Essa comunidade é o reduto das pessoas interessadas nessas duas especialidades da ciência criminal, que até então não tinham como discutir, trocar informações e novidades sobre a criminologia e psicologia forense.

Postagem em destaque

Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 6

#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

CRIMES DA SEMANA 17/12/2016 - 23/12/2016



- 21/12/2016

Denunciado por pedofilia, Corey Deans era conhecido em sua comunidade por ter sobrevivido a um tumor no cérebro diagnosticado aos sete anos

Corey Deans, 22 anos, pretendia marcar encontro sexual com uma garota de 15 anos, mas foi pego no flagra
Reprodução/Twitter- 
Corey Deans, 22 anos, pretendia marcar encontro sexual com uma garota de 15 anos, mas foi pego no flagra
Um caso de pedofilia chamou a atenção da Inglaterra nos últimos dias, já que o criminoso se aproveitou de sua aparência quase infantil para conseguir marcar encontros com meninas menores de idade pela internet. A história de Corey Deans, de 22 anos, acabou sendo descoberta por oficiais de combate ao crime de pedofilia depois de ele ter conversado com um perfil falso de uma suposta adolescente de 15 anos. 

Segundo o site "The Mirror", após trocar mensagens de cunho sexual com "Katie", o perfil falso criado pelos agentes, o inglês acabou sendo surpreendido ao chegar ao local onde havia marcado de se encontrar com ela, e, ao invés disso, dar de cara com o grupo de combate ao crime de assédio e abuso contra menores. 

Corey havia trocado mensagens com Katie por meio do site adulto "Badoo". Em suas conversas, ele deixou claro que pretendia tirar a virgindade da menina. Afinal, eles discutiam atividades sexuais que, supostamente, reproduziriam no dia que se encontrassem. De acordo com os agentes, o modo com que o inglês falava se caracteriza, claramente, como crime de pedofilia.

“Ficou bem claro que você pretendia encontrar ela no momento combinado para propósitos sexuais. Mesmo sabendo que ela tinha apenas 15 anos. Suas conversas tinham tom sexual, com discussões sobre atividades sexuais”, disse o juiz a Corey.

Corey Deans já era uma figura conhecida na cidade depois de ter lutado contra um tumor cerebral durante a infância. Ele recebeu apoio de toda a comunidade durante seu tratamento, que durou 11 anos. Há questionamento quanto a possibilidade de o tumor ter afetado seu discernimento, levando ao comportamento predatório.

Durante o julgamento, o juiz fez referência à doença enfrentada por Deans. “Infelizmente, você sofreu com o câncer desde os sete anos, você teve um tumor cerebral e passou dois anos no hospital. Você recebeu tratamento até os 18 anos, foi um tratamento de longo prazo. Se esta lesão ao seu cérebro resultou ou não nesse tipo de comportamento, eu não sei.”

Deans foi condenado a seis meses de prisão, que devem ser cumpridos em 2018. Caso demonstre bom comportamento até lá, o juiz pode retirar a pena. Nesse tempo, ele precisará passar por reabilitação e por um programa para agressores sexuais. Além disso, foi obrigado a assinar o registro de agressores sexuais.

O jornal britânico "The Mirror" alega que desde a denúncia de pedofilia, Corey Deans perdeu seu emprego e a maior parte de seus amigos como consequência de seus atos, mas já encontrou um novo trabalho. Ele e sua família, inclusive seus pais e avós, receberam ofensas e ameaças de morte. “Ele sofreu”, afirmou seu advogado de defesa.



Suspeito detalhou chacina na Espanha para amigo pelo WhatsApp
'Abrir alguém no meio dá trabalho', disse Patrick por mensagem.
Conversa no WhatsApp entre Patrick e Marvin consta no processo judicial.

Patrick detalha o crime para o amigo Marvin na conversa, enquanto esperava o tio chegar na casa (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
Patrick detalha o crime para o amigo Marvin na conversa, enquanto esperava o tio chegar na casa (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
Novos detalhes da conversa via WhatsApp entre François Patrick Gouveia e Marvin Henriques Correia, suspeitos de participação na chacina da família brasileira em Pioz, na Espanha, revelam o desprezo de Patrick pelas vítimas. Em um dos trechos, após esquartejar Janaína Américo e as duas crianças de 1 e 3 anos, Patrick comenta com Marvin - amigo que teria "dado dicas" ao assassino -, que “para abrir alguém no meio dá trabalho demais”. Ao que Marvin responde "eu imagino, deve ser duro". 

O jovem confessou o crime à polícia espanhola. Depois ele também matou o marido de Janaína, Marcos Campos Nogueira.

A conversa entre os dois acusados registrada pela polícia espanhola entre as 15h55 do dia 17 de agosto até as 6h57 do dia 18 do mesmo mês, ambos horários da Espanha, consta tanto no processo judicial que tramita no Brasil, referente à atuação de Marvin Henriques como partícipe, quanto no processo na Espanha contra Patrick Gouveia, assassino confesso. O G1 teve acesso aos registros entre a morte da terceira vítima até a morte do quarto integrante da família , o tio de Patrick.

No conteúdo, Patrick relata com detalhes como matou a tia e dois primos. Marvin pergunta qual das três vítimas ele matou primeiro e Patrick responde que “na mulher, depois a mais velha [a prima de três anos] e depois no moleque de um ano”.

Com frieza, Patrick Gouveia conta que cortou a garganta de Janaína e que seus primos ficaram gritando nesse momento. “As crianças ficaram gritando. Massa que os pirralhos nem correm, só ficam ‘travadão’. O pirralho de um ano falava algumas coisas, mas na hora falava nada, não”, detalhou Patrick.

Durante a conversa, Marvin se mostra compreensivo com o amigo e chega a dar dicas, como o fato de Patrick tentar enterrar os corpos e na forma de abandonar o casa onde a família foi assassinada. “Sai pela frente mesmo, de manhã, como se fosse caminhar ou algo do tipo. Sei lá. De madrugada pode parecer suspeito. Mas eles não vão descobrir nem tão cedo as mortes”, comentou Marvin.

De João Pessoa, por meio do aplicativo de mensagens, Marvin alerta Patrick em não deixar rastros na cena do crime. “Ajeita essas luvas direito. Deixa eu ver aqui o que mais [tem a ser feito]. Tem alguma coisa por aí? Ou alguma coisa que ligue a você?”, após a resposta negativa de Patrick, o amigo acusado de participação no crime de Marcos Campos Nogueira responde.

“Beleza. Então está tranquilo, mas tem que ficar pensando minuciosamente, para não dar merda”, conclui Marvin. Em um outro momento, enquanto espera o Marcos retornar do trabalho, após matar a tia e os primos, esquartejá-los e limpar o local dos assassinatos, Patrick comenta que achou que fosse vomitar, mas que não sentiu nojo e chegou até a rir no início do esquartejamento e, por fim, a ter raiva pelo esforço de esquartejar as vítimas.

O assassino confesso explica que precisou cortar os corpos ao meio e separar os órgãos em outras sacolas. Por fim, após isolar em sacos plásticos, isolou as partes com fita adesiva, para que o odor demorasse a espalhar. “A mulher e as duas crianças foram para o saco. Estão guardados e a casa está limpa, me limpei. Estou só esperando o quarto integrante”, comentou Patrick a Marvin.
O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
O assassino confesso brinca com o amigo sobre a morte do tio, Marcos Campos Nogueira (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
Psicopatia
Na conversa dos dois, Patrick chegar a questionar se é de fato psicopata. “Eu acho que não sou psicopata, não. Apenas não ligo para as coisas”. Em um outro momento, Patrick brinca com Marvin, criando hipóteses de como o amigo reagiria se estivesse no lugar dele. “Eu fico me perguntando como tu reagiria, o que tu ia dizer, fazer e depois dar uma gaitada”. Marvin responde que iria rir e Patrick complementa “tu deve ser doente feito eu mesmo”.

No dia 12 de dezembro psiquiatras espanhóis concluíram que Patrick Gouveia é um psicopata, que não demonstra remorso nem compaixão com suas vítimas. O laudo pericial acrescentado do processo judicial que tramita na Espanha ainda evidenciou que o autor confesso da chacina como uma pessoa consciente do que faz, muito inteligente e com total carência de sentimentos.

Ficção e realidade
A troca de mensagens entre os dois acusados chega em alguns momentos a relacionar as mortes das três primeiras vítimas com séries e jogos, um universo comum entre os dois jovens. Sobre o fato de ter usado uma faca para matar a tia e os primos, Patrick brinca afirmando que “só matava com faquinha no Call of Duty”. E em dois outros instantes, o acusado de executar a família brasileira comenta que costumava assistir a uma série onde o protagonista, um assassino em série, se sentia mais calmo quando matava. “Sabe, eu assistia Dexter (sic). O bicho matava, aí sentia um tesão e ficava todo tranquilo. Relaxava tipo uma semana”, comentou.
Marvin alerta Patrick sobre a saída dele do local do crime durante a conversa (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
Marvin alerta Patrick sobre a saída dele do local do crime durante a conversa (Foto: Reprodução/Polícia Civil da Paraíba)
Relação de afeto
Os dois acusados, na correspondência, se declaram um ao outro. Patrick comenta que precisava compartilhar o fato com alguém, mas que tinha medo de perder o amigo caso relatasse algo sobre os três primeiros homicídios. “Eu estou feliz que tu está de boa (sic). Eu fiquei com medo de tu dizer ‘boy, acabou’. Eu tenho medo de te perder, mas eu não podia não compartilhar contigo”, desabafou Patrick.

Marvin então envia uma mensagem rindo e chama o amigo de assassino. Patrick responde com uma reflexão. “Eu pensei que ia mudar algo na minha vida [matar alguém]. Eu pensei que ia me sentir mais vivo”. O amigo responde explicando que não podia fazer nada, que ele era doente mesmo. Em outra troca de mensagens, os dois afirmam que amam um ao outro.

Laudo psiquiátrico
François Patrick Gouveia, assassino confesso da família paraibana em Pioz, na Espanha, foi enquadrado por psiquiatras espanhóis como uma "pessoa desprovida de empatia", um psicopata com risco de reincidência e criminoso com alto grau de periculosidade. A revelação foi feita pela TVE, emissora do país europeu, na segunda-feira (12), após ter acesso ao laudo psiquiátrico de Patrick Gouveia, anexado ao processo que tramita na Justiça.

O exame psiquiátrico também classifica Patrick como uma pessoa consciente do que faz, muito inteligente e com total carência de sentimentos. Segundo os psiquiatras, o jovem possui uma absoluta falta de empatia e se mostrou incapaz de se colocar no lugar das suas vítimas. A análise de sanidade mental de Patrick foi solicitada pelo Ministério Público espanhol.

Os psiquiatras forenses estiveram com ele durante três sessões. O exame será uma das provas periciais para decidir a plena responsabilidade penal de Patrick Gouveia nos assassinatos do tio Marcos Campos Nogueira, da esposa dele, Janaína Santos Américo, e dos dois filhos pequenos do casal.

O brasileiro, que estava preso desde o dia 21 de outubro em Alcalá Meco, foi transferido para o presídio de Estremera, na província de Madri, no final do mês de novembro, após receber ameaças de morte. Ele segue preso preventivamente na Espanha.

Matar só o tio era 'cruel'
O jovem admitiu em depoimento à Justiça espanhola que planejou o crime e que decidiu matar toda a família porque matar apenas o tio dele "parecia cruel". “Matei os quatro porque matar apenas Marcos me parecia cruel. Não ia deixar uma família sem marido e sem pai. Não sofreram, não gritaram, foi muito rápido”, disse o jovem em depoimento.

Ele afirmou ainda que sentiu "necessidade de matar". A declaração foi dada à Justiça de Guadalajara e a emissora de TV espanhola Antena3 teve acesso a trechos do depoimento.

De acordo com a imprensa, Patrick negou que havia agido por impulso e disse que foi até a casa da família do tio com a intenção de matar todos os parentes.

Os corpos de Janaína Diniz, Marcos Nogueira e das duas crianças foram achados esquartejados em casa em setembro, depois que um vizinho alertou sobre o mau cheiro perto da residência.

Também pela primeira vez, Patrick falou que sabia que seria preso na Espanha e diz ter voltado ao Brasil após o crime para se despedir da família. Ele também falou em arrependimento. “Sim, eu me arrependo de ter matado. É tudo minha culpa”, comentou.

Patrick Gouveia explicou, neste segundo depoimento, como surgiu a ideia de realizar os assassinatos e chegou a dizer que pensou muito antes de executá-los.

Segundo o jovem, não foi a primeira vez que ele sentiu vontade de matar alguém. “Três dias antes [do crime], senti a necessidade de matar. Isso acontece muitas vezes, desde os 12 anos. Quando isso acontece, eu bebo muito”, declarou o jovem, segundo a emissora.

Em 2013, quando Patrick tinha 16 anos, ele foi detido em Altamira, no Pará , após esfaquear um professor dentro da sala de aula.

Ainda segundo a imprensa espanhola, Patrick também comentou sobre a relação dele com Marvin Henriques, jovem que foi preso em João Pessoa suspeito de participar do crime. Marvin é amigo de Patrick e teria dado dicas ao suspeito por meio de mensagens no WhatsApp enquanto o jovem cometia os crimes na Espanha.

Ele foi indiciado pela Polícia Civil paraibana por participar diretamente na morte de Marcos Campos, uma vez que o contato entre os dois começou depois da morte da mulher e das duas crianças.

No depoimento, Patrick Gouveia afirmou que o amigo não sabia do plano de assassinar a família. “É como se fosse um irmão mais novo. Ele é muito bom. Sua mãe era psiquiatra e me ajudou muito. Somos inseparáveis”, afirmou.

Suspeito de ser partícipe no homicídio da família na Espanha foi preso pela Polícia Civil em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1)
Marvin Henriques, amigo de Patrick, foi preso em João Pessoa (Foto: Diogo Almeida/G1/Arquivo)
Fonte: Do G1 PB


Homem é morto em casa e amigos são suspeitos de crime na Paraíba
Lavador de carros morava com colegas no Varadouro, em João Pessoa.
Dívida de amigos com vítima pode ter sido uma das motivações.

Um homem de 36 anos foi morto em uma casa na ladeira da Borborema, no bairro do Varadouro, em João Pessoa, no início da noite de terça-feira (20). Segundo informações da Polícia Civil, a vítima foi encontrada morta dentro da casa que dividia com três amigos. De acordo com a polícia, os amigos e a companheira da vítima são suspeitos no caso.

O delegado que registrou o crime, Paulo Josafá, explicou que os amigos que dividem a casa e a companheira do homem não foram encontrados no local e não atendem telefonemas. “Esse pessoal está desaparecido, não atende o telefone celular. Ao que parece, saíram feridos, o interior da residência está bastante danificado, indicado que deve ter havido luta corporal. Até que prove o contrário eles são os principais suspeitos”, comentou.

Ainda de acordo com Josafá, o homem assassinado trabalhava como lavador de carros e também emprestava dinheiro a juros. Os suspeito tinham dívidas com a vítima, pelo que foi repassado à polícia por parentes da vítima.

O corpo, que foi encontrado pelos vizinhos do lavador de carros, passou por exames da equipe do Instituto de Polícia Científica (IPC) e encaminhado para a Gerência Executiva de Medicina e Odontologia Legal (Gemol). Até o início da manhã desta quarta-feira (21), nenhum suspeito de envolvimento tinha sido localizado.
Fonte: Do G1 PB

Reações:

0 comentários:

Postar um comentário