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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Os Torturadores de Animais

“Qualquer pessoa que, uma vez, chegue à conclusão de que a vida de qualquer animal é indigna de ser vivida, existe o risco de que um dia ele também chegue a conclusão de que a vida humana não vale nada,”escreveu certa vez o humanista Albert Schweitzer. 


Hoje, os atos violentos contra animais são considerados indicadores de transtorno mental. Nos Estados Unidos, estudos têm convencido sociólogos, legisladores e tribunais de que atos de crueldade contra animais merecem sim a nossa atenção. Esses atos podem ser os primeiros sinais de uma doença mental que levará os atacantes a serem violentos com seres humanos. 

“Assassinos … suas carreiras muitas vezes começam na infância, torturando ou matando animais,” disse o agente do FBI Robert K. Ressler, o mais famoso especialista em serial killers. 

Ressler não está sozinho. 

“Uma das coisas mais perigosas que pode acontecer a uma criança é matar ou torturar um animal e não acontecer nada com ela.” Margaret Mead, antropologista. 

“Desde quando eu era um jovem promotor eu testemunho a correlação direta entre crueldade de animais e violência contra seres humanos. O abuso de animais é o primeiro indicador doméstico de violência. Uma criança que abusa de animais, exibe desprezo pela vida e mais cedo ou mais tarde irá atacar pessoas.”Jeanine Pirro, Promotor do Condado de Westchester, Nova York. 

Abuso e violência contra animais podem ser sintomas de um profundo distúrbio. Pesquisas nos campos da psicologia e criminologia mostram que pessoas que começam abusando de animais, seja na infância ou na vida adulta, acabam perpetuando os mesmos abusos contra pessoas. 

O FBI foi o primeiro a descobrir essa ligação. Desde os anos 70, quando as informações de crimes puderam ser armazenadas em bancos de dados devido ao surgimento da computação e melhor analisadas, eles notaram que repetidos atos de violência contra animais é uma das características comuns em estupradores seriais e assassinos com psicopatia. Estudos atuais mostram que criminosos violentos são mais suscetíveis a abusar de animais. Em 2010, a Universidade da Flórida realizou um estudo com pacientes do seu departamento de psiquiatria que repetidamente torturavam cães e gatos. O estudo mostrou que todos eles mostravam altos níveis de agressividade para com pessoas, inclusive um dos pacientes havia assassinado uma criança. 

Outro estudo realizado pela Universidade do Noroeste (Boston) e pelo Massachusetts SPCA (Sociedade de Prevenção Contra Crueldade a Animais) concluiu que pessoas que na infância abusam de animais, são cinco vezes mais propensas a cometerem crimes violentos contra humanos. Os pesquisadores entrevistaram centenas de prisioneiros que estão no corredor da morte da Penitenciária de San Quentin na Califórnia e mais de 80% deles afirmaram terem cometidos abusos contra animais na infância. 

Crianças podem abusar de animais a fim de imitar um membro abusivo da família. Também podem abusar de animais a fim de descarregar sua raiva e ansiedade. Mas também podem abusar de animais pelo simples fato de serem maus. De qualquer forma, deve-se ficar atento.

A tortura e morte de animais é uma das características presentes em crianças com psicopatia. Já passou da hora das autoridades reconhecerem que o abuso para com qualquer ser vivo é inaceitável e constitui um perigo para a sociedade. Além disso, crianças devem ser ensinadas a respeitar os animais e cuidar deles. Se uma criança constantemente abusa de animais, mesmo após o conselho dos pais, é sinal de que algo deve ser feito. 

Moradores da cidade-satélite de Alerce Sur, a 14 quilômetros de Puerto Montt, no Chile, estão assustados e consternados. Há cerca de 6 meses, em diferentes lugares, animais desaparecem e são encontrados apedrejados e mutilados. 

A denúncia foi feita por uma mulher que vive na região e relatou os últimos acontecimentos para o Grupo de Educação pelos Animais de Alerce (GEAA). Ela contou que saiu à procura de seu gato e algumas crianças disseram para ver se estava em um terreno próximo, porque outras crianças da vizinhança praticavam tiro com animais, amarrando-os para que não pudessem fugir. A mulher foi ao local indicado e encontrou os corpos de três gatos em estado de decomposição. 

De acordo com Juan Jose Orellana, diretor da GEAA, os responsáveis pelos maus-tratos que resultaram nas mortes dos animais seriam três crianças, de 6 a 10 anos, que pertencem a famílias com antecedentes criminais, muito temidas no bairro, e, portanto, os moradores de Alarce Sur não tinham coragem de denunciar o incidente à polícia. Ele também relatou que visitou o local e encontrou restos de cães, de gatos e de uma cabra. 

“Nós sabemos quem são os pais dessas crianças. O grande problema que enfrentamos é que os vizinhos não querem fazer a denúncia, já que se trata de famílias perigosas, que provocam medo. Infelizmente, até que tenhamos um vídeo ou fotos das crianças cometendo os atos cruéis, a polícia nada pode fazer. O importante é que eles já estão identificados e a vizinhança, no anonimato, vai ajudar a coletar provas para denunciar da melhor maneira possível”, disse o defensor de animais. 

Juan Orellana disse também que a grande preocupação da GEAA é que, se essas crianças tão pequenas já são tão cruéis, provavelmente serão futuros criminosos e assassinos. Ele ressaltou a importância da educação, do respeito aos animais nas escolas, para que esses eventos não aconteçam. “É cientificamente comprovado que assassinos em série maltratavam e matavam animais quando eram crianças”, disse ele. 

É necessário que a sociedade exerça uma pressão maior em escolas e também nas autoridades judiciais em casos que envolvam abusos de animais. Leis devem deixar claro que o abuso contra esses seres vivos é inaceitável. Os pais devem ficar de olhos nos filhos, não devem ignorar o filho que age cruelmente com animais. Juízes, promotores, policiais, assistentes sociais e investigadores precisam reportar em relatórios abusos contra animais, isso será importante para avaliar se alguém representa uma ameaça à família e á sociedade. Essa análise pode evitar casos como os que eu contarei abaixo: 

Foi na infância que o norte-americano Edmund Kemper mostrou os primeiros indícios de comportamento psicopata. Além de brincar com as bonecas da irmã simulando bizarros comportamentos sexuais, o pequeno Kemper gostava de enterrar vivos gatos que encontrava pela região. Cansado de enterrá-los vivos, o futuro serial killer começou a decapitar gatos e espetar sua cabeças em varas. Não é difícil imaginar o que uma criança que brinca de decapitar gatos fará quando crescer. Em 1964, aos 15 anos de idade, Edmund Kemper começou o seu reinado de sangue assassinando os avós em uma fazenda. Foi internado em um hospital psiquiátrico onde testes reveleram ter um QI de 136. 5 anos depois saiu do hospital para continuar matando. Assassinou mais 6 pessoas em 9 meses. Kemper matava garotas colegiais, levava os corpos para o porão da casa da sua mãe e os dissecava. Decapitava os corpos e fazia sexo com o cadáver sem cabeça. 

Em abril de 1973, Edmund Kemper assassinou a própria mãe com um martelo, a decapitou, pegou sua cabeça e usou para praticar sexo oral. Retirou suas cordas vocais e jogou fora, pois segundo ele: “mesmo morta, ela não parava de gritar comigo!” 

Após assassinar a mãe Edmund Kemper se integrou a polícia por vontade própria e disse que gostaria de ser torturado até a morte. Na cadeia se tornou um prisioneiro exemplar, lendo livros que eram gravados em fita para serem ouvidos por cegos. 

Perguntado certa vez por um repórter sobre o que ele pensava ao ver uma menina bonita andando na rua, Kemper respondeu: 

“Eu imagino como ficaria sua cabeça em um espeto.” 

Os 3 filhos do canadense Keith Hunter Jesperson não devem ter boas lembranças do papai. O gigante de mais de 2 metros de altura costumava torturar gatos no quintal de sua casa para horror dos filhos. 

“Meu pai costumava matar gatos que andavam pelas redondezas. Uma vez vi ele quebrando o rabo de vários gatos e pendurando-os pelo rabo, com um nó, no varal do quintal. Sai correndo e contei para minha mãe, quando voltamos os gatinhos estavam mortos no chão e meu pai rindo,” disse Melissa Moore, filha de Keith no livro “Silêncio Quebrado: A História Não Dita da Filha de Um Serial Killer.” 

Interessante a fala da filha de Keith Hunter pois notamos que o serial killer continuou na vida adulta o que ele fazia quando criança: Torturar e matar animais. Keith Hunter teve uma infância difícil, cresceu sem o apoio dos pais e constantemente sofria bullying dos seus colegas devido à sua altura desproporcional. Gostava de torturar pássaros, gatos e cachorros que ele pegava nas ruas. Espancava-os com barras de ferro até a morte. Começou aos 6 anos esmagando cabeças de esquilos e, segundo ele próprio, aos 20 já tinha matado tudo quanto é animal que conhecia. 

“Eu era Arnold Schwarzenegger. Era como se eu brincasse de guerra. Quando eu olhava para os cães, eles morriam de medo. Agachavam e faziam xixi. Ficavam tão assustados ao me ver que começavam a tremer. Você chega ao ponto em que matar não é nada demais. É a mesma sensação (matar animais e humanos). Você sente a pressão na gargante deles (animais) tentando respirar. Você realmente tira a vida desses animais e não há muita diferença. Eles lutam por suas vidas tanto quanto um ser humano,” disse ele para espanto de uma repórter que o entrevistou na prisão. 

Se você acha que os pais do pequeno monstrinho foram negligentes você acertou. Mas pior do que a negligência é a cumplicidade. 

“Uma vez meu pai me viu jogando um gato contra o chão e estrangulando-o. Ele ficou com orgulho do que eu fiz com o gato e se gabava com os vizinhos sobre como eu havia se livrado dos cães e gatos das redondezas. Isso me fez continuar matando e logo comecei a pensar como seria matar um ser humano.”Disse Keith Hunter. 

Após separar-se da esposa em 1990, começou uma onda de matança nos Estados Unidos que durou 5 anos. Suas vítimas eram prostitutas e mulheres que ele conhecia em postos e bares de estradas (ele era motorista de caminhão). Matou a esmo durante 5 anos até cometer o erro de matar uma ex-namorada. 

Keith Hunter confessou mais de 160 assassinatos descrevendo suas vítimas do sexo feminino como “pilhas de lixo.” Ficou conhecido como “O Assassino da Cara Feliz”, por desenhar um rosto sorrindo nas cenas dos crimes.

Existem muitos outros exemplos de assassinos que começaram na infância torturando e matando animais. Esses são apenas alguns. A lista é enorme. Assim como a psicopatia, esse tipo de comportamento existe em todas as raças e não é restrito a um grupo específico de pessoas. A maioria dos casos citados envolvem norte-americanos por um simples motivo: Os Estados Unidos é o país onde mais se estuda esses criminosos. Eles possuem enormes banco de dados com todos os tipos de assassinos, criminosos e com todos os detalhes dos seus comportamentos. Estudos e pesquisas sobre criminosos e seus comportamentos é o que não faltam por lá, diferentemente daqui, do Brasil, e vários outros países no mundo. Isso dá a falsa impressão de que psicopatas, serial killers, mas murderers, spree killers só existem nos Estados Unidos, mas não, eles existem em todos os lugares. Talvez um pouco menos, talvez um pouco mais. 

O objetivo deste texto é deixar claro, principalmente para quem é pai e mãe, que crianças podem sim serem más. Deixar claro que aquele comportamento desrespeitoso, manipulador e mentiroso pode não ser uma simples falta de educação. Existem sim crianças psicopatas, e como você leu acima, muitas delas se tornam sádicos assassinos e serial killers quando adultos. O destino delas e de dezenas de outras pessoas podem estar em suas mãos. Finalizo o post com uma frase do serial killer Keith Hunter Jesperson:

" Esse pensamento de matar um ser humano ficou comigo por anos, até que uma noite aconteceu. Espanquei uma mulher até quase matá-la, terminei o serviço estrangulando-a. Não procurava mais animais para matar. Agora eu procurava pessoas para matar. E eu matei. Matei, matei e matei, até o dia que fui pego. Agora estou pagando por isso com o resto da minha vida atrás das grades. Comportamento abusivo contra animais é um dos sintomas de um futuro assassino. Nós devemos parar com a crueldade a qualquer ser vivo antes que isso se torne um problema maior, como eu.”

Abaixo uma reportagem do Programa Gente TV, da TV Jangadeiro do Ceará. O programa mostra um garoto de 11 anos que exibe um comportamento claramente psicopata. Já matou um cachorro queimado, torturou vários outros animais, não respeita os pais, agride membros da família e até já chupou o sangue da mãe depois de ferí-la: http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=M6L5PRrgUWU


Fonte: Com informações de PrensAnimalista/ O Aprendiz Verde/ *Notícia no Brasil: Crianças apedrejam e maltratam animais até a morte no Chile 



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