comprar um terno novo”.
“Prometi a meus alunos informá-los sobre o julgamento e os tweets tomaram uma repercussão maior do que eu imaginava”, contou ao UOL Tecnologia Gomes, que esperava cerca de 1 mil novos seguidores com a iniciativa. “É um caso de comoção nacional e, até no exterior, as pessoas acompanham. Já recebi mensagens de Nova York, Madri e Portugal.”
Gomes conta que assiste ao julgamento pelo sistema de distribuição de senhas: “já entrei pela promotoria, pela defesa, pela OAB e, agora, pelo juízo”, afirmou. Segundo ele, diversos conhecidos seus da área de direito entraram no Twitter nesta semana, justamente por conta da repercussão do caso Isabella.
  • Página de Luiz Flávio Gomes no Twitter; no site, ele narra o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar Isabella Nardoni

Mãe de Isabella passou mal neste 4º dia de júri

25/03/2010

Ana Carolina Oliveira, mãe de Isabella, passou mal nesta quinta-feira (25), quarto dia de julgamento do casal Nardoni.
Ainda isolada em uma sala do Fórum de Santana, na Zona Norte, no mesmo andar onde Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá são julgados pela morte de sua filha, ela teve um mal estar e teve de ser atendida por um médico.
Ela está desde segunda-feira incomunicável após pedido da defesa. Assim que terminou um depoimento emocionado, Ana Carolina Oliveira foi levada à sala.
A mãe de Isabella ainda pode ser solicitada para uma acareação com os réus. (Por Débora Miranda)
Fonte: G1


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