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#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte I



#1- São Doentes Mentais ou Gênios do Mal


A imagem sensacionalista mostrada nas notícias ou nas mídias de entretenimento sobre os Serial Killers, sugerem que eles possuem uma doença mental debilitante como a Psicose ou que eles são Brilhantes, porém gênios dementes como o Dr. Hannibal "O Canibal" Lecter no icônico filme "O Silêncio dos Inocentes".

Nenhum dos dois estereótipos é muito preciso. Na realidade, é muito mais provável que Serial Killers apresentem algum distúrbio de personalidade antissocial, como a sociopatia e a psicopatia, que não são consideradas doenças mentais pela Associação Americana de Psicopatia (em inglês, APA).


A 5º edição do (DSM-5) editada pela APA em 2013, coloca tanto a Sociopatia como a Psicopatia logo abaixo do Transtorno de Personalidade Antissocial (TPA). Esses transtornos compartilham muitos traços de comportamento em comum, o que pode provocar confusão entre eles.

 Os traços de comportamento compartilhados pelos sociopatas e psicopatas incluem:

- Desrespeito pelas Leis e Normas Sociais
- Desrespeito pelo direito dos outros
- Incapacidade de sentir remorso ou culpa
- Tendência a apresentar um comportamento violento

Uma exame sobre a Psicopatia e a Sociopatia, e uma discussão sobre a poderosa conexão entre os Transtornos de Personalidade Antissocial- particularmente a Psicopatia, e assassinatos em série estão presentes nesse artigo separado:http://www.psychologytoday.com/blog/wicked-deeds/201401/how-tell-sociopath-psychopath

De fato, poucos serial killers sofrem de doenças mentais em uma extensão debilitante suficiente para serem considerados loucos pelo sistema de justiça criminal. Para ser classificado como legalmente insano, um indivíduo precisa ser incapaz de compreender que uma ação é contra a lei no momento em que ela é realizada. Em outras palavras, um serial killer precisaria não ter consciência de que assassinato é legalmente condenável no momento do ataque para ser considerado legalmente insano. A categorização legal de insanidade é tão rigorosa que pouquíssimos Serial Killers são incluídos nela.

Serial Killers psicopatas, como Ted Bundy, John Wayne Gacy e Dennis Rader (BTK), têm plena consciência da ilegalidade do assassinato enquanto matam suas vítimas. Seu entendimento do certo e errado, no entanto, não os impede de cometer seus crimes, uma vez que psicopatas como Gacy e Rader possuem desejo e compulsão de matar de tal forma irresistíveis que os levam a ignorar a legislação com a ilusão de impunidade.

Quando são detidos, serial killers raramente são considerados mentalmente incapazes e seus advogados quase nunca conseguem alegar insanidade para evitar um julgamento. Novamente, isso se deve à definição legal extremamente restrita de insanidade, que não se aplica à maior parte dos assassinos psicopatas. Mesmo David Berkowitz, o infame Son of Sam, que contava aos seus captores histórias de rituais satânicos e possessão demoníaca, foi considerado capaz de ser julgado por seus crimes depois de sua prisão em 1977.

Há também uma considerável mitologia sobre a inteligência dos Serial Killers (2). Existe um estereótipo que permeia a cultura popular de que assassinos em série são astutos gênios criminosos. Essa representação foi fortemente promovida pela mídia na televisão, nos livros e filmes. Hollywood, em particular, criou uma série de brilhantes maníacos homicidas, como John Doe no aclamado filme Se7ven, de 1995. John Doe personifica o estereótipo do gênio do mal que engana as autoridades com sua inteligência, evita a Justiça e tem sucesso em seu plano diabólico.

Essa imagem é, em grande parte, uma invenção de Hollywood. Assassinos em série da vida real geralmente não possuem habilidades intelectuais excepcionais. A realidade é que a maioria dos serial killers que passaram por um teste de QI teve pontuações entre borderline (bem abaixo da média) e inteligência acima da média. Esse resultado é bastante compatível com a população geral. Contrariando os mitos, não é a grande inteligência que faz com que serial killers sejam bem-sucedidos. Em vez disso, é a mistura de obsessão, planejamento meticuloso e, por vezes, personalidade psicopata de sangue-frio que permite que serial killers atuem por longos períodos de tempo sem serem detectados.

(1) Morton, R.J. 2005. Serial Murder: Multi-Disciplinary Perspectives for Investigators. National Center for the Analysis of Violent Crime. Washington, D.C.: U.S. Department of Justice.

(2) Ibid.

(3) Ibid.

*Dr. Scott Bonn is a professor of sociology and criminology at Drew University. He is available for consultation and media commentary. Follow him @DocBonn on Twitter and visit his website docbonn.com 


Fonte: Artigo inteiramente traduzido traduzido- Publicado em 16 de Junho de 2014 por Scott A. Bonn, Ph.D. in Wicked Deeds. Disponível em: http://www.psychologytoday.com/blog/wicked-deeds/201406/serial-killer-myth-1-theyre-mentally-ill-or-evil-geniuses
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