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quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cérebros expostos a sensações traumáticas na infância têm marcas físicas na fase adulta


LAUSSANE, Suíça - É senso comum que adultos violentos geralmente tiveram algum trauma psicológico na infância. Alguns deles têm inclusive alterações físicas em uma parte do cérebro chamada de córtex órbito-frontal. Mas até então, a relação entre as mudanças físicas do órgão e o trauma nunca havia sido bem definida.

Um estudo liderado por Carmen Sandi, do Laboratório de Genética Comportamental da Escola Politécnica Federal de Laussane, na Suíça, demonstrou pela primeira vez uma correlação entre traumas psicológicos em ratos pré-adolescentes e mudanças no cérebro semelhantes aos encontrados em humanos de comportamento violento.

— A pesquisa mostra que pessoas expostas a traumas na infância não sofrem apenas psicologicamente, mas têm o cérebro alterado —explica, Carmen, diretora do Instituto Brain Mind, cuja pesquisa foi publicada este mês na revista científica “Translational Psychiatry”. — A descoberta acrescenta mais uma dimensão às consequências do abuso (contra infância).

Os pesquisadores foram capazes de desvendar os fundamentos biológicos da violência através de um grupo de ratos machos expostos a situações estressantes psicologicamente quando jovem. Depois de observar que essas experiências levou a um comportamento agressivo quando os ratos atingiram a idade adulta, eles examinaram o que estava acontecendo no cérebro dos animais para ver se o período traumático deixou uma marca duradoura.

Numa situação desafiante socialmente, o córtex órbito-frontal de uma pessoa saudável é ativada de modo a inibir impulsos agressivos e manter reações normais. Mas nos ratos pesquisados, informa Carmen, foi notado que havia apenas uma pequena ativação desta região do cérebro. Esta ativação insuficiente do córtex órbito-frontal é acompanhada de uma superativação da amígdala cerebelosa, região responsável pelas reações emotivas. A pesquisadora concluiu que tal associação entre o funcionamento das duas regiões do cérebro é marcante e acima do que esperava para o estudo.

Os cientistas também mediram mudanças na expressividade de certos genes cerebrais. Eles deram foco aos genes responsáveis pelo comportamento agressivo . Foi descoberto que o gene MAOA foi mais ativado no córtex pré-frontal. Por fim, os investigadores testaram a eficácia de um inibidor do gene MAOA, neste caso, um antidepressivo, para ver se ela poderia inverter o aumento da agressividade induzida pelo stress juvenil, o que ocorreu de fato. Daqui para frente, a equipe vai explorar tratamentos para reverter mudanças físicas no cérebro, e mais além, tentar esclarecer se algumas pessoas são mais vulneráveis a determinado trauma com base em sua composição genética.
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