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sábado, 27 de março de 2010

Caso Nardoni - Último Dia de Julgamento (Notícias e Curiosidades) Parte II


Advogado usa sumiço de Madeleine para tentar livrar casal Nardoni

26/03/2010

O advogado do casal Nardoni, Roberto Podval, usou nesta sexta-feira (26) um outro “mistério” para defender que nenhuma prova pode ligar Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá à morte da menina Isabella, que caiu da janela do 6º andar do edifício London, em março de 2008.
Podval fala ao júri popular que pode condenar ou inocentar o casal ainda hoje pelo homicídio. Hoje é o quinto dia de julgamento no Fórum de Santana, na capital paulista.
Em suas duas horas e meia nos debates entre acusação e defesa, Podval afirmou que, assim como os pais de Madeleine MacCann, que foram acusados pelo sumiço da menina em Portugal, pai e madrasta de Isabella não podem ser condenados por um crime do qual se dizem inocentes.
“Disseram que o pai de Madeleine teria dado um remédio para ela. Qual a prova? É que nem essas presunções todas. A perícia não chegou na autoria. Eles apenas presumem. Quem asfixiou? O promotor não tem certeza. Aí fica a sociedade clamando Justiça. A nossa sociedade não pode permitir isso”, pediu Podval aos jurados, para que absolvam o casal.
O caso da menina britânica se deu em 2007, quando a família da menina passava férias em Portugal. A garota, então com três anos de idade, desapareceu do local onde estava com dois irmãos e nunca foi encontrada. Os pais de Madeleine chegaram a ser considerados suspeitos de terem matado a filha, mas a acusação nunca foi comprovada.
Podval começou a falar pouco antes das 15h desta sexta-feira (26) em favor dos acusados de matar a menina Isabella em março de 2008. Antes dele, falou a acusação, que já adiantou que pedirá réplica dos comentários da defesa.
O casal nega ter matado a menina, que foi arremessada pela janela do sexto andar do edifício London, em São Paulo. Na quinta-feira, Podval disse não ter “falsas expectativas ou esperanças” sobre o resultado do julgamento e comentou ter entrado em um “júri perdido”.
Dezenas de pessoas estão acompanhando o julgamento do lado de fora do Fórum de Santana, na zona norte de São Paulo, e houve tensão no local por conta de discussões entre populares. Um pastor irritou aqueles que pedem a condenação do casal por ter pedido perdão para Alexandre Nardoni e Anna Jatobá.
Promotoria
O promotor Francisco Cembranelli afirmou que o casal Nardoni estava no apartamento quando a menina Isabella foi atirada pela janela do sexto andar do edifício London, em São Paulo. Segundo ele, a perícia demonstra que “os Nardonis são mentirosos” e não conseguem contestar provas técnicas.
Também de acordo com o promotor, os depoimentos das testemunhas indicam que a madrasta Anna Carolina Jatobá tinha “rompantes e descontroles”. Cembranelli ainda ironizou a versão da defesa de que uma terceira pessoa teria cometido o crime.
O quinto dia do julgamento do caso Isabella Nardoni, morta aos 5 anos de idade, começou às 10h26 de hoje, com a fala do promotor. Cembranelli terminou de falar por volta de 13h e houve uma pausa para almoço. Depois disso, a defesa começou sua exposição e o promotor adiantou que pediria réplica.
Cembranelli falou sobre o trabalho feito pelos peritos, que, segundo ele, é de qualidade, e citou as gotas de sangue e os exames de DNA para comprovar que o sangue encontrado no apartamento era de Isabella. Para o promotor, Alexandre Nardoni, pai da menina, não tem como explicar as marcas em sua camisa que se assemelham às de uma tela de proteção de janela.
“Como não podemos questionar a perícia, vamos desmoralizar a perita. É isso que a defesa quer”, disse. “Para quem veio prometendo que ia arrasar com todas as provas, cometendo um verdadeiro tsunami, vimos que não passava de uma onda de criança.”
“Eles estavam no apartamento quando Isabella foi jogada”, afirmou o promotor ao comparar as ligações telefônicas entre vizinhos e polícia no dia do crime. Com base em uma reprodução cronológica das ligações, o promotor cravou: “Contra fato não há argumento.”
Entenda o que deve acontecer hoje, último dia
O julgamento teve início nesta segunda-feira (22), quando o casal se encontrou pela primeira vez desde maio de 2008, e deve durar até o final desta semana. Pai e madrasta são julgados por quatro mulheres e três homens, sorteados no primeiro dia de sessão. Destes, cinco nunca participaram de um júri.
Em seguida, foram tomados os depoimentos das testemunhas. Os réus foram os últimos a serem ouvidos. A última fase é a dos debates, quando defesa e acusação apresentam seus argumentos. São duas horas e meia para cada (por se tratarem de dois réus), o que deve ocupar toda a sessão de sexta-feira (26). Se o Ministério Público pedir réplica, de duas horas, a defesa tem direito à tréplica, também de duas horas.
Ao final, o júri se reúne em uma sala secreta para responder a quesitos formulados pelo juiz. Eles decidirão se o casal cometeu o crime, se pode ser considerado culpado pela atitude, e se há agravantes ou atenuantes, como ser réu primário. De posse do veredicto, se houver condenação, o juiz dosa a pena com base no Código Penal. Se houver absolvição, os Nardoni deixam o tribunal livres. A sentença deve sair ainda na noite de sexta.
Fonte: UOL

Anna Jatobá passa mal e tem de ser retirada

26/03/2010

Anna Carolina Jatobá, madrasta da menina Isabella, passou mal durante a explanação do advogado Roberto Podval e teve de ser retirada temporariamente da sala do júri, no Fórum de Santana (Zona Norte).
Muito nervosa e chorando muito, ela chegou a ter enjôos. Jatobá tomou o medicamento Plasil.
Ela também apresentou queda na pressão.
Até as 16h50, quando foi decretado o intervalo pelo juiz Maurício Fossen, ela ainda estava fora do plenário. (Com informações da TV Globo)
Fonte: G1

Podval usa depoimento de testemunha para tentar provar tese da terceira pessoa


26/03/2010 - 18:00 -

O advogado Roberto Podval tentou mostrar aos jurados a possibilidade de uma terceira pessoa no apartamento no dia da morte de Isabella usando o depoimento de uma testemunha à polícia. Essa testemunha disse que ouviu um barulho de porta batendo antes da queda da menina e que chegou a pensar que o barulho tivesse sido do impacto.
O promotor Francisco Cembranelli refutou a tese do advogado, dizendo que ele tenta colocar alguém que não existe no prédio. Podval disse aos jurados que para matar alguém é preciso ter uma razão. Afirmou ainda que no dia antes do crime a menina já tinha ido ao prédio e nada tinha acontecido. Nesta data, Anna Jatobá cuidou de Isabella enquanto ela brincava na piscina e a levou à escola. “Por que ela mataria? Criaram uma trama para destruir.”
Para o advogado, a perícia não chegou à autoria do crime. Por isso, disse, não tem sentido dizer que foram eles.
Fonte: G1

Glória Perez twitta sobre caso Isabella

26/03/2010

A autora de novelas Gloria Perez, que acompanha no Fórum de Santana o julgamento do casal Nardoni, colocou observações em seu Twitter sobre o julgamento.
Por volta das 13h30 desta sexta-feira (26), ela escreveu: “Intervalo: Cembranelli não deixou pedra sobre pedra!”
O Twitter dela é: http://twitter.com/gloriafperez
Fonte: G1

‘Estou tensa e muito fragilizada’, diz mãe de Isabella

26/03/2010

A mãe de Isabella, Ana Carolina Oliveira, conversou por telefone com o G1 por volta das 15h20 desta sexta-feira (26), último dia do julgamento do casal Nardoni. “Eu estou bastante tensa e fragilizada e não tenho condições de falar muito sobre esse assunto”, afirmou. “Tenho bastante esperança que a justiça seja feita”, disse. A mãe de Isabella prestou depoimento na segunda-feira (22) e, por pedido da defesa do casal, ficou à disposição da Justiça em uma sala do Fórum de Santana até quinta-feira (25), incomunicável. Nesta sexta, ela decidiu não acompanhar o julgamento no fórum em razão do abalo emocional.
Na quinta-feira, ela passou por uma avaliação médica. Tanto a defesa quanto a acusação permitiram que fosse feita uma consulta após um oficial de Justiça que acompanhava Ana Carolina na sala em que ela estava isolada desde segunda demonstrar preocupação com a saúde dela. Foi autorizada, então, uma avaliação. O psiquiatra do Tribunal de Justiça apresentou ao juiz Maurício Fossen um laudo em que dizia que a mãe de Isabella estava “muito abalada, com estado agudo de estresse”. A defesa entendeu a situação e dispensou a presença dela no plenário, liberando-a da acareação.

Promotor diz que foi canalhice de Nardoni acusar a polícia

26/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli afirmou, durante a argumentação do advogado de defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá no julgamento do assassinato da menina Isabella Nardoni, que foi uma “canalhice” o réu ter dito, durante o interrogatório, que recebeu uma proposta na delegacia para assinar uma declaração de homicídio culposo. Cembranelli repetiu a palavra “canalhice” por cerca de 20 vezes.
“Seu colega Ricardo Martins (então advogado de defesa do casal) sabe que isso não aconteceu e hoje fugiu para não responder isso. Se fosse verdade eles poderiam ligar para a imprensa e desmoralizar todo mundo”, afirmou o promotor. “Mas isso não aconteceu.”
O advogado Roberto Podval sugeriu dúvidas em relação às provas mostradas pela promotoria. “Disseram para ele falar quanto tempo demora para subir de elevador. Ele fala cinco minutos”, afirmou. “Depois fazem alguns cálculos, não fecha e chamam ele de mentiroso. Ora, por favor.”
Podval disse que o Edifício London não tinha segurança, que as portas ficavam o tempo todo abertas e que um muro que limita o prédio para a construção que existia na época era baixo. “Isso foi publicado em um jornal importante, em um jornal sério”, disse Podval, referindo-se à Folha de S.Paulo.
O advogado citou Chico Xavier para defender o casal e disse que “ninguém pode voltar atrás para fazer um novo começo, mas todos nós podemos fazer um novo final”.
O advogado criticou Ana Carolina Oliveira, dizendo que enquanto Anna Jatobá cuidava da filha Isabella, a “outra” estava trabalhando. “Depois vem aqui chamar ela de assassina”, disse. O advogado admitiu, porém, brigas entre o casal. “Eles brigavam em sua vida familiar. Mas respeito a vida deles”, afirmou.
Depois de um intervalo de 30 minutos começam as réplicas de no máximo duas horas, com uma nova pausa de 30 minutos entre a acusação e a defesa. Logo após, está previsto um intervalo de uma hora para o jantar e, em seguida, o Conselho de Sentença (formado pelos sete jurados) se reunirá na Sala Secreta com o magistrado, promotor e advogados por mais uma hora para a votação dos quesitos. A sentença será elaborada em uma hora.
Fonte: Terra

Pastor pede perdão a casal Nardoni e é agredido no fórum

26/03/2010

Um homem com uma Bíblia na mão causou um grande tumulto em frente ao Fórum de Santana, zona norte de São Paulo, ao defender o perdão ao casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, julgados pela morte da menina Isabella Nardoni. Ao dizer frases como “Jesus perdoará o casal Nardoni”, o homem, identificado apenas como pastor Adelilton, revoltou parte das pessoas que aguardam o veredicto no local.
Houve muita discussão e garrafas de água foram atiradas no homem, que foi agarrado pelo pescoço e agredido. “Vocês são assassinos que nem eles”, gritava o pastor, enquanto sofria agressões. Antes que outra tragédia acontecesse, a Polícia Militar apareceu e retirou o homem do tumulto, levando-o para longe do fórum.
“Achei ele um covarde. Como ele vem pedir para perdoar um caso desses?”, disse Ster Silvano Filante, 61 anos. “Ele estava na hora errada e no lugar errado e teve o que mereceu”, completou. Em outro momento, um homem que estava no local teve uma convulsão e foi levado para o Pronto Socorro da Vila Nova Cahoeirinha. Ele foi identificado como Israel de Jesus.
O caso
Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico. O pai e a madrasta foram os únicos indiciados, mas sempre negaram as acusações e alegam que o crime foi cometido por uma terceira pessoa que invadiu o apartamento.
O júri popular do casal começou em 22 de março e deve durar cinco dias. Pelo crime de homicídio, a pena é de no mínimo 12 anos de prisão, mas a sentença pode passar dos 20 anos com as qualificadoras de homicídio por meio cruel, impossibilidade de defesa da vítima e tentativa de encobrir um crime com outro. Por ter cometido o homicídio contra a própria filha, Alexandre Nardoni pode ter pena superior à de Anna Carolina, caso os dois sejam condenados.
Fonte: Terra
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