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sábado, 27 de março de 2010

Caso Nardoni - Último Dia de Julgamento (Notícias e Curiosidades) Parte I

“Desejo inconsciente” leva curiosos ao fórum

26/03/2010

O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados da morte da menina Isabella Nardoni, ocorrida em 2008, atraiu dezenas de curiosos para a porta do Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
Muitos vieram de longe e chegaram a madrugar para disputar as senhas que dão acesso ao julgamento e protestar na calçada.
Para especialistas, esse interesse surge da identificação com a tragédia da família e da sensação de impotência causada pela morte de uma criança.
O empresário mineiro André Luiz dos Santos, de 49 anos, está desde o primeiro dia de julgamento carregando uma cruz de 30 quilos com fotos de Isabella e mensagens de protesto na porta do Fórum. “Vim outras vezes, em outras ocasiões, para protestar. E desta vez farei uma vigília até o fim do julgamento”, afirmou.
Santos não é o único que viajou de longe. A estudante de direito Lílian Bianchi, de 33 anos, saiu de Ubá, também em Minas Gerais, e viajou dez horas para chegar a São Paulo e tentar entrar na sala de julgamento. No primeiro dia, ela ficou das 4h30 da manhã até a noite na fila, mas não conseguiu entrar. Vestindo uma camiseta com a foto de Isabella, ela contou que o interesse é profissional. “É a aula de direito penal que eu nunca tive”, afirmou.
Na quinta-feira (25), o engenheiro Carlos Torres, de Tramandaí (RS), chegou às 4h da manhã e conseguiu apenas a 45ª posição da fila. “Eu acompanho esse caso desde o início. É um fato que horrorizou a todos. Tenho uma filha de 8 anos que também se chama Isabela, que é a minha princesa. Achei que precisava vir”, contou ele.

Empresário mineiro André Luiz dos Santos, de 49 anos, carrega cruz com fotos de Isabella desde o primeiro dia do julgamento. (Foto: Daigo Oliva/G1)

Para o psiquiatra do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Elko Perissinotti, a curiosidade despertada pelo caso é “natural”. “O ser humano associa o que aconteceu com a sua realidade pessoal. Todos nós temos em nossa biografia coisas horríveis que nos aconteceram. Nem todas são, é claro, semelhantes ao que ocorreu com a Isabella, mas essa associação de sentimentos é natural”, explica.
“Ir até ali é uma tentativa de extrapolar nossos desejos inconscientes, de buscar justiça, não só pelo que aconteceu com Isabella, mas pelo que aconteceu conosco”, afirma ele. “A pessoa fala de Isabella e fala dela mesma ao mesmo tempo”, afirma.
Para a psicóloga e socióloga Nilda Jock, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o caso de Isabella desperta uma comoção especial pelo “poder da imagem”.
“A imagem tem um poder muito forte. Como não levar em consideração esse bombardeio de imagens? Nós todos vivemos o impacto desse caso durante dias”, afirma ela.
“A transmissão quase simultânea de imagens nos transformou em testemunhas. Toda vez que a foto de Isabella é mostrada, isso volta a nos ferir”, acredita Nilda.
“A morte de uma criança traz uma profunda sensação de impotência. Ir até lá, participar desse julgamento é uma forma de se esquivar dessa impotência, de fazer uma restituição, uma reparação de uma injustiça que aconteceu com ela, mas que é como se tivesse acontecido também conosco”, afirma ela.
Além disso, segundo a psicóloga, existem também pessoas que sofreram histórias de violência semelhantes. É o caso, por exemplo, de Masataka Ota, pai do menino Yves Ota, assassinado em 1997 aos oito anos, que ficou amigo da mãe de Isabella e foi ao Fórum prestar solidariedade.
Além dele, a médica Katia Regina Dias Couto também foi ao Fórum e conseguiu assistir uma parte do julgamento. O filho de Katia, Pedro, de 2 anos, morreu em novembro do ano passado, depois de ser jogado da janela pelo pai, que se matou em seguida.

Advogado: júri não está perdido

26/03/2010

O assistente de defesa Ricardo Martins, que acompanha o casal Nardoni desde a morte da menina Isabella, afirmou discordar do advogado Roberto Podval, que coordena a defesa de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá. Ontem, Podval chegou a afirmar que são “pequenas” as chances de absolvição do pai e da madrasta da vítima.
“Eu o [Podval] respeito, mas não concordo que se trate de um caso perdido. Sempre acreditei que eles são inocentes. Eles são absolutamente inocentes”, disse ao chegar no Fórum de Santana, nesta sexta-feira (26). Para Martins, não há nada decidido ainda. “Eles são absolutamente inocentes e vamos provar isso. Não está nada decidido. Eu tenho fé na Justiça desse país”.
O assistente de defesa ressaltou dois momentos no depoimento de Nardoni e Jatobá ontem. No caso do pai de Isabella, foi quando ele diz “perdi o chão” ao ver o corpo da filha no necrotério. No depoimento de Anna Jatobá, Martins destaca o momento em que o promotor Francisco Cembranelli a acusa de ter estudado muito bem o depoimento prestado anteriormente à Justiça. “Ela afirmou que não precisava decorar nada, que disse o que tinha de dizer sobre a sua inocência”. (Por Kleber Tomaz)

OAB condena agressões contra advogado de defesa

26/03/2010

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) condenou as agressões sofridas pelo advogado do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, Roberto Podval. Nesta semana, o defensor dos acusados de matar Isabella foi vaiado, xingado e até agredido por pessoas que protestam em frente ao Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo.
“O advogado não pode ser confundido com seu cliente. Não é cúmplice de seus eventuais delitos, nem está ali para acobertá-los. Seu papel é propiciar ao acusado plena defesa, circunstanciando-a com objetividade, dentro dos estritos limites da lei”, afirmou, em comunicado, o presidente da OAB-SP, Luiz Flávio Borges D´Urso, e a presidente em exercício da ordem, Márcia Regina Marchado Melaré.

‘Perícia trabalhou para responder à ânsia da polícia’, diz defesa

26/03/2010

O assistente de defesa Ricardo Martins reafirmou a inocência de Anna Carolina Jatobá e de Alexandre Nardoni nesta sexta-feira (26) e criticou o trabalho da perícia -usado como base da acusação. “Neste caso, eles trabalharam para responder à ânsia da polícia.”
Em seu interrogatório na quinta-feira, Nardoni em várias oportunidades criticou o trabalho da polícia, afirmou que foi ofendido e agredido, além de ter recebido proposta do delegado para que confessasse o crime. Ele afirmou ainda que havia policiais seguindo seu pai.
O advogado saiu em defesa do pai de Isabella. “Muito se fala sobre a frieza dele, ontem isso acabou [Nardoni chorou durante sua fala no tribunal]. Diziam que ele era frio e calculista. Não é nada disso, cada um reage de uma forma. Você perdeu sua filha, está com a cabeça a mil, e tem que escolher entre sofrer ou se defender. É muito difícil.”
A decisão do júri deve ser anunciada na madrugada deste sábado, e o advogado afirmou que espera que “tudo corra bem”. “Sei que a família da Ana Carolina também está sofrendo muito. Sou pai e posso imaginar a dor dela. Tem que se respeitar esse sentimento. Mas não há resquício de culpa do casal, e não se pode condenar inocentes. No meu ponto de vista, todas as famílias são vítimas neste caso.”

‘Casal estava dentro de apartamento quando Isabella caiu’, diz promotor

26/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli afirmou durante o julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá que o casal “estava no apartamento no momento em que Isabella caiu”. Com o cruzamento de dados de ligações telefônicas e do rastreador do carro de Alexandre, ele construiu uma linha do tempo que vai desde a entrada do veículo na garagem até momentos após Isabella cair da janela do sexto andar do Edifício London.
Segundo o promotor, esse levantamento derruba a argumentação da defesa de que o casal estava na garagem, se preparando para subir ao apartamento, no momento da queda da menina. “Isso é uma prova científica”, relatou Cembranelli.
(Com informações da TV Globo)

As provas são arrasadoras, diz promotor

26/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli disse em seu pronunciamento ao Tribunal do Júri que julga o casal Nardoni que as provas contra Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni são “arrasadoras”. Segundo ele, caso uma outra pessoa tivesse matado a menina, o júri seria “simples”.
“Os olhos do Brasil estão voltados para essa sala. As provas são arrasadoras e as pessoas não querem vingança e, sim, justiça”, disse Cembranelli.
O promotor lembrou que este é o seu tribunal de número 1078. “Não estou em busca de fama, de promoções. Talvez até me aposente depois deste júri. Eu trocaria o anonimato se pudesse devolver Isabella a Ana Oliveira”, disse logo no início de sua explanação.
O promotor criticou os diversos recursos apresentados pela defesa do casal ao longo de todo o processo, mas disse que apesar disso a tese da promotoria segue a mesma. Segundo ele “não houve a intenção de eleger um culpado”. (Com informações da TV Globo)

Avós de Isabella choram durante julgamento

26/03/2010

Os avós maternos de Isabella Nardoni, Rosa Cunha de Oliveira e José Oliveira, choraram nesta sexta-feira (26), durante explanação do promotor Francisco Cembranelli. Este é o último dia do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados de matar a menina em 2008.
Com o cruzamento de dados de ligações telefônicas e do rastreador do carro de Alexandre, Cembranelli construiu uma linha do tempo que vai desde a entrada do veículo na garagem até momentos após Isabella cair da janela do sexto andar do Edifício London. Segundo o promotor, esse levantamento prova que o “casal estava no apartamento no momento em que Isabella caiu”. (Com informações da TV Globo)

Promotor quer provar que casal Nardoni é dissimulado

26/03/2010

O promotor Francisco Cembranelli afirmou nesta sexta-feira (26) que o casal Nardoni estava no apartamento quando  Isabella foi jogada pela janela do sexto andar do edifício London, em São Paulo, em março de 2008.
Cembranelli afirmou mais cedo que a perícia demonstra que “os Nardonis são mentirosos” e não conseguem contestar provas técnicas. Também de acordo com o promotor, os depoimentos das testemunhas indicam que a madrasta Anna Carolina Jatobá tinha “rompantes e descontroles”. Cembranelli ainda ironizou a versão da defesa de que uma terceira pessoa teria cometido o crime.
O quinto dia do julgamento do caso Isabella Nardoni, morta aos 5 anos de idade, começou às 10h26 de hoje, com a fala do promotor. Cembranelli terminou de falar por volta de 13h e houve uma pausa para almoço. Depois disso, a defesa começou sua exposição e o promotor adiantou que pedirá réplica.
Cembranelli falou sobre o trabalho feito pelos peritos, que, segundo ele, é de qualidade, e citou as gotas de sangue e os exames de DNA para comprovar que o sangue encontrado no apartamento era de Isabella. Para o promotor, Alexandre Nardoni, pai da menina, não tem como explicar as marcas em sua camisa que se assemelham às de uma tela de proteção de janela.
“Como não podemos questionar a perícia, vamos desmoralizar a perita. É isso que a defesa quer”, disse. “Para quem veio prometendo que ia arrasar com todas as provas, cometendo um verdadeiro tsunami, vimos que não passava de uma onda de criança.”
Sobre as manchas de sangue no apartamento, Cembranelli desafiou o advogado a comprovar por que um reagente utilizado em todo o mundo seria falho apenas no Brasil. “Além do sangue no apartamento, temos manchas parcialmente removidas. A defesa agora quer fazer crer que havia gotas de água no chão”, disse, referindo-se a um teste com o reagente Bluestar, que a defesa deve apresentar aos jurados e que traria o falso positivo em contato com alimentos.
“Tudo isso é prova científica. Quando o FBI (espécie de polícia federal dos EUA) faz, está ótimo. Quando a polícia de São Paulo faz, é uma porcaria. Eu tenho certeza de que o Podval não entende nada de Bluestar, assim como eu não vou pegar um manual e sair fazendo cirurgia no cérebro”, disse.
O advogado interrompeu novamente e o promotor ironizou: disse que faria o teste do reagente com uma banana. “Vou mostrar o que é uma banana”, provocou Podval.
O promotor também argumentou que “a cronometragem do tempo indica que o casal está mentindo”. “Prova técnica que não admite contestação. Se a versão deles fosse verdadeira, chegariam no apartamento depois da meia-noite. Eles não podem ter chegado depois de Ana Oliveira, mãe de Isabella, lá embaixo”, disse.
“Eles estavam no apartamento quando Isabella foi jogada”, afirmou o promotor ao comparar as ligações telefônicas entre vizinhos e polícia no dia do crime. Com base em uma reprodução cronológica das ligações, o promotor cravou: “Contra fato não há argumento.”
Descontrole da madrasta
Segundo Cembranelli, o casal tinha brigas constantes, principalmente quando Isabella ia visitar o pai. Ele citou testemunhas que disseram que Anna Jatobá tinha ciúmes de Ana Oliveira. Certa vez, dizem, a madrasta quebrou uma vidraça com as próprias mãos por causa da presença de Isabella.
“Todas as discussões eram fruto de ciúmes, porque a madrasta disputava a atenção de Alexandre com Isabella. Então, não me venha com essa balela de que eles viviam bem, doutor”, falou.
O promotor citou ainda outras testemunhas que teriam dito que a Anna Jatobá só se referia a mãe de Isabella como “vagabunda” e que tinha “ferrado com a vida dela”.
A madrasta também já teria atirado uma chave de fenda contra Nardoni e arremessado o próprio filho ainda bebê por causa do ciúme. Jatobá teria dito a um taxista, segundo o promotor, que Isabella “infernizava sua vida todas as vezes que ia ver o pai”.
Cembranelli tentou invalidar a imagem de uma família tranquila, trazida ontem pelos dois réus em seus depoimentos. Segundo ele, Anna Jatobá era dependente financeiramente de Nardoni, engravidou duas vezes por acidente, era depressiva e tinha “rompantes e descontroles”.
“Nós mostramos aqui que a madrasta chamava Ana Oliveira de vagabunda na frente de Isabella e outras crianças. Ela é extrema em tudo, quando xinga, quando agride. Quando ela agride, ela agride mesmo. Esta é a realidade da moça”, afirmou.

Podval chora e diz que promotor o ‘intimida’

26/03/2010

O advogado de defesa do casal Nardoni, Roberto Podval, iniciou emocionado sua argumentação, na tarde desta sexta-feira (26). Ele chegou a chorar. O advogado elogiou o promotor do caso. “O Cembranelli me intimida.” Podval afirmou que defender o casal Nardoni é uma das missões mais difíceis de sua vida, mas que “defende o que acredita”. Também agradeceu a policiais e funcionários do fórum que, segundo o advogado, evitaram que ele fosse agredido. O advogado do casal enfrentou manifestações durante os dias de julgamento, além de uma tentativa de agressão. (Por Débora Miranda)

Podval diz que cronologia da Promotoria não bate e, se pudesse, sugeriria visita a prédio

26/03/2010

O advogado Roberto Podval afirmou nesta sexta (26) que a linha do tempo montada pela Promotoria não bate. Segundo ele, tudo foi feito com tempo aproximado. “Se eu pudesse, sugeriria para voltarmos ao prédio, tomarmos o elevador da garagem até o sexto andar, e eu aposto com vocês que o tempo não bate”, disse. Para Podval, o fato de Anna Jatobá ter visto a entrada de um veículo de um morador do prédio na garagem – ele posteriormente confirmou que chegou naquele horário – é a maior prova de que ela não estava no apartamento quando ocorreu o crime.
O advogado Antonio Nardoni, pai de Alexandre, chegou a cogitar a possibilidade de levar os jurados até o local no primeiro dia de julgamento. A maquete levada ao plenário, no entanto, ajudou a aproximar os jurados da realidade.
Podval questionou, durante sua explanação, o trabalho da investigação policial e da perícia. Perguntou, por exemplo, por que não foi feito um exame para verificar a presença de pele sob as unhas do casal – a perícia diz que havia marcas de unhas na nuca da menina. Ele também questionou sobre o sangue encontrado na cadeirinha do carro. Segundo o advogado, houve uma falha, porque a perícia diz que há traços do perfil genético da Isabella, mas não conclui que o sangue é da menina. Ele falou também que, na rede de proteção da janela, foi encontrado um fio de cabelo, que acabou não examinado. (Por Luciana Bonadio)

Defesa não conseguiu reverter vantagem da acusação

26/03/2010

Diante de todos os argumentos e provas apresentados durante os cincos dias do julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, a sensação que fica entre os especialistas é a de que, apesar do alto nível do debate e das boas estratégias adotadas, a defesa não conseguiu reverter a vantagem que a acusação tinha por este ser um caso de grande repercussão na mídia e que mobilizou o país contra os réus.
“Acho muito difícil dizer que este julgamento foi justo, por conta da divulgação e da conotação dada pela mídia. Não é um julgamento totalmente sereno, é um julgamento de cartas marcadas. Houve um prejuízo à defesa, porque a divulgação feita foi em favor da condenação”, afirmou a advogada criminalista Heloísa Estellita.
Segundo ela, pelo que foi possível acompanhar pela imprensa, as provas apresentadas não são suficientes para determinar a autoria do crime. “O Ministério Público defende que as provas envolvem o pai e, embora não haja prova, as circunstâncias mostram que a madrasta estaria envolvida no crime. Mas não dá para dizer se foram os dois ou apenas um deles. Ou mesmo se foram eles. Condenar, quando um deles pode ser inocente, é injusto. Estamos condenando um inocente”, defendeu.
A advogada afirmou que a acusação e a defesa adotaram estratégias competentes e que tanto o procurador Francisco Cembranelli quanto o advogado de defesa Roberto Podval “fizeram o que podiam fazer”. Para ela, no entanto, a polícia falhou ao conduzir a investigação.
“Eu concordo com a tese da defesa de que lá no começo, logo que os fatos aconteceram, a polícia fez uma interpretação de que eles eram culpados e buscaram provas da culpa, descartando outra linha de investigação. Com isso, o Podval perdeu uma oportunidade de produzir provas fundamentais para a defesa. Se havia provas, elas estão perdidas”, analisou.
A criminalista explicou que, diante da dúvida, o júri deveria votar pela absolvição. “É preferível soltar um culpado a deixar um inocente preso. Essa é a orientação”, disse.
Mas, para o advogado Frederico Crissiúma de Figueiredo, professor de Direito Processo Penal da PUC-SP, apesar de não ter sido apresentada nenhuma prova cabal, existem provas e indícios, que, pela lei, podem levar a uma condenação.
“No caso de dúvida, o júri tem de absolver. Mas será que a defesa conseguiu incutir essa dúvida? Acho difícil. Por mais que os jurados estejam isolados, este foi um caso muito comentado e eles podem ter sido influenciados, o que dificulta o trabalho da defesa. Mas a falta de uma segunda hipótese plausível é um problema sério. Pela regra, é a acusação que tem que provar, mas ajudaria muito se a defesa tivesse outra versão. Não foram eles? Então o que aconteceu? Falta de uma versão alternativa”, comentou.
Crissiúma ressaltou ainda que a delegada Renata Pontes afirmou em depoimento que outras possibilidades foram investigadas, mas que nada foi encontrado. “Pode até ter havido uma falha, mas se eles forem culpados, não dá para inventar uma segunda versão”, concluiu.
Os dois criminalistas acreditam que Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá serão condenados –apesar de Figueiredo apostar que um ou outro jurado vá votar pela inocência do casal e de Estellita defender que a condenação não seja correta.
O casal respondeu pela morte de Isabella Nardoni, 5, que foi jogada em março de 2008 da janela do 6º andar do edifício London, onde eles moravam. O julgamento começou na segunda-feira (22) e será concluído entra a noite de hoje e a madrugada de sábado.
O promotor do caso, Francisco Cembranelli, defende que Isabella foi jogada pelo pai. Antes, teria sido esganada pela madrasta e agredida por ambos. Já a defesa do casal insiste na tese de que havia uma terceira pessoa no prédio.

Advogado de defesa ironiza perita

26/03/2010

O advogado Roberto Podval, que defende o casal Nardoni, ironizou as falas da perita Rosângela Monteiro, que disse em seu depoimento ser a única capaz de realizar testes com o “blue star” no estado de São Paulo. Ele a chamou de arrogante. “A pessoa mais esperada, ilustre, a mais culta, a única perita do Brasil que tem conhecimento para fazer teste do ‘blue star’”, disse no início da argumentação contra a perícia. Depois de apontar as falhas observadas por ele no trabalho, Podval completou: “Aí eu sou o maluco que fica criticando e questionando a gênia”.
Podval defendeu que o crime deveria ter sido investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O advogado afirmou não saber o que ocorreu no apartamento, mas fez um apelo aos jurados. “Essas pessoas podem ser presas pelo resto da vida por matar um filho, e isso não está certo.” (Por Luciana Bonadio)
Fonte: G1
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