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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Serial Killers Parte X - Traçando o Perfil de Um Serial Killer


Determinar a assinatura e o MO são aspectos usados para se traçar o perfil. A unidade de Ciências Comportamentais do FBI desenvolveu o processo de traçar perfis nos anos 70, e Ted Bundy foi um dos primeiros serial killers a ter seu perfil traçado. Estudos de psicólogos e psiquiatras e informações reunidas de assassinatos em série do passado entram na criação do perfil, juntamente com informações da cena do crime e depoimentos de testemunhas. Por exemplo, se a vítima é branca, o assassino provavelmente é branco. Se a cena do crime mostra sinais de um planejamento cuidadoso, o assassino é provavelmente inteligente e mais velho. Se a vítima foi mutilada de maneira desorganizada, o assassino é provavelmente esquizofrênico (em inglês), e esquizofrênicos são geralmente muito magros e desleixados [fonte: Vronsky].

Os perfis não são 100% exatos, mas geralmente chegam muito perto. Segundo Robert Keppell, detetive que tomou a confissão de Bundy, o perfil montado para os crimes de Bundy era perfeito, "chegando ao ponto em que previa que ele tinha um meio-irmão e ele tinha mesmo" [fonte: Bellamy].

Quando o perfil é finalizado, os investigadores conferem a lista de suspeitos e determinam qual deles provavelmente cometeu o crime e a melhor forma de capturá-lo. Alguns serial killers organizados, como Dennis Rader (o Assassino BTK), sentem a necessidade de insultar a polícia, o que às vezes leva à sua captura. Rader mandou para a polícia um disquete com meta-dados que foram rastreados e chegaram à sua igreja. Muitos serial killers, até mesmo aqueles incrivelmente organizados e metódicos, acabam dando uma escorregadela que leva à sua prisão. No caso de Jeffrey Dahmer, uma vítima escapou e levou a polícia ao apartamento de Dahmer. Algumas vítimas de John Wayne Gacy haviam trabalhado em sua construtora.

Mas nem todos os serial killers são pegos. Alguns são presos ou pegos por outros crimes, e evidências levam os investigadores aos assassinatos. Ted Bundy foi pego em uma operação de rotina da polícia no trânsito, e David Berkowitz, o "Filho de Sam", foi pego por ficar vagando na rua, e acreditava-se que era testemunha dos crimes ao invés de o assassino.

Quando condenados, a maioria dos serial killers passa o resto da vida na prisão ou é executada se a pena de morte (em inglês) existir em seu estado. Ed Gein é uma exceção. Num primeiro momento, declarado incapaz para um julgamento, Gein foi mandado para uma instituição psiquiátrica. Seu psiquiatra então determinou que ele era capaz de ir a julgamento, e o juiz o considerou inocente por razão de insanidade. Gein morreu em 1984 de deficiência cardíaca.

Muitos pesquisadores concordam que não há uma maneira de "curar" um serial killer. Alguns serial killers que passaram um tempo em instituições psiquiátricas depois de cometer os crimes ou receberam tratamento psiquiátrico foram considerados "curados" e foram libertos. Mas mataram de novo. Peter Woodcock passou 35 anos em um hospital psiquiátrico para criminosos em Ontário, no Canadá, depois de matar três crianças. Poucas horas depois de ser solto, matou um colega paciente do hospital e foi imediatamente enviado de volta à instituição.

Até sabermos mais sobre como barrar serial killers antes que comecem a matar ou melhorarmos as maneiras de capturá-los antes de continuarem seu ciclo de assassinatos, eles continuarão sendo uma realidade, assim como os assassinatos em si.



Como funciona o perfil criminal nos Estados Unidos

O tipo mais simples de criação de perfil é o Ficar de Guarda ("Be on the Lookout" - BOLO) ou Boletim dos Pontos (APB). Provavelmente são familiares, embora talvez você não tenha ouvido a respeito deles como um perfil.

Um boletim dos pontos é a descrição de um determinado suspeito de cometer um crime, normalmente com base em depoimentos de testemunhas. Por exemplo, depois de um assalto a banco, a polícia pode interrogar suspeitos e rever câmeras de segurança antes de liberar o seguinte Boletim dos Pontos:

"O suspeito foi visto pela última vez em uma pick-up Ford, cor azul escuro. Estava vestindo uma camiseta vermelha e jeans escuro. O suspeito é descrito como um homem branco, 1,65 m de altura, magro, loiro e meio calvo. Ele tem uma cobra tatuada no antebraço esquerdo."

É comum a inclusão da cor da pele do suspeito e normalmente não há controvérsias. É simplesmente uma descrição física baseada em uma prova visual coletada na cena do crime, não faz julgamentos sobre essas características.
Investigação na cena do crime
Provas visuais coletadas na cena do crime, como cabelo ou fibras de roupas, podem adicionar informações ao perfil de um suspeito 
O próximo passo na criação do perfil é o perfil psicológico. Investigadores criam esse perfil na ausência de provas físicas e descrições de testemunhas ou para incrementar tais descrições. Eles pegam o que sabem a respeito de um suspeito desconhecido e suas ações e tentam gerar informações adicionais gerais. Por exemplo, se um assassino em série tem matado mulheres que trabalham em um escritório de advocacia, os criadores de perfil consideram provável que o assassino seja um homem que trabalhou ou foi cliente de um escritório de advocacia.

Outras evidências, como anotações deixadas pelo assassino, o local do assassinato ou o estado da cena do crime, podem permitir que eles desenvolvam "conjeturas". Essas hipóteses podem incluir informações como o nível de educação do suspeito, traumas psicológicos que ele sofreu ou onde ele mora. Não são 100% exatas e algumas vezes podem ser bem vagas. No entanto, caso a polícia não tenha idéia de quem possa ser o suspeito, pelo menos já sabe por onde começar. Por exemplo, interrogar antigos funcionários do escritório de advocacia pode gerar pistas mais concretas que levem a provas diretas acerca da identidade do assassino.


 Previsões de Perfil

Com a previsão de perfil, a criação de perfis criminais fica ainda mais controversa. Em vez de procurar por um determinado suspeito com base em evidências de um crime específico, a previsão de perfis tenta adivinhar que pessoas poderiam cometer um crime que ainda não aconteceu.

Essa ideia não é revolucionária por si só. Policiais não apenas reagem a crimes: eles fazem ronda, observam e tentam localizar comportamentos suspeitos que podem significar que um crime vai ocorrer. Poucas pessoas questionariam o direito de um policial de investigar uma situação suspeita ou de interrogar um suspeito. Mesmo quando delegacias de polícia usam seus perfis criminais como justificativa para buscas e apreensões sem permissão, essas práticas têm sido sustentadas pela Suprema Corte nos EUA.

Aqui está um exemplo. Guardas estaduais estão patrulhando um trecho de auto-estrada freqüentado por traficantes. Os policiais aprenderam, com experiências anteriores, que traficantes freqüentemente usam carros alugados (normalmente grandes automóveis sedãs ou veículos utilitários esportivos), viajam de manhã bem cedo e colocam o estepe no banco traseiro para deixar mais espaço para as drogas no porta-malas.

Às 4 horas da tarde, um policial percebe um carro que se encaixa nesse perfil. O motorista não está violando qualquer lei importante de tráfego, mas o guarda pára o carro mesmo assim, na esperança de encontrar provas que possam levá-lo a examinar o veículo. Isso é considerado criação de perfil. A prática de perceber tendências criminosas e criar um perfil escrito é algumas vezes atribuída ao policial rodoviário Bob Vogel, da Flórida, embora tenha sido realizada por outros ao mesmo tempo ou antes do uso das "semelhanças acumulativas" de Vogel.


Esse tipo de criação de perfil pode ocorrer quando policiais de alto nível criam uma política e um programa que instrui policiais a investigar pessoas que se encaixam em um perfil predeterminado. Isso também pode fazer parte de uma política não oficial, um aspecto da cultura da polícia que passou de policiais veteranos para novatos na força. Algumas vezes é resultado da experiência de um policial. Após anos de trabalho, ele aprende quais sinais podem indicar atividade criminal.

Para determinar se um perfil justifica uma apreensão ou investigação sem permissão, o policial deve ser capaz de descrever os fatores específicos que o fizeram acreditar que o suspeito era um criminoso. Uma desconfiança ou um sentimento não se sustentam no tribunal, mas a seguinte declaração sim:

"O suspeito pareceu nervoso e fez várias declarações contraditórias. No banco traseiro, pude ver uma caixa de sapato cheia de caixas de filmes de 35 mm, que transportadores de drogas normalmente usam para armazenar drogas. O carro tinha cheiro de desodorizador de ambientes, que normalmente é usado para esconder o cheiro de drogas ilegais. Vi o suspeito dirigindo vagarosamente para cima e para baixo em um quarteirão freqüentado por traficantes."

Esse tipo de perfil, além de legal, é considerado um bom trabalho policial.

Algumas práticas de criação de perfil são ilegais porque podem violar a Constituição americana. Duas emendas são especificamente relacionadas à atividade de criação de perfis. A Quarta Emenda diz, em sua totalidade:

"O direito das pessoas de estarem seguras em seus corpos, casas, papéis e efeitos, contra investigações e ataques sem sentido, não deve ser violado, e não é permitido, exceto sob causa provável, suportada por juramento ou afirmação e particularmente descrevendo o local a ser examinado e as pessoas ou objetos a serem desapropriados."

Causa provável significa que a polícia não pode investigar um lar, carro ou pessoa sem algum tipo de justificativa - normalmente uma crença razoável de que encontrará evidências de um crime lá ou de que irá interromper um crime em andamento.

Na maioria das circunstâncias, um policial não pode determinar isso sozinho. Ele precisa de um mandado de busca de um juiz ou do consentimento da pessoa que está sendo investigada. A principal questão a respeito de perfis é a seguinte: se uma pessoa se encaixa em um perfil criminal, na ausência de qualquer outra evidência de um crime, isso já se constitui numa causa provável para o crime? No caso Estados Unidos x Sokolow, a Suprema Corte americana decidiu que uma "totalidade" de evidências que levam policiais a concluir que o suspeito provavelmente está envolvido em atividade criminal é suficiente para justificar uma prisão ou busca.

A Décima Quarta Emenda diz, em parte:

"Nenhum Estado deve criar ou impingir qualquer lei que restrinja os direitos ou imunidades de cidadãos americanos, nem desprover qualquer pessoa de vida, liberdade ou propriedade sem o conjunto de costumes e regras da lei, ou negar a qualquer pessoa desta jurisdição a igual proteção das leis."

Se policiais usarem perfis criminais que incluem raça como fator, estarão violando tanto a Quarta quanto a Décima Quarta Emenda.



Análise de causa provável

Durante uma parada no trânsito, um policial pode agir de diferentes formas, que requerem diferentes tipos de causa provável para que sejam legais. Examinaremos cada passo e analisaremos os elementos de causa provável.
Parando um veículo 

Para parar alguém legalmente, um policial precisa ter testemunhado uma violação de tráfego ou um outro crime cometido por alguém no veículo. Ele também pode checar a placa do carro para ver se o carro é roubado ou se há mandado de prisão para o proprietário registrado. Caso o carro e seus ocupantes se encaixem em um perfil criminal, o policial pode pará-lo, contanto que possa descrever fatores específicos que se encaixem no perfil. No entanto, a raça ou a cor da pele do motorista e ocupantes do veículo não entram em jogo.
Interrogando o suspeito 

Uma vez que o policial pára o veículo, ele não necessariamente precisa aplicar uma multa. Caso o veículo pareça suspeito, o policial pode apenas querer interrogar os ocupantes, checar seus documentos no banco de dados da polícia e olhar dentro do carro. Ele pode olhar tudo o que estiver visível no carro. Ainda não tem, contudo, motivos suficientes para entrar e inspecionar o carro. Se fizesse isso, violaria a proteção da Quarta Emenda contra busca e apreensão sem motivo. No entanto, se essa investigação preliminar der mais peso à suspeita inicial do policial, ele pode ter causa provável para uma busca e apreensão. Mais uma vez, isso depende da presença de fatores específicos no perfil, não apenas de um "sentimento", e a raça não pode ser um fator.

Imagem cedida por FBI.gov
Uma vez que um suspeito dá seu consentimento, policiais podem conduzir uma busca completa em seu carro

Permissão para busca 

Se os atos dos suspeitos ou os conteúdos de seu carro levantarem maiores suspeitas, o policial pode pedir permissão ao motorista para examinar o carro. Ninguém é obrigado a dizer sim, mas, caso diga, o policial não precisa de mais motivos. O suspeito abriu mão de seus direitos da Quarta Emenda e o policial pode conduzir uma busca completa. O policial não precisa dizer ao suspeito que ele pode recusar o consentimento (pelo menos não conforme lei federal - alguns Estados podem ter leis obrigando essa notificação). Esse aspecto é controverso porque nem todos estão cientes de seu direito de recusar e muitas pessoas dizem sim por medo ou por pensarem que o policial vai fazer a busca mesmo assim.

Se o consentimento for recusado, o policial pode deter os suspeitos por um tempo razoável .
Em 2005, a Suprema Corte dos EUA decidiu que, para usar um cão farejador ao redor do veículo, não é necessário um mandado ou qualquer suspeita específica ou causa provável, e que isso não viola a Quarta Emenda. Caso o cachorro sinalize a presença de drogas, isso cria causa provável suficiente para uma busca completa, sem consentimento ou mandado. Tempo "razoável" é uma definição vaga, embora esperas de até 90 minutos tenham sido permitidas por tribunais federais [ref (em inglês)].

Busca completa com causa provável 
O alerta de um cão farejador, drogas ou armas visíveis dentro do carro são as formas mais comumente aceitas de causa provável.

Caso o policial execute qualquer uma dessas ações sem causa provável, nenhuma evidência coletada como resultado será permitida no tribunal. Isso pode dificultar muito processar o suspeito com sucesso.


Perfil Racial

Perfil racial é uma forma de previsão de perfil na qual um dos fatores (ou o único fator) que os policiais consideram é a cor da pele ou a raça do suspeito. Tenha em mente que não estamos falando de "policiais arrogantes" com atitudes racistas. É lógico que racismo existe na polícia, assim como em qualquer grupo grande de pessoas. A verdadeira controvérsia acontece quando os departamentos de polícia possuem sistemas de criação de perfis que incluem raça como um fator ou uma cultura que ensine e reforce essa prática. Algumas pessoas dizem que o perfil racial é um tipo grosseiro de racismo institucionalizado que leva à perturbação injusta de minorias, ao passo que outras dizem que perfis raciais não existem (ou seja, policiais acossam criminosos e, caso façam parte de minorias, não é culpa do policial) ou que são uma ferramenta necessária para simplesmente refletir a realidade.

Separar fatos de opiniões pode ser difícil, porque os mesmos fatores são usados em ambos os lados do debate para apoiar seus pontos de vista. Adversários da criação de perfil racial citam a disparidade entre a porcentagem de presidiários negros nas prisões dos EUA e a porcentagem da população geral negra como um sinal de que negros são, injustamente, alvos de policiais. O Censo 2000 indica que negros representam 12,3% da população americana, ao passo que estatísticas do Departamento de Justiça dos EUA indicam que aproximadamente 40% de todos os prisioneiros são negros [ref (em inglês)]. Uma disparidade similar pode ser encontrada entre hispânicos. Mas alguns sugerem que essas estatísticas somente indicam que negros e hispânicos têm mais probabilidade de cometer crimes.


Análises estatísticas são ainda mais difíceis. De acordo com as pessoas que dizem que não existe perfil racial, existem muitas variáveis que precisariam ser levadas em consideração para comparar, com exatidão, as populações gerais às populações nas prisões. Mesmo que as paradas, as buscas ou apreensões nas estradas sejam analisadas por raça, essas estatísticas podem estar distorcidas, porque policiais fazem mais paradas em horários em que as minorias estão dirigindo, ou as minorias devem ter uma maior tendência para violar leis de trânsito. Taxas mais altas de acidentes e fatalidades são normalmente citadas como uma evidência desse fato. Advogados também apontam que, se o racismo fosse o centro das taxas de busca e apreensão das minorias, policiais que fazem parte das minorias teriam estatísticas diferentes das dos policiais brancos. De fato, policiais negros param o mesmo número de motoristas negros que os policiais brancos [ref].

                                                              Amidou Diallo
Em um caso vergonhoso, policiais foram acusados de perfil racial na morte do imigrante africano Amidou Diallo. Em fevereiro de 1999, policiais do Departamento de Polícia de Nova York estavam procurando um estuprador em série quando viram Diallo, cuja cor de pele e vestimentas se encaixavam na descrição do suspeito. Quando os policiais anunciaram sua presença, Diallo correu pelas escadas de seu edifício e colocou a mão no bolso para pegar sua carteira. Pensando que ele estava pegando uma arma, os policiais atiraram. Na confusão, pensaram que um dos policiais estivesse ferido. A polícia deu 41 tiros, acertando Diallo 19 vezes e o matando.

No julgamento, os policiais foram absolvidos de quaisquer acusações resultantes do incidente. Mais tarde, os pais de Diallo ganharam $ 3 milhões de dólares em uma ação ordinária contra a cidade.

O mais famoso caso de perfil racial sistemático foi divulgado em Nova Jersey em 1999. Uma análise das práticas da polícia de Nova Jersey foi conduzida pelo Procurador Geral do Estado, revelando que negros e hispânicos foram parados e revistados muito mais vezes do que motoristas que não pertenciam às minorias. Na verdade, 80% de todas as paradas de trânsito conduzidas pela polícia de Nova Jersey durante um período de 10 anos foram de motoristas pertencentes às minorias. O relatório também concluiu que uma cultura elitista e machista existia nos postos de polícia estaduais [ref (em inglês)]. Embora as políticas dos departamentos de polícia proíbam oficialmente o perfil racial, relatórios de muitos policiais indicam que era comum que veteranos "instruíssem" outros policiais nessa prática. Autoridades determinaram monitores federais para os policiais. Em 2006, um relatório sugeriu que Nova Jersey tinha eliminado ações de criação de perfil racial completamente, mas, se a polícia local ainda precisa de monitores federais ou não, é discutível.

O escândalo de Nova Jersey trouxe à tona as práticas de criação de perfil que existem no país. Apesar de os materiais de treinamento da Agência de Combate às Drogas dos Estados Unidos (DEA) indicarem que o perfil racial é imoral e contra as regras da agência, a inteligência da DEA passada para agentes e departamentos de polícia normalmente continha informações sobre a nacionalidade de prováveis suspeitos, bem como dados raciais [ref]. O departamento judicial do governo de Nova Jersey publicou uma declaração, dizendo que de forma nenhuma policiais deveriam usar a raça como fator durante qualquer etapa do processo de parada e investigação de um possível suspeito. Na essência, policiais deveriam fechar os olhos para a raça, etnia e cor de pele (exceto quando estivessem tentando comparar uma pessoa à descrição de um suspeito específico).

Políticas de departamento devem ajudar policiais, examinando tendências em atividades criminais. No entanto, elas enfrentaram a conseqüência inesperada de criar uma situação hostil para membros de minorias que eram inocentes. Tais políticas seriam consideradas violações de direitos civis, e muitos departamentos de polícia adotaram políticas declarando especialmente essa prática como ilegal. Vinte e dois Estados americanos possuem leis (em inglês) proibindo a criação de perfis raciais de motoristas.


Criação de perfis pós-11 de setembro

Após o ataque de 11 de setembro de 2001 (e ataques terroristas subsequentes nos EUA e em outros lugares), o país está particularmente sensível a testes de segurança em aeroportos. Críticos dizem que um número desproporcional de pessoas "parecidas com árabes" têm sido detidas, examinadas ou interrogadas em pontos de controle de segurança em aeroportos. Algumas pessoas dizem que isso só faz sentido se estiver baseado na etnia dos atacantes de 11 de setembro. No entanto, tais práticas violariam leis de direitos civis e pelo menos um especialista apontou que focar apenas nas pessoas do Oriente Médio pode mais prejudicar do que ajudar. Raphael Ron, antigo chefe de segurança do aeroporto Ben Gurion, em Israel, declarou: "O pior ataque a Ben Gurion foi feito por japoneses em 1972. Ao focarmos em grupos étnicos, cometemos um erro que o inimigo já percebeu: dessa forma, eles podem usar uma pessoa não árabe para executar um ataque e pode dar certo" [ref (em inglês)].

Meses depois do 11 de setembro, o Comitê Árabe-Americano Antidiscriminação levou ao tribunal vários casos envolvendo pessoas de descendência árabe que foram retiradas de vôos apesar de terem passado por outros controles de segurança. Tribunais determinaram que o critério de retirar passageiros condenáveis não pode ser exercitado somente por causa da origem étnica ou raça de um passageiro. Ainda assim, a ameaça de terrorismo fez que muitos americanos aceitassem essa tática. Regras de autoridades em segurança nos transportes (em inglês) foram modificadas para esclarecer que a criação de perfis raciais em pontos de controle de segurança em aeroportos não é legal, e novos sistemas de segurança estão sendo desenvolvidos para neutralizar a raça, focando em padrões de comportamento.


                                                Criação de perfil por DNA
Recentes avanços em testes de DNA têm levado algumas empresas a declararem que podem determinar a constituição racial de uma pessoa baseada somente em evidências biológicas deixadas na cena do crime. Se esse tipo de teste levar a exames científicos detalhados, pode ser considerado parecido com uma descrição física relatada por uma testemunha. Caso a polícia saiba que o suspeito é asiático, pode se limitar à investigação de asiáticos, por exemplo. No entanto, a maneira como a polícia usa as informações pode causar controvérsias. A polícia de Charlottesville, Virgínia, se aproximou de pessoas que coincidiam com um perfil racial de um suspeito e pediu amostras voluntárias de DNA para testes. Essas pessoas, em seguida, entraram com uma ação de importunação na Justiça. 

Fonte: Site How Stuff Works - Autor: Ed Grabianowski


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