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Serial Killers - Parte XI - Mitos Sobre Serial Killers Parte 6

#6: ELES SÃO TODOS BRANCOS Contrariando o mito popular, nem todos os serial killers são brancos. Serial killers existem em todos os gr...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

NOTÍCIAS DA SEMANA - CRIMES


5.08.2011
Mãe é suspeita de dar soda cáustica para a filha de 11 meses, em Nerópolis
Polícia acredita que a mulher queria chamar a atenção do pai da criança.A menina segue internada, em estado regular, com ferimento no esôfago.


Uma mulher foi ouvida na tarde desta quinta-feira (5), no 1º Distrito Policial de Goiânia, após ser considerada pela polícia a principal suspeita de dar soda cáustica para a filha de 11 meses na terça-feira (2), em Nerópolis, a 35 km da capital.

De acordo com a polícia, há a suspeita de que a mulher tenha dado o produto para a filha ingerir para chamar a atenção do marido, que recentemente havia se separado dela.

Segundo o delegado titular da delegacia de Nerópolis, Samer Agi, a criança apresenta um ferimento na boca e uma garrafa de soda cáustica com uma colher foram encontradas no telhado da casa da família. De acordo com Samer, essas evidências apontam a mãe como a principal suspeita do crime, visto que a criança não apresenta outros ferimentos pelo corpo, apenas na boca, o que pode indicar que o bebê tenha sido forçado a ingerir o produto.

Outra evidência contra a mãe, de acordo com o delegado, é o fato dela ter acionado o marido para contar que a menina passava mal, antes mesmo de levá-la ao pronto-socorro, o que reforça a versão da polícia de que ela queria chamar a atenção do pai da criança.

A menina foi encaminhada para o Hospital das Clínicas, em Goiânia, onde segue internada em estado regular. Segundo informações do hospital, a criança está com um ferimento no esôfago.

De acordo com o delegado Samer Agi, deve ser feito um pedido de medida cautelar de afastamento para manter a mãe longe da filha. Ainda segundo o delegado, a mulher pode ser autuada por lesão corporal grave ou tentativa de homicídio.
Fonte: G1/GO


Defensor do RJ pede novo DNA para saber se corpo é mesmo de Juan
Representante de um dos PMs suspeitos da morte pediu exumação do corpo.
Ele diz que 1ª necropsia dizia que o corpo era de uma jovem branc
a.



Menino Juan
A juíza em exercício da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Larissa Nunes Pinto Salles, deferiu, nesta sexta-feira (5) o pedido da Defensoria Pública para realizar um novo exame de DNA no corpo identificado como sendo do menino Juan Moraes, 11 anos.


A informação foi dada pela assessoria da Defensoria Pública na tarde desta sexta. Aexumação foi pedida pelo defensor público Antônio Carlos de Oliveira e deve ser realizada na próxima semana.
A coleta do material será feita pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli e a Coordenação de DNA da Defensoria Pública acompanhará todo o processo.


Segundo o defensor, a primeira necrópsia feita no Instituto Médico Legal de Nova Iguaçu é clara e objetiva em declarar que o corpo era de uma pessoa branca, do sexo feminino e de idade entre 12 a 14 anos.

Nessa ocasião, foi colhido material para exame de DNA, que não foi utilizado uma vez que o corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal do Rio, onde foi submetido a nova necropsia e a nova coleta de material para DNA, que num exame identificou o corpo como sendo de Juan.

Depois da exumação, será colhido um terceiro material genético para exame de DNA, que será feito num laboratório em São Paulo, conveniado à Defensoria.

Mão feminina
Segundo o defensor, uma das fotos da primeira necropsia feita em Nova Iguaçu mostra uma das mãos com a pele íntegra e se pode perceber que as unhas estão com as cutículas tratadas.

Outro ponto que o defensor quer esclarecer é a contradição existente entre a declaração da pollícia, de que Juan foi atingido no pescoço por um tiro de fuzil, e o resultado das duas necrópsias, a feita em Nova Iguaçu e a feita no Rio, que mostram que a coluna cervical estava íntegral.

"Um tiro de fuzil numa criança de 11 anos arrancaria o pescoço fora", disse o defensor.

Ele não descarta a hipótese de Juan ter sido atingido por um tiro de pistola de algum traficante do local, porque, segundo disse, uma moradora do local já teve um filho assassinado por traficantes no mesmo beco onde Juan sumiu e seu corpo nunca foi encontrado.

Perícia
O defensor questiona ainda contradições entre a perícia do local e o depoimento de testemunhas. Segundo disse, os peritos informaram no inquérito que recolherem no local cinco cartuchos de munição, mas uma testemunha disse no inquérito que foi ela quen recolheu as cápsulas e entregou à polícia posteriormente.

Juan Moraes, de 11 anos, foi morto na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, em junho. Oliveira, que defende um dos quatro policiais suspeitos de envolvimento na morte da crianças, pediu a exumação com base no laudo de uma perita legista que atestou que o corpo encontrado no Rio Botas era de uma menina e pretende fazer novos testes no corpo.

Quando o corpo de Juan foi identificado, a chefe de Polícia Civil Martha Rocha em entrevista afirmou que a perita havia errado o laudo e que exames de DNA provaram que os restos mortais eram de Juan. A perita foi afastada do caso.

Na noite de 20 de junho, Juan vinha da casa de um amigo com o irmão de 14 anos, quando foi atingido durante uma suposta operação da Polícia Militar na comunidade Danon. O irmão e outro jovem, de 19 anos, ficaram feridos. A reconstituição do caso foi feita no dia 8 de julho, dois dias após a chefe de Polícia Civil confirmar a morte do menino.

O delegado Ricardo Barbosa, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminse, afirmou que o menino foi baleado por policiais militares. Segundo ele, não houve confronto entre PMs e suspeitos.

Os quatro policiais do 20º BPM (Mesquita) cumprem prisão temporária em relação a dois homicídios duplamente qualificados (a morte do menino Juan e de um suposto traficante), duas tentativas de homicídio duplamente qualificado (do irmão de Juan, e de um jovem de 19 anos - ambos estão no Programa de Proteção à Testemunha) e ocultação de cadáver de Juan.

O irmão de Juan e o restante da família estão no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte (PPCAM).
Fonte: G1/RJ


- Após depor, nutricionista é indiciada por homicídio doloso
Mulher dirigia jipe blindado que atropelou empresário na Zona Oeste de SP.
Ela deixou delegacia em Pinheiros por volta do meio-dia desta sexta.


A nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, foi indiciada por homicídio doloso nesta sexta-feira (5) pelo atropelamento do empresário Vitor Gurman, no dia 23 de julho, na Vila Madalena, Zona Oeste de São Paulo. Após depor por cerca de uma hora e meia, ela deixou o 14º Distrito Policial, de Pinheiros, por volta das 12h, sem falar com a imprensa.

Para a polícia, a nutricionista, que havia consumido bebida alcoólica, dirigia em alta velocidade na Rua Natingui, onde aconteceu o atropelamento. “O laudo tinha dado que ela estava alcoolizada, não deu embriaguez. Pelas imagens a gente tem uma noção mais ou menos de que ela estava em alta velocidade Então, ela foi indiciada por homicídio doloso”, afirmou o delegado Ricardo Cestari, titular do 14º DP.


De acordo com o delegado, ela narrou que teve uma discussão com o namorado, o engenheiro Roberto de Souza Lima, de 34 anos, ainda dentro do bar Piove, porque ele demonstrou que queria dirigir o veículo Land Rover após ter consumido bebida alcoólica. “Ela não deixou porque estava muito embriagado”, disse o delegado.

O advogado da nutricionista, José Luis de Oliveira Lima, afirmou que sua cliente consumiu apenas um drink - "margarita" - durante a noite e depois teria tomado água. Oliveira Lima não concorda com a interpretação da Polícia Civil de que a nutricionista teria cometido um homicídio doloso, isto é, quando há intenção de matar. Segundo ele, não há provas que atestem que Gabriella conduzia em alta velocidade.

“Vai ficar demonstrado com clareza com o laudo pericial que não estava em alta velocidade”, declarou o advogado. Após o atropelamento, o jipe blindado capotou e o engenheiro caiu em cima dela, de acordo com a advogada. 


No momento do acidente, Roberto, segundo a nutricionista, tombou o corpo em direção ao painel, porque estava sem cinto de segurança. “Quando vai tentar protegê-lo, porque o corpo tomba, ela perde o controle do carro”, afirmou o advogado José Luis de Oliveira Lima.

Acompanhada do advogado, Gabriella chegou pouco antes das 10h ao distrito policial para prestar depoimento. Ela não quis conversar com a imprensa. Gabriela vai responder ao processo em liberdade e permanece com a habilitação.

Gabriella e Advogado deixam a Delegacia no final da manhã desta sexta-feira

Carta
Segundo o delegado, Gabriella se emocionou ao falar de Vitor durante o depoimento. Ela escreveu uma carta com um pedido de desculpas para a família do empresário. O teor da carta não foi revelado pelo advogado da família do empresário, Alexandre Venturini. A correspondência foi entregue à família após a morte de Vitor, no dia 28 de julho.

“Nesse momento é difícil aceitar qualquer ponderação a respeito dessa tragédia”, disse Venturini. Venturini afirmou não ter dúvidas de que a morte de Vitor se trata de um homicídio doloso.

Testemunha
O delegado ainda aguarda a conclusão dos laudos do Instituto de Criminalística. O indiciamento foi feito com provas testemunhais. O casal sempre afirmou que Gabriella dirigia o carro no momento do atropelamento, mas testemunhas chegaram a contestar essa versão. Durante uma acareação, duas delas voltaram atrás e tiveram que se desculpar. A polícia irá interrogar uma terceira testemunha que ajudou a socorrer as vítimas do acidente antes de concluir o inquérito.
Fonte: G1/SP


4.08.2011
- INGLATERRA - Pai e Filha são presos após reatar romance proibido




Durante 14 anos, Andrew Butler, 47, esteve afastado da filha, Nicola, hoje com 26 anos. Mas, ao se reencontrarem, eles já não eram mais "pai e filha". E fizeram sexo consensual. 

O caso de incesto aconteceu em Birmingham (Inglaterra). Nicola conseguiu achar o pai por meio do site Genes United, em 2004. Ela não via Andrew desde 1990, quando ele se separou da primeira esposa, que o acusava de violência. 

De acordo com Liz de Oliveira, advogada de Nicola, o reencontro entre a sua cliente e Andrew "ultrapassou as barreiras e acabou em uma relação sexual". 

Em 2007, os dois admitiram o caso de incesto e foram punidos. Os dois tinham sido descobertos na cama por um filho de 7 anos de Andrew. Ele contou o que vira para a mãe, que, por sua vez, denunciou o caso à polícia.
Andrew pegou quatro meses de cadeia, e Nicola recebeu pena de 18 meses de serviço comunitário.

Recaída
Um ano depois, Nicola se mudou para a casa de Andrew. Para a família, a jovem disse que se tratava de um namorado, sem revelar a identidade. Natalie, irmã de Nicola, descobriu no celular desta, meses depois, fotos de sexo explícito do casal. 
Ao mostrar para a mãe as imagens, a mulher reconheceu Andrew. O casal incestuoso foi detido em um flat em setembro do ano passado. 
Agentes apreenderam um laptop com muitas imagens de sexo explícito de Nicola e Andrew e cartas de amor entre os dois.Pela retomada da relação proibida, Andrew foi condenado a dez meses de prisão. A filha recebeu pena de dois anos de detenção.
De acordo com o processo, Nicola abortou um bebê que esperava do pai.
Fonte: oglobo.globo.com

- Delegado diz que irá indiciar nutricionista por homicídio doloso
Polícia diz já ter elementos para dizer que ela estava ao volante.
Jipe blindado atropelou empresário Vitor Gurman na Vila Madalena, em SP.




O titular do 14º Distrito Policial, de Pinheiros, Ricardo Cestari, afirmou no início da tarde desta quinta-feira (4) que a nutricionista Gabriella Guerrero, de 28 anos, deverá responder por homicídio doloso, quando há intenção de matar, porque conduzia o Land Rover do namorado acima do limite de velocidade permitido na Rua Natingui, na Vila Madalena, onde atropelou o empresário Vitor Gurman, no dia 23 de julho.
Questionado se a nutricionista será indiciada por homicídio doloso, o delegado foi enfático: "Isso. O crime é homicídio doloso". Ele disse já ter elementos para dizer que ela estava ao volante no momento do acidente, e não o namorado dela, o engenheiro Roberto de Souza Lima, de 34 anos.

“O fato da velocidade [que caracteriza o homicídio doloso]. Ela estava assumindo o risco. Estava em um carro grande”, afirmou o delegado. De acordo com Cestari, o veículo trafegava em velocidade “bem maior” do que permitida. Segundo a polícia, um primeiro laudo apontou que a nutricionista estava alcoolizada no momento do acidente.
O delegado afirmou que Guerrero deve prestar depoimento entre esta sexta (5) e a segunda-feira. Nesta manhã, o gerente do vallet do bar Piove, onde o casal estava pouco antes do atropelamento, afirmou que Guerrero deixou o estabelecimento ao volante.

“Na saída do estabelecimento, eu notei que ele queria dirigir o carro para ir embora, só que ela, muito decidida, sóbria, falou: ‘Eu vou dirigir o carro’. O carro estava funcionando já. Eu entreguei o carro a ela, ela entrou no carro e foram embora”, afirmou Naílson Manoel Barbosa.

“O rapaz não tinha condição alguma de assumir o carro. Aparentemente ele estava bêbado”, disse. O gerente do vallet, que trabalha no local há três anos, disse que conhecia a nutricionista “há algum tempo”.
A Polícia Civil aguarda os laudos da perícia para concluir o inquérito.
Fonte: G1/SP

- SP registra 5 latrocínios em 24 horas
Comerciante foi morto na frente dos filhos; polícia chegou a falar em delegacia especializada, mas secretário considera ''improvável''

Cinco pessoas morreram em latrocínios (roubos seguidos de morte) na capital e na Grande São Paulo em um período de 24 horas, entre a segunda-feira e anteontem. A última vítima assassinada por ladrões foi o comerciante Antônio Seyn Chon, de 35 anos. Ele levou um tiro na frente de seus filhos, de 5 e 13 anos, na zona leste da cidade.
Os números desse tipo de crime têm aumentado na capital. De janeiro a junho deste ano, foram registrados 46 casos. Em igual período de 2010 houve 41 latrocínios. No Estado, as ocorrências no primeiro semestre deste ano chegaram a 167. Segundo a polícia, em cerca de 30% dos latrocínios os ladrões exigiam o veículo ou a moto da vítima.

Diante dos casos, a Polícia Civil chegou a anunciar ontem a criação de uma delegacia específica para latrocínios, que funcionaria na sede do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). À noite, no entanto, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, em entrevista à TV Globo publicada pelo site G1, desautorizou a iniciativa. "Existe um estudo sobre essa delegacia especial, mas a sua criação é improvável", afirmou Ferreira Pinto.

Casos. Anteontem à noite, o comerciante Antônio Seyn Chon jogava videogame com os dois filhos na sala da casa da família, na Vila Progresso, quando cinco homens encapuzados entraram no imóvel. Eles exigiram as chaves do cofre e do Chevrolet Captiva de Chon. Como não conseguiram, um dos bandidos apontou a arma para o filho mais velho da vítima, que tentou defendê-lo. Chon foi baleado e morreu. O comerciante era dono de duas lojas de roupas no Brás.

Outro latrocínio registrado anteontem aconteceu em Guarulhos, na Grande São Paulo. Às 15 horas, o aposentado Joselito Silva Reis, de 69 anos, foi abordado por bandidos ao sair de um banco. Seu amigo, o técnico em eletrônica Maílson Martinho de Aguiar, de 21, tentou defendê-lo. Ambos levaram tiros e morreram. Na mesma noite, o guarda-civil Daniel Silva, de 40 anos, estava em um mercado na zona sul de São Paulo quando aconteceu um assalto. Ele morreu após ser baleado pelos bandidos.

Na noite de segunda-feira, Oswaldo Pereira, de 40 anos, dono de um bar na Lapa, zona oeste de São Paulo, foi morto na frente da filha após entregar o que os ladrões pediram: um notebook e um radiocomunicador.

Prevenção. Para o coronel da reserva Rui César Melo, ex-comandante-geral da Polícia Militar de São Paulo, o combate especializado é fundamental para a redução de um determinado crime. "Observamos que priorizar o combate ao homicídio, por exemplo, fez esse tipo de crime cair. Uma investigação mais apurada colabora para a queda dos índices", diz ele, que esteve à frente da PM a partir de 1999, ano em que houve pico de homicídios. Os índices começaram a cair a partir de 2000 - Melo ficou até 2002. O coronel ressalta outras três medidas para reduzir os latrocínios: o mapeamento dos casos, investimento na busca de armas e orientação à população.

O major Marcel Lacerda Soffner orienta as vítimas a nunca reagir. Segundo ele, o comportamento da vítima é um dos pontos importantes durante um assalto - qualquer movimento, mesmo sem intenção de reagir, pode ser fatal. A vítima deve avisar o bandido sobre cada ação.

CRONOLOGIA 
Segunda-feira 21 horas - O comerciante Oswaldo dos Santos Pereira, de 40 anos, é morto por um ladrão em seu bar, na Lapa, zona oeste da capital, após entregar um notebook e um radiocomunicador. A filha dele testemunhou o crime.
Anteontem,15 horas - O aposentado Joselito Silva Reis, de 69 anos, e o técnico em eletrônica Maílson Martinho de Aguiar, de 21, morrem após roubo em Guarulhos, Grande São Paulo. Reis foi abordado por ladrões ao deixar um banco e Aguiar, seu amigo, tentou defendê-lo.

20 horas - O guarda-civil metropolitano Daniel Silva, de 40 anos, é assassinado em uma tentativa de assalto a um mercado na zona sul. Ele estava com dois amigos, também GCMs, todos à paisana. Os agentes revidaram e um bandido foi morto. Outros dois conseguiram fugir a pé.

21 horas - O comerciante Antônio Chon é morto na frente dos dois filhos por bandidos que invadiram a casa da família, na Vila Progresso, zona leste. Chon reagiu quando um dos criminosos apontou a arma para um de seus filhos. Acabou baleado no peito e morreu no hospital.
Fonte: Camilla Haddad - O Estado de S.Paulo/ O Estadão



- Noite violenta com 2 mortos e 1 ferido a tiros em Diadema, no Grande ABC
Polícia acredita em crimes motivados por vingança ou desavença entre as partes; circuito interno de câmeras de segurança teria gravado imagens de um dos assassinatos

SÃO PAULO - Num intervalo de apenas uma hora, na noite de quarta-feira, 3, dois homicídios foram registrados na cidade de Diadema, no Grande ABC. Até as 2 horas desta madrugada, 4, nenhum suspeito havia sido localizado pela polícia, que acredita em execução, motivada por vingança ou desentendimento pessoal entre as partes.Eram 20 horas quando o comerciante Sebastião Félix dos Santos, de 49 anos, foi surpreendido por um homem, armado com uma pistola, dentro de seu estabelecimento, uma quitanda, na Rua Tomé de Souza, no Jardim Casa Grande. "Populares contaram que um homem se aproximou e, sem dizer nada, disparou uma vez contra o peito do comerciante, que morreu no local. O pistoleiro fugiu a pé", contou o soldado Rafael Padovan, da 2ª Companhia do 24º Batalhão da Polícia Militar (PM), que atendeu a ocorrência.


A polícia irá requisitar imagens do crime gravadas pelo circuito interno de câmeras instalado na quitanda. O assassinato foi registrado no 3º Distrito Policial, do Jardim Santa Rita.

Bar. Uma hora depois, outro crime do mesmo tipo foi registrado em um bar próximo à quitanda, na Rua Strauss, na Vila Nogueira. Dois homens em uma moto, o garupa encapuzado, pararam em frente ao estabelecimento e, aparentemente convictos de quem seriam as vítimas, gastaram poucos segundos para matar um dos clientes e deixar um ferido.

Os tiros foram disparados pelo garupa, que desceu da moto e mirou em José Aparecido Beserra, de 36 anos, e Caio Henrique dos Santos, 24. Ferido com quatro tiros, um deles na cabeça, Aparecido morreu a caminho do pronto-socorro municipal do Quarteirão da Saúde. Já Caio Henrique, baleado na barriga, continua internado na mesma unidade, mas seu quadro clínico é estável.

O homicídio e a tentativa também foram registrados na delegacia do Jardim Santa Rita.
Fonte: O Estadão

- Justiça de SP ouve testemunhas sobre morte de prefeito de Jandira

Dezesseis testemunhas de acusação irão prestar depoimento nesta quinta. Oito pessoas respondem pelo assassinato de Braz Paschoalin, em 2010.

Começou às 14h20 desta quinta-feira (4) a primeira audiência na Justiça no processo sobre a morte do prefeito de Jandira Braz Paschoalin, assassinado no dia 10 de dezembro do ano passado. O juiz Seung Chul Kim, da 1ª Vara Judicial de Jandira, ouvirá 16 testemunhas de acusação no fórum do município da Grande São Paulo. Um forte esquema de segurança foi montado para a realização da audiência. Oito pessoas são acusadas do crime; uma delas continua foragida.As primeiras cinco testemunhas são protegidas, por isso o depoimento delas será fechado. Os réus chegaram por volta das 13h45 em carros da polícia e da Secretaria da Administração Penitenciária. Entre os que respondem pela morte está o ex-secretário de Habitação do município Wanderley Leme de Aquino. O advogado dele, Rubens Santos Sebedelhe, diz que o réu “está tranquilo” porque é inocente. “Ele continua revoltado, porque está sendo acusado de algo que não cometeu. Não há nada que comprove até agora a participação dele."

O prefeito de Jandira Braz Paschoalin (PSDB), de 62 anos, foi morto a tiros no dia 10 de dezembro de 2010, na Rua Antônio Conselheiro, Bairro Santa Tereza, em Jandira, em frente a uma emissora de rádio. Pachoalin costumava ir à Rádio Astral FM todas as sextas-feiras para participar de programa de entrevistas. O barulho produzido por cerca de 15 disparos que o mataram puderam ser ouvidos, ao vivo, por quem acompanhava a programação da emissora. Na ocasião, o motorista do prefeito, Wellington Martins dos Santos, também foi ferido.

Denúncia
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) ofereceu no dia 14 de fevereiro denúncia contra os acusados da morte do prefeito. Foram denunciados à Justiça como mandantes do crime dois ex-secretários municipais, um ex-candidato a vereador no município da Grande São Paulo, além de outros quatro homens, sendo um deles um ex-policial militar, como executores do crime. Em abril, uma outra pessoa foi incluída como acusada.

A denúncia foi oferecida pelo promotor de Justiça Neudival Mascarenhas Filho, do Núcleo São Paulo do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Para ele, Paschoalin foi morto porque havia demitido um secretário e antigo colaborador, e estava se desentendendo com um outro secretário, que também pretendia demitir.
Fonte: G1/SP



03.08.2011
- Preso sob acusação de matar filho de três anos tem HC negado pela 1ª Turma

Preso em flagrante acusado de matar o próprio filho de três anos em março de 2007, S.L.O.C. teve negado, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, pedido de liberdade feito no Habeas Corpus (HC 104260). Com a decisão, foi cassada a liminar concedida pelo relator do caso, ministro Março Aurélio, em outubro de 2010.

De acordo com os autos, S.L. teria espancado o filho porque o menor teria evacuado nas calças. As lesões acabaram levando à morte da criança. O pai, contudo, só foi preso no dia seguinte, depois que os médicos constaram que o filho teria sofrido agressão. Para a defesa, não estaria configurado no caso o flagrante, de acordo com o que diz o artigo 302 do Código de Processo Penal (CPP).

Flagrante                                                                                                                                                   O relator do caso, ministro Março Aurélio, votou pela concessão da ordem. Ele disse entender que a prisão de S.L. foi ilegal. O artigo 302 do CPP, frisou o relator, diz que a prisão em flagrante é permitida quando o acusado é surpreendido cometendo o crime ou tiver acabado de cometê-lo, é perseguido após a prática da infração ou é encontrado, logo depois, com a arma do crime.Para o ministro Março Aurélio o quadro é entristecedor e estarrece, mas não justifica que se feche os olhos ao artigo 302 do CPP. O ministro Dias Toffoli concordou com Março Aurélio. Para ele, a ilegalidade da prisão em flagrante, como apontado pelo ministro Março Aurélio, permitiria a superação da Súmula 691.Súmula 691

Primeiro ministro a divergir, o ministro Luiz Fux votou pelo indeferimento do pedido. Segundo ele, o habeas foi impetrado contra decisão liminar do relator do caso no Superior Tribunal de Justiça. E nesses casos, lembrou Fux, a Súmula 691 do Supremo diz que "não compete ao STF conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere a liminar".


Ele foi acompanhado pelo ministro Ricardo Lewandowski e pela ministra Cármen Lúcia. De acordo com Lewandowski, a prisão também teria se baseado na gravidade do crime, na personalidade violenta do agente e para garantir a ordem pública. Assim, por três votos a dois, foi negado o habeas corpus a S.L. e cassada a cautelar concedida pelo relator.
Autor: Supremo Tribunal Federal


02.08.2011
- Preso suspeito de matar goiano a facadas em boate de Londres
Polícia londrina mantém os envolvidos no caso sob custódia judicial.
A liberação do corpo está dependendo de resultado final da investigação.

A polícia de Londres capturou nesta terça-feira (2) o suspeito de matar o goiano Carlos Roberto Oliveira, de 27 anos, no dia 16 de julho deste ano. A informação é de Eli Chidiac, secretário de Assuntos Internacionais do governo de Goiás.


A vítima é da cidade de Itapuranga, na região do Vale do São Patrício, e trabalhava como segurança numa boate. Ao tentar defender seu chefe de uma briga, teria sido surpreendido com várias facadas e não resistiu aos ferimentos, relata Chidiac.

O Crime
Segundo o secretário Eli Chidiac, o suspeito - que é inglês - entrou no local do crime para matar o dono da boate onde Carlos Roberto trabalhava como segurança, um libanês que estaria sendo procurado pelas autoridades britânicas. Na tentativa de defender o chefe, o goiano acabou sendo atingido. O dono do estabelecimento e o suspeito do homicídio foram presos e aguardam julgamento sob custódia da polícia local.


Traslado do corpo 
Na próxima quinta-feira (4) será realizada a segunda autópsia no corpo de Carlos Roberto e o governo de Goiás tentará novamente a negociação para fazer o traslado até o Estado. "Mas pode ser que os juízes ingleses decidam que o corpo seja enterrado lá, por causa da investigação criminal", afirma o secretário.

Planos 
Filho único, Carlos tinha saído de sua cidade natal, Itapuranga, a 166 km de Goiânia, há dois para tentar construir a vida profissional no exterior. Depois de uma temporada na Espanha, estava há oito meses em Londres, e, apesar de ilegal no país, trabalhava como segurança. O jovem estava com planos de voltar ao Brasil no final deste ano.Fonte: G1/GO

- MP-RJ denuncia pedreiro suspeito de matar mulher na Rocinha                                       Ele foi denunciado por homicídio e tentativa de homicídio.
Se condenado, pedreiro pode pegar até mais de 50 anos de prisão.





O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou por homicídio, nesta quarta-feira (3), um pedreiro suspeito de matar a mulher a golpes de marreta, na Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio. Em nota oficial, o MP-RJ informou que o homem também foi denunciado por tentativa de homicídio à enteada, de 14 anos, que testemunhou o crime.
O crime ocorreu no dia 6 de julho, na casa onde a família morava, dentro da favela. O pedreiro foi preso por policiais do Grupamento de Ações Táticas (GAT) do 23º BPM (Leblon) no dia 18 de julho. De acordo com a polícia, o motivo do crime seria passional.

Segundo a denúncia da 17ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal, a vítima foi atacada quando estava sentada no sofá, com golpes na cabeça. Ela chegou a ser socorrida, mas não resistiu. O homem, ainda segundo o MP-RJ, agrediu a filha da vítima, que conseguiu fugir para a casa de vizinhos.


Segundo o promotor Alexandre Murilo Graça, subscritor da denúncia, o suspeito vai responder pelo crime de homicídio por motivo fútil e mediante dissimulação que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido e por tentativa de homicídio por motivo fútil, mediante dissimulação e para assegurar a execução de outro crime.

Se condenado, de acordo com o MP-RJ, o pedreiro pode pegar até mais de 50 anos de prisão.


- Pai é preso após denúncia de filha

Também no dia 18 de julho, um homem foi preso sob suspeita de porte ilegal de arma, em Cosmos, na Zona Oeste do Rio. As informações foram confirmadas pela Polícia Civil. Segundo a polícia, os agentes da Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) chegaram ao suspeito após ele ser denunciado pela filha por ameaça.

Ainda de acordo com a polícia, ao chegarem à casa do suspeito, os policiais encontraram um revólver calibre 32 com numeração raspada. A arma foi apreendida pelos agentes. Na delegacia, a filha contou que foi ameaçada de morte pelo pai com uma arma de fogo. Após a denuncia, o 2º Juizado da Violência Doméstica expediu um mandado de busca e apreensão contra o homem.
Fonte: G1/RJ

- Mulher que teve rosto desfigurado segue internada em Goiânia
Vítima teria sido ferida pelo ex-marido a golpes de faca depois de uma briga.
Segundo o irmão da dona de casa, ela já havia sido agredida outras vezes.

A dona de casa Ana Maria Salles, de 36 anos, que teve o rosto desfigurado no último domingo (31), continua internada, nesta terça-feira (2), no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), em estado regular. O crime teria sido cometido pelo o ex-marido da vítima, que é pedreiro, após uma discussão entre o casal, no setor Residencial Dela Penna, região Sudoeste de Goiânia.

De acordo com a polícia, o pedreiro atingiu a ex-mulher com golpes de faca no rosto. De acordo com Hugo, Ana Maria esteve em estado grave e passou por uma cirurgia na segunda-feira (1º). Na manhã desta terça-feira (2), ela foi transferida para a enfermaria do hospital e se encontra em estado regular.


Segundo o irmão de Ana Maria Salles, Abimael Salles, o crime teria acontecido porque a dona de casa não quis reatar o relacionamento. Abimael afirmou ainda que a irmã já havia sido agredida outras vezes, mas nunca registrou ocorrência. O suspeito fugiu e o caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Goiânia (DEAM).
Fonte: G1/GO


*ESPECIAL:
                                CASO JOGADOR DA PORTUGUESA

04.08 - Polícia deve ouvir parentes de namorada de jogador da Portuguesa             Flávia de Lima morreu após cair de prédio na Zona Leste de São Paulo.
Segundo testemunhas, ela discutiu com o atacante antes da queda.



A polícia pretende ouvir nesta quinta-feira (4) parentes da namorada do atacante da portuguesa Rafael Silva, de 20 anos. A adolescente de 16 anos morreu no fim de semana após cair do 15º andar do prédio onde morava com o jogador, na Vila Carrão, Zona Leste de São Paulo.

Novas imagens mostram cartas e desenhos românticos que estavam dentro do apartamento. Lá, os peritos também encontraram objetos quebrados e marcas de sangue.

Flávia de Lima namorava o jogador havia três anos. Testemunhas contaram que os dois discutiram na noite de sábado (30), um pouco antes da adolescente cair da janela. A polícia investiga o caso como morte suspeita.
Fonte: G1

03.08 - Família de jovem morta era contra casamento com o jogador, diz avó

Dirce dos Santos de Lima, 67, avó materna de Flávia Anay de Lima, 16, disse que a família da adolescente era contra o casamento dela com o atacante Rafael Silva, 20, da Portuguesa. A jovem morreu no último domingo (31), após cair da sacada do apartamento onde vivia com o atleta, na zona leste de São Paulo.

"Ele [Rafael Silva] a roubou, foi uma fuga. Os pais não queriam aceitar a mudança [para São Paulo], mas ele cogitou procurar um advogado e fazer um pedido de casamento em juízo", afirma Dirce.

Segundo a avó de Flávia, o casamento completaria um ano no próximo dia 1º de setembro. À polícia, porém, Rafael disse que morava havia seis meses com a adolescente.


Assim como os pais, Dirce reafirmou que Flávia sofria agressões. "Há uns quinze dias ele [o atleta] quis enforcá-la. Quebrou tudo no apartamento e ela chegou a pedir socorro à mãe dizendo que ele iria matá-la".

O advogado do jogador informou que o jogador não poderia dar entrevistas neste momento. Segundo Giuseppe Fagotti, Rafael Silva está em tratamento médico, devido a uma lesão no olho, e recebendo acompanhamento psicológico.


VIZINHANÇA
Uma amiga do casal, moradora do condomínio Villa Del Sol, na rua Lutécia, na Vila Carrão (zona leste de SP), disse que a discussão que antecedeu a queda de Flávia durou 15min.


"Era uma gritaria, mas não dava para entender o que eles diziam. Logo depois, ouvi o barulho da queda e os gritos do Rafael. Ele desceu chorando muito e com um sangramento na cabeça", disse a adolescente, que preferiu não se identificar.

Apesar da discussão que antecedeu à morte de Flávia, a amiga refuta as declarações da família de que eles formavam um casal em crise. "Eles tinham discussões como qualquer casal. Não eram brigas", afirma.
Fonte: folha.com


03.08 - Após morte de jovem, polícia encontra imóvel revirado e sangue
A polícia encontrou, na última segunda-feira, objetos quebrados e marcas de sangue nas paredes do apartamento do 15º andar de um prédio da rua Lutécia, na Vila Carrão (zona leste de SP). No último domingo (31), Flávia Anay de Lima, 16, morreu após cair da sacada do imóvel, onde vivia com Rafael Silva, 20, atacante da Portuguesa.

"Os policiais que foram ao local encontraram um apartamento revirado, com objetos quebrados e marcas de sangue na parede", afirma a delegada Elisabete Sato, titular da 5ª Delegacia Seccional Leste.

O caso foi registrado como suicídio consumado no 10º Distrito Policial (Penha). "Mas estou conduzindo a investigação como morte suspeita porque o apartamento estava revirado e pelo histórico de brigas dos casal", diz Elisabete.

Além do cenário revirado, os policiais também encontraram uma cadeira na sacada de onde Flávia caiu. Segundo a polícia, o objeto já ficava no local e não teria sido levado para lá momentos antes da queda da adolescente.

Rafael Silva deverá ser ouvido no inquérito aberto para investigar o caso. "A ideia é ouvi-lo no final, pois ainda não temos nada para confrontá-lo", explica a delegada.


Além de Rafael, os pais de Flávia também deverão ser convidados a depor. Segundo o advogado da família, Ademar Gomes, foram eles que revelaram as brigas do casal. "Eles me contaram que o rapaz [Rafael Silva] agredia a moça [Flávia] constantemente e que um dia ela apareceu sem um dente na casa deles [em Praia Grande, litoral de SP]"
Fonte: folha.com


02.08 - Ela jamais faria isso’, diz mãe de adolescente que caiu de prédio em SP
Família de jovem de 16 anos não acredita na possibilidade de suicídio.


A família de Flávia Anay de Lima, de 16 anos, que caiu na madrugada deste domingo (31) do 15º andar do prédio onde morava com o namorado, afirmou nesta terça-feira (2) que descarta a hipótese de suicídio. “Ela jamais faria uma coisa dessas”, disse a mãe dela, Luara Adriana de Lima, de 38 anos. Os pais da adolescente concederam uma entrevista nesta tarde para falar sobre a morte de Flávia e o relacionamento dela com o jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20 anos.

A morte aconteceu na madrugada de domingo, em um prédio na Rua Lutécia, Vila Carrão, na Zona Leste de São Paulo. O caso será investigado pela Seccional Leste como morte suspeita. Inicialmente, o registro foi feito como suicídio em uma delegacia da região. “Vamos investigar como morte suspeita para que não pairem dúvidas”, disse a delegada seccional Elisabete Sato.

Os pais disseram descartar totalmente que a filha tenha se suicidado. “Ela era bonita, inteligente, jovem, tinha planos e uma família que a amava e apoiava”, disse a mãe. A versão de suicídio foi apresentada à polícia pelo jogador. Ele disse que a jovem ficou descontrolada durante uma briga e se atirou pela sacada. Os desentendimentos começaram, ainda de acordo com o jogador, porque Flávia havia ido buscar o atleta em um bar onde ele estava bebendo, perto do apartamento.

Como havia uma cadeira perto da varanda, o caso foi registrado como suicídio no 10º Distrito Policial na Penha, Zona Leste, e depois encaminhado para o 31º DP, na Vila Carrão, na mesma região. A polícia já pediu a perícia do apartamento. Foram encontradas manchas de sangue no imóvel e o jogador disse que o ferimento era dele e foi provocado por uma caixa de som que o atingiu. Pela versão do atleta, a adolescente atirou objetos nele durante a briga.

O G1 procurou a assessoria da Portuguesa e foi informada que nem o clube nem o jogador irão se manifestar até a conclusão das investigações. A Portuguesa disse que Silva recebe atendimento jurídico e psicológico do clube.
O advogado Giuseppe Fagotti, que representa o atleta, disse que depois da morte da adolescente o clube prorrogou a licença médica de Rafael Silva, afastado por causa de uma cirurgia de descolamento de retina. O advogado afirmou ainda que, mesmo abalado, o jogador colabora com as investigações.

Relacionamento
Os pais de Flávia contaram que os dois se conheceram quando a menina tinha 13 anos, em uma feirinha na Praia Grande, no litoral de São Paulo. Eles passaram a conversar pela internet, se encontraram algumas vezes e, em setembro do ano passado, a mãe disse que o jogador viajou até o município para os dois morarem juntos em São Paulo.

“Ele simplesmente veio para buscá-la. Nem tchau ela me deu”, recordou Luara. “Quando começou tudo isso, eles queriam casar de imediato. Eles combinaram de fugir juntos. Ela era uma criança que quis crescer antes do tempo”, completou o pai, o empreiteiro Francisco Carlos Lima, de 42 anos. Eles disseram que, apesar disso, apoiaram a jovem e, inclusive, compraram móveis para o casal.

Os dois afirmam que o relacionamento da filha era conturbado e que o atleta costumava beber. Luara relatou que, no dia 16 de julho, estava em São Paulo e Flávia começou a ligar seguidamente para seu celular. Quando a jovem contou que estava brigando com o jogador, a mãe decidiu chamar a polícia. Ela disse que os policiais conduziram o jogador e a jovem para o 10º Distrito Policial, mas a adolescente preferiu não registrar o boletim. “Ela não quis fazer o corpo de delito, nada”, contou a mãe.

Ao retornar ao apartamento, Luara disse que o imóvel estava revirado, havia marcas de socos e chutes em uma parede e uma garrafa quebrada no chão. “Eu perguntei se ela queria continuar vivendo assim e a levei embora para casa”, contou a mãe. Na mesma semana, a jovem voltou a conversar com o jogador. “Ela disse que eles tinham decidido que não iam morar mais juntos, só namorar. Eu não aceitei isso e, na quarta-feira, ele a veio buscar na casa dos meus pais”, lembrou.

Os pais disseram que a jovem chegou com marcas roxas em casa algumas vezes, mas nunca relatou agressões. O empreiteiro disse que a filha não contou por medo da reação. Questionado se a jovem se encantou pelo fato de o namorado ser jogador de futebol, o pai negou. “Eu não acho, porque vida confortável em casa ela tinha. Ela nem conheceu ele como jogador de futebol. Eu acho que ela se apaixonou demais, porque dinheiro o cara não tem. Quando apertava, ela corria para a gente.”

A mãe falou que a filha era “uma pessoa maravilhosa”. “Ontem eu enterrei a minha filha e hoje quem está morta sou eu”, disse. Os pais contrataram o advogado Ademar Gomes para acompanhar as investigações do caso. Ele disse que irá solicitar à polícia a reconstituição da morte, para tirar todas as dúvidas sobre o que aconteceu.
Fonte: G1 

02.08 - Polícia vai investigar queda de jovem de prédio como morte suspeita
Adolescente caiu de edifício na Zona Leste de SP neste domingo (31).
Caso foi registrado inicialmente em delegacia da região como suicídio.
A morte da adolescente Flávia Anay de Lima, de 16 anos, que caiu na madrugada deste domingo (31) do 15º andar do prédio onde morava com o namorado, será investigada pela Seccional Leste como morte suspeita. Inicialmente, o caso foi registrado como suicídio em uma delegacia da região. “Vamos investigar como morte suspeita para que não pairem dúvidas”, disse a delegada seccional Elisabete Sato.

O namorado da jovem é o jogador da Portuguesa Rafael Silva, de 20 anos. Segundo a delegada, serão ouvidas testemunhas do caso ainda nesta terça-feira (2). "Pode ser que a versão do jogador, de que foi suicídio, esteja correta. Mas vamos investigar", disse Sato, ressaltando que ainda não há nenhuma suspeita no caso.


Rafael Silva - Jogador da Portuguesa

Segundo a delegada, o apartamento onde os dois moravam, na Rua Lutécia, Vila Carrão, na Zona Leste de São Paulo, estava bem desarrumado. Também havia manchas de sangue espalhadas pelo local. Na versão do jogador, o sangue é de um ferimento dele, provocado por uma caixa de som que o atingiu.                  

O namorado disse à polícia que estava bebendo em um bar próximo ao endereço e a jovem foi buscá-lo, dando início a uma briga. Os desentendimentos continuaram no apartamento. Segundo o jogador, que depôs nesta segunda-feira (1º) e também esteve com a polícia no local, Flávia atirou objetos nele, deixando marcas de sangue nas paredes. Neste momento, a jovem ficou descontrolada e se atirou pela sacada, ainda segundo o atleta.

Como havia uma cadeira perto da varanda, o caso foi registrado como suicídio no 10º Distrito Policial na Penha, Zona Leste, e depois encaminhado para o 31º DP, na Vila Carrão, na mesma região. A polícia já pediu a perícia do apartamento. Os pais da jovem não acreditam na versão de suicídio e contrataram um advogado para acompanhar as investigações.

O G1 procurou a assessoria da Portuguesa e foi informada que nem o clube nem o jogador irão se manifestar até a conclusão das investigações. A Portuguesa disse que Silva recebe atendimento jurídico e psicológico do clube.
Fonte: G1

01.08 - "Em breve vou para o seu mundo", diz jogador sobre namorada morta
No Twitter, o atacante Rafael Silva, 20, da Portuguesa, se disse "muito abalado" e afirmou que "em breve" passará para mundo de Flávia Anay de Lima, que morreu após cair do 15º do apartamento onde o casal vivia, na Vila Carrão (zona leste de SP).


"Ainda sei que um dia vou te encontrar aonde [sic] você estiver. Em breve passarei paro seu mundo. Te amo #flaviaanay", postou Rafael Silva em sua conta oficial no micro-blog.

As postagens de Rafael Silva sobre a morte de Flávia começaram há duas horas e, desde então, o atleta já colou quatro mensagens diferentes. Em uma delas, o atacante da Portuguesa fala sobre uma tatuagem que a adolescente havia feito em sua homenagem.

"Estou muito abalado pois minha princesinha se foi. #flaviaanay igual a tatoo que você fez para min [sic]. Te amo eternamente."

Twitter do jogador
Fonte: folha.com


01.08 - Tia de jovem morta em apartamento de jogador refuta suicídio
A tia de Flávia Anay de Lima, 16, que morreu na madrugada do último domingo, refutou a hipótese de suicídio levantada pela polícia. A adolescente morreu após cair do 15º andar do apartamento onde vivia com o atacante Rafael Silva, da Portuguesa.

A tia da jovem, Larissa Kisy, que esteve na delegacia na manhã após a morte de Flávia, disse em entrevista à Folha que o relacionamento da sobrinha com o jogador estava conturbado.

"No começo eles se davam bem, muito bem. Mas depois ficou conturbado, porque ele bebia uísque quando não tinha de jogar e começou a 'pagar' de solteiro", disse Larissa.

Há 20 dias, Larissa disse ter acompanhado Flávia ao 10º Distrito Policial (Penha) para registrar um boletim de ocorrência de agressão. "Ela [Larissa] acabou desistindo após conversar com o Rafael".

Segundo a tia, os jovens se conheceram durante um carnaval em Praia Grande [litoral de São Paulo], onde a sobrinha morava com a família, e trocaram contatos. "Depois de um ano eles se reencontraram no MSN e passaram a namorar", diz Larrisa.

O namoro à distância teria durado apenas dois meses. Há pouco mais de seis meses, Flávia e Rafael foram morar juntos em um apartamento na rua Lutécia, na Vila Carrão [Zona Leste de São Paulo]. Ainda segundo Larissa, a família do atleta não aprovava o namoro.

TRAUMA
O advogado do atleta, Giuseppe Fagotti, disse que Rafael já prestou depoimento nesta segunda e que ele está traumatizado. "Ele disse que tinha até medo da sacada e não imagina como ela teve coragem de fazer aquilo [se jogar]", disse Fagotti.

Ainda segundo Fagotti, na noite anterior ao caso, Flávia teria seguido o jogador. Em frenta a um bar, onde o atleta havia parado, a adolescente teria danificado o carro dele com um sapato.

"A menina tinha muito ciúmes e não é de hoje que falava que se jogaria [da janela do apartamento]. O Rafael me contou que depois do bar eles voltaram para o apartamento e, após uma nova discussão, ela se jogou", afirma o advogado.

Hoje, o corpo de Flávia foi velado e sepultado em um cemitério de Santo André [Grande São Paulo] e o jogador não compareceu à cerimonia. Segundo o advogado, Rafael Silva teve de prestar depoimento, no mesmo horário, no 10º DP.

Segundo a Polícia Civil, os primeiros indícios apontam para suicídio. Essa linha de investigação, porém, é preliminar e um inquérito policial será aberto para apurar o caso. A ocorrência foi registrada no 10º DP, mas as investigações ficarão a cargo do 31º DP [Carrão].

Nascido em Feira de Santana, na Bahia, Rafael Silva foi revelado pelas categorias de base da Portuguesa e integra o elenco profissional do clube há dois anos.
Fonte: folha.com

                                                            CASO BRUNO


02.08 - Em gravação, juíza teria oferecido ajuda para a noiva de Bruno
Gravações telefônicas autorizadas pela Justiça mostram a juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas (MG), consolando Ingrid Oliveira, a noiva do goleiro Bruno Fernandes e oferecendo abrigo e um advogado de confiança para ela.


A juíza critica ainda Luiz Henrique Romão, o Macarrão. "Esse Macarrão, eu estou quase fazendo uma lasanha dele", diz a juíza em uma das conversas. "Não aguento olhar na cara dele", completa.

Macarrão e Bruno são réus na acusação de envolvimento na morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador.


A magistrada, que é acusada por Bruno e Ingrid de tentativa de extorsão de dinheiro em troca de habeas corpus, negou as acusações e disse que as gravações são falsas.

O Ministério Público Estadual confirmou ontem que obteve autorização judicial para fazer o grampo telefônico, mas não confirmou a veracidade dos áudios. A juíza foi temporariamente afastada do cargo pelo TJ-MG na última semana.
Fonte: Jusbrasil.com

21.07 - Bruno pode se casar ainda este ano com Ingrid Oliveira, diz advogado

Goleiro aguarda conclusão de divórcio para celebrar união com noiva.
Defesa deve pedir autorização da Justiça para casamento civil em presídio.
BRUNO E  A NOIVA INGRID
O advogado Claudio Dalledone Júnior, defensor do goleiro Bruno, disse ao G1 nesta quinta-feira (21) que a expectativa de Bruno e da noiva Ingrid Oliveira é que o casamento entre os dois seja oficializado ainda este ano. Segundo Dalledone, o casal vai celebrar a união mesmo que Bruno continue preso.


“A idéia é agora esse ano ainda. O Bruno preso ou solto, o casamento irá acontecer”, disse Dalledone. Para que o casamento seja firmado, é preciso que o divórcio do goleiro com Dayanne Souza seja homologado pela Justiça.

O advogado que cuida das questões relativas à separação de Bruno, Luis Gustavo Trotta, contou que o processo está sendo feito de forma consensual e amigável, e questões como a partilha de bens já estão definidas. Falta ajustar detalhes da pensão para as duas filhas do casal, da guarda e das visitas.


“A princípio será um divórcio consensual, nós estamos definindo os valores da pensão e a partilha dos bens já está definida”, disse. O advogado falou que deve se reunir com Dayanne para acertar algumas coisas relacionadas à separação e a valores. “Seria [discutido na reunião] o divórcio, com a partilha dos bens, alimentos para os menores, guarda e visitação”, explicou Trotta. O Advogado de Dayanne, Francisco Simin, também confirmou o encontro para acertar os detalhes do divórcio.

Se Bruno ainda estiver preso, o casamento deve ser celebrado na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH. Trotta falou que, para isso, vai pedir uma autorização da Justiça.


“Nós vamos requerer junto a magistrada a habilitação para o casamento, mediante procuração. E aí podemos ver a possibilidade de que um cartório vá até o presídio para realizar o ato. Na verdade é colher assinatura . Não vai existir o casamento no religioso, seria só no civil.”

O advogado disse ainda que a prioridade agora é concluir o processo de divórcio. Após essa etapa, as questões sobre o casamento serão definidas. “Estando tudo organizado, o interesse da senhora Ingrid é proceder assim que possível e do Bruno também”, concluiu.


Entenda o caso
A jovem Eliza Samudio mudou-se para o Rio de Janeiro no início de 2009. Em abril ou maio do mesmo ano, ela conheceu o goleiro Bruno e os dois tiveram um relacionamento. Em outubro, ela fez um boletim de ocorrência por agressão e sequestro no Rio. Nessa época, Eliza relatou a um órgão da imprensa que estaria grávida do goleiro.

Em fevereiro de 2010, a jovem deu à luz um menino e alegou que o atleta era o pai da criança. Segundo a polícia, entre os dias 5 e 8 de junho, Eliza foi levada do Rio para Minas. Ainda segundo a polícia, no dia 9 de junho, ela foi levada do sítio do Bruno, em Esmeraldas para Vespasiano. Ambas as cidades ficam na Grande BH. A mulher teria sido morta, na madrugada do dia 10, em Vespasiano.

Entre os dias 24 e 25, a polícia recebeu denúncia de que Eliza teria sido agredida no sítio. Logo em seguida, começaram as investigações sobre o paradeiro da moça. A criança foi encontrada em Ribeirão das Neves, na Grande BH, e alguns suspeitos foram convocados para depor.
Dia 6 de julho, a polícia ouviu um adolescente que estaria dentro do carro, junto com Eliza, na viagem do Rio para Minas. A Justiça determinou a prisão de Bruno e do amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão. Nesse dia, um exame comprovou que o sangue no carro de Bruno era de Eliza.

No dia seguinte, Bruno e Macarrão se entregaram na Polinter do Andaraí, na Zona Norte do Rio. A Justiça mandou prender Dayanne de Souza, mulher de Bruno, e Sérgio Rosa Sales, primo do jogador.

Ainda no dia 7 de julho, a polícia fez buscas na casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, em Vespasiano. O menor foi ouvido outra vez e Bruno foi indiciado como mandante do sequestro de Eliza do Rio para Minas.
BRUNO, MACARRÃO E BOLA

EX DE BRUNO
 No dia 10 ou 11 de julho apareceu mais um nome no caso: Fernanda Gomes de Castro, que também teria tido um relacionamento com o jogador.

No dia 12, o adolescente foi ouvido no Rio e, no dia seguinte, foi transferido para Minas. Ele disse à polícia que foi chamado para um “dar susto” em Eliza, junto com Macarrão.

No dia 14, a polícia fez novas buscas pelo corpo de Eliza na casa de Bola, em Vespasiano.
O Flamengo mandou uma carta de demissão de Bruno no dia 16, mas anulou a decisão no dia 20. No dia 29 de julho, polícia indiciou Bruno e mais oito pessoas pelo desaparecimento e morte de Eliza.

BRUNO NA MACA
Em 5 de agosto, Fernanda foi presa em Minas. No dia 6 de outubro, Bruno teve um um mal súbito durante audiência em Ribeirão das Neves e é levado para posto médico.

No dia 23, o advogado Ércio Quaresma deixou a defesa do goleiro. Quatro dia depois,Flávio Caetano é solto pela Justiça.

A Justiça do Rio condenou Bruno no dia 7 de dezembro de 2010 por manter Eliza em cárcere privado.

Em Minas, no dia 17 de dezembro, a Justiça decidiu que o jogador, Bola, Macarrão, Sérgio, Dayanne, Fernanda, Wemerson Marques e Elenilson da Silva vão a júri popular.

O goleiro, Macarrão e Sérgio vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Bola, que também está preso, vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

No dia seguinte, Dayanne Souza, Fernanda Castro, Wemerson Marques (que acompanhou Dayanne e Flávio Caetano no dia em que eles levaram o filho de Eliza para uma casa na Grande BH) e Elenilson da Silva (amigo de Bruno, trabalhava como caseiro e secretário do goleiro) foram soltos e respondem em liberdade por sequestro e cárcere privado.

Na prisão, Bruno ganhou o direito de treinar com bola no dia 22 de dezembro. Em 2011, no dia 19 de maio, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou habeas corpus para Bruno pedido pelo advogado Cláudio Dalledone Júnior.

No dia 20 de abril deste ano, Bola foi transferido da Nelson Hungria para a Penitenciária Jason Soares Albergaria, em São Joaquim de Bicas, na Grande BH.
Fonte: G1/MG


27.07- Juíza suspeita de negociar habeas corpus para Bruno é afastada em MG
Segundo goleiro Bruno, Maria José Starling teria negociado sua libertação.
Decisão foi tomada pela Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas.


A juíza Maria José Starling, que segundo a noiva do goleiro Bruno, Ingrid Oliveira, teria intermediado uma negociação de venda de habeas corpus para o atleta, foi afastada do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) nesta quarta-feira (27). A decisão foi tomada pela Corte Superior do TJMG. O goleiro, que está preso por acusação de envolvimento no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, e Ingrid denunciaram uma suposta tentativa de extorsão à Assembleia Legislativa de Minas Gerais. A magistrada era titular da Comarca de Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A decisão da Corte Superior, divulgada pelo Diário Judiciário na noite desta quarta-feira, não explicava o motivo do afastamento da juíza.

A denúncia foi feita durante um depoimento de Ingrid, na Assembleia, no dia 10 de junho. Ela disse aos deputados, segundo a Comissão de Direitos Humanos, que a juíza Maria José teria intermediado conversa de Ingrid com um advogado que participou da defesa do goleiro. Este defensor teria proposto à noiva do goleiro uma assinatura de um contrato de R$ 1,5 milhão com cláusula de impetração de habeas corpus a favor de Bruno.

No dia 28 de junho, em uma audiência na Assembleia, Bruno negou ter proposto ou aceitado qualquer tipo de corrupção para se livrar da acusação pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio. "Quero sair da Nelson Hungria pela porta da frente", disse. O jogador falou que espera voltar ao trabalhar quando deixar o presídio. "Quero sair dali, para dar continuidade à minha carreira e cuidar dos meus entes queridos". O jogador, que vai a júri popular pelo desaparecimento e morte de Eliza Samudio, pediu aos fãs que acreditem na inocência dele. "Eu não pude dar retorno, agradecer todos os meus fãs. Podem acreditar em mim, nas minhas palavras. Eu sou inocente”, disse.

O G1 falou com o advogado Getúlio Barbosa de Queiroz, que defende a juíza, no dia 28 de junho. À época, ele negou o envolvimento de Maria José Starling em supostas irregularidades envolvendo o caso do goleiro Bruno. Segundo Queiroz, “a juíza Starling não tem competência para colocar o Bruno para fora, para liberar da prisão. Não pode revogar a decisão da Marixa (Rodrigues, juíza da comarca de Contagem, que proveriu sentença de pronúncia contra os réus)", disse. Nesta quarta-feira (27), o advogado foi procurado pela reportagem e não foi encontrado para falar sobre o assunto.

Réu pela morte de Eliza SamúdioApós um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza Samudio deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul. Segundo a polícia, Eliza teria sito morta no início de junho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

A Polícia Civil indiciou Bruno e mais oito envolvidos no desaparecimento e morte da jovem. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público em agosto de 2010. O corpo de Eliza não foi encontrado.Em dezembro de 2010, a mulher de Bruno, Dayanne; a ex-namorada de Bruno, Fernanda Gomes de Castro; o caseiro do sítio, Elenílson Vítor da Silva; e Wemerson Marques, o Coxinha, foram soltos e respondem em liberdade. 

 O goleiro, o amigo Macarrão e o primo Sérgio estão presos e vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

DAYANE
Fonte: G1

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